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Movimento "Futebol Sem Género"

Rui Gomes, em 20.06.20

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As futebolistas do movimento "Futebol sem Género", que se insurgiu contra o tecto salarial imposto pela Federação Portuguesa de Futebol, que anunciou que as equipas da primeira divisão de futebol feminino passarão a ter nos 550 mil euros um limite máximo de investimento, lamentam o comunicado desta sexta-feira do Sindicato dos Jogadores, onde o organismo diz não ver discriminação de género na decisão e ainda que não vai "galopar numa onda mediática".

Ricardo Cardoso, advogado que representa as jogadoras do movimento, numa declaração à Tribuna Expresso, sublinha que as futebolistas... "lamentam que o Presidente do Sindicato, ao invés de se juntar a este movimento, defenda, não só a imposição de um tecto salarial completamente ilegal, mas, sobretudo, que o seja somente para o futebol feminino".

"Contudo, a grande luta das jogadoras que representamos não é contra o Presidente do Sindicato, nem contra ninguém, mas em prol do futebol e do futebol feminino em especial", diz ainda Ricardo Cardoso, que deixa ainda um apelo à FPF.

"Daí que mais do que a opinião do presidente do Sindicato, o que é verdadeiramente essencial é que a FPF, depois de analisar os argumentos que lhes apresentamos, não se mantenha no lado errado da História e elimine, de imediato, a imposição de um tecto salarial para o futebol feminino".

Pelos vistos, Joaquim Evangelista e o Sindicato dos Jogadores só existem para defender futebolistas masculinos. 

Já tivémos ocasião de sublinhar num outro post que consideramos uma grande injustiça a imposição de um tecto salarial apenas no futebol feminino. Decerto que é visto como um alvo fácil, especialmente considerando os muitos milhões que estão em jogo no futebol masculino, onde o céu é o limite.

Assente numa reportagem de Diogo Pombo e Lídia Paralta Gomes, em Tribuna Expresso.

publicado às 12:01

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4 comentários

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De Indiana Julio a 20.06.2020 às 12:21

So posso dizer que nao me passa pela cabeça que nao se esteja a trabalhar já tambem para a imposiçao de um tecto salarial no futebol profissional masculino.
E que estamos simplesmente a viver um problema de timing.

Seria muito grave se nao fôr assim.
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De Rui Gomes a 20.06.2020 às 13:02

Será melhor esperar sentado. Não acredito, pelos múltiplos interesses e milhões.
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De Leão Zargo a 20.06.2020 às 16:59

Parece inacreditável que em pleno século XXI em que a igualdade de género é uma questão central se verifiquem este tipo de situações no nosso país. As leis que proíbem mulheres de jogar futebol são raras ou inexistentes no mundo desenvolvido, mas escândalos de assédio sexual e comentários sexistas são frequentes.

Agora, em Portugal, acontece este triste episódio. Na verdade, o mundo do futebol, mesmo do futebol feminino, continua a ser altamente masculino em que os papéis de homens e mulheres continuam sendo diferenciados. Tem interesse recordar que a selecção de futebol feminino dos Estados Unidos recentemente moveu uma acção contra a U. S. Soccer Federation por discriminação de género, nomeadamente por queixas de remuneração.
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De ChakraIndigo a 20.06.2020 às 18:41

Porque não deixar que o mercado se regule a si próprio?

É preciso sim impor regras de fair-play financeiro que evitem situações em que clubes com milhões de prejuízo possam continuar a operar e a acumular resultados negativos consecutivos.

O Kaiserlautern da Alemanha, que tem 4 titulos, declarou situação de insolvência, assim como o Lokerem da Belgica, clube histórico, que não encontrou investidores e foi obrigado a declarar também a insolvencia.

Esta situação é anacrónica, e em contra-mão com o que se passa no resto do mundo desportivo.

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