Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Mudanças na Taça de Portugal

Leão do Norte, em 11.01.26

Há alguns dias Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, anunciou mudanças no formato da Taça de Portugal e já a partir da próxima época. Proença revelou que as equipas da Primeira Liga só vão entrar em prova a partir da quarta eliminatória e que as meias-finais passarão a ser disputadas num só jogo.

São decisões que podem gerar avaliações dispares.

Numa época em que a densidade competitiva é muito elevada, esta redução do número de jogos levará a um alívio no calendário dos clubes do escalão principal. Por outro lado, a entrada mais tardia destes clubes em prova significa menos jogos transmitidos na televisão e, por isso, menos receita para todos os clubes (sobretudo os mais pequenos), para além de voltar a atribuir ao sorteio das meias-finais carácter demasiado relevante, nomeadamente pela importância, muitas vezes decisiva, do factor casa.

Equilibrar um calendário competitivo cada vez mais denso não é uma tarefa fácil, mas, na minha perspectiva de adepto, não sou partidário destas alterações. Compreendo-as, mas não as apoio.

 

publicado às 03:00

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.


18 comentários

Sem imagem de perfil

De Manuel a 11.01.2026 às 04:57

As meias finais a duas mãos é só para garantir que quem passa à final é mais poderoso. E gosto da ideia antiga que um pequenino pode ganhar num dia de sorte ou inspiração o que nunca acontecerá com meia final a duas mãos.
Saudações Leoninas
Imagem de perfil

De Leão do Norte a 11.01.2026 às 11:57

Manuel, compreendo esse raciocínio e também me agrada a ideia de um clube "pequeno" ter mais possibilidade de, com um só jogo nas meias-finais, ir a uma final. O problema é que na esmagadora maioria das vezes os clubes "grandes" estão nas meias-finais e num só jogo entre eles a vantagem do factor casa desequilibra muito a eliminatória.
Para além disso, retirar a participação dos clubes da Primeira Liga numa eliminatória só prejudica os clubes "pequenos".
Sem imagem de perfil

De RCL a 12.01.2026 às 21:05

Desde que o grande não seja o Sporting
Sem imagem de perfil

De H2OReturns a 11.01.2026 às 12:23

Mas que saudades sinto daquela taça do ferróbico da aldeia de Cabeça Gorda uma pequena aldeia de Beja ter eliminado no seu peladão o Leixões, e o Penafiel do treinador/jogador Oliveira "por cada Leão que cair, outrio se levantará", hoje seria impossivel vermos essa bonita festa num pelado "caixa de fósforos", também por aí pela década de 70, ou inicio de 80, recordo-me de uma deslocação do Sporting a Amarante da III Dibisão, com um 0-0 em 120 minutos jogado num pequeno pelado com a singularidade do Amarante ter um presidente/treinador Ramiro Vieira o seu nome, naturalmente no jogo de desempate em Alvalade o Amarante foi goleado, mas esse era o espirito de Taça.

Hoje, a FPF de forma hipócrita na 1ª eliminatória em que entram os clubes da I Liga, obriga-os a jogar sempre fora de casa, mas o L. Évora vai jogar ao Bonfim, ou o Celoricense joga em "casa" em Barcelos, e lá vai para o galheiro o factor casa, por motivos de segurança, ou e de transmissão televisiva.

Mas a hipocrisia da FPF na Taça de Portugal, bem recentemente atentou contra a verdade desportiva, um Caldas Braga marcado para o dificil Campo da Mata, foi deslocado para Torres em cima da hora, não fosse o Caldas eliminar o Braga da Taça e retirá-lo da meia final ou final porque a televisão oblige a presença dos 3 Grandes e do Braga, e a FPF lembra-se bem de um Caldas Benfica para a taça há 2 ou 3 anos, quando o Caldas foi eliminado no Campo da Mata pelo Benfica do Schmidt mas nos penáltis, e não fosse o diabo tecê-las o Caldas Braga foi jogado em campo neutro, uma fantochada!
Imagem de perfil

De Leão do Norte a 11.01.2026 às 12:54

H2OReturns, partilho essa ideia sobre a hipocrisia da FPF. A Taça de Portugal é cada vez menos a festa do futebol. Qualquer dia, tal como na Taça da Liga, os clubes da Primeira Liga, ou os ditos grandes, só entram em prova nas "vésperas" da final.
Também recordo esse mítico Cabeça Gorda, ainda hoje conhecido de muitos pelos feitos dessa Taça de Portugal.
Sejam quais sejam os motivos invocados, o factor económico é o responsável pelo caminho traçado e a Taça de Portugal é cada vez mais uma competição que "atrapalha".
Sem imagem de perfil

De Luis Carvalho a 11.01.2026 às 12:23

Creio que já aqui expressei a minha opinião sobre o quadro competitivo de futebol em Portugal. Andamos com remendos na Taça da Liga, agora altera-se a Taça de Portugal pondo no sorteio uma arbitrariedade pouco sensata e nunca se olha para aquilo que entendo ser a maior questão, a Liga, que precisa, que deve ser muito mais competitiva, mais disputada. Não será com a redistribuição dos diretos televisivos, tirando a uns para dar aos outros que as equipas ditas pequenas poderão tornar-se mais fortes, porque o bolo global nunca aumentará se a Liga continuar a ter pouco interesse internacional.
Imagem de perfil

De Leão do Norte a 11.01.2026 às 13:13

Caro Luís Carvalho,
A Taça de Portugal é uma competição cada vez mais "incómoda" para os interesses do futebol português.
Sou frontalmente contra essa arbitrariedade no sorteio das meias-finais.
Ninguém pode redistribuir o que não existe e se o futebol português não gerar receitas a situação só se vai agravar.
A competitividade da Liga encerra diversos factores. Independentemente da reformulação dos quadros competitivos, ela também é reflexo da realidade socioeconómica do país. Somos, cada vez mais, um país centralizado em duas ou três regiões, com o restante a definhar. Há cada vez menos cidades ou polos de média dimensão no interior do país, com capacidade económica para desenvolver actividades competitivas e nessas duas ou três regiões fortes que referi, a nível desportivo, a concentração económica em um ou duas equipas é o caminho mais lucrativo e competitivo. Com os benefícios das competições europeias a situação agrava-se sobremaneira. Mas é um tema que nos leva a debates intermináveis.
Sem imagem de perfil

De H2OReturns a 11.01.2026 às 14:03

A região do Minho julgo ser um bom exemplo de uma região com capacidade económica para desenvolver actividades competitivas, e o Braga, Vitória, Famalicão, Gil Vicente, Moreirense são 5 bons exemplos ou 5 equipas competitivas como traduz a actual classificação, com os 4º, 5º, 6º, 7º e 8º classificados da I Liga, com as 5 boas equipas do Minho que em cima elenquei, mas não incluo o AVS ou o AFS porque é uma aberração do futebol moderno.

Dito de outra forma, se tivessemos mais regiões com a pujança económica do Minho, o nosso país seria mais competitivo na europa, mas também a nossa liga seria mais competitiva cá dentro e lá fora.
Imagem de perfil

De Leão do Norte a 11.01.2026 às 15:10

O Minho, juntamente com o Douro Litoral e parte da Beira Litoral, pertence a uma das duas ou três regiões fortes do país, com o fosso entre elas e o resto da país a acentuar-se ano após ano.
Mas o Minho é quase uma excepção no país. Durante anos, não sei se actualmente ainda é, o distrito de Braga foi a região administrativa mais jovem das que compunham a União Europeia. Foi muito por essa realidade demográfica que a região cresceu e tornou-se socioeconomicamente relevante a muitos níveis.
Mas para o desenvolvimento harmonioso e equilibrado do país futebolístico, não considero vantajoso a existência de 5, 6 ou até 7 equipas (como já aconteceu) num raio de 40 Km, multiplicado por 2 ou 3. Passamos quase a ter um campeonato regional e inter-regional.
Sem imagem de perfil

De Luis Carvalho a 11.01.2026 às 16:37

Meu Caro Leão do Norte, tudo o que escreve é verdade, é a realidade. Eu, um Eborense, apesar de só ter vivido em Évora um terço dos meus anos de vida, vejo como um clube como o Lusitano, não terá nenhuma capacidade de um dia regressar aos seus tempos áureos de primeira divisão. É uma realidade incontornável, e mesmo regiões como Setúbal, litoral, população significativa, o seu clube de primeira, o Vitória, anda pelos distritais. Não é de agora, é algo muito pensado há décadas, é necessário reduzir e muito o número de clubes nas competições nacionais profissionais. Vamos “ matar” o jogador português? Olhem bem para certos planteis de equipas profissionais, ou da Liga 3, e o número de portugueses é ínfimo.
Imagem de perfil

De Leão do Norte a 11.01.2026 às 23:37

Ao Lusitano, associo o Elvas, o Sporting da Covilhã... Por isso "torço" para que equipas como o Tondela, Chaves, Académico de Viseu consigam estar na Primeira Liga.
Independentemente da reorganização dos quadros competitivos, o futebol tem de ser mais descentralizado, com clubes a serem representantes não só de uma cidade, mas de uma região. Esta sinergia regional poderia criar equipas muito mais poderosas e mais competitivas.
Sem imagem de perfil

De RCL a 12.01.2026 às 21:15

Eu não entendo como Viseu e Aveiro, duas cidades economicamente pujantes, não tem um clube na primeira Divisão; Viseu ainda tem o Tondela mas o Académico fica sempre à porta. E o Tondela é o sobe e desce.
Sem imagem de perfil

De António Pinto a 11.01.2026 às 16:21

Cada cabeça sua sentença, aqui vai a minha. Concordo com a abolição da meia final a duas mãos, já a entrada mais tardia levanta-me muitas dúvidas, é menos um jogo é certo, mas também menos receita para os clubes, principalmente os de menores dimensões. Acresce, em minha opinião, que todas estas mudanças, escondem a necessidade de se reformular os quadros competitivos das ligas 1 e 2, aí sim algo se deveria fazer, embora a interminável discussão que traria, e o olhar para interesses individuais contra os globais, levará a que tudo continue na mesma por muitos e bons anos.
Imagem de perfil

De Leão do Norte a 11.01.2026 às 16:37

António Pinto, cada um terá a sua opinião e cada opinião encerra vantagens e desvantagens.
A reformulação dos quadros competitivos é uma tarefa hercúlea. Conjugar os diversos interesses é uma impossibilidade e bloquearia uma solução.
Imagem de perfil

De Vítor Hugo Vieira a 12.01.2026 às 09:14

Estando totalmente a favor do fim das meias finais a 2 mãos, que mais não são do que um esquema para que exista mais um jogo entre grandes )e só não fizeram o mesmo em relação à final porque era vergonhoso demais), sou no entanto totalmente contra a entrada dos clubes da 1ª liga numa fase mais tardia, até porque os clubes com excesso de jogos por época são apenas os 4 que estão nas competições europeias, os restante não têm um calendário assim tão preenchido que justifique menos 2 ou 3 jogos por época.

Adicionalmente, nestes jogos as equipas grandes rodam bastante o 11 titular, o que acaba por ser benéfico para que os suplentes e os jovens possam mostrar-se e adquirir mais ritmo competitivo. Temos vários casos no Sporting, ao longo das épocas, de jogadores que agarraram estas oportunidades e se foram consolidando na equipa principal e que assim, com esta reformulação da competição, terão menos ocasiões para o fazerem.
Imagem de perfil

De Mike Portugal a 12.01.2026 às 10:31

Eu seria apologista que, uma vez que as meias finais passam a ser em apenas 1 jogo, que esse jogo fosse jogado em campo neutro, tal como a final é.
Sem imagem de perfil

De Rumo Certo - Ventos Favoráveis a 12.01.2026 às 15:03

Comungo da mesma opinião, ou seja, de que as meias finais da Taça, fossem disputadas em campo neutro, a fim de evitar o fator "casa" como um eventual cenário de privilégio para qualquer das equipas.
Sem imagem de perfil

De RCL a 12.01.2026 às 21:34

Os clubes que vão às competições europeias tem excesso de jogos que condicionam as lesões musculares que hoje são uma praga.
Alguma coisa teria de ser feita . O Sporting com um plantel de 25 jogadores, tem 10 no estaleiro. Incrível!!!!!!
A festa da taça é de outros tempos, quando os jogadores tinham carros utilitários. Hoje há muito dinheiro em jogo, um clube tem muitas contas a pagar. Reduzir o número de jogos cá no burgo é fundamental; há que apostar forte nas competições europeias.

Comentar post





Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2026
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2025
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2024
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2023
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2022
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2021
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2020
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2019
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2018
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2017
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2016
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2015
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2014
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2013
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2012
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D




Cristiano Ronaldo