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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

O nosso amigo Julius não está disponível e eu só vou adiantar breves considerações sobre o jogo de Portugal com a Eslovénia, vencido pela selecção Lusa nos penáltis.
Começo por transcrever este parágrafo de Lídia Paralta Gomes, em Tribuna Expresso...
Cada defesa de Diogo Costa nos penáltis contra a Eslovénia foi como atirar um jarro de água benta a cada pecado cometido por Portugal neste jogo dos oitavos de final do Euro 2024. Uma, duas, três vezes, três vezes se lançou e três vezes impediu a bola de entrar na baliza, dando à selecção nacional mais uma oportunidade, depois de um jogo em que aconteceu um pouco de tudo, muito por culpa própria e auto-infligida. Houve equívocos, grandes equívocos, houve drama. E houve, no fim, um guarda-redes que se afastou de tudo isto para salvar uma equipa, depois de um nulo que durou 120 minutos".
A jornalista tem razão ao afirmar que "houve equívocos, grandes equívocos" por parte da Equipa das Quinas, que se resumem à flagrante falta de orientação técnica. Uma selecção com muitos talentos, mas, como equipa, a deixar muito a desejar.
Acredito que, como é habitual, não vão faltar louvores, face à vitória de Portugal, mas a realidade é muito diferente. Não fomos eficazes do meio campo para a frente e, ainda pior, na finalização. Martínez agravou o estado de coisas com as substituições sem nexo que fez.
Tirou Vitinha para colocar Diogo Jota. Pouco depois, lançou F. Conceição para o lugar de Rafael Leão, à esquerda. Sem Leão, Portugal perdeu a capacidade de desequilibrar em drible. E sem Vitinha perdeu o cérebro, a capacidade de pensar o jogo. Deixou de dominar a posse, deixou de ter capacidade de baralhar a pressão adversária.

É verdade que Cristiano Ronaldo falhou o penálti que poderia ter dado a vitória a Portugal. Denunciou o remate e Oblak é um grande guarda-redes, um dos melhores do mundo.
Para mim, três portugueses estiveram em grande nível: João Cancelo, Nuno Mendes e João Palhinha, o homem que mais ameaçou a baliza eslovena.
Portugal segue agora para Hamburgo, onde vai jogar com a França nos quartos de final, na próxima sexta-feira. A França venceu mas também não convenceu. Superou a Bélgica com um autogolo. Mesmo assim, a Selecção Nacional terá que ser muito mais equipa do que mostrou ontem, mas com Martínez ao leme, não sei se isso é possível.
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