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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Portugal triunfou sobre Gana mas, em abono da verdade, não jogou o suficiente nos três jogos no Brasil para merecer continuar na competição. Não deixa de haver uma enorme ironia em que hoje, em Brasília, um Cristiano Ronaldo mais feliz e inspirado poderia ter levado "o barco a bom porto" se tivesse concretizado apenas metade das oportunidades flagrantes de golo que surgiram. Foi ao encontro dos ferros em uma ocasião e o guarda-redes ganense esteve em bom plano durante o jogo com diversas boas defesas.
Muito há para discutir nos próximos dias e semanas, mas não posso se não insistir que o desaire português começou com a convocatória de Paulo Bento, acentuou-se com a goleada sofrida às mãos da Alemanha no primeiro desafio e praticamente ficou confirmado com a vincada inépcia perante uma muito ao alcance equipa dos Estados Unidos.
A Selecção Nacional era a segunda mais velha a participar no Brasil e essa condição evidenciou-se claramente nos jogos realizados. Mesmo perante Gana, com tudo na linha, não houve aquela frescura e energia necessárias para levar o jogo aos ganenses com maior agressividade.
Com ou sem Paulo Bento a liderar, terá de haver uma enorme remodelação de valores na equipa, em preparação para a fase de apuramento do Euro 2016, que terá o seu início em Setembro.
Nota: Apenas um reparo final sobre a arbitragem. O juiz do Bahrein até nem esteve mal, mas a exemplo do que sucedeu nos primeiros dois jogos, em lances cruciais passíveis de grande penalidade, e outros de maior influência, o benefício da dúvida nunca foi dado a Portugal. Hoje ficou por assinalar pelo menos uma falta sobre Cristiano Ronaldo na área ganense.
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