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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
Um grave lapso ocorreu no jogo entre o Arouca e o FC Porto, este sábado, parcialmente da responsabilidade do treinador - neste caso Lito Vidigal - e inteiramente inerente à área de desempenho do director desportivo/delegado ao jogo, que poderia ter tido severas consequências, caso o Arouca tivesse empatado ou vencido.
No início da segunda parte, Lito Vidigal mandou aquecer Leandro, Maurides e Vuletich. Tudo bem... aparentemente, salvo um pequeno pormenor: Vuletich não constava na ficha de jogo. Alguém terá detectado o lapso e o jogador regressou prontamente ao banco.
Para agravar ainda mais uma situação já tão caricata, Dabó, que nem sequer tinha sido convocado para o jogo e não se encontrava no banco, constava da ficha de jogo, "pormenor" que passou despercebido aos responsáveis.
Há uns anos aconteceu-me algo semelhante, embora com contornos diferentes. Como bem sabemos, os regulamentos de competições variam mediante a Federação (país) e a prova em si, mas, por norma, o período de elegibilidade de um recém-inscrito jogador para um jogo de taça é mais longo do que para um jogo de campeonato. Isto, para evitar que uma equipa se reforce deliberadamente para um jogo a eliminar.
O árbitro do jogo de taça em questão estava prestes a dar início à partida, quando me veio à ideia - porquê naquele momento não sei explicar - que faltavam ainda dois dias para dois recém-reforços da minha equipa estarem elegíveis para alinhar. Ambos encontravam-se no banco e dei-lhes ordens prontamente para regressarem discretamente ao balneário. Aproximei-me então do árbitro auxiliar que se encontrava no centro do terreno e avisei-o que necessitava urgentemente de falar com o árbitro da partida. Este, após pausa e muito furioso, veio ao meu encontro. Expliquei-lhe então (menti) que me tinha equivocado ao inscrever os dois jogadores na linha de jogo e exigi que ele verificasse que não se encontravam nem no banco nem no relvado e que tomasse nota do facto para o seu relatório.
Vencemos a partida, mas o adversário detectou os nomes dos dois jogadores na linha de jogo e protestou. (naqueles tempos tínhamos 48 horas para submeter um protesto) Felizmente para nós, o protesto foi indeferido por falta de comprovativos, devidamente sustentado pelo relatório do árbitro.
Nunca antes tinha cometido um erro daquela natureza e nunca mais voltei a cometer, mas estas situações insólitas acontecem no mundo do futebol, a exemplo do que sucedeu ontem ao Arouca. Não sei se a Liga irá reagir através de multa ou qualquer outra punição.
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