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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

No tempo em que os futebolistas calçavam botas com travessas, o futebol, na sua simplicidade, era entendido por todos que acorriam ao Stadium. Então utilizavam-se palavras antigas com significados há muito conhecidos. Ninguém dizia que os defesas centrais “saíam a jogar” ou que se fazia o controlo da “transição adversária”. Não se jogava “entre linhas”, nem se perguntava se a equipa defendia à “zona mista”. Ainda não havia quem se queixasse que um certo extremo era à “moda antiga” e que tinha de “vir para dentro”.
Luís Freitas Lobo, o senhor da nova linguagem ainda não era nascido, nem tão pouco o Paulo Bento mais o seu “losango”. Era a “equipa”, nunca o “grupo de trabalho”, e o futebol era para “homens de barba rija” porque não se jogava à “flor da relva”. A equipa atacava quando tinha a bola e defendia quando a perdia. Ninguém ia para o Stadium com um dicionário debaixo do braço, a não ser o de Inglês-Português. Mas isso porque o foot-ball surgiu nas terras de Sua Majestade: match, coach, team, derby, keeper, corner, off-side, goal…
Na fotografia, Porto 1 - Sporting 4 1944-45, João Azevedo segura a bola perante o olhar de Manecas e Araújo.
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