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Nova "Champions" no horizonte?

Rui Gomes, em 17.02.21

Champions-League-Copy.jpg

Parece estar mesmo no horizonte não muito distante uma verdadeira revolução na Liga dos Campeões. Os rumores têm circulado na imprensa há várias semanas e o mais recente chega-nos de Espanha, com a Cadena COPE a deixar mais detalhes das novidades da proposta que a UEFA apresentará a votação em Março. A ideia, segundo a emissora espanhola, será iniciar este novo formato em 2024 (até 2033).

A primeira grande novidade, que já era sabida, passa pelo fim da fase de grupos e pela criação de uma liga única, de 32 equipas, com a disputa de dez encontros por cada uma das formações presentes (seguindo o que é chamado 'sistema suíço'). Os oito primeiros colocados desta liga avançarão directamente para os 'oitavos', ao passo que os colocados do 9.º ao 24.º lutarão num playoff pelas oito vagas restantes.

Este novo modelo contará com um limite de cinco a seis equipas por país, sendo que a UEFA reservará ainda quatro vagas extra que serão dadas pelo coeficiente (2), uma para a quinta liga mais bem cotada e outra para a melhor liga que não tenha representante directo. Em teoria os países das quatro principais ligas europeias deverão ficar desde logo com 20 a 25 vagas, ficando as restantes para outros países como França ou Portugal. Restará saber de que forma essas outras vagas serão distribuídas.

Por outro lado, a nível de calendário há algumas alterações a realçar relativamente ao formato actual: a fase inicial (a tal liga com 32 equipas) será jogada entre Setembro e Janeiro, com jogos à terça e quarta-feira, havendo a previsão de que quatro duelos sejam também jogados na quinta (não se sabe em qual das fases).

Tudo isto, leva a crer, pelo receio de vir a ser criada uma superliga europeia que integrará os clubes galácticos, retirando-os, portanto, das provas da UEFA.

Na minha óptica, já há excesso de jogos no calendário, entre clubes e selecções. A seguir este rumo, num futuro não muito distante, os campeonatos nacionais passarão a ter pouco valor e/ou serão disputados por equipas de menor valor.

Como sempre, na sociedade, em geral, e no desporto de alta competição, em particular, o dinheiro fala mais alto. Por conseguinte, não surpreenderá ver um aumento significativo de jogos europeus, especialmente tendo presente os prémios milionários envolvidos.

publicado às 03:02

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20 comentários

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De Orlando Santos a 17.02.2021 às 09:56

Por mim, digo que tal mudança não me desperta o mínimo interesse. Se o que querem é acabar com o futebol vão no bom caminho.
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De Rui Gomes a 17.02.2021 às 13:10

Como indico no post, o dinheiro fala mais alto.
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De Julius Coelho a 17.02.2021 às 11:37

A UEFA treme com a ideia da superliga e tenta encontrar soluções quase idénticas para desmobilizarem esse projecto.
Serei sempre a favor de competições em que existam chances para todos e nâo como essa superliga que serão sempre os mesmos a competir.
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De Rui Gomes a 17.02.2021 às 13:09

Uma superliga europeia prejudicaria imenso todos os campeonatos nacionais, nos quais os clubes mais fortes deixariam de disputar.
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De Paulo SCP a 17.02.2021 às 12:48

Uma nova "Super Liga dos Campeões" não faria sentido ser disputada apenas e só pelos campeões de cada liga nacional? Com este conceito concordo.

O cenário em que temos 4/5 equipas de alguns campeonatos a disputar a CL é o que já vemos atualmente, e apenas beneficia as principais ligas! Afinal o objetivo é fazer uma Super CL mais competitiva ou disfarcadamente uma CL dos Pequeninos, com os excluídos da Super ?!
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De Rui Gomes a 17.02.2021 às 13:07

Esse seu conceito, por lógico que seja, desportivamente, não corresponde à actual realidade dos muitos milhões provenientes dos direitos televisivos.

Além disso, há campeões de países cujo ranking é excessivamente baixo para poderem competir na Champions.
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De Paulo SCP a 17.02.2021 às 16:50

Concordo Rui, mas caso o objetivo fosse melhorar o aspeto desportivo só vejo essa alternativa: o acesso à Champions League exclusivo ao campeão de cada campeonato. As equipas que viessem de campeonatos mais fracos teriam oportunidade de demonstrar a sua valia em campo, e com os prémios chorudos da CL certamente iam dar tudo. O ranking passaria a servir apenas para distribuição das equipas pelos vários potes.

Mas vamos esquecer o aspeto desportivo...

Economicamente tb haveria ganhos, vindos dos novos mercados das equipas de paises de ranking inferior, surgindo novos patrocinadores, mais receitas televisivas, mais vendas de merchandising dessas equipas, etc.

O impacto negativo de termos apenas uma equipa de Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália seria uma incógnita, sendo que essas equipas passariam a jogar na tal CL dos Pequeninos ou numa reformulada e mais forte Liga Europa.
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De Rui Gomes a 17.02.2021 às 17:00

Isso não resultaria. Há países com campeonatos tão fracos, com equipas inferiores a algumas nossas da II Liga.

Além da vertente desportiva, os patrocinadores não estão dispostos a abrir mão de muitos milhões para transmitir os jogos dessas equipas.

Aliás, não vá mais longe, mesmo no actual formato, a maior parte dos jogos das pré-eliminatórias da Champions nem sequer são transmitidos.

A única coisa que eu critico veemente sobre o actual formato, é de equipas da Champions eliminadas na fase de grupos depois irem para a Liga Europa. O motivo é o mesmo que eu já citei, mas está 100% errado!!!
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De RASR a 17.02.2021 às 17:25

Quanto ao seu último parágrafo, não tenho dúvida nenhuma que se prende com o mesmo motivo, ter as equipas mais rentáveis nas câmaras da UEFA. Um ManUtd ser eliminado da Champions e não ter a oportunidade de continuar nas câmaras da UEFA é demasiado desprestigiante para as competições e para o clube. O mesmo com um AtlMad ou Sevilha, ou um Marselha. Assim, em caso de desaire, sempre existe a Liga Europa para se vencer e salvar a face... Não deveria ser permitido transitarem entre competições mas eles lá sabem.
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De Rui Gomes a 17.02.2021 às 17:53

O motivo, à raiz, é sempre o mesmo, e nada tem a ver com vertente desportiva. Aliás, até o José Mourinho já criticou o formato, e ele bem sabe porque anda lá.
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De RASR a 17.02.2021 às 14:29

Parecem aqueles miúdos de lá do bairro, o dono da bola. Se ele é eliminado, agarra na bola furibundo e vai embora para casa, terminando o jogo por ali. Aqui, é o mesmo. Da minha parte, espero que corra muito, muito mal!!! Espero que não tenham visibilidade nenhuma e que se espetem contra a parede do insucesso! Uma liga criada a preceito dos tubarões da Europa é a coisa mais aberrante que se pode conceber.

Deixo uma pergunta: Não é já a Champions uma competição cada vez mais moldada aos tubarões?
- As ligas principais têm 5/6 equipas melhor classificadas nos seus campeonatos com entradas diretas para a Liga milionária.
- Quando vão aos sorteios, invariavelmente, ficam no pote A, nunca se defrontando (e não correndo o risco de cair prematuramente) praticamente antes dos quartos de final.
- Quando defrontam as restantes equipas, apanham muitas que já vêm com a fase de grupos nas pernas.
- Têm as maiores estrelas nos plantéis e, com isso, as vitórias quase sempre garantidas com o respetivo cachet.
Isto não passa do concretizar do choradinho que o Presidente do Real e do Barcelona (creio que de outros mas não me lembro quem) de que os prémios das Champions não compensam para uma equipa do tipo do Barcelona que não consegue vencer a competição, tendo em conta o volume de despesas que tem no plantel.

Mas, não é o que acontece com todas as equipas, terem de se adaptar à realidade das receitas que colhem??? Para "eles" não! Que se faça uma competição apenas para eles receberem mais, cada vez mais, ainda mais dinheiro do que qualquer outro clube. Uma realidade triste que está a matar o futebol! A CL é uma competição que perdura porque possibilita aos melhores de cada país defrontar os melhores de outros países, num sistema misto. Mas apenas lá vão por vencerem nos seus países as respectivas ligas. O sentimento de pertença está lá e de união ao clube está lá. Da implementação desta competição, como é que um adepto se consegue identificar com o clube que não defronta nenhum outro do seu país, ou que passa mais tempo a ir para outros países defrontar os seus rivais? Como pode um adepto seguir o seu clube os jogos fora??? O desapego e o corte da ligação sentimental à prova parecem-me coisas incontestáveis.
SL
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De Rui Gomes a 17.02.2021 às 21:13

Admitindo uma futura superliga europeia, esta vai reduzir-se a 5/6 países, no máximo, o resto da Europa fica fora.
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De RASR a 17.02.2021 às 22:11

Será que haveria uma Champions pelos campeonatos que ficarão de fora desta superliga, organizado à mesma pela UEFA como tem feito até aqui??? Ou será que a UEFA irá meter a viola no saco, ceder aos gigantes da Europa e ela ficar com a responsabilidade da organização e regulamentação da mesma, deixando de lado as outras Ligas? Mais importante ainda, onde ficará Portugal no meio desta questão? Dentro ou fora? Quantas equipas entrariam, caso fosse para ficar dentro? Como se distribuiriam os direitos televisivos, já que os 3 grandes já negociaram um década dos mesmos? Levantam-se tantas questões, com isto.
SL
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De Rui Gomes a 17.02.2021 às 22:20

Portugal?... Provavelmente, fora.
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De Leão do Norte a 17.02.2021 às 19:30

Mais ano, menos ano vamos ter uma superliga europeia verdadeira ou travestida de "nova champions league".

Só falta saber quantos "sapos" a UEFA tem de engolir para, supostamente, manter a égide da competição no seu seio ou se os "gigantes económicos" europeus se cansam e arrancam sozinhos.

Este processo, extremamente danoso para as ligas nacionais e para todos os clubes fora da elite europeia, é completamente irreversível, por mais ameaças que as organizações do futebol façam.
Os estudos realizados mostram um retorno económico tão elevado para clubes e patrocinadores, que nada os fará recuar.
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De Rui Gomes a 17.02.2021 às 21:09

Também acredito neste futuro cenário. Como já referi, o dinheiro fala mais alto.
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De De Perry a 17.02.2021 às 20:26

Tudo bem, só que independentemente dos jogadores serem livres, tem que haver um processo indemenizatorio, pelos jogadores bem elevado, não é a estrutura que suporta todo o futebol Mundial, levar uma miséria, por um jogador que acabe o contrato e também reverem as leis dos empresários para não andarem a vender carne humana, pensando no lucro fácil
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De Rui Gomes a 17.02.2021 às 21:11

Desculpe, mas não estou a relacionar o seu comentário com o tema do post.
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De Greenhill a 17.02.2021 às 22:32

Não consigo compreender como se faz uma liga com 32 clubes?! 4 séries de 8 clubes? Mas isso é uma fase de grupos, mas em vez de 4 são 8. Uma liga seria um campeonato, mas com 32 equipas é impossível.
Tenho de depositar as minhas esperanças nos ingleses. Não estou a ver a Federação Inglesa ir na cantiga (visto que eles têm o calendário super preenchido), e não estou a ver os adeptos a abdicar de verem os seus clubes a jogar a Taça, taça da liga e campeonato. O adepto inglês quer ver o seu clube a jogar contra o clube de bairro. Quer entrar num comboio e ir para um descampado provocar os adeptos do outro clube, não quer ir apanhar o avião para ir para uma cidade europeia. Pode ir de vez enquando, mas sistematicamente não.
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De Rui Gomes a 17.02.2021 às 23:04

Mais do que federações, mandam os clubes e o dinheiro atrai e convence.

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