Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




O eixo do bem

Rui Gomes, em 09.11.21

É mais ou menos conversa recorrente entre treinadores portugueses quando falam da sua espécie - leia-se, os treinadores portugueses. Que tacticamente são astutos, que sabem muito bem preparar uma equipa para um adversário específico e talvez isso explique em parte o porquê do Sporting parecer encontrar muito mais dificuldades em desconstruir um Vitória, um Moreirense ou, agora, um Paços de Ferreira do que um Besiktas.

Depois do festival de futebol de ataque que apresentou na Champions frente aos turcos, ofensivamente o Sporting não foi a equipa tão móvel e intensa que foi a meio da semana. Será cansaço também, é possível, será um dia um pouco menos inspirado na hora de definir, também, mas há mérito de quem se prepara para um leão que, este ano, é menos urgente e mais paciente no momento ofensivo - e menos eficaz, também.

254077886_10158031420046555_2426317869617552906_n.

Por isso mesmo o que vimos em Paços de Ferreira não foi muito diferente do que temos visto do Sporting nos últimos jogos na I Liga: muita bola, muito ataque, mas dificuldades no último terço. E se nas duas últimas jornadas essa questão se resolveu com um canto e um Coates, desta vez o que desbloqueou foi um canto, um Coates e um Gonçalo Inácio, num eixo do bem que dá segurança lá atrás (o Sporting tem apenas quatro golos sofridos em 11 jogos na liga) e, amiúde, resolve na frente.

Continua a faltar alguma eficácia a este Sporting, mas a vitória em Paços de Ferreira acaba por ser tranquila. Há 31 anos que os leões não sofriam tão poucos golos por esta altura do campeonato e também é essa consistência que os deixa lá em cima, pelo menos mais duas semanas, ao lado do FC Porto no topo do campeonato.

Excerto da crónica de Lídia Paralta Gomes, em Tribuna Expresso

publicado às 03:34

Comentar

Para comentar, o leitor necessita de se identificar através do seu nome ou de um pseudónimo.


8 comentários

Imagem de perfil

De David Rodrigues a 09.11.2021 às 09:21

É de enaltecer a mudança de artigos escritos, na comunicação social, sobre o Sporting.
Mas calma ai, que o Sporting ainda não atingiu um patamar que permita ser consistente do primeiro, ao último, em todos os jogos. Não existem super homens e os jogadores não podem ter o mesmo nível de rendimento altíssimo a jogar de 2 e 3 em 2 e 3 dias. Simplesmente não podem. E não existe espaço para termos 2 equipas. A gestão está a ser muito bem feita e o Sporting manda nos jogos, marcando o seu ritmo ao sabor do diapasão verde e branco.
O pé foi levantado do acelerador na 4ª feira mágica europeia de forma a podermos ter jogado, como jogámos, no domingo.

E este patamar é impossível e nenhuma equipa o atingiu.
Sabendo que o ótimo é inimigo do bom, a equipa cada vez está melhor. Mais entrosada, já repetiu muitas vezes os processos de treino.
E não esquecer que para o ano vão entrar 40 milhões da transferência do Nuno Mendes para os ares de Paris.

Quando a eficácia for melhorada faltarão palavras para descrever este Sporting!
É mesmo não estragar o que tem sido feito.
Imagem de perfil

De David Rodrigues a 09.11.2021 às 09:34

Vejam o exemplo do jogo do outro lado da circular:
Não tiraram o pé do acelerador e o joelho do avançado (operado no defeso) cedeu.
O Rafa terminou o jogo com uma rotura muscular e apesar de terem 5 golos de diferença continuou em campo e esforçou-se ainda mais numa jogada.
O Sporting não precisa de fazer isso para convencer os adeptos.
Precisam de "matar" jogadores para abafar os bufos internos.

Felizmente o nosso Presidente fez uma limpeza interna. E estou a falar a nível de empregados e jogadores.

Vamos ver se o vizinho de terras do lindo Douro aguenta alguns jogadores na janela de mercado do inverno. Corona vai sair a custo zero?
Octávio e Sérgio Oliveira a ganharem milhões...

As diferenças para o Sporting. É mesmo só não estragar e continuarmos a trabalhar como temos feito até agora!

Comentar post





Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Taça das Taças 1963-64



Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2014
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2013
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2012
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D




Cristiano Ronaldo