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O estado da nação sportinguista

Naçao Valente, em 23.02.19

 

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Como estava programado e anunciado o presidente Frederico Varandas, acompanhado por outros membros da Conselho Directivo, fez o balanço dos primeiros seis meses da sua presidência.

 

Abordou temas como a Auditoria Forense, (ainda não concluída) e o mais importante, a situação financeira, a estratégia para o futebol e a marca Sporting. Fez um relato longo, impossível de descrever na íntegra no espaço de um post. Assim sendo optei por fazer um breve resumo da conferência, para dar espaço a alguma análise interpretativa.

 

Em relação à Auditoria referiu-se ao contrato efectuado pelo Conselho Directivo anterior com MGRA, uma sociedade de advogados, onde à data trabalhava Alexandre Godinho, vogal da Direcção e que a partir de 2018 passou a contar, como associado, com o sogro de Bruno de Carvalho, por 1,7 milhões para tratar de "assuntos da presidência".

 

De acordo com os resultados apurados, o Sporting gastou mais 50% nesta conta, em três anos, do que em todas as outras em dezasseis. O departamento jurídico do Sporting não obteve evidência sobre o trabalho que foi facturado pela MGRA.

 

Falou de um empresa de nome Chow Lda (China), à qual o Sporting pagou 60 mil euros de brindes e ofertas promocionais e 20 mil euros por serviços de “Divulgação da marca Sporting na comunidade Chinesa”. O departamento de merchandising não conhece a empresa. A empresa fechou actividade após o pagamento.

 

E ainda do chamado Batuque Futebol Clube, de Cabo Verde, com o qual foi celebrado um contrato conferindo o direito de preferência do Sporting Clube de Potugal sobre sete jogadores pré-identificados. Não existe qualquer relatório, do Clube ou de terceiros, sobre jogadores daquele Clube; Em Janeiro de 2018 foi solicitado pela Administração da SAD ao departamento jurídico uma minuta de acordo de resolução daquele contrato. Não obstante esse pedido, o valor de 330 mil euros foi liquidado em Maio de 2018 e nunca foi restituído.

 

Sobre as claques, depois de referir os privilégios que possuíam, afirmou que não concorda com o seu comportamento desestabilizador e com atitudes que revelam mais interesse por negócios do que por amor ao Clube. Acentuou a sua firmeza em não se deixar ficar refém seja de quem for.

 

No diagnóstico do futebol profissional, fez o balanço conhecido dos últimos cinco anos, e dos acontecimentos que tiveram na situação actual do Sporting, que ficou com um plantel desequilibrado. E acentuou os esforços que estão a ser feitos para o reequilibrar.

 

Quanto ao futebol da formação considerou que houve desinvestimento na Academia quer em termos humanos, quer em termos materiais, com instalações degradadas, campos sem manutenção o que se reflectiu na formação de excelência conseguida. Reverter a situação é uma tarefa premente para o futuro do Sporting, dos seus adeptos, dos seus associados, que em número de pagantes sem as quotas em dia, são um assunto preocupante.

 

Em conclusão garantiu que o Sporting tem um rumo, estão a ser implementadas reformas em várias áreas, sem alarido, sem trombetas, com trabalho discrição e eficiência. Acentuou a importância da estabilidade para o sucesso, a necessidade de ter os pés na terra, não cair no deslumbramento fácil, e trabalhar para que as vitórias surjam de forma consistente.

 

Para além das leituras que se possa fazer destas declarações quero dar relevo negativo ao oportunismo do destituído, que marcou a apresentação do seu livro para a mesma hora, criando assim as condições para fazer, de imediato, o contraditório na mesma linha a que nos habituou, mentindo ou ignorando os aspectos fundamentais. Deixa-me perplexo como uma Editora prestigiada como a Bertrand se deixou enredar nesta repugnante campanha que o destituído mantém contra o Sporting.

 

Outro facto que não pode deixar de ser passível de reflexão, prende-se com a reacção dos 'brunistas', nomeadamente nas redes sociais. Caso de estudo é ver a página de Facebook do Sporting, inundada com comentários de seguidores do destituído, atacando a actual Direcção. Como o seu guru passaram ao lado das graves ou pelo menos intrigantes indícios que são apontados na Auditoria. E se não estamos perante uma acção concertada, parece.

 

Entendo o destituído porque não tem vida fora do Sporting. É como um fantasma que não quer admitir que morreu e continua a tentar assombrar, mesmo que isso implique o fim do Clube, que felizmente não é o caso.

 

Compreendo os fanáticos com palas nos olhos que não concebem o Sporting sem Bruno. O que me custa muito a compreender é a guerra que se vê entre adeptos, críticos até do não criticável, que consciente ou inconscientemente, exigem a esta Direcção, em seis meses, o que não exigiram à anterior em cinco anos, e que estava a destruir o Sporting.

 

Esta equipa precisa de tempo, de estabilidade e do apoio de todos os sportinguistas. Sem isso não há recuperação financeira e desportiva. Sem isso não se criam as condições reais para lançar o Clube no caminho do sucesso.

 

Nota: No site oficial do Sporting, está exposto em detalhe tudo aquilo que foi referido na conferência de imprensa, ponto por ponto:

 

- Sociedade advogados MGRA
- Chow Lda (China)
- Batuque Futebol Clube (Cabo Verde)
- Claques
- Sócios
- Compras de jogadores
- Diagnóstico e Estratégia Financeira
- Diagnóstico e Estratégia para Futebol Profissional
- Diagnóstico e Estratégia para Futebol de Formação
- Diagnóstico organizacional – o futuro do Sporting
- Infra-estrutura para além da Academia
- As pessoas
- A gestão
- Visão Marca Sporting

 

publicado às 13:15

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2 comentários

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De Cantona a 23.02.2019 às 11:25

Já me tinha esquecido, mas a mentira ridícula (que qualquer pessoa com cérebro via que era mentira) sobre o número de sócios foi desmontada no verão, não é novidade. Onde está quem celebrou os 150/160/170 mil sócios?

Quanto à instabilidade, conquista-se, não se pede. Esta conferência de imprensa pode ter ajudado a desmontar o mito BdC, mas não me parece que tenha feito ajudado a credibilizar a direcção.
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De Mike Portugal a 23.02.2019 às 11:57

Atenção que Varandas falou em sócios pagantes em não em nº de sócios total. São coisas bem distintas. Até podemos ter 150.000 sócios inscritos, mas só 84.000 pagam regularmente as quotas.

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