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Muito indica que o atletismo do Sporting está em um estado preocupante, e muito embora Carlos Lopes - Director da Secção - não o admita publicamente, consta que a aposta futura do Clube passará pela equipa feminina - apesar de ter perdido Carla Salomé Rocha e Catarina Ribeiro para o Benfica - e, em masculinos, pelas provas de estrada e crosse em detrimento da pista.

 

Vários atletas masculinos estão preocupados, até revoltados, com a situação e aguardam reunião com a estrutura directiva para ver os seus casos resolvidos:

 

Edi Maia - «Acho inadmissível o Sporting fechar contrato com atletas que nunca estiveram nos Jogos Olímpicos, ou até em Mundiais ou Europeus, e ainda nada me ter edito. Falei com o Carlos Lopes há três semanas e, desde então, não voltei  ser contactado. Gostava que o presidente, Bruno de Carvalho, percebesse o que se passa nesta secção que tantas glórias tem dado ao Clube.»

 

Francis Obikwelu - «Renovei contrato para esta época, mas fiquei com o mesmo subsídio e sem bónus por resultados.»

 

Francisco Belo (lançador de peso e disco) - «Estou preocupado comigo, claro, até porque gosto muito disto, mas o que mais me preocupa é a geração que aí vem. Os clubes gerem os atletas, se não conseguem manter equipas, a Federação perde e Portugal deixa de ter atletas de topo. Vai afectar a visibilidade de um País com tantos sucessos internacionais no atletismo.» 

 

João Pedro Ferreira (400 m barreiras) - «Cansei-me de esperar e contactei o Sporting. Carlos Lopes disse-me que seria difícil continuar no Clube e que seria melhor procurar outro.»

 

João Almeida (recordista nacional 110 m barreiras) - Ainda não foi informado do seu destino. Em Julho correu com a camisola do Sporting do avesso, nos Campeonatos de Portugal, em protesto pelo atraso no pagamento do subsídio.

 

João Ferreira (110 m barreiras) - Recebeu email a informar que poderá permanecer no Sporting, mas sem subsídio. Está de saída.

 

André Marques - Caso idêntico a João Ferreira.

 

Sandy Martins (800 m) - Saiu por opção.

 

Guilherme Pinto (800 metros) - Saiu por opção.

 

João Vieira (marchador recordista) - «Tivemos uma reunião em Junho e não voltaram a falar comigo. Estou muito preocupado... Mas não ando à procura de clube. A intenção é de ficar no Sporting ou, então, inscrevo-me como individual.»

 

Vera Santos (marchadora) - Em situação idêntica à de João Vieira.

 

Ricardo Jaquité (cumprimento e triplo) - Aguarda informações mas a saída é provável.

 

Carlos Veiga - Foi pedido para aguardar.

 

Luís Almeida - (lançador dardo) - Recebeu email na semana passada, convocando-o para "renegociar as condições do contrato.»

 

Uma situação preocupante, sem dúvida. Seria interessante saber o que o prof. Mário Moniz Pereira pensa sobre o estado das coisas com o "seu" atletismo verde-e-branco.

 

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publicado às 15:31

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10 comentários

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De Tywin Lannister a 23.10.2014 às 16:02

Qual é a vi$ibilidade e retorno financeiro que o atletismo em Portugal é capaz de dar, especialmente ao nível dos OCS?
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De Rui Gomes a 23.10.2014 às 16:23

Se tem de perguntar sobre a visibilidade, deve ter andado muito distraído ao longo dos anos. O atletismo do Sporting nunca existiu, creio, com o objectivo de retorno financeiro.
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De Virgílio a 23.10.2014 às 17:48

1. Visibilidade?

Medalhas olímpicas (ouro inlcuido), títulos nacionais, europeus e mundiais...

É perguntar ali ao actual Sr. Director, sff... que ele, estou certo, não se importará de explicar...

2. Retorno financeiro?

O futebol, que retorno financeiro tem trazido? 'Pera se queres ver que o passivo do SCP deve-se ao atletismo...
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De Rui Gomes a 23.10.2014 às 18:44

O Virgílio tem de ter em conta que o Tywin surge sempre em defesa de tudo aquilo que, na sua óptica, possa beliscar a imagem da gestão do presidente.
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De sloct a 23.10.2014 às 19:23

Os cortes nos orçamentos são maiores de ano para ano, mas isto é pura incompetência do sr. Carlos Lopes.

Um antigo atleta (contemporâneo do Lopes e anos a fio atleta do Sporting) disse-me assim que ele tomou posse como director da secção que isto era o primeiro passo para o fim do atletismo no Sporting.

Infelizmente dá para perceber que esse meu amigo não estará errado de todo....


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De Rui Gomes a 23.10.2014 às 20:11

Bem espero que o seu amigo esteja errado, mas tive ocasião de privar com o Carlos Lopes diversas vezes o longo dos anos e apesar do atleta extraordinário que foi, nunca me impressionou no sentido que eu entendo ser necessário para liderar a secção de atletismo do Sporting, ou qualquer outra.

Creio, também, que nos últimos nos do prof. Moniz houve uma maior tendência para as provas de pista e menor para as modalidades de fundo, mas desconheço as circunstâncias.
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De Carlos N.T. a 23.10.2014 às 20:29

O atletismo retorna prestígio (sao também euros se souberem fazer..) nacional e internacional e muito orgulho verde e branco.
Óxalá tenham tino na tola, os que mandam e decidem
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De Rui Gomes a 23.10.2014 às 20:30

O actual cenário não oferece muitas razões para optimismo.
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De Pedro Miguel a 23.10.2014 às 23:17

Boa noite,

O atletismo, no Sporting ou noutros clubes caminha para a sua extinção. A realidade é que é um desporto que não obtém retorno financeiro para os clubes. A solução, para mim, passa por serem as associações desportivas ou as faculdades a revitalizarem esta atividade, recorrendo para isso a fundos do instituto do desporto.

Em Portugal, temos a tradição do melhores atletas de atletismo pertencerem a clubes que têm no futebol a sua principal fonte de receitas, sendo que cada vez mais, a preponderância das sad's implica um controle nos investimentos internos, tendo em conta o que é consumido pelo futebol sénior e de formação. Talvez seja altura de olhar para o modelo norte-americano e replicá-lo em Portugal, tendo em conta claro está, a nossa realidade demográfica.

Sobre o que se passa no Sporting, penso que seja reflexo também, do forte investimento de carnide, que automaticamente dispara os custos para a concorrência. O atletismo sempre foi uma referência para nós tal como a o futebol de formação sendo que na ausência de concorrência, era mais fácil para nós manter a hegemonia nesses sectores. Com o aumento da concorrência e o seu inevitável aumento de custos, numa altura de restrições financeiras do clube a probabilidade de não conseguirmos manter os melhores é elevada, resultando posteriormente na ausência de resultados desportivos e maior dificuldade em captar investimento.

Com toda a certeza não será levianamente que Carlos Lopes pondere a extinção da equipa de pista, no entanto, gostava de saber qual o papel atual de Moniz Pereira no Sporting, e qual a sua opinião sobre este assunto.

SL

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De L a 24.10.2014 às 11:30

Caro Pedro Miguel,

O professor Moniz Pereira tem 93 anos e antes de deixar o Sporting deixou bem claro dois nomes para o suceder e nenhum deles foi uma das maiores lendas vivas do Sporting. Se assim fosse nem se compreendia muito bem porque é que o Sr. Atletismo ainda não se tinha lembrado antes do campeonissimo Carlos Lopes para a secção.

“O atletismo, no Sporting ou noutros clubes caminha para a sua extinção. A realidade é que é um desporto que não obtém retorno financeiro para os clubes.”

É quase um pecado dizer isto na actual conjuntura do Sporting ou desde quando é que o atletismo assegurou retorno financeiro no Sporting? Aproveitando a figura de Dias da Cunha hoje aqui no Camarote, desde a sua saída que a gestão da marca Sporting tem sido um desastre e é o que acontece sempre quando só olhamos para os custos ou no mínimo começamos a confundir custos com investimento.

E os exemplos nunca mais paravam, começou o caro com o atletismo, que com Moniz Pereira ou agora já ficava contente com o que custa qualquer flop no futebol; recordo eu por exemplo ainda a viagem mais famosa da selecção nacional rumo à final do maior evento desportivo em Portugal, o Euro 2004 - porque ainda nos lembramos todos que não começou em Óbitos. Porque é que a selecção mudou de casa? Etc, etc, etc.

Respeitando como é óbvio a opinião do caro, também eu tenho a minha e até podia falar aqui de como o professor Moniz Pereira via o futuro das modalidades porque chegou a ser público e publicado.

Mas não estará mais em causa o que a actual direcção prometeu aos sócios? Se alguém também sabe alguma coisa de ciclismo julgo que não vale a pena usar mais palavra nenhuma para além da já usual demagogia! E claro que o mesmo para a forma como Carlos Lopes foi usado. Senão veja-se como Abreu Matos vinha a apontar para a força do atletismo feminino e de um momento para o outro abdicamos dos dois valores mais jovens no pódio nacional de meio fundo e fundo, por Dulce Félix. Esclarecedor e sempre na mesma linha do populismo imediato e ainda assim não vai conseguir escamotear as consequências para a equipa.

E como também diz Dias da Cunha, campeão e finalista europeu, a base de tudo e o principal, o futebol, a correr menos mal! Excluindo o imediatismo da operação “Dulce Félix”, claro que não há dinheiro. Infelizmente no Sporting a consciência aumenta sempre no sentido contrário aos resultados no futebol. Depois é que vamos falar da transformação do Sporting com mais uma direcção. O que é que fica, sempre em detrimento da marca? Os processos judiciais? E como perguntou pelo professor Moniz Pereira, também foi quase sempre vice na maior parte das direcções visadas.

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