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O meu problema com o futebol

Drake Wilson, em 17.11.16

 

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Na minha família nunca se ajuizou a perpetuação clubística de modo hereditário. Numa diferente esfera coube aos meus Pais, em disciplina de princípio, a cedência de valores humanistas (por parte de Mãe) e de perpetuação (por parte de Pai). Em favorecimento do legado familiar e gáudio particular, subordinei-me a crenças económicas e financeiras. Tornei-me distante, egoísta, intolerante, austero – ganhei reputação, criei riqueza para muitos, e mais do que tudo, acreditava que era feliz. Mas não era. Pai de três, foi quando um partiu que eu percebi que 6 Natais longe da família foram um castigo superior a todos os privilégios que lhes proporcionei. Por vezes estamos errados. Eu seguramente que estava, porque pensava que um dia eu estaria lá para compensar. O tempo passou sem que eu desse conta.

 

No dia em que percebi que as minhas duas filhas eram adeptas do Sport Lisboa e Benfica, fiz delas sócias do rival. Porquê? Talvez porque quis abandonar definitivamente a minha distância, egoísmo, intolerância e austeridade em relação a elas. Ou talvez porque em análise global, assim semearia a colheita que nos diz que ser do Sporting é mesmo ser diferente – tal como o lema do Camarote Leonino, “ser Sporting não se implora, não se ensina…”. Em resultado da minha generosa submissão à vontade de duas mulheres fantásticas, ganhei duas fieis amigas que me acompanham sempre que possível, ao Estádio de Alvalade. De livre e espontânea vontade, tornaram-se orgulhosas Sócias do Sporting, contribuindo, com apoio do Pai, para a construção do novo pavilhão. Hoje são praticantes no Sporting, em distintas modalidades. E de duas em duas semanas, sempre que se pode, existe num dos camarotes do Estádio de Alvalade, uma família que vibra pelo Sporting. Somos nós.

 

Este é o meu problema com o Futebol. Ao contrário do que observo por diversas vezes, ele tem de servir para unir as pessoas, mesmo que rivais. Quem se aproveita do Futebol para proveito próprio, para descarregar desgostos pessoais ou organizar guerras sem nunca plantar nada de proveitoso, a ele não pode pertence.

 

Futebol em Portugal, é matéria disfuncional

 

Duas das grandes disfunções que observo no futebol português, prendem-se com… medo. O medo das equipas pequenas em ganhar, remetendo a sua existência como emblemas a um mero “autocarro” dentro de quatro linhas ou minúscula mentalidade tacanha fora dele, pelas pessoas que os presidem. A elevada cotação do nosso campeonato ao nível europeu não traduz a real qualidade do mesmo. Em 18 equipas, apenas 6/7 garantem audiências. Em 2016, apenas duas apresentam resultados positivos. O 15º classificado da Liga Ledman Pro apresenta uma média de ocupação no seu estádio superior a 10 equipas da Liga NOS. Existem 3 jornais nacionais especializados em cobertura desportiva – e o que há para cobrir quando o campeonato pára duas semana? O Sporting não se pode admirar tanto de ser inúmeras vezes instrumentalizado nas capas de jornais. Existe algo mais miserável do que não ganhar – o pior de tudo é a miséria de um grande que continua com constante medo de perder. E esse grande é o Sporting. 

 

De nada vale mobilizar-se os sportinguistas para uma mudança, quando tanto medo nos atormenta em perder. Nós nem sempre conseguimos mudar o nosso destino, quanto mais a trajectória degradante deste comício de hipocrisia e falta de princípios que é o futebol português. E nisto, o Sporting também tem responsabilidades. Dou um pequeno exemplo. Para quê assinar um acordo de 12 anos, para proceder a cash-advance antes de este iniciar? Para quê assegurar que tal acordo servirá também para abatimento de passivo, quando parte deste está para ser utilizado no assegurar do cumprimento de despesas correntes? O medo de perder é tão grande, que até se procede a uma manobra de “title-advance”, assegurando a existência de 22 títulos. Mas sem apoio de historiadores ou personagens competentes na defesa de tal argumento, tudo não será mais do que um novo exemplo de comunicação “voucher” – jogam-se os trunfos de modo 'kamikaze', perde-se a razão como sempre. Abandona-se uma vez mais o Sporting na mira da jocosidade alheia.

 

Algumas questões para os sportinguistas analisarem...

 

1# - Cavalo de Tróia, não Bulldozer barulhento

 

É conhecimento público que tanto SL Benfica como FC Porto têm nos seus quadros simpatizantes do Sporting. Não é do meu conhecimento que no Sporting existam cargos de chefia atribuídos a adeptos a clubes rivais. Basta um pouco de imaginação ao leitor para compreender os proveitos que este cenário nos poderia dar, tanto no presente como no futuro.

 

2# - O Sporting não é nosso, nem de Portugal. É do mundo.

 

Não suporto este acordo com a Macron, por muito respeito que o operador italiano me mereça. As novas chuteiras de Ronaldo, a homenagem ao Sporting por parte de Nike… Basta um pouco de imaginação… Onde anda o director financeiro?

 

3# - Blue Chip, ou “No-Chip”…

 

Inphtech, Fruta Conquerors, Cazaquistão, Angola… nem sei sinceramente o que dizer mais sobre este assunto, para acrescentar ao que fui dizendo em anteriores textos. O Sporting tem de investir na Microsoft, na Google, na Nike, na Coca-Cola, no Berkeley Group, no Standard Life, na BP, Centrica PLC, na Índia, etc…

 

4# - Mercado Financeiro Inglês antes do Brexit

 

Colega Vieira, este é para si – HSBC Group vai iniciar investimentos no Futebol above-the-line. Mexa-se por favor.

 

5# - Benfiquistas disfarçados de Sportinguistas…!?

 

Ok Presidente, então vamos lá falar sobre isso. Em minha particular opinião, Alexandre Soares dos Santos personifica a excelência de visão, planeamento e estrutura no tecido industrial e empresarial português. É sportinguista. Os seus 81 anos não invalidam a materialização de um novo projecto, tendo na sua figura a cabeça de cartaz. Não existe oposição? Até no Lloyd’s Bank existe um sportinguista insatisfeito

 

6# - Definir um Shareholder para o Sporting

 

Vender uma participação do Sporting? Sim. Mas basear essa participação num magnata ou num ex-banqueiro angolano, está fora de questão. Numa aquisição por corporação (uma empresa líder no seu mercado adquirir uma participação activa maioritária no Sporting), o interesse da performance do Clube superioriza-se ao interesse da performance pelo lucro. Leicester campeão…

 

7# - Web Summit, ou web sumidade...

 

Não sei o que motivou mais incómodo – se o "inglês" de Nuno Gomes, se o "pequeno-Napoleão" a assistir na sombra ao tempo de antena do triunvirato vermelho, ou os 40 minutos do nosso presidente perdidos numa cimeira útil para desempregados/futuros empresários. Poderia parafrasear o Dr. Henrique Medina Carreira, acerca da utilidade do "Magalhães", ou das "Santolas sem conteúdo"... Porque perde o Presidente do Sporting tempo com estes eventos? Em última instância, o "Criador da página oficial de Twitter e de Facebook do Sporting" provavelmente teria mais conteúdos para propagar.

 

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publicado às 10:00

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29 comentários

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De PSousa a 16.11.2016 às 11:40

Drake,
Em quase todas as questões que levanta estou do seu lado, principalmente na de termos pessoas que possam não ser simpatizantes do nosso clube nas nossas equipas, é que ser profissional com provas dadas não tem cor de clube misturada!
O Sporting tem de mudar, tem de se modernizar ainda mais e você dá algumas ajudas, mas será que alguém nos vai ler? Espero que sim!
Alguém tem de informar BdC que o vermelho/encarnado é cor... e que não representa em momento algum o SLB a não ser quando é alusivo a eles! Haja paciência para esta "guerra" de nada!
Um dia chegarei ao meu sonho que você já o tem.... um Camarote em Alvalade! Assim fico com DOIS, o da NET e o do Estádio.
Saudações Leoninas e adorei o seu texto
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De Drake Wilson a 17.11.2016 às 10:23

Bom dia PSousa.

Ler, provavelmente lêem. Entender, talvez não entendam.

Obrigado pela sua opinião. E fica o desejo que o seu sonho se concretize!
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De Schmeichel a 16.11.2016 às 12:19

Caro Drake,

Você fala de um mundo utópico.... a união através do futebol em Portugal, não é possível! Mas não é só por culpa do Sporting.... é uma questão muita antiga, veja-se os exemplos da Selecção de 86, o exemplo do crescimento do porto com Pinto da Costa, veja-se o exemplo da estratégia tida pelo benfica com Jorge Jesus (que agora chega retirá-lo do seu histórico de imagens)..... isto é o normal no futebol português!
Chega a ser uma questão filosófica..... a ideia de que nós só estamos bem, apenas fazendo o comparativo com o que os outros têm! Vê-se por exemplo nos contratos televisivos.... porque razão o campeonato inglês tem o sistema distributivo mais igualitário, entre fortes e fracos? isto é cultura desportiva..... e é isso que falta em Portugal.
O benfica é tricampeão, e tem mais de 30 títulos no curriculum, mas a estratégia deles é só uma.... acumular valor e destruir valor aos rivais... porque pensam eles assim, se já dominam quase tudo?

Quanto às suas questões, deixo aqui alguns dados reveladores do trabalho feito por esta Direcção:

Direitos TV: A renegociação do contrato atual com a PPTV fez disparar em 50% as receitas dos direitos televisivos em relação à época passada. Em 2016/17, este valor aumentará para cerca de 29 milhões de euros. Grande evolução, ou não?!

Patrocínios: O Sporting registou uma ligeira quebra em relação a 2014/15, devido ao facto de não ter conseguido um patrocinador para as camisolas no início da época - o contrato celebrado com a NOS acabou por abranger apenas o 2º semestre. Este valor crescerá seguramente em 2016/17, graças ao patrocínio das camisolas a tempo inteiro. Considera a NOS um mau parceiro?

Merchandising: Houve um salto significativo (mais que triplicou as receitas do Sporting). Por exemplo o Maritimo é da Nike.... mas isso não quer dizer que traga algum retorno financeiro.... são escolhas!

SL
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De Manuel Fernandes Pinho a 17.11.2016 às 10:31

Direitos TV: A renegociação do contrato atual com a PPTV fez disparar em 50% as receitas dos direitos televisivos em relação à época passada. Em 2016/17, este valor aumentará para cerca de 29 milhões de euros. Grande evolução, ou não?!

Mas qual renegociação, qual carapuça.

A NOS para captar o SCP deu-lhe um doce, um rebuçado.

E qual 50% qual carapuça. Pouco mais foi de 40%, por favor.
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De Schmeichel a 17.11.2016 às 10:38

Com que então não houve renegociação do contrato televisivo?!?!?! essa é nova....

Apresento abaixo os dados concretos relativos aos direitos televisivos:

2012/13: 11,57M€
2013/14: 15,24M€
2014/15: 17,35M€
2015/16: 24,80M€
previsão para 2016/17: 29M€

Acho que os números são claros.... e a desinformação não ganha aos números!!!
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De Manuel Fernandes Pinho a 17.11.2016 às 10:55

Apenas disse que a NOS para captar, convencer o novo cliente (SCP) lhe ofereceu um doce, um rebuçado.

E quando refere 17, 35 Milhões está a falar do pacote todo, global assinado ANTES do BdC entrar. E os direitos de transmissão de TV são apenas um dos direitos.

17,35 X 50% não dá 24, 80 !!!!




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De Schmeichel a 17.11.2016 às 14:05

2 considerações:

- em termos concretos, o aumento da receita é de 43%!

- o seu argumento de que foi oferecido o rebuçado deve-se a estratégia de escolha do timing de BdC.... ele esperou que o benfica negociasse o seu contrato para ter mais armas negociais!
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De Manuel Fernandes Pinho a 17.11.2016 às 16:50

O Benfica negociou com a NOS em segredo e depois mais tarde a NOS é que foi ter com o SCP. Qual o mérito do BdC? negociar a 12 anos, coisas que os outros fizeram a 8 e 10 anos?!
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De Schmeichel a 17.11.2016 às 17:43

O benfica tem pelo menos o dobro dos adeptos do Sporting.... acha que a diferença nos contratos com a NOS reflecte essa diferença?!

Ok.... o nosso contrato tem mais anos! Mas tendo em conta a forma como o benfica valorizou o valor do seu contrato (com o apoio especial da CS), acho básico reconhecer a grande capacidade negocial de BdC, ao quase igualar as condições dos dois clubes.
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De Drake Wilson a 17.11.2016 às 10:42

Bom dia Schmeichel.

Se analisarmos as bases que estiveram na criação da Premier League, em substituição do anterior formato competitivo inglês, poderemos retirar um exemplo de como algo poderia mudar no nosso campeonato. Claro que num país como o nosso, provavelmente o governo teria de intervir – eu sou apologista que deveria intervir. Sou da opinião que este modelo de 18 equipas é errado, não valoriza a competição porque 70% dos nossos clubes não são competitivos, estatisticamente falando. Depois, em última instância, a "sonolência" que provocam a quem gosta de futebol...

No que respeita ao contrato NOS, sempre fui contra. Nomeadamente pela duração, como pelos moldes limitados de renegociação:

– À partida, apresentam-se valores aparentemente elevados. Mas daqui por 5 anos, são valores desactualizados e pior, não progressivamente-negociáveis.
– Dificultam uma negociação de sponsor para o estádio.
– Dificultam a negociação de valores de broadcast internacional, se o Sporting garantir boas prestações internacionais. Surgirão cada vez mais operadores internacionais de transmissões televisivas a apostar nessa matéria
– Impossibilitam uma parceria institucional com futuros investidores na SAD.
– Ultrapassam o períodos de possíveis futuros mandatos directivos, o que torna futuras direcções reféns deste contrato. Neste ponto, a actual direcção não foi ingénua.
– Etc.

No que respeita a Merchandising e sem proceder a consulta neste momento, creio que o que você aponta está correcto. Mas é reconhecida a dificuldade da Macron em acompanhar as necessidades logísticas que um clube de grande dimensão como o nosso exige. Depois, a fraca exposição internacional da marca italiana não se compadece com interesses do Sporting, nem sequer com o potencial de merchandising que os nossos adeptos proporcionam.
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De Schmeichel a 17.11.2016 às 14:00

Drake,

Concordo consigo quando refere a questão da durabilidade dos contratos... mas também tem de reconhecer que é um contrato com uma durabilidade semelhante aos de porto e benfica.

Quanto ao modelo do futebol português.... mesmo que conseguíssemos reduzir o nº de equipas, veja o que é o campeonato português:
- existe uma equipa que transmite os seus jogos no seu próprio canal, possibilitando a escolha das imagens e dos comentadores.... parece-me um conceito pouco sério!
- existem equipas que tem receitas 100 vezes a de outras equipas;
- existem equipas na nossa ILiga em vilas com 5 mil habitantes e estádios para 3 mil espectadores... sendo que a maioria dos adeptos desses clubes nem sequer são desse clube.

Como se pode pensar em tornar o nosso campeonato mais competitivo, quando mais de 50% dos adeptos são de apenas um clube?!?! veja-se o exemplo de campeonatos como o grego e o escocês, que basicamente estão em declínio... e estão em declínio, exactamente pelo domínio em exclusivo de apenas 1 ou 2 clubes....já que torna o campeonato pouco atractivo!
E o problema é que a táctica do benfica é esta.... transformar o campeonato português numa espécie de campeonato grego! O benfica é o clube com mais receitas, com mais adeptos, o clube que controla a CS, que domina quase tudo.... perante isto eu pergunto, o que faz o benfica pelo futebol português? é contra a centralização dos direitos televisivos, é contra o video arbitro, é contra a legalização das claques.... isto é a estratégia do clube que é o tricampeão nacional.... secar tudo à volta, para dominar tudo e todos!
Ninguém investe (a sério) num país com esta mentalidade!

SL
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De Miguel santos a 17.11.2016 às 21:19

Não, o problema é essa tua obsessão pelo benfica que vem do exemplo da actual direcção que tem a necessidade de criar um inimigo exterior para esconder a sua fraqueza, de alguém inapto para fazer crescer o Sporting, só se preocupando em ter algum êxito a curto prazo mas sem projecto de futuro enquanto enche o seu bolso.
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De Benedito a 17.11.2016 às 10:38

Ninguém consegue arranjar o artigo de opinião do Benedito? Está no Record de hoje, e parece ser interessante.
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De luis garcia a 17.11.2016 às 11:02

Bom Dia , e de saudar um poste de alguém com a mente aberta e que escalpeliza de
facto o que e importante ,sem colocar em causa os interesses do S.C.P. e porventura
acentua os ditos,bem haja que há pessoas que pensam pela sua cabeça.
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De Manuel Fernandes Pinho a 17.11.2016 às 11:08

O autor do Post esqueceu-se do Recreativo de Caala.

E a Quatar Airways vai ficar livre, pois vai deixar de patrocinar o FC Barcelona.

:-)

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De Drake Wilson a 17.11.2016 às 11:21

Bom dia Manuel Fernandes Pinho.

Apesar de existirem conversações sobre a inclusão de vôos directos para Lisboa, a previsão de entrada para 2015 não avançou. Mas de futuro, poderia ser uma ideia aplicável. Até porque a Qatar Airways está a recrutar tripulantes portugueses. Bem visto.

Infelizmente de que o Main Sponsorship do Sporting está vendido...
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De José Santos a 17.11.2016 às 11:16

Muito bom dia Drake,

Um texto extraordinário. Muitos parabéns.

Sobre as questões que levanta...

Álvaro Sobrinho + Holdimo, Guinés Equatoriais, Imagem, linguagem e espírito de guerrilha permanente que BdC transmite cá dentro e lá fora, fracas prestações nas provas europeias, caso Doyen, rasgar de contratos, ódio ao Benfica, estrutura profissional que se assemelha à gestão de uma mercearia de bairro dos anos 80…estas são algumas das razões para que o Sporting não seja um produto apetecível para as grandes marcas. O Sporting tem que ser gerido como uma empresa do Século XXI, com os melhores profissionais, os mais capazes. Se os mesmos são do Benfica ou do Porto, é perfeitamente indiferente.

Um grande universo de Sportinguistas irritam-se porque os jornais internacionais chama Sporting de Lisboa ao Sporting Clube de Portugal…passem pelo link (ver abaixo) do seu patrocinador Macron…e vejam como é…

http://www.macron.com/eu/en/sport/teams/sporting-clube-de-portugal.html
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De Pedro Teixeira a 17.11.2016 às 11:28

Sporting Lisboa

Por isso é que aqui há dias sugeri que assumissem de uma vez por todas a designação verdadeira e em português de Camões, de Eça, de Pessoa, de Saramago.

Desportivo Clube de Lisboa
Futebol Clube do Porto
Associação Desportiva de Oeiras

Etc., etc !!

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De Drake Wilson a 17.11.2016 às 11:30

Bom dia José Santos, obrigado pelas suas palavras.

Agradeço igualmente o link que colocou. É o exemplo perfeito do que vale esta parceria. Em termos institucionais, remete o Sporting para o oblívio...

Concordo com a sua visão, no que respeita ao profissionalismo necessário à ligação do Sporting ao séc. XXI.
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De José Santos a 17.11.2016 às 13:32

E pronto...Nuno Saraiva fez mais um belo texto na sua Página Oficial do Facebook como Diretor de Comunicação. O tema? Benfica e LfV, claro.

Porquê esta obsessão em comentar a suspensão de um presidente rival? Qual a necessidade?
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De Luis Pereira a 17.11.2016 às 13:41

E depois como capitalizava a vitória no andebol para os fins eleitorais do Presidente?

Desde quando pode o "director de comunicacao" do clube apenas referir e aplaudir uma excelente vitória sobre o rival? Nao pode!!! Tem de por essa vitória ao servico do Presiden.... do clube!
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De Rampante a 17.11.2016 às 15:06

Caro Drake,

A sua reflexão pessoal inicial humaniza este espaço e nesse sentido uma vez mais dou-lhe os parabéns, pois aquilo a que se assiste diariamente é a desumanização do desporto, acontecimento que abomino e considero mesmo um forte contributo para o estagnar da evolução social, a par com a radicalização religiosa e a fidelização politica.
Num panorama pessoal, o reconhecimento daquilo que considera um erro, toca-me de uma forma muito particular, pois sou jovem, quase 33 anos, e por duas ocasiões especificas dei prioridade à família em detrimento da vida profissional, a ultima das quais somente há uns meses e digo abertamente que nunca me senti tão pressionado a nível financeiro, mas tão feliz a nível familiar… constato infelizmente que Portugal ainda tem muito a evoluir para conseguir proporcionar um equilíbrio família/carreira aos seus cidadãos…

Neste momento olho para a minha conta bancária e deprimo, olho para o exemplo do “seu erro”, e descontraio…

O meu Sportinguismo foi herdado, de um Pai ausente, que há uns meses, emocionado, me dizia que tinha brincado mais naquela tarde com o neto, do que na vida toda comigo... tinha dado todo o seu tempo aos negócios e ao associativismo… enquanto filho adulto, orgulho-me imensamente do que ele fez, pese embora eu me recuse seguir as suas pisadas. Acredito que existe um outro caminho...

Caro Drake, no seu ultimo post eu tinha-lhe dito: “… permita-me a ousadia de lhe pedir algo que não se deve pedir a ninguém, um pouco mais do seu tempo…”, porque aprendi desde cedo que efetivamente o tempo é o bem mais precioso que temos, porque é o único que nos é finito e de consumo constante… o bem mais escasso que continua subvalorizado em qualquer teoria económica.



Quanto ao nosso Sporting e as questões que adianta:
1 – Num dos trabalhos que tive, na tomada de decisões por vezes era importante saber o que andava a concorrência a fazer e posso dizer que toda a informação me era passada por colaboradores que eram clientes da concorrência. Conhecendo eles o negócio, enquanto clientes conseguiam uma leitura que outros não conseguiam e a informação que eu obtinha era quase privilegiada. Podia ter “obrigado” os colaboradores a não serem clientes da concorrência e com isso ganhava 10/15 novos clientes, mas perdia informação que com certeza me valeram umas boas centenas de clientes… não é preciso grande “inteligência” para se chegar a estas conclusões.

2 – Já o discutimos noutro post, e continuo a dizer que o contrato com a Macron, à primeira vista, é um contrato extremamente mau para o SCP, e falo apenas em termos financeiros.

3 – Este é um caminho “perigoso”, pois o SCP anda a “mendigar” amizades com entidades completamente desconhecidas e outras diria até de cariz duvidoso… Isto dá não apenas desconfiança acerca do real interesse do SCP, como também me faz refletir acerca do que ganhará o SCP ao despender tempo, dinheiro e energias com entidades que nada dão a ganhar ao clube… Espero que isto não seja um mecanismo para valorizar os ativos, como faz o SLB, pois além de inverdadeiro é um mecanismo que acredito, em breve, será alvo de regulamentação.

4 – E não é só o HSBC… muitas empresas andam à procura de “piggy banks” na Europa continental…

5 – Caro Drake, não obstante algum bom trabalho do BdC na sua fase inicial, temos de compreender que neste momento ele está a viver alguns períodos de insanidade momentânea. Momentos nos quais ele profere frases que não vale a pena perdermos tempo com elas, pois a racionalidade jamais vencerá em argumentação, a irracionalidade.

6 – Ponto no qual discordo com o amigo Drake. Eu ainda acredito que é possível ter um grande clube a viver em forma de associativismo. Pode ser uma utopia, mas confesso que ainda não estou preparado para ver o SCP inteiramente nas mãos de uma entidade privada.

7 – É só ler o que escrevi em relação ao ponto 5.

Fortes Rugidos
RR
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De Drake Wilson a 17.11.2016 às 21:26

Estimado Ricardo, obrigado pelo teor das suas palavras.

A instituição HSBC caracteriza-se pelo brilhante trabalho que tem desenvolvido em prol de diversas áreas, numa rede de intervenções bastante bem sucedida. As relações institucionais deste tipo de empresas financeiras, leva-as diversas vezes à aproximação de consórcios, que visam criação de mais investimento em áreas ainda não exploradas, mas onde o know-how do dito consórcio é elevado. A própria FIFA está a estudar uma parceria com empresas ligadas à HSBC, no que respeita a projectos futuros de competição. São inclusivamente profissionais da HSBC que procedem a favor da FIFA à avaliação dos projectos financeiros das candidaturas à organização do Mundial das nações.

No que toca ao ponto 6, compreendo que a sua posição é comum à larga maioria dos adeptos em Portugal, não apenas do Sporting.
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De Rampante a 17.11.2016 às 22:16

Posso estar enganado, mas o HSBC não está concentrado mais em realizar investimentos em países altamente emergentes e nos quais tem obtido resultados record? Assim sendo, será que a instituição sentirá necessidade de apostar num País Europeu onde não conseguem obter diferenciação (a nível institucional) e resultados financeiros evidentes?
Além disso, não será o SCP um "investimento" tão insignificante que simplesmente não despertará sequer interesse?

Faço estas questões simplesmente para que pudéssemos discutir que soluções existem. Pegando no seu texto, a hipotética presidência do Alexandre Santos, dada a sua rede internacional de contactos institucionais, seria uma ajuda?

Quanto ao ponto 6, já uma vez o discutimos e continuo a dizer que no futuro a solução de shareholders é inevitável e sou aberto a essa solução, mas não nas condições atuais... acho essencial definir determinadas fronteiras éticas, até para defesa de clubes mais pequenos... neste ponto acho que a FIFA tem falhado imensamente, mas isso por si só seria uma discussão aparte.

Cumps
RR
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De Drake Wilson a 18.11.2016 às 21:36

Boa noite Ricardo.
Antes de mais, as minhas desculpas pela demora nesta resposta.

É prática corrente instituições bancárias de "grande porte" como o HSBC apoiarem governos de países com práticas democráticas recentes, ou abertura económica emergente – uma vantagem competitiva que retiram pela exposição de dinheiro fresco que tais governos disponibilizam, nomeadamente para o lobby imobiliário e de construção. Uma forma de descentralizar o dinheiro e criar fluxo financeiro, de modo a impulsionar a economia de tais países. O que referiu está correcto.

Bem, como sabemos, hoje em dia a liberalização económica, assim como a diversificação de investimento, são realidades em voga. Futebol, transportes, distribuição, telecomunicações e turismo são as industrias mais apetecíveis, pela constante evolução registada no income/receitas – o Futebol como industria global é talvez o capítulo menos denso/complexo, mas mais rentável de todas as referidas actividades. O problema é o nível de exposição que este tem, o que leva muitas vezes o mercado financeiro a ter dificuldade em angariar investidores para os produtos que se disponibilizam. Produtos, num sentido de matéria a investir.

Seriam necessários departamentos específicos dentro de um Clube de futebol, afim de acompanhar uma equipa de trabalho externa e propor um plano de investimento a uma agência financeira com interesse na industria. Em Portugal, existe um clube que pretende esse percurso, que para o efeito contratou diversos profissionais, encabeçados por um sportinguista que na ocasião, trabalha em Espanha...penso que sabe de quem estarei a falar.

O Sporting tem uma mais-valia em relação aos directos concorrentes – tem um histórico de formação consolidado, e embora Bruno de Carvalho faça por provar o contrário, o nosso Clube não está inflacionado no mercado – uma mais valia para o investidor. Por exemplo, a vinda de Aimar ou Júlio César, e mesmo a sua custosa manutenção no plantel do SL Benfica, atribui uma visibilidade e reconhecimento do plantel encarnado aos mercados internacionais, permitindo as marcas investidoras penetrarem no mercado de origem dos atletas consagrados. Tal como, uma negociação de patrocínios mais elevada – Adidas e Fly Emirates só são alcançadas com argumentos deste nível.

Existem duas hipóteses que defendo. Investimento em 2/3 jogadores consagrados e com marketing, ou criação de uma equipa-modelo B, num formato Globetrotter, juntamente com torneios ao nível mundial, afim de criar uma exposição mediática do que vale o jogador-Sporting. São casos a discutir.

Alexandre Soares dos Santos seria uma pedrada no charco. O seu gabarito despertaria muitas coisas positivas ao nosso Clube. Já imaginou a visão e influência deste homem ao serviço do Sporting?

Vamos tentar fazer um Post mais focado sobre estas matérias, de modo a actualizar a sua discussão. Contarei consigo para o debate.
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De smoker a 17.11.2016 às 18:39

Boa tarde caro Drake
São post's como o seu e as réplicas de alguns dos comentadores do Camarote que tornam quase obrigatória a visita diária a este espaço.
É desta maneira civilizada, inteligente e sobretudo mentalmente sudável que o futuro do nosso Clube deve ser abordado.
É nestes contextos que projetos podem começar a ser desenhados e novos caminhos alternativos ser construidos.

Obrigado por não alimentar a chicana, foi um prazer ler a sua opinião.

O seu retrato inicial (1º paragrafo) contém uma multidão de outras pessoas....!

SL
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De Drake Wilson a 17.11.2016 às 21:32

Estimado Smoker, agradeço o conteúdo das suas palavras, assim como a sua frequente participação.

Os tempos não estão fáceis. E Sporting, como vem sendo habitual, lá está no epicentro do terremoto, sempre que não há futebol jogado para discutir.
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De Leão Zargo a 18.11.2016 às 13:22

Estimado Drake Wilson

Só agora encontrei um momento de disponibilidade para comentar o seu excelente texto. Mesmo que discorde em alguns aspectos, a leitura é estimulante e geradora de novas ideias.

Permita que partilhe um dado pessoal. Ssendo de uma família benfiquista, o Sporting tornou-se o “meu Clube” durante a época de 1965-66. Tinha 12/13 anos. A vitória desse campeonato poderia constituir um caso de estudo do que resulta de uma equipa competitiva preparada para vencer.
Desde então, Carvalho, Pedro Gomes, Alexandre Batista, José Carlos, Hilário, Fernando Mendes, Osvaldo Silva, Lourenço, Figueiredo e outros constituem, para mim, o valor referencial do que é o “atleta sportinguista”. Depois surgiram outros, mas esses permanecem límpidos na minha memória.

Refere as consequências do medo. É verdade, acrescento a impaciência. O medo e a impaciência constituem uma mistura explosiva, principalmente quando não existe organização, competência e planeamento. O acordo com a Macron é bem elucidativo disso mesmo.

Sei que a realidade das coisas é, normalmente, mais complexa do que aquela que imaginamos ou desejamos.
Refiro-me ao facto de eu considerar que o Sporting-Clube deve manter a maioria e o controlo da Sporting-SAD. Trata-se de uma especificidade do futebol português e do nosso Clube, portanto implica com a identidade e a memória.
Acredito que o caminho é estreito, mas que há margem para se agir num Sporting como sempre o conhecemos. A mudança seria dramática e, principalmente, irreversível.

Um grande abraço sportinguista


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De Drake Wilson a 18.11.2016 às 21:49

Boa noite Leão Zargo.

Lamento o desfasamento da minha reacção ao seu comentário, tal como agradeço as suas palavras e a exposição do seu "início" sportinguista. As suas intervenções enriquecem sempre qualquer texto.

Estes cenários de aquisição despertam controvérsia geral aos adeptos, o que me merece sempre respeito. No fundo, ninguém pode assegurar com claridade o futuro com ou sem este tipo de operações. Confesso que nos últimos anos tenho pensado bastante neste tema.

Penso que não perdemos nada em criar no futuro um post-desafio entre comentadores e leitores acerca deste tema – com a certeza que à partida existiriam mais opiniões discordantes do que concordantes.

Um abraço e votos de bom fim-de-semana!

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