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O negócio possível

Rui Gomes, em 04.08.19

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É opinião geral de que o Sporting CP não pode fazer mais nada do que vender Bruno Fernandes. Uma corrente de pensamento mais do que legítima e a mais usual no futebol de hoje, onde rapidamente nos rendemos às verdades do dinheiro, pois é ele afinal que faz o Mundo andar à roda. Mas será, de facto, essa a melhor opção para um clube que se encontra na encruzilhada a que os leões chegaram? Isso é, pelo menos, discutível. 

Que o dinheiro de Bruno Fernandes faz falta ao clube é evidente. Como a todos os emblemas portugueses, mesmo aqueles que dão entrevistas a jurar o contrário. Mas se o Sporting não está obrigado a vender, se não tiver a corda na garganta, o que seria melhor? Fazer acertos com o dinheiro da transferência ou manter aquele que é o seu melhor jogador de há alguns anos para cá?

Porque também é assim que se mede a ambição dos clubes. Vieira vendeu Félix e com essa venda segurou os outros, tentando oferecer a Lage uma equipa que o coloca na ‘pole position’ na candidatura ao título. Ao perder Bruno, o Sporting pode acertar num Robertone qualquer, mas que o risco é muito maior...

Num mundo ideal, Varandas sentar-se-ia com Bruno e oferecer-lhe-ia um plano de carreira. Mas isso já não satisfaz um jogador português. É o Mundo em que vivemos.

Bernardo Ribeiro, Director de Record

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publicado às 02:42

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3 comentários

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De João Gil a 04.08.2019 às 12:26

É tudo muito bonito mas a conversa do plano de carreira para Bruno Fernandes não é explicada. A menos que por plano de carreira o director do Record entenda qualquer coisa como, agora entras e ganhas X, daqui a 1 ano se demonstrares fibra e marcares muitos golos passas a capitão de equipa e ganhas Y, no terceiro ano ganhas Z, no quarto passas a director da equipa e no 5 a gente convida-te para administrador da SAD...
Plano de carreira será aumentar o ordenado do jogador para além do limite que a estrutura de salários do plantel suporta com a promessa de que se faz uma equipa à volta dele para ser campeão, ou na pior das hipóteses segundo e ter (um)a chance de chegar à liga dos campeões? Com que recursos financeiros (compare-se o custo das contratações dos três grandes e percebem-se as limitações)? O nosso maior rival aproveitou uma seca de 12 anos para fazer o trabalho que o levou ao êxito esmagador actual. O Sporting, bem pelo contrário, levou 20 anos a desbaratar o capital de credibilidade desportiva, rigor e seriedade de gestão que lhe deram os dois últimos campeonatos conseguidos.
Esquece-se a maioria de uma afirmação simples e clara de Bruno Fernandes. Quer sair porque acha que é o momento de o fazer e preferencialmente para Inglaterra, onde pode juntar duas coisas, um campeonato com visibilidade global onde o jogador se projectará como não acontece aqui e ordenados e contratos de imagem milionários que nenhum clube em Portugal ou o mercado limitado de Portugal podem pagar ou proporcionar.
Tudo isto, conjugado com a baixa atractividade do Sporting para jogadores de topo, faz com que a saída de Bruno Fernandes não esteja verdadeiramente nas mãos do Sporting ou de Frederico Varandas. O negócio precisa, determina que ele saia.
Se aparecer de facto uma oferta muito importante pela aquisição do passe de BF, o Sporting não só não deve forçar a permanência do jogador porque este já disse que quer tentar outro campeonato, como deve negociar o melhor possível e vender, porque essa é uma medida de gestão econômica, financeira e desportiva inteligente. No Sporting Bruno Fernandes atingiu o pico do seu valor, não para ele próprio mas para o clube. E é por isso que seja (talvez) mais proveitoso para clube e jogador que este saia, do que fique.
Evidentemente que se de repente o Sporting não fosse uma SAD com pouco dinheiro e fechada a investimento externo e aparecessem investimentos colossais que pagassem as dívidas e permitissem projectar instantaneamente o clube para a primeira linha do futebol mundial, tudo seria diferente. Mas essa não é a realidade actual do Sporting.

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De Indiana Julio a 04.08.2019 às 12:46

João Gil a "coisa" resume-se facilmente a que qualquer jogador que dê uns bons pontapés numa bola e marque uma duzia de golos vai querer imediatamente passar a ganhar milhões , muitos milhões que Portugal nao tem para pagar , punto.
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De João Gil a 04.08.2019 às 13:49

Não é só isso. O futebol já não é um jogo. É um negócio suportado num jogo. E tal como um jogo de futebol, os negócios são jogos, mas que não tendo duração pre definida, precisam na mesma de estratégia, de táctica e de recursos que se colocam para servir a estratégia do negócio. Num contexto económico e desportivo diferente, Bruno Fernandes teria todas as condições para fazer o melhor da sua carreira no Sporting. Como acontece aos grandes jogadores que actuam nas grandes equipas. O Sporting não é hoje uma grande equipa de nível mundial e o Bruno Fernandes, acredita-se, tem tudo para ser um grande jogador de nível mundial. Bruno Fernandes e o Sporting estão portanto, cada um no seu percurso, a começar um caminho divergente, porque estão já em realidades diferentes. Para Bruno Fernandes continuar no Sporting já não é um bom negócio e para o Sporting o Bruno Fernandes agora é um bom negócio. Milhões já BF ganha no Sporting (reconhecido pelo próprio em entrevista quando disse que saindo ou ficando ganharia sempre muito dinheiro em qualquer cenário) e se ficar sabe-se que lhe será pago um prémio de assinatura de largos milhões de € que contratualizou quando voltou a assinar. E como se sabe Frederico Varandas já afirmou publicamente que se BF ficar será revisto e aumentado, para além daquilo que já resulta do contrato que tem. Portanto, dinheiro para pagar a Bruno Fernandes não é realmente a questão em cima da mesa na relação entre o Sporting e Bruno Fernandes. A questão é muito mais abrangente, mas igualmente prosaica. A de saber se o Sporting e o Bruno Fernandes têm objectivos concordantes e estão num projecto comum que ambos querem que se mantenha e dure.

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