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«Existia até 2012, em Portugal, uma notável lacuna jurídica relacionada com a gestão de processos de insolvência, nomeadamente em empresas de médio-grande porte ou de interesse económico elevado (consoante o número de encargos contratuais, importância ao panorama económico nacional, interesse público, entre outros desígnios).

 

Desde então, bastante evoluiu no cenário jurídico nacional.Sem ser maçador ou exaustivo, basicamente considerou-se ineficiente as resoluções de insolvência, criando-se então um plano especial de recuperação de empresas e de protecção de credores (CPEREF), que visou a recuperação das empresas como interesse superior à sua liquidação e desmembramento. Aprovado esse parecer, em Portugal, nunca uma instituição de interesse nacional como o Sporting se sujeitaria a uma liquidação. Principalmente envolvendo como credora a nossa famigerada banca no seu sensível estado actual. Em suma, bastava ao Sporting invocar em tribunal a instauração de processo especial de revitalização, de acordo com o previsto nos artigos 17.º-A a 17.º-I., Lei n. 16/2012, de 20/04.

 

Querendo eu dizer que por trás de tal guarida jurídica, bem pode Bruno de Carvalho irrogar a si a responsabilidade por o Sporting "nunca acabar"...Porém, o meu maior motivo de preocupação em relação ao clube prende-se com a gestão actual dos seus fundamentos financeiros, por ser esta uma área que domino profissionalmente, e onde identifico quase nenhuma exploração de potencial da instituição em mercados financeiros que visem apoiar uma super-reestruturação do clube.

 

Simplificando, o parco conhecimento da estrutura directiva do Sporting tem levado o nosso Clube a procurar crédito na mercearia do bairro quando desconhece as vantagens competitivas de um hipermercado. Existem dois negócios nos quais o Sporting se envolveu, que a meu entender merecem um parecer mais argucioso. Refiro-me a direitos de broadcast/exploração de imagem e recompra de passes de jogadores. Desconfio da premência de tais dossiers.

 

Embora qualquer opinião providencial da minha parte possa obrigar a um duplo trabalho de controle de comentários que não me parece justo "infligir" a Rui Gomes, por ser seguramente matéria sensível ao desagrado.Todavia, a latência sobre a performance competitiva da equipa de futebol parece-nos superior a anos anteriores, matéria inquestionavelmente ligada à disponibilidade milagrosa de um Jorge Jesus sem clube, livre de decidir. Este trouxe-nos os seus conhecimentos de campo e, sempre questionando a sua compatibilidade com o momento financeiro do clube ou interesse póstero na alienação do que representa o Sporting ao nível de valorização de jogador nacional, convêm-nos monitorizarmos toda a actividade verde-e-branca nesse sentido. Numa relação, o cônjuge que se sujeita remete-se à estagnação».

 

 

DRAKE WILSON

 

publicado às 12:27

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6 comentários

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De Riskos a 13.04.2016 às 13:10

Está a dizer que não concorda com a recompra do passe, por exemplo William 40% ... ?
Está a dizer que não concorda com o negocio da Nós?
Está a dizer que havia, na altura melhores soluções do que as celebres VMOCs?
Está a dizer que existem actualmente no mercado investidores, que não sejam por exemplo, pequenos empréstimos avalizados pela Doyen, ou o factoring da XXIII Capital Limited, que por ser tão bom, é ocultado nos relatórios e contas do Benfica!!?

É isto que pretende transmitir?
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De jose a 13.04.2016 às 16:16

Sempre que leio os comentários do Drake, fico com a sensação de alguém que escreve textos longos e refinados com muitas palavras bonitas e chego ao fim pergunto a mim mesmo, qual foi a mensagem que este leitor quis transmitir? Nenhuma... atenção que o defeito é meu... o burro sou eu...
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De Rui Gomes a 13.04.2016 às 16:27

Tem razão, o "burro" é obviamente o leitor, pela evidência à vista de um texto bem escrito com ideias bem explanadas.

Mas, como é de esperar, quando não se compreende e até se fica com uma ideia de que o autor não visa louvar o presidente, deprecia-se.

É a ordem natural da pequenez de certas pessoas.
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De julius coelho a 13.04.2016 às 16:47

Drake Wilson
Com os erros aprende-se ,
conhece certamente o percurso da água dos rios que chegam ao mar, percurso por vezes longo , paciente, principalmente quando existem barreiras (açudes)e têm que esperar o reforço da água para encher e poder seguir o seu trilho , mas acabam por chegar ao destino.
Não posso nem devo comentar os aspectos jurídicos por estarem longe do meu domínio e tão pouco na restruturação financeira por desconhecer os seus contornos porque se para uns interessa as menores dificuldades de fazer aparecer dinheiro a mim interessa-me muito mais saber se a hemorragia latente está bloqueada e se agora no real já entra mais do que sai.

Estou muito mais á vontade para debater a perfomance e competividade da equipa de futebol e todos os aspectos que dependem para a sua organização, tanto ao nível do plantel de jogadores e sua equipa técnica.
Aí nesse campo reintero que notam-se melhorias visíveis aos olhos de todos e que me satisfaz a estabilidade de um plantel sem a sua pemanente mutação como acontecia no passado.
Mas independentemente do trajecto que o rio escolher só chegará ao mar se tiver água abundante ou no mínimo suficiente.

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De Riskos a 13.04.2016 às 19:07

Caro Drake

Consegui agora ter um tempo para ler novamente e refletir um pouco mais sobre o seu texto e com todo o respeito, permita que faça algumas observações sobre o mesmo. Tenho ideia que há algumas considerações que se encontram desactualizadas ou então sou eu quem está desactualizado, como a minha perspectiva é: - Podemos sempre repetir erros, mas as causas e consequências podem ter graduações completamente diferentes. Dito de outra forma, estou e estamos em aprendizagem continua ..

Dito isto, creio que o CPEREF já foi revogado, com a publicação em tempos do CIRE que regulamenta as insolvências e recuperações de empresas.
O PER (processo especial de revitalização), foi aquilo que sempre se procurou evitar no Sporting, pois implicava a entrega da gestão a um Administrador Judicial.
Foi conseguido, sobretudo com a super-reestruturação que menciona, na pratica, leia-se, com o recurso a VMOCs. Duvido que existam produtos financeiros com melhores condições como as que foram associadas às VMOCs negociadas pelo Sporting.
Neste aspecto, há uma carência enorme de informação sobre a existência de um plano a médio prazo que permita abordar o vencimento das VMOCs, que se não forem pagas ou negociadas, implicam a perda do controlo da SAD pelo Clube, no entanto estamos a cerca de 10 anos (salvo erro) do seu vencimento.

Relativamente ao seu 3º paragrafo, actualmente o mercado financeiro, com as regras do fair play financeiro e as relativas aos fundos, acompanhadas com as graves crises das instituições bancarias, na pratica, ocasionaram o fecho dos hipermercados direccionados para o futebol. Por outro lado, foi o recursos a estes hipers do credito que conduziram os clubes, não é só o Sporting, para a situação actual, de largas centenas de milhões de euros de passivo.
Ainda neste paragrafo, a referencia para o facto de com o contrato celebrado com a Nós, que vai muito além dos direitos televisivos, o melhor que pudemos dizer é que nunca os direitos de imagem foram tão valorizados, o pior que pudemos dizer é que ninguém sabe como estará o mercado daqui por meia dúzia de anos e contrato actual é 10/12 anos.
A recompra dos passes, eles tinham sido vendidos a preço de saldo e para pagar salários, a recompra efectuada, na minha opinião, foi um dos mais importantes e urgentes negócios feitos pela gestão actual. Repare só a recompra dos 40% do William ou os 25% do João Mário, praticamente pagam o investimento efectuado.

Por fim, a relação com o treinador Jorge Jesus, convenhamos que se existir conquista de títulos, acompanhada como uma valorização reconhecida (pelo menos por mim e por muita critica) do plantel, a estagnação que refere é altamente improvável. Alias, o apuramento directo para a liga dos Campeões do próximo ano, salvo alguma desgraça de ultima hora, é uma prova disso.

Desculpe se fiz alguma interpretação errada das ideias que procurou transmitir e acredite na minha boa fé de procurar discutir as questões sem fundamentalismos nem ideias pré-concebidas. O meu único interesse é perceber melhor todas as situações relacionadas com o Sporting.

Abraço Leonino
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De Drake Wilson a 14.04.2016 às 01:32

O Sporting, numa gestão digna da importância de que como clube que representa, não se pode vetar ao mundo sendo dirigido em plenário unipessoal. A liberdade está intrinsecamente envolvida na aproximação, não apenas ao orgulho dos sócios, mas ao orgulho do País nele próprio.

Uma frase que, ao longo destes dois últimos anos me acompanha aquando das apreciações que faço, para mim próprio, ao trabalho desenvolvido por esta direcção:

"O pato é feliz no seu charco de água imunda porque desconhece a imensidão de um oceano."
Saint-Exupéry

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