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Não há campeonato algum de topo sem situações polémicas por golos invalidados pelo VAR devido a foras de jogo milimétricos.

A imagem que publicamos é do jogo desta quarta-feira entre o Burnley e Aston Villa em que um golo foi invalidado pelo VAR à equipa visitante, porque o calcanhar do goleador estava, por milímetros, adiantado relativamente ao último oponente.

Entretanto, o Internacional Football Association Board (IFAB), organismo que regula as leis do jogo no futebol, decidiu tomar uma posição pública em relação à atuação do VAR, nomeadamente em lances de fora de jogo, manifestando que as indicações dadas para considerar um lance irregular não estão a ser bem interpretadas.

Lukas Brud, secretário-geral do IFAB, assegurou que novas directivas serão dadas no final da Assembleia Geral anual do organismo, agendada para o final de Fevereiro. O dirigente, acrescentou que no que confere aos foras de jogo, o VAR só deve intervir em "situações claras e óbvias". Mais, explicou que há um conceito de dúvida ou margem de tolerância que deve prevalecer em casos duvidosos:

"Se uma situação não é clara à primeira vista, então não deve ser considerada. Olhar para uma câmara de um ângulo é uma coisa, mas olhar a quinze, procurando encontrar algo pode estar ou não ali, essa não era a ideia original."

A realidade é que a lei de fora de jogo sempre foi controversa e as várias medidas que o IFAB implementou ao longo dos anos pouco ou nada melhoraram a situação.

Agora, com o VAR operacional, há de facto casos em que erros são detectados e corrigidos, contudo, há outros tantos que só resultam em decisões polémicas.

Parece-me que a essência do problema recai fundamentalmente sobre a lei de fora de jogo. Não recomendo que seja eliminada, mas há muito que exige ser algo simplificada.

O vídeo-árbitro (VAR) é uma outra discussão e é tudo menos consensual, especialmente no futebol português, onde a credibilidade das pessoas que exercem a função está muito em dúvida.

publicado às 04:31

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7 comentários

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De V. Guerreiro a 02.01.2020 às 10:30

A Lei do fora-de-jogo, tal como está definida, não carece de análise e interpretação (ao contrário da intensidade de empurrões e puxões). E como está definida, um jogador pode estar fora de jogo 1 metro, 1 centímetro ou 1 milímetro. Seja como for, em qualquer jogada, só há duas possibilidades: ou o jogador está em jogo ou está fora de jogo. Não há uma terceira. O que varia é a forma de avaliar isso, que passou do olho humano, para uma tecnologia muito mais fiável. Argumenta-se que o objetivo da introdução das tecnologias seria apenas para evitar erros grosseiros. Talvez fosse, mas a verdade é que a tecnologia, inevitavelmente, evita todos os erros, sejam grosseiros ou não. Esta lei pode não ser perfeita, mas não estou a ver nenhuma outra que seja melhor.
SL
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De Transmontano a 02.01.2020 às 10:47

Nos lances de off-side deve haver tolerância de 10 cm ou até mais, não concordo com lances assinalado por milímetros ou 2 a 3 cm...
Não tarda vai haver um fora de jogo por um atleta ter o nariz comprido ou por ter axilas como já aconteceu..


Tem de haver certa tolerância senão estamos a matar uma tecnologia, que ao ser bem aproveitada vem ajudar a limpar o futebol..

PS. No futebol tuga o problema sempre foi os homens de negro, vendem-se por um fruta ou café com leite, sem esquecer as missas e o Calor da Noite..
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De RASR a 02.01.2020 às 13:11

Concordo com o que está no post, do secretário-geral do IFAB, o VAR é uma ferramenta para assistir uma dúvida num lance sem dúvidas (o árbitro estar numa posição que lhe parece uma coisa e na realidade é outra, mas apenas nas câmaras é possível apanhar isso porque estão em todo o lado, ao contrário dos árbitros). O que se anda a fazer é, tal como diz, passar por todas as 15 câmaras para ver se consegue apanhar alguma coisa que valide uma decisão, através de zooms e linhas e medidas estapafúrdias.

O futebol português, no seu melhor e no seu pior, vem expor a ferramenta até aos seus limites. Vemos uma boa decisão ser tomada pelo VAR nas agressões, porque está à mostra para toda a gente o que acontece. Outra coisa é tomarem o VAR por algo exato, quando depende de tecnologias imperfeitas, para tirar medidas perfeitas, tais como retirar um golo por 3mm ou 3cm de "fora de jogo".

A solução deve ser regressar às bases do que era o fora de jogo, como um jogador que está "completamente" fora de jogo, ou seja, nos tempos idos, para evitar que existisse sempre um jogador adversário junto ao GR enquanto a bola está na área contrária. Deve-se evitar que um jogador, propositadamente, se coloque constantemente mais adiantado do que a defesa contrária. Agora, assumir um fora de jogo por causa de uma perna, de um braço, de um nariz e, diga-se, muitas vezes, em confronto direto com o defesa?!?!?!?!?
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De João Paulo Gonçalves a 02.01.2020 às 15:14

Situação idêntica no Liverpool-Wolverhampton. Golo anulado aos Wolves por 5 cms, ou algo do género.
Impossível garantir o fora de jogo pois o frame que serve de avaliação ao fora de jogo, pode não ser tirado no exato momento em que a bola sai do pé do jogador quer faz o passe.
É impossível garantir que esse momento é o do frame apresentado, logo concordo que terá de haver uma margem de tolerância por exemplo de 10 cms. Claro que isso em Portugal iria dar horas de debates idiotas nos canais de cabo...
Continuo a acreditar que o VAR é bom para o futebol. Pena que quem o opera em Portugal sejam os mesmos incompetentes que apitam dentro dos campos de futebol. Por cá assistem-se a situações inacreditáveis mesmo com VAR.
Em Inglaterra o VAR funciona muito bem (e com rapidez ao contrário de Portugal), excepto nesta história dos fora de jogo, que terá de ser rapidamente corrigida...
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De F. Batista a 02.01.2020 às 16:25

Por alguma razão o VAR tem uma linha no seu ecrã. Na minha opinião a única tolerância que deve ser dada, é a margem de erro que fabricante deste sistema de visualização fornece ao cliente. F. Batista
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De ChakraIndigo a 02.01.2020 às 20:19

Um antigo jogador, Souness, deixou uma ideia boa: se alguma parte do corpo do jogador se encontra em jogo, não há fora de jogo.

Se o objectivo é haver golos, e se o sistema mostra falhas, assim não haveria duvidas.
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De V.Guerreiro a 02.01.2020 às 22:26

Quem diz que é preciso haver uma tolerância, imagine-se, de 30 cm, não está a resolver o problema, está a empurrá-lo 30 cm para a frente, onde, aí, se discutiria de novo o centímetro. Ou seja, continuariam a ser marcados foras de jogo de 1 cm, que é o que agora se diz que é ridiculo.

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