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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

O nosso amigo Julius Coelho não está disponível para nos brindar com o seu usual bloco de 'Notas', no entanto, além de duas ou três considerações minhas, vou deixar a análise ao jogo com os leitores.
Prefiro dar destaque à equipa, à sua solidariedade, à sua atitude, ao seu empenho. Com um resultado que foi insuficiente para continuar na Liga milionária, acho que até o mais crítico reconhecerá que dignificaram o leão ao peito.
Dito isto, se tivesse de escolher um jogador, seria Rui Silva, um guarda-redes inspirado que travou tudo o que lhe surgiu para travar, até uma grande penalidade. Achei o lance discutível, mas foi assinalado e não há mais nada a dizer.

Na minha opinião, sem nunca subestimar os alemães, acho que este Borussia Dortmund estaria bem ao alcance de um Sporting completo. Infelizmente, não deu para ver...
Mais dois ou três leões que merecem ser mencionados...
Eduardo Quaresma
Valente. Poderia ser o nome do meio deste central que encara cada lance como se fosse o último. E se estamos a falar num jogo de exigência máxima, daqueles jogos grandes, parece que se transcende. Anulou com classe todas as tentativas de Gittens, uma das estrelas da equipa alemã, cortes arrojados (um deles a Brandt, aos 45+2’ que ficou na retina), um dos melhores. Espero que Rui Borges finalmente reconheça o valor deste ainda jovem jogador.
Ousmane Diamonde
Imponente. O duelo que foi travando com Guirassy, sem conceder espaços para a explosão e verticalidade do guineense. Atravessa um bom momento e isso ficou provado com uma exibição sólida, consistente e eficaz a bloquear muitos caminhos para os atacantes da equipa germânica. Cada vez mais, temo perder este jogador no Verão.
Conrad Harder
Distante. Da baliza de Kobel, muito isolado, grande parte das vezes era ele contra o mundo. Com uma linha defensiva do leão muito recuada, sentiu dificuldades para poder aparecer, mas nunca atirou a toalha ao chão e fez por deixar marca. Ganhou muitos duelos a Emre Can e teve duas raras ocasiões para marcar (81’), após um bom cruzamento de Debast, e aos 85’, num remate de cabeça que saiu fraco. Cada vez mais justifica a titularidade, mesmo com Gyökeres em campo.
Uma palavra final para Ricardo Esgaio. Não brilhou - não se espera isso dele - mas trabalhou bem defensivamente. Muito atento às entradas de Brandt e Adeyemi, não comprometeu, e até ousou subir algumas vezes. Não era titular desde Outubro 2024, curiosamente, também na Champions, frente ao Sturm Graz.
P.S.: Não posso deixar de referir que houve aqui um leitor - um dos usuais do 'contra' - que afirmou há dias que Rui Silva é igual ao que já tínhamos. Ontem teve a prova!!!
Nota: Nem quero falar nas lesões. João Simões torceu o pé e Hjulmand, que se queixou na primeira parte, ficou no balneário ao intervalo por precaução. Gonçalo Inácio também saiu com queixas.
**Na imagem, Rui Silva a defender a grande penalidade.
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