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O Sporting é a prioridade absoluta

Leão Zargo, em 21.10.19

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O futebol sempre coexistiu com determinadas formas de violência. Em Portugal há notícias de distúrbios desde a década de 1920. A própria linguagem futebolística possui algo de agressivo (ataque, vitória, derrota) e o desporto substituiu os torneios medievais ou várias outras demonstrações de força e de valor. Mas, tudo isso, o futebol foi capaz de integrar e sublimar pela extraordinária dimensão humana, estética, cultural e atlética que decorre de um desporto praticado por grandes jogadores.

Nos dias de hoje a violência no futebol adquiriu outra dimensão e coloca-se a um outro nível da pulsão agressiva aceitável em seres humanos. É algo teorizado, organizado e planeado que não decorre essencialmente da paixão e da emoção do jogo, mas que resulta da incorporação de valores de identidade exacerbados e estereotipados que predispõem para o confronto e surgem associados ao ódio e à vontade de estabelecer outras regras que estão para além daquelas que decorrem da organização social e desportiva.

O que acontece nesta altura no Sporting decorre desta “thick solidarity” (R. Giulianotti) potenciada por um conjunto de particularismos que resultam da especificidade e da história recente do Clube. Uma espiral de violência e um sentimento de impunidade que permitiram os crimes praticados na Academia de Alcochete e a acção recorrente violenta, abusiva e inaceitável que visa intimidar e ameaçar atletas e membros dos órgãos sociais democraticamente eleitos. A decisão de revogar os protocolos celebrados com a Juventude Leonina e com o Directivo Ultras XXI revela-se correcta e adequada às circunstâncias. As claques existem unicamente para apoiar o Sporting.

O Sporting nunca se limitará a um universo de pensamento único e monolítico, é o mais plural e diverso de todos os grandes clubes portugueses. Essa é também a sua força, mas pode ser a sua fraqueza. O Clube necessita em absoluto, momentânea e publicamente, de ser capaz de superar as divergências e de reforçar a unidade, não cedendo espaço a falsos e meteóricos profetas que, com uma estratégia de poder, pretendem dividir ainda mais, puxar ainda mais para baixo. Não é desejável nem possível uma unanimidade crédula e acrítica, mas com humildade e sabedoria temos de colocar o Sporting como a prioridade absoluta.

publicado às 12:00

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24 comentários

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De Rui Gomes a 21.10.2019 às 13:26

Subscrevo na íntegra, caro Leão Zargo, por razões óbvias!
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De Leão Zargo a 21.10.2019 às 14:18

Caro Rui Gomes,

na verdade o nosso Clube está numa encruzilhada e ainda sofre as consequências da gestão calamitosa de Bruno de Carvalho.
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De LG a 21.10.2019 às 13:33

Tem razão absoluta na teoria, "Não é desejável nem possível uma unanimidade crédula e acrítica, mas com humildade e sabedoria temos de colocar o Sporting como a prioridade absoluta".

O problema é não vermos em lado nenhum a prática do que está aqui anunciado. E sabe porquê? Porque todos, com muita humildade, sabedoria, presunção e água benta, pensam que "colocar o Sporting como prioridade absoluta" é fazer a), b) ou c). Quem é o Juiz da prioridade absoluta?


Exemplos?
a) Varandas entendeu que "colocar o Sporting como prioridade absoluta" seria demitir-se e candidatar-se ou a umas eleições que só se soube que iriam existir um mês depois.

b) Varandas entendeu que "colocar o Sporting como prioridade absoluta" seria prometer que só consigo a presidente os jogadores rescisores voltariam atrás.

c) Todos os "notáveis" (há clube com mais notáveis que o nosso?) e dirigentes dos corpos sociais da altura entenderam que a "prioridade absoluta para o Sporting" seria criticar todo e qualquer ato de BdC no pós jogo de Madrid.

d) A imprensa até achou que seria "colocar o Sporting como prioridade absoluta" dar palco ao criminoso Mário Machado.

e) Será "colocar o Sporting como prioridade absoluta" preocupar-se em destruir o legado da última direção, sem reconhecer um único erro? (no futebol,e como disse Hugo "dá a cara" Viana, o único erro foi a não inscrição de Pedro Mendes, obra de Keizer).



Politicamente, Varandas está "morto". Se o futebol, o motor do clube, não encarreirar uma longa série de vitórias, vai demitir-se brevemente, não conseguirá resistir à pressão.
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De Mike Portugal a 21.10.2019 às 14:13

LG,

Apesar de concordar com quase tudo o que escreves, nunca esquecer de uma coisa: qualquer treinador/direção está SEMPRE dependente dos resultados da equipa de futebol.
Acreditas que BdC teria sido expulso do clube caso o SCP tivesse sido campeão com JJ? Claro que não.
Acreditas que Varandas se manterá como presidente do SCP caso o clube para além de não ganhar campeonatos, ficar abaixo do 3º lugar? Claro que não.

Todos os exemplos que dás só são motivo de conversa porque a equipa está muito abaixo do esperado e desejado. Estivesse a equipa a lutar pelo 1º lugar e nada disto se falava.
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De Leão Zargo a 21.10.2019 às 14:23

Mike Portugal,

Bruno de Carvalho colapsou, passou-se! Não vale a pena procurar teorias sobre se ainda seria ou não presidente do Sporting.
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De Mike Portugal a 21.10.2019 às 14:32

LZ,

De acordo, mas o meu ponto não é esse. É o facto dos resultados terem precipitado tudo isso, incluindo o colapso. Luis Filipe Vieira também já teria colapsado há muito se o SLB estivesse estes anos todos sem ser campeão.
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De Leão Zargo a 21.10.2019 às 14:39

Mike Portugal,

de acordo no que refere a Filipe Vieira. Bruno de Carvalho fez-se implodir a si próprio!
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De LG a 21.10.2019 às 17:22

Mike, nada do que eu disse contraria o que disseste.
É verdade que é o futebol que modela a realidade do clube, sempre foi e sempre o será. De igual modo, realça-se a má relação de BdC com os futebolistas do clube, quando nas modalidades ditas amadoras o tratamento era semelhante (eufórico nas vitórias e tratamento abaixo de cão nas derrotas) e os atletas reagiram de maneira muito diferente.
Mas também por isso foi estrategicamente mal pensado acabar agora com o protocolo: é impossível desassociar o fim do protocolo com as críticas e os cânticos e as ameaças. Como é que a direção não viu isso, colocou-se completamente dependente de Silas e dos próximos resultados da equipa de futebol.
Todos os exemplos que dás só são motivo de conversa porque a equipa está muito abaixo do esperado e desejado. Estivesse a equipa a lutar pelo 1º lugar e nada disto se falava.
Estar em primeiro lugar disfarçava. Mas o ano passado a equipa ficou afastada dos primeiros lugares (com meia época estava a 8 pontos) e houve mais tolerância, por várias razões: a prestação nas taças, o facto de ter como desculpa a atuação da CG, responsável pelo plantel, mas também porque objetivamente não foram dados tantos tiros nos pés.
A tolerância este ano não durou dois meses.
Sim, é por causa dos resultados, mas os resultados não são a consequência do que se tentou implementar? Para além de Salgado Zenha, quem é que tinha a lata de afirmar que o plantel do Sporting estava mais forte do que o do ano passado? Que “os rivais perderam alguns dos melhores jogadores e o Sporting manteve o seu melhor e reforçou a equipa”? Ir a jogo com um bluff destes seria necessariamente cobrado. E foi-o duramente, quando até um Alverca nos passa por cima não há princípios ou “estrutura” que resistam à dura realidade dos factos
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De Leão Zargo a 21.10.2019 às 14:21

LG

Independentemente do balanço que cada um faça do mandato de Frederico Varandas, desde a tomada de posse dos actuais órgãos sociais verificou-se um ataque sistemático recorrendo a verdades, meias verdades e mentiras.
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De MAV a 21.10.2019 às 14:31

Essas teses de perseguição a Varandas não fazem sentido todos os presidentes a tiveram mesmo com resultados como Roquette e DiasC

Quanto mais neste altura do
campeonato em que em Outubro podemos dizer que no final do ano vai ser bola antes era no Natal.
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De Leão Zargo a 21.10.2019 às 14:40

MAV,

o que se passa no Clube está para além da normal actividade da oposição. Trata-se de algo muito mais planeado e sinistro.
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De LG a 21.10.2019 às 18:12

"o que se passa no Clube está para além da normal actividade da oposição. Trata-se de algo muito mais planeado e sinistro"
Concordo plenamente com esta frase, Varandas é vítima dos seus erros mas também, em grande parte, de uma atividade anormal da oposição (começou com os ataques ao sucesso do EO, parece-me, mas depois também vemos que Varandas só subscreveu 1.000€) .

MAS, uma mente não ingénua poderia pensar que aconteceu exatamente o mesmo com BdC, após Madrid e após ter anunciado a reestruturação financeira, que levaria a Holdimo a um patamar próximo da irrelevância
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De antonio a 21.10.2019 às 14:23

Nao concordo com a tese de que a divergencia é o que atrasa o Sporting. Em certa medida o ruido extra deixa todos mais desanimados, mas nao justifica nada do que se passa no Sporting. Aliás o problema do Sporting nem tem a ver com a dificuldade em vencer o campeonato.

A maior dificuldade neste momento é que nao há um rumo claro. O Sporting anda ao sabor do vento. Esta é a principal falha do atual presidente: nao se percebe o que pretende para o seu mandato e o homem insiste em nao comunicar o seu projeto. Já o ouvi falar em colchoes novos para os miudos e em pagar os transportes para a Academia, mas nao se compreende qual é a estratégia.

O Rogério Alves bem que podia fazer uma das suas eloquentes análises à atual situacao e pedir ao FV para comecar a tratar da estratégia o quanto antes.
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De Leão Zargo a 21.10.2019 às 14:25

António

O Sporting tem um rumo, por um lado, procura adaptar-se à dinâmica das circunstâncias, por outro. Esta é a verdade.
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De Rumo Certo - Ventos Favoráveis a 21.10.2019 às 14:38

Caro Leão Zarco, muito obrigado pelo teor do comentário, que em si, é uma aula de sociologia relacionada com o fenômeno do futebol e verte a realidade existente no n/ Sporting.
A actual Direção dá mostras da sua verticalidade e intransigente defesa do clube e dos seus associados.
Politicamente está viva e atenta, demonstra vitalidade e humildade em reconhecer alguns erros e opções de percurso, mas prossegue o caminho da gestão e recuperação, de forma responsável, credível e coesa, pese embora a pesadissima herança recebida e apenas ter completado pouco mais que a quarta parte do mandato.
Aproxima-se o Congresso, lugar, momento e oportunidade, para se
discutirem alternativas, sugestões e recomendações à governança do clube em todas as vertentes e âmbitos, que contribuam para engrandecer ainda mais o incomparável Historial do Sporting.
Espero que os algozes da desgraça, doutores, arquitetos e engenheiros da sabedoria e conhecimento, que tudo criticam com alguma desfaçatez e cobertura nos mídia, apareçam e dêem o seu precioso contributo para resolver os problemas e encaminhar do sucesso.
Não o fazendo, então, calem-se e deixem trabalhar quem, com toda a legitimidade democrática e responsabilidade, está no pleno exercício de funcoes.
Guardem essas armas de arremesso, para o período eleitoral.
Força Sporting.
SL
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De Leão Zargo a 21.10.2019 às 14:46

Caro Rumo Certo

Tem razão, a Direcção tem dado mostras da sua verticalidade e intransigente defesa do clube e dos seus associados. Por exemplo, pouco tempo depois de ter tomado posse logo estabeleceu e assinou um novo protocolo com as claques.
Mas, ameaçar, insultar e intimidar tem de merecer de todos nós um repúdio sem qualquer hesitação.

SL
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De Naçao Valente a 21.10.2019 às 14:52

Caro Leão Zargo,

Uma análise oportuna do momento que o Sporting vive, enquadrada na evolução do próprio futebol. Põe o dedo na ferida. O Sporting tem de ser a prioridade. Mas na realidade não é. Grupos, grupelhos e grupinhos, alienados a tempos de má memória, constantemente branqueados, a interesses particulares, que manipulam na sombra os interesses visíveis, impõem-se a reboque de cada mau resultado.
A pluralidade pode e deve ser enriquecedora. A anarquia que se procura instalar para colher benefícios de poder, é deliberada. Os processos, no entanto, enfermam de um defeito que os pode matar: a estupidez como método. Se assim for estes movimentos acabarão por se autodestruir.
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De Leão Zargo a 21.10.2019 às 14:59

Caro Nação Valente,

precisamente, a pluralidade pode e deve ser enriquecedora. Mas, um certo grupo de sportinguistas pretende impedir a reflexão e a discussão salutares, radicalizando a um ponto impossível toda a possibilidade de crítica. Para eles não há zonas cinzentas, de remediação, tudo é negro.
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De Sel a 21.10.2019 às 16:04

Sou benfiquista, mas esta reflexão do Leão Zargo também tem a ver com benfiquistas. Afinal somos todos feitos da mesma massa e só as circunstâncias determinam que neste momento o centro dos tumultos futebolísticos esteja no Sporting clube. E é muito importante ir à raíz do problema. A este propósito aconselho os leitores a verem um documentário produzido por Steven Spielberg, "why we hate", e que anda a ser transmitido nos serões de Domingo no Discovery. O ser humano tem uma propensão natural para violência e ódio e as redes sociais vieram potenciar as ocorrências de episódios de grande violência. Hoje ligamos as TVs e deparamo-nos com relatos de tumultos em Quito, em Santiago do Chile, em Hong Kong, em Barcelona, em Londres, etc, etc. A banalização destes episódios e a procura de protagonismo farão com que ocorrências deste tipo tendam a ser cada vez mais violentas.
Espero que as relações do Sporting com as suas claques sejam bem resolvidas porque acredito que isso ajudará em muito a criar soluções interessantes também nos outros clubes. Não faz nenhum sentido que haja adeptos que sejam levados como gado para os estádios de futebol. Só falta colocar uns açaimes às pessoas (e o comportamento de alguns que lá vão até talvez o justificassem). Isto não é admissivel numa sociedade que se quer civilizada. Temos que ser capazes de desmontar as circunstâncias que fomentam o comportamento tribalista das pessoas.
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De Leão Zargo a 21.10.2019 às 16:42

Na verdade, Sel, apesar da identidade específica do Sporting e do Benfica, há aspectos sociais e culturais que são transversais e comuns a ambos. Sendo assim, há problemas que podem verificar-se em qualquer momento. E esse comportamento tribalista que refere pode ser uma das causas potenciadoras.

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De Fernando Albuquerque a 21.10.2019 às 18:20

Leão Zargo-----------O nosso clube está numa encruzilhada de difícil solução, pois aquilo que se deveria de fazer ou seja dar prioridade absoluta ao SCP, nada se faz nesse sentido. Por razões inexplicáveis misturam-se assuntos do futebol com contestações aos dirigentes , que servem apenas para esconder a realidade de alguns adeptos do SCP não concordarem em lhes terem tirado vários benefícios, outros que gritam pelo regresso do destituído e outros desiludidos por não terem chegado ao poleiro, com a exceção de 2/3 estarem em silêncio absoluto.
Já dei a sugestão de alguém, neste caso uma comissão independente , pois o SCP felizmente tem muitos adeptos, para ser possível dialogar com representantes destes três grupos contestatários para sabermos concretamente o que pretendem do SCP, pois está situação é ruinosa para o nosso clube.
Será difícil os actuais dirigentes resolverem sozinhos todos estes problemas, pois basta-lhes o problema financeiro e a péssima época do futebol sénior para lhes tirar o sono.
Sendo assim, haja alguém que se lembre de formar uma comissão para dialogar e arranjar soluções para toda esta polémica, que faz do SCP um clube sem rumo e a risota diária dos nossos rivais. Fernando Albuquerque (SCP)
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De Leão Zargo a 21.10.2019 às 21:47

Caro Fernando Albuquerque

Penso que a sua proposta de constituição de uma comissão independente seria viável num clube diferente do nosso, ou pelo menos esta não é a altura propícia para tal. A oposição não quer conversar com a Direcção, esta desconfia daquela. Nesta radicalização de atitudes, os moderados perderam espaço para os extremistas.

A actuação desastrosa na condução do futebol desde a preparação da época, com várias decisões erradas, conduziu ao insucesso desportivo, por sua vez agravado por uma deficiente comunicação. A contestação interna é grande e ainda será maior se não vencermos o jogo na 5ª feira.
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De Rui (RF Hunter) a 21.10.2019 às 20:15

Convém também ver (ler) o Comunicado Oficial da Claque Juventude Leonina 1976 que foi emitido hoje
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De Nicolae Santos a 24.10.2019 às 02:35

Agora fez-me lembrar um texto que aqui deixei há mais de um ano. Independentemente da análise que possa fazer da presidência de Frederico Varandas, e não a farei agora por entender não ser produtivo neste momento, a direcção do Sporting tem toda a minha solidariedade nesta "guerra" contra o que as claques se tornaram na vida dos clubes. Não só a minha solidariedade como também a minha inveja, dada a impunidade com que essas claques se passeiam na vida do meu.
Força ! Não hesitem nem cedam.
Saudações desportivas.

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