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O Sporting para lá das novelas

Rampante, em 22.06.18

 

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Infelizmente o Sporting está a viver um momento que poderia dar o enredo de uma qualquer novela de qualidade duvidosa, no entanto os sócios têm de perceber que existe vida para lá das novelas a que temos assistido diariamente na TV e cujos protagonistas já todos conhecemos.

 

Para “aligeirar” o ambiente, proponho-me falar de finanças, de forma clara, simples e espero eu, ao alcance da compreensão de todos.

 

Uma das bandeiras de BdC é a recuperação financeira encetada em 2014 e relançada recentemente. Um grande feito aos olhos dos Sportinguistas que endeusaram um BdC que nunca teve a honra de admitir que a recuperação já estava desenhada antes dele assumir funções e no fundo a ele coube apenas o “papel” de assinar o documento final. A esta recuperação, muito pode o Sporting agradecer a Ricciardi que nos bastidores permitiu que a banca ajudasse o Sporting num momento em que Portugal atravessava uma crise devastadora. O mesmo Ricciardi a quem BdC sempre “beijou a mão” pela ajuda dada e que até como é publico, levou BdC a convida-lo para o seu casamento. O mesmo Ricciardi que após criticar BdC, ganhou o estatuto de inimigo publico nº1 para os Brunistas.

 

A outra grande bandeira de BdC é a recuperação dos passes dos jogadores. Um grande feito aos olhos dos Sportinguistas que endeusaram um BdC que nunca teve a honra de admitir que esta recuperação só foi conseguida graças à boa vontade da Holdimo, que aceitou 20% do Capital Social do SCP em troca de partes dos passes de 20 jogadores, onde se incluíam Cedric, Adrien e João Mário, num claro péssimo negócio para as finanças da Holdimo. A mesma Holdimo que BdC sempre viu como um parceiro amigo e que agora, após criticar BdC, ganhou o estatuto de inimigo publico nº1 para os Brunistas.

 

Goste-se ou não de Ricciardi e Sobrinho (eu não sou fã deles) a verdade é que ambos ajudaram a salvar o SCP no momento que o SCP mais precisava. BdC sabe disso, tal como sabe que foi graças a essas intervenções que ele apresentou os seus “brilharetes”. A retirada de apoio destas duas personagens foi porventura a maior perda de BdC, dai os ter atacado com toda a sua fúria e os ter colocado como “os cabeças” de um plano qualquer para tramar o SCP.

 

Mais recentemente BdC anunciou uma nova reestruturação que passava por recomprar as VMOC’s e pelo adiar do reembolso de um empréstimo obrigacionista. O que BdC nunca disse é que isto não é uma reestruturação, mas sim um resgate face à eminência da falência da SAD, senão vejamos.

 

As VMOC de forma simples:

 

O SCP tinha vários empréstimos a bancos que não conseguia pagar pelo valor de 135 milhões de euros. Como o SCP não podia pagar, fez-se um acordo onde se estabelecia que o SCP tinha até 2026 (após adiamento em 2014) para pagar a divida. Para os bancos este era um risco, pois bastava que as acções estivessem a menos de 1€ para perderem dinheiro, no entanto entre isso ou não receber nada, mais valia assumirem o risco. Ora, recentemente BdC anunciou a recompra das VMOC por cerca de 40,5 milhões após negociação com os bancos. O que ninguém perguntou é: se ainda faltam 8 anos até ao fim do prazo, porque aceitam os bancos vender já, perdendo assim 94,5 milhões de euros. Ou seja, por cada 1000€ emprestados ao Sporting, os bancos só vão recuperar cerca de 300€. Este é um negócio que aos olhos de qualquer pessoa parece altamente lesivo para os bancos e tendo em consideração que os bancos são entidades financeiras que visam o lucro, apenas encontro 2 possíveis justificações; os bancos acreditam que em 2026 as acções valerão menos de 30 cêntimos cada uma, ou os bancos acreditam que o SCP SAD está em sério risco de insolvência e como tal preferem receber já alguma coisa, do que não receberem nada no futuro. TODAS as outras justificações que têm vindo a publico são simplesmente incongruentes.

 

O reembolso do Empréstimo Obrigacionista

 

Obrigações são empréstimos que entidades não bancárias fazem às sociedades, ou seja, são empréstimos onde o dinheiro provem de fundos de investimento e de pessoas particulares. Por norma são considerados investimentos relativamente seguros e com uma boa rentabilidade. São bons para as sociedades porque conseguem empréstimos de dinheiro a menor custo do que se fosse através da banca e é bom para os investidores que ganham juros superiores aos depósitos ditos tradicionais. Estes empréstimos são altamente analisados pela CMVM e pelos bancos emitentes por forma a estabelecer um nível de risco que é comunicado aos potenciais investidores. São estas análises que dão segurança a este tipo de investimentos e por isso é altamente anormal que ocorra um incumprimento ou um atraso no reembolso. Pois, o SCP atrasou o reembolso, e porquê? Porque não tinha dinheiro para pagar.

 

Ao se confirmar que não havia dinheiro para pagar o empréstimo, BdC veio anunciar que a causa era porque o SCP pagava sempre os empréstimos em Novembro. Pura demagogia. Nenhuma sociedade séria entra em eminente incumprimento apenas e só por uma questão de datas, o real motivo é sempre o mesmo, falta de dinheiro. Foi feita uma assembleia de obrigacionistas e BdC veio a público, de forma triunfante, mostrar que tinha sido adiado o reembolso, ou seja, os obrigacionistas apoiavam-no. Pura, pura mentira.

 

Tal como os bancos, os obrigacionistas (entidades e pessoas que procuram lucrar) viram-se na eminência de não receber nada, por isso acederam ao adiamento, pois assim pode ser que ainda tenham hipótese de receber alguma coisa. A questão é que muitos obrigacionistas não acreditam que o SCP consiga cumprir em Novembro e por isso, tal como os bancos fizeram com as VMOC’s, eles estão a vender as obrigações ao desbarato, sendo que ao dia de hoje há obrigacionistas que aceitam perder cerca de 15%, isto é, por cada 1.000€ investidos, há quem aceite recuperar já 850€, assumindo 150€ de perda mais os juros que ia ganhar. Haver quem aceite perder dinheiro num empréstimo obrigacionista quando estamos apenas a 5 meses do seu vencimento é extremamente preocupante.

 

O futuro

 

Sejamos honestos. Com ou sem BdC o futuro financeiro do SCP SAD é negro, muito negro. Todos os credores (bancos e obrigacionistas) estão neste momento a aceitar ter perdas em troca de não ter mais relações com o SCP. A CMVM não deixa, e dificilmente deixará, o SCP emitir novas obrigações sem que existam garantias de terceiros. O auditor externo (PWC) alerta para o risco eminente de falência da SAD. E para piorar, a sociedade vive uma guerra interna. Uma autêntica tempestade perfeita.

 

Com ou sem BdC, o SCP só sobreviverá se existir alguém que dê a mão ao SCP, tal como fizeram os mal-amados Sobrinho e Ricciardi em 2014.

 

O que será melhor para o futuro do SCP? Com ou sem Bruno de Carvalho?

 

Deixo ao leitor tomar essa decisão, com base nos dados que expus acima, no entanto eu pessoalmente jamais investiria 1€ com BdC no comando. Além de todos estes alertas que a banca e os obrigacionistas nos enviam, BdC mente aos investidores e não só. Não acredito que existam investidores neste momento com coragem de colocar dinheiro nas mãos de BdC, e a história indica isso mesmo. BdC prometeu em 2013 investimentos Russos que nunca se concretizaram, em 2014 prometeu um novo investidor em comunicado à própria CMVM e o mesmo nunca apareceu e agora mais recentemente ainda se lançaram noticias acerca de um possível investidor chinês (?), mas rapidamente a notícia arrefeceu dado que a mesma não recolheu qualquer credibilidade. Assim pergunto: sem investimento externo, sem crédito por parte da banca e sem possibilidade de obter empréstimos obrigacionistas como pensa BdC financiar o SCP? Será que vai “dar o barrete” a todos os credores e tentar gerir o SCP com as receitas do Clube? Receitas essas que não chegam sequer para as modalidades quanto mais para o Futebol sénior?

 

Negro, muito negro.

 
Nota final: a falta de liquidez do SCP é evidente, não só pelo adiamento do reembolso das Obrigações mas também pelo que tem vindo a publico, tal como o incumprimento de alguns pagamentos. A situação tende a piorar, pois estamos num período em que não existem receitas imediatas e a venda de jogadores ficou "suspensa" com as rescisões. Acredito e antevejo que a reunião de amanhã com os funcionários seja mesmo um "aviso à navegação" acerca de possíveis incumprimentos de pagamento de vencimentos, onde BdC tentará uma vez mais passar a responsabilidade para outros que não ele próprio. 

 

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publicado às 04:05

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87 comentários

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De Luis Ferreira a 22.06.2018 às 08:24

Nada animador o texto, mas muito claro e esclarecedor - excelente!
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De Rampante a 22.06.2018 às 10:30

Obrigado Luis Ferreira.

Não era minha intenção ser "desanimador", apenas informar do que se está a passar realmente na SAD, para que ninguém diga posteriormente que não sabia.

Obrigado
Rampante
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De Jorge a 22.06.2018 às 08:27

Entretanto, numa comunicação da Sporting SAD à CMVM, falam em aumento de capital de 18M€ e novas VMOC's no valor de 55M€.
Não falam no perdão dos 94M€ das VMOC's, o que me leva a crer que essa parte não está consumada.
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De Francisco Esquina a 22.06.2018 às 10:20

De quando é esse entretanto?
“Não falam no perdão dos 94M€ das VMOC's, o que me leva a crer que essa parte não está consumada.”. Como assim, não estar consumada? O acordo com a banca já foi estabelecido.
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De Jorge a 22.06.2018 às 12:56

Caro Francisco Esquina,

O "entretanto" a que eu me referia, era entre a entrevista/artigo em que BdC escreveu onde referia o "perdão" dos 94M€, e este post do estimado "Rampante"

Aqui está o comunicado à CMVM, leia o ponto 8.
http://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/FR69016.pdf

Se não me engano, em momento algum a Sporting SAD comunicou oficialmente à CMVM esse novo acordo com a banca, pelo que penso não estar em vigor, se é que foi negociado nos termos do referido no artigo de BdC.
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De Francisco Esquina a 22.06.2018 às 15:17

Caro Jorge,

Obrigado pelos esclarecimentos.
Na verdade, já uma vez tinha encontrado a referência do aumento de 18M€ e de nova emissão de VMOCs no valor de 55M€ (infelizmente, não consegui encontrar novamente essas referências). Essa menção de que o Jorge fala, na verdade, corresponde à argumentação para “aligeirar” o parecer da PWC. Fala na possibilidade de se concretizar tal operação, se bem percebo.

Não sei se não será por acaso que ontem vem a público posição do Novo Banco de se quer afastar do futebol, estando agarrado ainda pelas VMOCs.

Quanto à questão da renegociação dos valores de recompra das VMOCs está nunca foi comunicada à CMVM porque, pura e simplesmente, a Sporting SAD esclareceu/argumentou que não considera que este movimento tenha que ser comunicado por não ter impacto contabilista na Sporting SAD. Pelo que não significa, penso que de todo, que não esteja em vigor (a banca não negou o acordo).
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De Rampante a 22.06.2018 às 10:45

O caro Jorge tem razão numa parte, a parte do comunicado... e isso é só por si assustador, vou-lhe dizer porquê.

O SCP aquando do acordo das VMOC, foi obrigado a fazer uma reserva, ou seja, quando por exemplo o SCP vendia um jogador com lucro era obrigado a canalizar uma parte para essa reserva (17,5% creio eu).

Ora o que aconteceu agora, foi os bancos quererem levantar IMEDIATAMENTE essa reserva, pois em caso de falência da SAD poderiam levantar-se questões em relação aos credores priveligiados e os bancos eventualmente acabariam por perder acesso a esses montantes.

Alem deste dado que por sí só permite esta leitura, podemos questionar o porquê de o SCP não aproveitar e resgatar já o resto das VMOC's que estão ao preço da chuva, sendo que a resposta é uma vez mais simples: o SCP SAD está sem liquidez, pois se estivesse com liquidez, era obvio que iam aproveitar para resgatar o remanescente das VMOC.

No fundo esta operação é algo do género na perspectiva dos bancos: O SCP está em falência eminente, então vamos lá levantar a nossa reserva enquanto é tempo e pelo menos "salvamos" 18M.

Na perspectiva de BdC é: por trabalhar 24/24 horas, verguei os bancos e consegui um acordo extraordinário onde consigo ir recuperar parte das acções a favor do SCP. Os bancos vão perder quase 100M€ só porque eu os assustei e mostrei que era eu que mandava nisto tudo (até lhes mandei uns SMS's parecidos aos que enviei aos jogadores). Este feito é extraordinário e vai estragar a estratégia de JMS e da Holdimo de controlarem o SCP tal como eles planeiam fazer desde o 25 de Abril e bla...bla..bla... (daqui seguem 3 horas de discurso acerca de familia, vitimização, de como é o melhor gestor de Portugal e arredores, e sei lá mais o quê!)

Espero que tenha sido esclarecedor
Rampante
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De Jorge a 22.06.2018 às 13:15

Estimado "Rampante",

Concordo consigo.

A diferença é que eu, ainda, não dou como garantido esse acordo para a compra das VMOC's por 30 cêntimos, pois o mesmo não foi ainda comunicado à CMVM, e nada foi referido sobre esse assunto neste comunicado de 18 de Junho de 2018, ao contrário dos 18M€ de aumento de capital e 55M€ de VMOC's, que era o que estava previsto anteriormente.
Mas acredito que o bancos prefiram "perdoar" já os 94M€ já lá metidos, do que ter de lá meter mais 18M€+55M€.
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De Rampante a 22.06.2018 às 14:50

O SCP só comunicou os 18M porque foram os unicos efectivados... por ora nada mais existe a comunicar.

O "suposto" acordo existente para o remanescente, se fosse comunicado, teria impactos financeiros imediatos quer no SCP, quer nos Bancos, e pela minha perspectiva, os bancos não quererão reconhecer já a totalidade da perda, sem que ela realmente se verifique.
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De Francisco Esquina a 22.06.2018 às 15:44

Este tal aumento de 18M€ já foi efetivado?
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De Rampante a 22.06.2018 às 16:19

Na prática não.
Só existe acordo com a banca.

E neste momento acho que o SCP não está em condições de avançar, pois para avançar era precisa liquidez que o SCP não possui... relembro que a 31-Março a tal reserva de caixa para compra de VMOC's contava apenas com pouco mais de 5M de euros
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De AntonioP a 22.06.2018 às 16:35

Algumas considerações de um não sportinguista:
- no R&C do SCP SAD, do 1º semestre (pag. 18) fala-se na nova emissão de VMOC no valor de 55M
- após a reestruturação (perdão dos 90M) o BdC disse que já não era necessários novos VMOCs - para o comum dos mortais, seria incompreensível os bancos comparem a 100, venderem a 30 e tornarem a comprar a 100.
- o valor da conta reserva é, em 31 de Dezembro de 5,116M (pag 32 do R&C 1º semestre)
- o Sporting comprometeu-se a comprar 18M (valor que lhe garante a maioria das ações) até ao inicio da próxima época, pelo que tem que arranjar mais 13M
- se o Sporting não conseguir cumprir com o pagamento dos 18M de VMOC o que acontecerá à reestruturação recente?

- recentemente o SCP voltou a falar no aumento de capital de 18M e na nova emissão de VMOC.
- li, num documento oficial (não me lembro qual) que essa nova emissão de VMOC serviria para comprar VMOC mais antigas. Isso seria incompreensivel e ruinoso para os bancos, mas todo o negócio (sobretudo os priemiros VMOC) só se compreende à luz dos fatores que levaram o BES à falência!
- com o aumento de capital de 18M (acredito os adeptos subscrevam totalmente), a compra dos 18M de VMOC não permite maioria

- MAIS IMPORTANTE, como o Sporting SAD não pode ter ações próprias, as VMOC teriam que ser compradas pelo clube. Como se faria a passagem do dinheiro da SAD para o clube? Lembro que a Holdimo colocou uma ação em tribunal contestando passagem de dinheiro da SAD para o Clube.
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De Rampante a 22.06.2018 às 17:04

Caro AntonioP
As suas considerações estão correctas correctas, apenas não tenho conhecimento de algum documento que indique que se emitirão VMOC para aquisição de outras, e nem tal faz sentido, pois VMOC são "substituições" de divida existente, não se compram...

Quanto à sua consideração final, penso que a única forma era o Sporting SAD passar a credor do Sporting Clube numa primeira fase.

Cumprimentos
Rampante
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De AntonioP a 22.06.2018 às 17:40

Rampante,
tu próprio escreveste: "Ora, recentemente BdC anunciou a recompra das VMOC por cerca de 40,5 milhões após negociação com os bancos".
Isto mostra que os VMOC se (re)compram. Mas isto é um pormenor!

Os 45M de VMOC que falo serviam para o Sporting recomprar VMOC antigas. Qual o interesse? vejamos:
Com 140M de VMOC e 60M de ações o Sporting, para ter a maioria na SAD necessitaria de ter mais de 100M de ações/VMOC. Como atualmente tem 40M (um pouco menos, não sei bem o número certo) teria uqe investir 61M de euros.
- Criando mais 50M de VMOC, o total de VMOV + ações passaria para 250M, ou seja o Sporting precisaria de recomprar (125-40) 85M de VMOC. Como recebeu 50M das ultimas VMOC e recomprou 50M das antigas, apenas precisa investir 35M de euros. Esta foi a minha leitura, quando li essa parte de criar VMOC para pagar VMOC. Da parte do Sporting parece-me interessante...

Nota: arredondei os valores para ser mais fácil fazer as contas!
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De Drake Wilson a 22.06.2018 às 20:31

Boa tarde estimados Rampante e António.

Se me permitem...

Os meus amigos impressionaram-se em demasia com uma questão dissimulada. Não há recompra de VMOC's nem perdão de dívida alguma ao Sporting. Existe sim uma nova reestruturação pretendida por Bruno de Carvalho para se proceder a um harmónio inverso. As acções continuam negociadas por turnos, pretende-se um aumento de Capital e emissão de novas VMOC's foram comunicadas. Portanto, observem como funciona a Economia e esqueçam esse tema.

A questão aqui é compreender o que pretende Bruno de Carvalho.

A relação existente entre Sporting e o que designamos como Mercado, envolve em qualquer circunstância a necessidade de compreender, primordialmente, o comportamento do Segundo sobre o Primeiro. O Mercado vive do imprevisível, porém agindo em padrões compreensíveis através da utilização uma ferramenta designada “Previsão”, que protege o Investidor.

Como reagiu o Mercado, quando se permutou ações por direitos desportivos (ou as VMOC's)? Não reagiu, porque a “Previsão” não denunciou incerteza no objectivo da permuta – não se confirmou especulação, portanto. Como tal, comparando o valor da permuta na observação às duas espécies de títulos permutados – as Ações e o valor dos passes – dizemos que o Sporting ganhou, e Sobrinho perdeu. O que não faz sentido algum.

Esta operação entre Álvaro Sobrinho e Sporting SAD tratou-se da utilização, por parte do Primeiro, de uma segunda ferramenta, designada “Cobertura”. Álvaro Sobrinho permitiu ao Sporting o acesso aos mercados numa posição privilegiada, pois os direitos desportivos materializaram garantias aos agentes de Mercado (os Bancos e os Investidores) como redutores de risco. Designa-se este processo como um recurso a hedge.

O hedge favoreceu Álvaro Sobrinho, pois existe uma possibilidade ilegal (mas impossível de provar) deste ter conhecimento antecipado de um negócio multimédia que viria a surgir no desporto português num período próximo. Como aconteceu, de facto. Sobrinho utilizou a Previsão. Sem a Previsão, não se explica uma permuta desta natureza entre Sporting e o próprio. O objectivo do angolano será, no futuro, assumir-se como accionista majoritário do Sporting, depois do hedge permitir recapitalizar o Clube financeiramente defunto. Sobrinho teve uma visão a longo prazo, inversamente aos Adeptos que se centraram no discurso de reconquista do Presidente do Sporting. Quando o Sporting chegar às mãos de Sobrinho, este terá a sua reforma. Agradeçam a Bruno de Carvalho.

Neste momento, o que se fala? Ricciardi tornar-se-á candidato para que tal suceda. Bruno de Carvalho pretenderá um aumento de Capital, para que tal não suceda. Esta interpretação defende Bruno de Carvalho? Não, pelo contrário, pois trata-se de uma adversidade criada pelo próprio – precisava disto para o super-investimento no Sporting e, por conseguinte, ser campeão em todas as Modalidades no imediato, como também condicionar os relatórios de operacionalidade, com todos os benefícios que tal lhe serviram. Por fim, assumir publicamente a recuperação financeira do Sporting.

Por esta razão, tenho insistido num particular candidato para o Sporting. Isto não vá lá com conversa.
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De Joaquim ferreira a 22.06.2018 às 09:29

O parecer da comissão de fiscalização não é vinculativo. Quem decide são os sócios. Quando o orçamento for a discussão na AG, com o parecer negativo, os sócios serão responsáveis caso aprovem aquilo tal como esta. A comissão lava dai as mãos, avisou..
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De Rampante a 22.06.2018 às 10:53

Carissimo Joaquim ferreira,

Este meu texto tem enfoque no SCP, SAD... o parecer da comissão é acerca do clube.
De grosso modo a SAD gere futebol sénior e estádio, e o clube as modalidades e o Pavilhão.

Os sócios têm de perceber de uma vez por todas que são co-responsáveis pelo que se passa no clube, incluindo as finanças, pois são eles que aprovam orçamentos todos os anos. O problema é que os sócios tendem a votar em consonância com o que a direcção propõe ao invés de serem eles mesmo criticos.

Pelo que percebi, para este ano estava uma proposta onde os gastos seriam superiores às receitas, face ao enorme investimento nas modalidades e se não houver dinheiro a vir de outro lado (eventualmente da SAD) a propria sustentabilidade do clube pode ser colocada em causa. Dai a comissão de fiscalização dar parecer negativo, mas a decisão, essa cabe aos sócios.


Cumprimentos

Rampante
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De Anónimo a 22.06.2018 às 09:31

Comentário apagado.
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De Jorge a 22.06.2018 às 09:41

Todas estas suas mensagens anónimas deverão ser apagadas, mas diga-me uma coisa, toda as modalidades são financeiramente sustentáveis com as quotizações e patrocinadores?
Duvido muito, e se calhar, a suspeição de que há dinheiro da SAD a ser metida nas modalidades até é verdade.
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De Tork a 22.06.2018 às 09:36

Ontem pensava em colocar estas questões off-topic,hoje vejo-as respondidas.
Excelente texto,elucidativo sem dúvida.
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De Rampante a 22.06.2018 às 10:55

Caro Tork, o texto está enorme e algumas coisas ficaram por dizer.

Caso tenha questões, sinta-se desde já convidado a expôlas que tentarei esclarecer dentro das minhas possibilidades.

Cumprimentos
Rampante
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De Tork a 22.06.2018 às 23:40

Aproveitei para veicular no meu facebook esta informação útil e esclarecedora.
Escusado será dizer que quase fui linchado online,haahahah.
E qualquer dia é para os lados da Luz,muito estranho aqueles milagres à la Vieira.
Obrigado pela disponibilidade.
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De Cris Dileo a 22.06.2018 às 09:36

Não sou economista nem financeiro e não estamos por dentro das contas do Sporting mas claro que neste momento se apresentam muito negras como diz - provavelmente ao nível de 2013.

Necessitamos urgentemente de liquidez e espero que se alcancem acordos com os ex jogadores e se vendam ainda alguns.

Para lutar com o Braga não necessitamos de mais.

Sobre a reestruturação é que discurdamos um pouco - o difícil da reestruturação não é o Excel de GL ou Ricchiadi ou a assinatura de BC. O difícil da reestruturação é viver com isso. Fazer mais com menos.

Foi isso que foi feito em 2013 e é isso que se tem de fazer agora novamente.
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De Francisco Esquina a 22.06.2018 às 10:35

A restruturação financeira não é uma questão de fazer mais com menos! É uma questão de livrar o pescoço da corda já muito apertada e fazer (ou crer) que o tempo a mais chegue para viver mais um pouco e, com alguma mestria (e até sorte) fazer o milagre da multiplicação dos pães.

É que o futuro está mesmo muito muito negro. Vá-se lá saber onde vai o SCP buscar os 40 milhões para as VMOCs (isto se não quiser perder peso na estrutura acionista da SAD) os 30 milhões necessários para pagar aos obrigacionistas (a menos que consiga a emissão de novas obrigações - difícil - ou crédito bancário - extremamente difícil - ou até em novas VMOCs - não estou a ver como se conseguirá convencer novamente os bancos ou quem quer que seja) ainda por cima no estado em que o clube está.

Isto não vai ser preciso uma restruturação, é mais um milagre.
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De Rampante a 22.06.2018 às 11:08

Carrissimo Cris Dileo,

Em 2013/2014 os credores (bancos e Holdimo) em conjunto, deram um gigantesco balão de oxigénio ao SCP. Note que os bancos disseram: "Ok, tem 12 anos para arrumar a casa e depois acertamos contas face às vossas dividas, até lá não chateamos"... a Holdimo disse: "OK, eu dou os passes dos jogadores para o SCP fazer já dinheiro e em troca aceito umas ações. Depois de arrumada a casa e quando as ações já valerem alguma coisa, pode ser que eu ainda recupere parte do investimento."

Haver agora os bancos a dizerem: "OK, já passaram 4 anos e a casa está ainda pior... vejam quanto dinheiro têm ai debaixo do colchão, passem-no para cá e nós esquecemos as dividas"... é algo extremamente GRAVE.

Esta direção entrou em guerra com quem lhes deu oxigénio, dai NINGUÉM no seu perfeito juizo agora os vai ajudar. Mesmo com outra direção, os bancos já não vão entrar na loucura de ajudar sem terem melhores garantias.

Quanto ao fazer mais com menos, peço desculpa discordar, mas sem um "excel" que dei-a garantias aos credores, o SCP não faz é nada, nem pouco nem muito...


Rampante
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De Cris Dileo a 22.06.2018 às 12:09

Sobre BC concordamos em absoluto

Mesmo que ele se livre da destituição e MS não os tenha no sítio para o expulsar de sócio, a torneira está fechada e não me parece que se volte a abrir.

A Holdimo (que em primeiro lugar não devia ter passes dos nossos jogadores) investiu e tornou-se sem grande esforço um accionista muito importante na SAD.

Mas o importante é o presente e o futuro.

Tirar BC,
Voltar a ter credibilidade perante todos os parceiros
Fazer acordos com os jogadores
Vender jogadores
Fazer uma equipa com o que temos.

Não sei quanto é que o Sporting precisa de realizar em dinheiro nos próximos 3 meses - 40M, 50M, 60M ? Seja o que for é arregaçar as mangas e ir atrás desde objectivo.
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De Rampante a 22.06.2018 às 14:54

Deixe-me apenas contrariar no seguinte:

"A Holdimo (que em primeiro lugar não devia ter passes dos nossos jogadores) investiu e tornou-se sem grande esforço um accionista muito importante na SAD."

O valor de mercado dos passes dos jogadores (à data) era muitissimo superior ao valor de 20% do capital com que a Holdimo ficou, pelo que, não foi um esforço assim tão pequeno.
Um "financeiro puro", recomendaria à Holdimo vender os passes pelo valor de mercado ou aguardar que os jogadores fossem transaccionados e depois com esse dinheiro comprar capital social no Sporting, que daria para comprar bem mais que 20%.
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De AntonioP a 22.06.2018 às 16:53

Caro Rampant
Diz: "OK, eu dou os passes dos jogadores para o SCP fazer já dinheiro e em troca aceito umas ações. Depois de arrumada a casa e quando as ações já valerem alguma coisa, pode ser que eu ainda recupere parte do investimento."
Quem acompanha a bolsa, repara que esse raciocinio não é válido.

As VMOC transformar-se-ão obrigatoriamente em ações (daí o O). Ou seja o Sporting passará de 60M de ações para 200M (valores por alto).
A história mostra que um aumento deste tipo origina queda das ações em valores proporcionais, ou seja seria espectável que as ações que valiam 1 euro (na realidade menos) passassem a valer 30 cêntimos - regra de 3 simples.

Por outro lado a Holdimo sabia que os cerca de 20M de ações que, com 60M, correspondiam a 30%, com as novas ações, seriam apenas 10%.

Fácil seria verificar que todos os credores teriam ficado a ganhar se tivessem executado as garantias.

Em minha opinião, quenão passa disso, a Holdimo, através do Sobrinho e do Ricciardi, preparava-se para conseguir ações do Sporting, talvez comprando abaixo do valor de marcado em 2026 - 20, 25 cêntimos. Será? não sei, mas a realidade mostra que o negácio das VMOC foi ruinoso para os bancos e para os investidores
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De Rampante a 22.06.2018 às 17:12

Caro antonioP,
dai eu dizer que naquele momento para a Holdimo aquilo foi um péssimo negócio... se esse negócio escondia por trás alguma estratégia encapotada, não sei, mas não me parece que se a Holdimo quisesse aumentar a sua participação no Sporting, andasse a fazer "joguinhos" de risco, que só poderiam acontecer ao fim de 12 anos...

Seria mais fácil e imediato a Holdimo não fazer nada naquele periodo e Ricciardi com a influência que tinha, dizer ao Bes para não entrar na loucura das VMOCs... nesses termos o SCP iria para falência imediata e ai podia aparecer a Holdimo como salvadora e tomava nesse momento conta do SCP através de injecção de capital por compra de acções..

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De Francisco Esquina a 22.06.2018 às 20:11

Caro Rampante,

Umas dúvidas, se puder esclarecer:
1) A haver conversão em ações, a operação não é equivalente a um aumento de capital? No fundo, não é dívida convertida em capital?
Se for como aumento de capital não há propriamente desvalorização da cotação das ações como indica o AntonioP. O que haverá é uma mexida na % de participações acionistas! Esta operação não poderá mexer no valor, em absoluto, das ações que são detidas pelos acionistas!
O que AntonioP parece ter descrito é o efeito de um stock split, parece-me. Que dá-me ideia que não pode ser isso que acontecerá neste caso.

2) apesar do “obrigatoriamente” do vmOc, se houver recompra dos títulos VMOC, por parte do Sporting, isso significa que não há emissão de novas ações, certo? Ou seja, não é verdade que tenham MESMO que ser convertidas. Certo?


Que esta história das VMOCs é (foi) um negócio ruinoso para a banca, lá isso é! Nem entendo muito bem como é que quem decidiu justificou esta operação aos seus acionistas, atendendo à histórica evolução da cotação das SADs (nem falo da questão do seu adiamento e posterior renegociação. Desastroso!). Mas, sobre isto, não se pode “criticar” quem esteve à frente da criação das VMOCs nem de quem renegociou (à parte de isto significar que o Sporting foi incapaz de pagar as suas dívidas, o que é muito, muito significativo. Pelo menos, não se espera isso de um excelente e dotado gestor).
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De AntonioP a 22.06.2018 às 21:58

Francisco, não estou a falar de stock splits! Estou mesmo a falar de aumentos de capital.
Se for ver o histórico dos grande ACs das empresas, verifica que após um grande AC dá-se uma queda das ações proporcional. Foi a que aconteceu por exemplo no BCP, na Soni, e em todas as empresas de que me lembro (e que acompanho na bolsa).

Quanto à obrigatoriedade de conversão dos VMOC, não tenho a certeza, mas mesmo que possam ser anuladas, na pratica têm/devem que ser convertidas. Passo a explicar:
- atualmente o Sporting tem 60M de ações (40M pertencem ao clube) e 140M de VMOC - arredondemos para simplificar
- se o Sporting recomprar 61M de VMOC e os converter fica com 101M de ações, ou seja a maioria absoluta
- se o Sporting recomprar 61M de VMOC e os anular, sem converter em ações (repito que não sei se é possivel), o Sporting fica com 40M e os bancos ficam com 79M e a Holdimo 20M. Ou seja o Sporting ao não converter as VMOC passa de maioria absoluta para cerca de 28%.
- claro que, se em ultima análise o SCP comprasse todos os VMOC voltava à situação que tinha antes da 1ª reestruturação, mas mesmo isso seria mau, pois convertendo os VMOC passaria a ter 90% e os 20M da Holdimo seriam apenas 10%. Mesmo que depois fizesse um reverse stock slit lucrava com a situação.

Espero ter contrubuido para esclarecer alguma coisa!
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De AntonioP a 22.06.2018 às 22:03

Francisco, após ter respondido, lembrei-me da resposta do SCP à CMVM, onde afirma que não há alteração da estrutura acionista, tendo a CMVM aceite a resposta. Isto indicia que as VMOC podem não ser convertidas em ações, pois só assim se manteria a estrutura acionista, embora este raciocinio só seja válido se NENHUMA VMOC fosse convertida, caso contrário teremos a entrada (em força dos bancos) e a diminuição da Holdimo.

Em minha opinião a CMVM devia ter pedido ao SCP para esclarecer!
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De Francisco Esquina a 23.06.2018 às 07:43

Não consigo encontrar literatura de jeito sobre como as VMOCs deverão funcionar nem já consegui encontrar o documento (prospeto) sobre a emissão de VMOCs que o sporting fez (já consegui ter esse documento, mas agora não o consigo encontrar. Está certo que agora o esforço não foi grande...) mas de uma coisa acho que me lembro era que a conversão para ações parece só ser possível em favor do titular das VMOCs (neste caso o bcp e novobanco) e nunca em favor do emitente (neste caso o sporting). Confesso que quanto mais EU “falo” em VMOCs mais tenho a sensação de que cada vez percebo menos do assunto. É o que dá falar do que, na realidade, não se sabe ou domina!

E sim, um aumento de capital pode, e geralmente é isso que acontece, fazer baixar a cotação depois dessa operação. Tipicamente, numa operação de oferta pública o valor de compra das novas ações são feitas abaixo da cotação (se assim não fosse, mais valia ir ao mercado comprá-las) e porque mesmo como o aumento de cash no ativo , este ainda não está a criar riqueza futura à empresa. A maneira como fez as contas parecia-me um simples stock split, mas na verdade não parece estar muito longe da realidade de como chegaram ao valor dos 30 cêntimos.

Obrigado pelas explicações.

A outra operação de troca dos passes dos jogadores por posição acionista ainda percebo menos e a explicação do caro Drake permitiu-me só quase arranhar a compreensão mas estou deveras longe de conseguir apreender o seu significado. Muito técnico e cheio de subtilezas que são demasiada areia para a minha camioneta .
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De Greenlight a 22.06.2018 às 09:38

Caro Rampante
Como se vê os Anónimos estão atentos a tudo o que possa beliscar o magnífico bruno. Estou quase completamente de acordo com o seu post, permita-me corrigi-lo, com o extra ordinário bruno o Sporting não terá qualquer futuro a não ser a falência, à semelhança das empresas de vão de escada que essa criatura já faliu.
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De Rampante a 22.06.2018 às 11:13

Carissimo Greenlight, os anónimos, alguns bem conhecidos pelo camarote, levam bem a sério este espaço... a própria direção do SCP, está conectada a nós em permanência... posso garantir-lhe isso.

Com BdC, partilho da sua opinião, mas não quis parecer demasiado "faccioso", preferi dar os dados e cada um que retire as suas conclusões, que acho serem óbvias.

Mas deixe-me dizer-lhe que mesmo no pós Bruno, a falência eminente estará lá e ou a futura direcção se consegue capitalizar perante bancos e investidores, ou esta SAD entrará em falência.

Obrigado
Rampante
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De Maximo a 22.06.2018 às 13:58

E tu quem é?!
Já sei entraste de Rampante!!
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De Rampante a 22.06.2018 às 14:57

Caro Maximo,
quem eu quero, conhece-me, quem me quer conhecer, terá de o fazer por merecer.

E já agora uma notinha final, rampante é diferente de rompante.

Passe bem

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De Maximo a 22.06.2018 às 13:57

Já agora aproveitando esta deixa, quem és tu Greenligth?!
Olha eu sou o Máximo.
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De Francisco Esquina a 22.06.2018 às 15:48

Grandes intervenções!
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De Joaquim ferreira a 22.06.2018 às 09:40

Oh anónimo para de andar aqui a espalhar mentiras e cenários que não irão acontecer. E se isso acontecesse, seria culpa unicamente do ditador, que esta a deitar tudo por terra com a ganância de poder não quer saber do clube! Quer é saber dos bolsos dele, o resto se lixe.. 100 mil de prémios extra, e outros bónus.. Dai ele não querer sair, sem o Sporting ele volta a ser o Zé ninguém e depois onde arranja um emprego destes?? Vai ter de fugir pra moçambique pois arrisca se a ser preso quando a verdade vier ao de cima..
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De Anónimo a 22.06.2018 às 10:23

Comentário apagado.
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De Adepto Enervado a 22.06.2018 às 10:27

Anónimo não passas de um reles mentiroso
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De Anónimo a 22.06.2018 às 10:24

Comentário apagado.
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De Adepto Enervado a 22.06.2018 às 10:27

Anónimo não passas de um aldrabão

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