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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

Só estavam decorridos sete minutos e, quatro minutos depois, o bom arranque leonino foi confirmado. O lance do 2-0 resume a essência da parelha Suárez-Trincão, uma dupla que se associa, que se procura, que se alimenta e retro-alimenta. O português serviu o colombiano, que não falhou.
Não houve abrandar na aposta atacante dos bicampeões nacionais. Nem se perceberam quais seriam as intenções da equipa da Reboleira, que foi apagada do relvado pela qualidade do Sporting. João Nuno, somente na quinta partida na I Liga, ia olhando para o terreno de jogo como um leigo em jazz escuta um solo da mais recente promessa norte-americana do estilo, não compreendendo qualquer nota.
A bola parada do Sporting voltou a impor-se aos 25'. Fresneda ergueu-se na área, saltando entre a variabilidade que a equipa da casa mostrava na execução dos livres e a apatia dos forasteiros. O Sporting cedo assumiu o modo gestão, exemplificado pela saída de Maxi Araújo, amarelado, ao intervalo, entrando Matheus Reis. A poucos dias do dérbi, embates mais importantes entravam na mirada.
Apesar de um certo tirar o pé do acelerador, os leões chegaram ao 4-0. Morita já assumiu que vive um momento pessoal complexo, mostrando honestidade não muito comum para um futebolista. Mas o japonês permanece um craque, médio de rara leitura de jogo. Aos 55', fez uma assistência de futebol de rua para Suárez, uma troca de pés que juntou inteligência e técnica. O golo foi do colombiano, mas as felicitações dos colegas foram para o nipónico.
Rui Borges foi mexendo na equipa, com o regresso de Pote aos terrenos de jogo. Os bicampeões não pararam de atacar, terminando com 19 remates, mas a eficácia do arranque não teve correspondência a fechar. A goleada foi garantida à boleia da mestria dos primeiros 25'.
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