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O tio da América

Rui Gomes, em 24.03.18

 

Congresso do Sporting: são incríveis as coisas que levamos a sério. Mas como o VAR em directo nos estádios há poucas.

 

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1 - O congresso "The Future of Football" trouxe a Portugal duas mãos-cheias dos maiores especialistas internacionais para fruírem dos conhecimentos e experiência do presidente do Sporting, que lhes deu (que nos deu) lições sobre todos os aspectos da modalidade. Fomos informados de que é essencial pôr os estádios a ver as imagens do VAR ao mesmo tempo que o árbitro, porque na América já se faz assim e na América já há frigoríficos, ioiós e tevês a cores.

 

Se as repetições infinitas e comentadas de lances de arbitragem funcionam tão bem nas televisões à segunda-feira à noite, porque não replicar o formato durante o próprio jogo? Porque não transformar os nossos loucos furiosos das bancadas em loucos homicidas, para ajudar o árbitro a pensar com clareza? Ou, melhor ainda, passar as imagens no ecrã gigante e deixar que sejam os espectadores a votar electronicamente? Verde é penálti (nem era preciso dizer), vermelho não, nunca. O primeiro adepto a pressionar o botão ganha o direito a vergastar o próximo sócio expulso e dois jornalistas à escolha. Cheira-me que até arranjei um candidato.

 

2 - Alguns dos internacionais mais relevantes no Euro"2016 e no pós-Europeu foram maltratados pela sorte e pelo futebol nos últimos meses. João Mário, Adrien, André Gomes, Nani e André Silva tombaram, pelo menos, um patamar desde Agosto ou talvez mais, se pensarmos na aura de campeões da Europa com que voltaram de Paris. Outros, como Rafael Guerreiro, foram desviados pelas lesões e pela táctica. Os casos são todos diferentes. Talvez alguns tenham enrijecido com a experiência, outros terão economizado energia e outros nem uma coisa, nem outra. Mas, à entrada para a última etapa antes do Mundial, há um facto incontornável: o Euro"2016 foi ganho por jogadores que fizeram muitos minutos nessa época.

 

José Manuel Ribeiro, jornal O Jogo

 

publicado às 12:38

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7 comentários

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De Bento de Jesus Carvalho a 24.03.2018 às 12:50

Mentalidade retrógada no que diz respeito ao VAR! Quanto mais claras e transparentes forem as coisas menos polémica irão gerar! Qual é a dúvida!!!
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De Rui Gomes a 24.03.2018 às 13:45

Parece que o José Manuel Ribeiro tem algumas questões ideológicas com os norte-americanos. Só isso pode explicar a sua crítica ao que é obviamente benéfico para o futebol.
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De MarcoI a 24.03.2018 às 14:27

A primeira vez que concordo com o homem é a parte que discordam 😝

Que beneficio traz para o futebol repetições no estádio? Além de nenhum não vislumbro mais.

Passar os 90 minutos a olhar para o ecrâ? Berrar muito se discordo da decisão? ( conhecendo a mentalidade de muitos adeptos discorda-se sempre que é contra nós)

Transformar o estádio num mega programa televisivo igual ao lixo que povoa as nossas televisões?

Transformar-nos na parvoice que é a América e o desporto americano ( como se não bastasse este capitalismo desenfreado já, que redunda num futebol desiquilibrado e desinteressante) ?

De bdc espera-se estas parvoices. Lê uns blogues com ideias e vem cá para fora como inventor. Mas quem gosta de bola podia parar de a estragar
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De PSousa a 24.03.2018 às 14:55

VAR - estou de acordo que se vejam as imagens nos ecrãs e acrescento que se deveria ouvir a explicação do árbitro para assinalar ou não o lance!
Até porque ao mostrarem as imagens no ecrã, ficava claro as imagens que se viram e não haveria a suspeição que existiu no lance do golo anulado ao Doumbia! Ninguém até hoje soube dizer quais as imagens que o VAR mostrou ao árbitro.
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De Naçao Valente a 24.03.2018 às 15:44

Concordo com a tese do articulista. Pôr as imagens do VAR nos ecrãs do estádio transformaria milhares de adeptos em milhares de árbitros, a decidir de acordo com a cor das lentes dos seus óculos. Anarquia total. Para melhor está bem, está bem, para pior já basta assim.
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De Rui Gomes a 24.03.2018 às 16:22

Resulta nas Ligas norte-americanas e não há anarquia alguma. Bem sei que são culturas e mentalidades diferentes, mas em Portugal, especialmente em Portugal, deve.-se fazer o possível para reduzir o poder exclusivo de decisão dos árbitros, por razões óbvias.

Fui desde o primeiro dia contra a implementação do VAR, mas uma vez que está e para ficar, indubitavelmente, acredito que se o deve utilizar o melhor possível.

Entre vários outros casos, e já aconteceu em jogos do Sporting, temos árbitros que mesmo depois de rever as imagens e com evidência clara à vista, recusam ir atrás com as suas decisões.

A implementação do VAR, à raiz, proporcionou muitas avenidas para melhorar alguns aspectos do jogo e da arbitragem. Nunca será perfeito, mas nem por isso devemos o utilizar só com meias medidas.
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De Naçao Valente a 24.03.2018 às 18:58

Não conheço as Ligas norte-americanas e por isso não me pronuncio. O que vejo nos programas de debate televisivo, quando tenho pachorra, é passar imagens de diversos ângulos, a várias velocidades sobre um dado lance e a seguir três ou quatro pessoas discutirem durante largos minutos, raramente chegando a acordo. Ó Rui, como é que isto se aplica perante milhares de espectadores. E quem deve decidir, se não apenas os árbitros? Os adeptos? Os directores? Para-se o jogo quanto tempo?
Havia 3 árbitros e erravam, passaram a 5 e continuaram a errar, veio o VAR idem idem. O erro vai persistir, se diminuir já é bom.
Eu vi, ontem, no Portugal Egipto, o VAR tomar duas decisões correctas. O árbitro ouviu, prescindiu de imagens, e decidiu. Rápido e eficaz. Gostei?

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