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Existe no Sporting uma sina em tudo semelhante a qualquer étimo da famosa Lei de Murphy – na aparência de ventos que correm favoráveis, há sempre um sopro que leva a que tudo corra mal. Vêm à memória exemplos como em 2005 em Alvalade, perante o CSKA. Como em 2012, no Jamor, perante a Académica. Como em 2016, em Madrid perante o Real. Como nos jogos em que se perde o 1º lugar por se falharem golos à boca da baliza. Como nos jogos em que joga bem e se perde. Como no jogo de ontem, contra aquela que alguns afirmam ser a pior equipa do SLBenfica dos últimos 10 anos, contra a nossa melhor equipa dos últimos 10 anos. Ontem, a culpa não foi do Benfica. Foi nossa.

 

Na escolha de uma qualquer justificação aceitável, toda a circunstância levaria a evitarmos o faccioso exercício de profetizar desgraças por um mero empate à 18ª Jornada. O problema é que, em boa verdade, a partida de ontem valia muito mais dos que os 3 pontos em disputa. Com o rival a atravessar uma crise de identidade a diversos níveis – no que toca ao futebol que pratica como aos diversos casos de suspeição de corrupção que recaem sobre a instituição – esta seria uma oportunidade dourada para marcar uma posição forte perante todo o cenário competitivo português, mais do que apenas aos directos rivais. Infelizmente, são este tipo de jogos em que, não obstante de boas exibições que aqui e além se fazem, o Sporting manifesta a sua constante imaturidade competitiva. 

 

O enorme esforço financeiro que se tem feito no incremento na qualidade da nossa principal equipa de Futebol, assim como os revanchismos agrestes a qualquer conciliação necessária no Futebol Português – que nos levam a defender determinadas posições de um modo mais isolado do que aquele que seria expectável a um grande Clube como o nosso – não se compadecem com o não conseguir vencer este tipo de jogos perante adversários directos na sua pior fase. Para os adeptos do clube da Luz, celebrou-se como uma vitória. O FC Porto distanciou-se. E ainda se afirma que o resultado foi pior para o SL Benfica do que para nós? Então de que vale lutar pela validação de Títulos Nacionais na secretaria, se afinal ninguém se preocupa com os dois pontos perdidos para o actual 1º classificado? Isto demonstra uma total ausência de cultura de vitória no nosso Clube, porque aparentemente para este Sporting a obsessão continua a chamar-se Benfica.

 

Por muito que nos custe em aceitar, o Sporting não tem ainda a mentalidade vencedora exigida nos momentos cruciais. E não a terá tão cedo, enquanto persistir no topo da hierarquia este sentimento de sobrelevada grandiosidade e soberba tão comum aos tolos e aos maravilhados. Será culpa dos atletas? Obviamente que não. Para quê exercícios de fanfarronice como um Presidente a liderar triunfante uma parada de adeptos como quem se prepara para assaltar o território inimigo, e afinal sai de rabo-alçado da Luz? Não devia este estar junto da equipa na concentração, pelo menos? Jorge Jesus, uma espécie de Vinnie Jones das conferências de imprensa pós-jogo, é o exemplo óbvio de quem vive num universo paralelo. Desta vez, não foi aos “oitchenta e ocho”, mas andou lá perto, como de costume… e ainda se lamenta do Rui Patrício não ter tido trabalho?

 

Há muito campeonato pela frente. Nesta janela de mercado poderão ser já encontradas soluções para alguns pontos mais débeis do nosso plantel. Mas que não se procure no simples gastar de dinheiro o colmatar daquela que é a mais grave lacuna que nos assiste – a ausência de uma mentalidade mais coerente, humilde e assertiva. Algo que em lado nenhum se vende.

 

publicado às 11:00

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