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Obras de Santa Engrácia

Esfinge, em 25.06.19

Quinta-feira começa a pré-temporada do Sporting. Este ano não houve as contingências do ano passado, pelo que a definição do plantel deveria ser fechada mais cedo.

No entanto, é impressão minha, ou ainda há mais coisas no ar do que assentes?

Até ver as únicas contratações seguras: Neto e Vietto.

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Depois, apenas na diagonal, os que parecem ser os temas mais importantes.

Os assuntos Eduardo e Rosier parecem as obras de Santa Engrácia – não são nenhuns jogadores galácticos para o tempo que está a demorar fechar os negócios. No primeiro, não faço ideia do que está a demorar. E no segundo até fico contente que o Mama Baldé não queira ir. É um jogador jovem, da casa, e que tendo começado a lateral direito, faz o corredor todo – sabemos bem qual era o treinador que em menos de um fósforo o colocaria a lateral. E percebo que ninguém queira o Ristovksi ou o Gaspar. Partilho o sentimento.

Na posição de médio defensivo parece que estamos na quase na mesma desde a saída de William. O que é preocupante, já que é uma das posições mais importantes em campo. Fico contente pelas dificuldades levantadas pelo clube chinês em ficarmos com Gudelj, não me parece ter a qualidade necessária face ao que custa. Quer o Doumbia quer o Bataglia fazem a posição – mas não são jogadores de posição 6 – falta-lhes capacidade de passe, visão de jogo e qualidade táctica.

A situação de Bruno Fernandes é a que mais condiciona. Primeiro porque é, sem dúvida, o jogador mais importante do plantel. Depois porque a sua venda poderá gerar uma receita muito vultuosa para o Clube. No entanto, fazer depender tudo dele é um erro. Primeiro, porque nenhum plantel deve ser construído à volta de só um jogador (vejam-se as recentes declarações de Van Gaal acerca de Messi), e depois porque o Sporting, com todos os problemas financeiros que ainda tem, deveria primeiro pensar em apostar em consolidar a sua situação do que em ir torrar a massa num qualquer Alan Ruiz (que ainda por ali anda).

Não posso evitar assinalar um facto - a aposta na juventude reduz-se ao Daniel Bragança e ao Nuno Mendes? É esta a aposta na Academia? Se é, é muito pouco.

Depois admiram-se que o Domingos Duarte não queira voltar. O Merih Demiral se calhar também voltaria a ser emprestado.

Em resumo – há mais por definir do que definido.

publicado às 10:40

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14 comentários

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De R. Ribeiro a 25.06.2019 às 14:42

Creio que a maior razão de ainda estar tudo pendurado seja mesmo e unicamente a indefinição da venda de Bruno Fernandes. Todos sabemos que o dinheiro para contratações é escasso e tem-se dispensado jogadores, em vez de vendido.Para mim, acho que é a principal razão.

Quanto à segunda parte, completamente de acordo, precisamos de apostar e valorizar muito mais a nossa academia, sob pena de vermos os miúdos mais interessantes a irem preferir outras academias por saberem que não têm espaço nos plantéis principais. Os custos são reduzidos e a possível valorização numa venda muito mais aliciante...
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De Esfinge a 25.06.2019 às 15:04

Fazer depender uma época de uma venda não é boa gestão. Pelos dois motivos que disse - primeiro porque nenhum plantel pode ser construído à volta de um jogador, e depois porque o dinheiro que eventualmente resulte da venda do Bruno Fernandes deverá ser usado para se ganhar folga financeira (até porque, quase sempre que compramos caro, compramos mal).
O trabalho da prospecção não deveria ser andar a ver jogadores que custam milhões, mas sim jogadores que não estão aproveitados. E, se calhar, seria bom começar por dentro de casa, e dar oportunidades a quem está para que não se queiram ir embora.
Deveria fazer vergonha aos responsáveis do Sporting que um jogador como o Domingos Duarte prefira nem sequer voltar ao Sporting. O sinal que se passa é claro - mais vale irem para fora se querem ter uma carreira. Mas depois, se a vossa carreira der o berro, nós vamos contratá-los por uma fortuna, como aconteceu ainda este ano com o ex-flop do Liverpool (recuso-me a escrever o nome da criatura).
O Bruno Fernandes ainda há tempos, numa entrevista que deu, salientou bem este aspecto - os jogadores da formação, não são valorizados. Qualquer jogador que venha de fora fica logo a ganhar mais do que eles. E eles, se querem ser bem pagos, têm de sair, porque depois se voltarem, aí já têm valor.
Ainda assim - fala-se de jogadores para a linha avançada - mas nem um para fazer a posição 6?
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De João Paulo Gonçalves a 25.06.2019 às 15:48

A época, a nível de construção do plantel, depende sim da venda de Bruno Fernandes.
Sem essa venda, não há aquilo com que se compram os "melões": money, argent, dinheiro...
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De LeaoCovilha a 25.06.2019 às 16:54

Nos dias de hoje os jogadores estão tremendamente inflaccionados, qualquer jogador que mande um pontapé na bola tem o passe avaliado por cima, porque é a forma que os clubes têm de fazer dinheiro, muito dificilmente se arranjam pechinchas. Em Portugal, na América do Sul, na Europa, os passes dos jogadores têm valores exorbitantes e, na maior parte das vezes, o valor do jogador não corresponde ao valor do passe. Se calhar terá que se começar a olhar para novos mercados e apostar em ter olheiros em locais menos explorados, o que pode ser um pau de dois bicos.
Em relação aos jogadores da formação serem valorizados creio que está muito relacionado com o treinador. Se formos a ver bem, penso que o treinador que mais valorizou a formação foi o Paulo Bento, mas nessa altura a exigência do título era só teórica.Depois tivemos o azar de apanharmos com esse senhor, rei da táctica, Jorge Jesus, e foi o que foi. Se formos fazer uma análise aos três grandes, o único que vai apostando mais nos últimos anos na formação é o Benfica e penso que será pelo facto dos últimos treinadores terem passado pela formação e já conhecerem muitos jogadores. o grande Mestre JJ no Benfica até dizia que nem 10 Bernardos Silva juntos faziam um Matic (acho que era assim), portanto, o aproveitar da formação acho que passa muito pela treinador.
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De Rui Gomes a 25.06.2019 às 17:28

Não discordo da análise, mas acho que os clubes, neste caso o Sporting, devia ter uma política pré-estabelecida que não varia, à raiz, com as apetências dos treinadores.

Na realidade, nenhum treinador que ambiciona o título gosta de arriscar com jovens da formação. Quando o fazem, é apenas porque as circunstâncias de momento os obrigam.
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De Esfinge a 25.06.2019 às 23:46

Concordo consigo. O Sporting tem de apostar em mercados não explorados - lembro-me, por exemplo, do Norte Africano (quantos jogadores marroquinos já não tivemos bons? Naybet, Hadji), mas também o mercado asiático - estatisticamente tem de haver lá bons jogadores - não me digam que na China, com mil milhões de habitantes, não há 1 jogador de futebol bom?
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De Mike Portugal a 25.06.2019 às 16:44

Eu defendo que para além das contratações já feitas e dos 2 que estão em falta: Rosier e Eduardo, não deveríamos contratar mais ninguém a não ser que saiam jogadores importantes como Acuña, Dost, B.Fernandes, Coates, etc...

Mas isto deve estar tudo à espera do 1 de Julho para poder colocar os valores no novo exercício fiscal.

Temos que dar hipótese a: Thierry, Baldé, Ivanildo, Gelson Dala, pelo menos mostrarem-se na pré-época. E eu arriscaria a mantê-los no plantel, nem que seja para vermos que afinal não servem.
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De Manuel Parreira a 25.06.2019 às 20:18

Mantê-los no plantel, nem que seja para ver-mos que afinal não servem.
Estou completamente de acordo, porque no final se não ganhar-mos nada, pelo menos não despendemos dinheiro com flops como aconteceu com o rei da tática
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De Esfinge a 25.06.2019 às 23:48

Concordo parcialmente - acho que precisamos de um 6 de raiz - quem temos no plantel não têm essas características.

E eu prefiro que as coisas não corram bem com a prata da casa, do que andar a gastar milhões em Pongoles e Elias.
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De Pelisca a 25.06.2019 às 18:54

Boa tarde,

Gostava de saber quais os títulos que a formação nos deu...

Apostar na formação não pode ser uma obsessão mas só quando houver mais valias reais do valor do jogador.

SL
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De LeaoCovilha a 26.06.2019 às 08:54

Entre 2012 e 2019, foram campeões em vários anos, tanto em juniores, iniciados e juvenis. Será que no meio de tantos anos não se aproveita meia dúzia de jogadores que foram campeões??
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De Esfinge a 26.06.2019 às 10:25

Caro Pelisca, se vamos por esse argumento, então vamos acabar com o futebol sénior, dado o custo e o retorno em títulos nos últimos 20 anos.
Querem jogadores que sintam a camisola? Ninguém mais do que os jogadores das camadas jovens, que sabem o que é passar ano após ano a lutar para lá chegarem. E, para lhe ser honesto, se é para os resultados que temos tido, então que seja com os nossos rapazes.
E já agora, vá ver o plantel que ganhou a Taça de Portugal em 2014/2015 e veja quantos vieram das camadas jovens. E em 2015/2016, a época em que ficámos a dois pontos do primeiro, com record de pontos, 11 jogadores vieram das escolas.
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De José Sousa a 25.06.2019 às 19:18

Penso que não haverá muitas mexidas!
Porventura a saída de BF, mas se for pelos valores que o SCP pede, tal não acontecerá.
Objectivamente não temos plantel para os dois primeiros lugares. Os rivais estão a investir fortemente no mercado e vão investir bem mais.
O SCP pode e deve construir uma base para as próximas temporadas, o que passa evidentemente pela aposta em jogadores formados na casa.
Mas isso não vai ser uma realidade com Keiser...
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De Esfinge a 25.06.2019 às 23:49

É a minha grande desilusão. Depois de um início prometedor, o Keizer tornou-se igual a todos os outros - e por isso acho que não serve para um clube com formação no sangue como o Sporting

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