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Rui Gomes, em 15.04.22

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Debatemos aqui há dias o que um presidente/dirigente deve ou não fazer/dizer num clube de futebol, e eis que surge um exemplo clássico, muito pela negativa, de António Salvador, presidente do SC Braga, após a derrota às mãos do Glasgow Rangers, que ditou o adeus à Liga Europa da equipa bracarense.

Em declarações à Sport TV, Salvador teve isto para dizer...

"Na primeira parte, o SC Braga não existiu como equipa, nem no campo nem no banco. Corrigimos ao intervalo e, depois, não há palavras para descrever tudo aquilo que os jogadores fizeram. Lutaram, trabalharam, até à exaustão. Ainda conseguiram empatar a eliminatória, mas hoje tivemos talvez a pior arbitragem que vimos nesta competição. Esta prova não pode ter árbitros e VARs assim. Foi por isto que o Braga não passou. Pelo que fez nos dois jogos e no prolongamento, merecia passar. Arbitragens destas não podem estar numa competição destas".

Sobre as críticas à equipa e ao treinador Carlos Carvalhal, não comento, é uma questão exclusiva do foro interno que indubitavelmente irá precipitar alguma polémica. Já no que diz respeito à arbitragem, a conversa é outra, dado que muito provavelmente precipitará acção por parte da UEFA.

Este tipo de jogo com uma equipa escocesa - com uma abordagem muito viril - não é fácil de arbitrar. É de admitir que houve lances discutíveis, mas a grande penalidade assinalada aos 42', não é um deles. É falta bem evidente - e desnecessária, diga-se - de Vítor Tormena. A subsequente expulsão, face ao critério do duplo castigo, é uma questão algo confusa.

Já a expulsão de Iuri Medeiros, aos 105', por duplo amarelo, foi praticamente exigida pelo próprio jogador, que encostou a cara ao árbitro e disse o que imaginamos terem sido uns bons palavrões.

Carlos Carvalhal não comentou as críticas de António Salvador, mas também se atirou à arbitragem, considerando que esta teve "uma influência muito grande no jogo". Sobre a entrada forte do Rangers, afirmou que "não foi demérito nosso, foi mérito do adversário. Já no jogo com o Celtic eles conseguiram fazer a mesma coisa. Nós estávamos avisados e preparámo-nos para isso. É incontrolável, a forma intensa como a equipa entrou".

Um caso muito excepcional eu comentar um jogo do SC Braga. Por mero acaso, assisti ao encontro e optei por este escrito depois de ler as declarações de António Salvador.

publicado às 03:03

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19 comentários

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De Orlando Santos a 15.04.2022 às 09:22

O Roofe, que viria a marcar o 3º golo, deveria ter levado o 2º amarelo, o que deixaria as duas equipas com 10 jogadores. Erro do árbitro aí, mas foi um jogo muito físico, difícil de arbitrar.
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De Rui Gomes a 15.04.2022 às 09:34

É possível, confesso no entanto que não me lembro de um lance entre tantos com contacto físico.
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De Luis Carvalho a 15.04.2022 às 10:41

Vi parte do jogo, meia hora final da segunda parte e o prolongamento. O futebol escocês apesar de já ter jogadores de outras latitudes continua a ser demasiado agressivo para os padrões que vemos nas outras ligas, e há uma certa complacência dos árbitros, jogam à escocesa, não têm culpa, são assim. Temos por cá um caso muito parecido, jogam à Porto, parecendo que no livro das regras do futebol existe uma adenda sobre como arbitrar os jogos do Antas, critério larguíssimo para os azuis, apertadíssimo para os outros. Não tendo simpatia pelo Braga, muito por culpa do seu presidente, pessoa que profissionalmente conheci, ontem gostaria de ter visto o Braga ser apurado, por questões do ranking UEFA de Portugal. Começaremos a época 2022/23 bem atrás dos Países Baixos, no sétimo lugar o que nos tirará no futuro uma equipa das competições europeias passando de 6 para 5 e perdendo uma na Champions se não conseguirmos recuperar os pontos em atraso e manter o sexto lugar. Apesar de termos( Portugal) feito a melhor pontuação dos últimos anos, o incrível ano das equipas neerlandesas, que ainda mantêm o Feyenoord na Conference League, pode trazer consequências financeiras graves para as nossas equipas. Durante muitos anos a nossa ausência da Champions agravou o fosso entre Sporting e os outros dois, é preciso estar muito atento para que tal não se repita e mesmo com muita atenção e qualidade com o “ sistema” a funcionar poderá não ser suficiente.
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De Rui Gomes a 15.04.2022 às 10:52

Não compararia a virilidade do futebol escocês com a destreza dolosa da estratégia portista sob Sérgio Conceição.
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De Luis Carvalho a 15.04.2022 às 11:52

O que eu estou a comparar é a atitude dos árbitros, é permitido aos escoceses alguma virilidade, agressividade que não é permitida a equipas de outras paragens, nomeadamente quando os jogos são disputados na Escócia. O mesmo se passa em Portugal , ao Antas é permitido jogar com regras muito próprias. A diferença é esta, quanto a mim, enquanto na Escócia se joga assim, não sendo já um “ kick and rush”, clássico, em Portugal, o Antas joga como quer, sabendo que é protegido pelas arbitragens, o ADN Antas inclui monômeros corruptos, falsificadores, enfim um ADN de todo desprezável.
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De RCL a 15.04.2022 às 13:58

Luís de Carvalho
Subscrevo o seu comentário. O Sporting tem de estar mais vezes na LC, esse dinheiro faz falta, além de ser uma montra para vender jogadores.
Precisamos de acreditar mais em nós, já vejo muitos sportinguistas com medo do Benfica só por ter empatado com um mixto do Liverpool. De futuro, o Sporting não pode temer os tubarões europeus; que sirva de exemplo o Vila Real de Espanha.
Acreditto que com Amorim vamos construir um Sporting europeu como o que ganhou a Taça das Taças e o que deu 5x0 ao Manchester United.
SL
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De Rui Gomes a 15.04.2022 às 16:54

O Villarreal não era o favorito frente ao poderoso Bayern Munique, mas também não é uma equipa pequena.

Não fui ver, mas não me admiraria verificar que tem um orçamento muito superior a qualquer um dos chamados grandes portugueses.
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De Pedro Santos a 15.04.2022 às 14:50

Tema à parte, esta contabilidade agora influenciada pela nova competição europeia a Conference League, veio desvirtuar completamente a classificação de clubes e países europeus.
É impressionante como os clubes que pontuam na ECL nesta fase eliminatória obtêm praticamente a mesma pontuação que os clubes participantes na CL e EL.
É incompreensível como a UEFA não precaveu a importância bem distinta das várias competições.
Em tese, um clube que participe 5 épocas consecutivas na ECL e que tenha algum valor dentro da competição pode conseguir ascender quase a primeiro clube do ranking europeu. A título de exemplo, veja-se o percurso do Feyenoord que à conta da ECL já vai quase no top-10 dos clubes europeus este ano. Nos oitavos de final obteve pontos contra o Slavia Praha, numa altura em que nós lutávamos pelos mesmos pontos no Ethiad Stadium…
Ora isto não faz sentido algum!
A pontuação desta competição não deveria valer mais do metade dos pontos das outras competições, nunca os mesmos.
Entre a CL e a EL ainda existe a diferença dos pontos de bonificação para quem se apura na fase de grupos da CL (4) e mais os pontos (5) para quem se apura para os oitavos de final. A partir daí torna-se quase tudo igual.
Daí que o Sporting chega aos oitavos de final com 16 pontos, praticamente os mesmo que o Bodo eliminado agora nos quartos de final da ECL.
Patético, no mínimo!…
Isto tem ainda mais reflexo nos países e nem quero imaginar este desvirtuamento, caso nada seja feito para contrariar estas regras, ao fim de 4 ou 5 épocas!
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De Rui Gomes a 15.04.2022 às 16:51

Considerações muito válidas, sem dúvida. O todo da situação devia ser revista, mas a UEFA sendo a UEFA, é provável que não aconteça para não admitirem que erraram.
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De Pedro Santos a 15.04.2022 às 23:06

Na verdade, a UEFA de tempos em tempos corrige estas discrepâncias e corrige as diferenças. Já o fez várias vezes no passado.
O que me surpreende é que, não sendo esta situação inédita, não existe uma equipa de especialistas que, antes de declarar as regras, não simule um modelo a fim de perceber o desenvolvimento do resultado. Agem só após o facto consumado.
Não nos admiremos por isso que as regras de cálculo da pontuação se alterem já na segunda época da edição da nova competição.
Em todo o caso, para nós é notório e significativo que um país como a Holanda coloque 4 equipas a disputar a nova competição até fase bem adiantada, enquanto que Portugal não consegue promover nem uma, sequer.
Diz bem da diferença competitiva dos campeonatos.
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De Everton Costa a 15.04.2022 às 11:08

Na minha opinião o vermelho direto ao Tormena foi mal aplicado, achei excessivo, já a expulsão do Iuri Medeiros, não achei falta para amarelo, tiveram lances mais fortes sem castigos, mas o segundo amarelo foi correto, o jogador praticamente exigiu ao árbitro a sua expulsão.

Quanto ao jogo achei uma grande falha do GR do Braga no primeiro golo, logo ao segundo minuto mudou tudo, não tiveram em momento algum o controlo do jogo, antes do segundo golo os Rangers poderiam ter feito 3,4. Talvez se fosse contra o Celtic devido às cores da camisola os bracarenses jogariam mais motivados...
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De Rui Gomes a 15.04.2022 às 13:02

Acho que o primeiro amarelo do Iuri Medeiros foi por protestos e não por falta no lance. Ele insistiu com esses protestos e então foi expulso.

A regra sobre sanções em faltas para penálti é confusa.
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De Rui Gomes a 15.04.2022 às 13:22

P.S.: Estive a rever e parece que tem razão. O primeiro amarelo foi pela falta no lance.
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De Pedro Santos a 15.04.2022 às 14:24

O cerne deste problema não é António Salvador, Carvalhal ou o Braga sequer…
O foco em causa chama-se futebol português que vive basicamente numa realidade paralela, em relação ao futebol que se joga na maioria dos palcos que contam pelo mundo fora!
Isto porque futebol em Portugal é sinónimo de domínio dos mais fortes, submissão dos mais fracos, vivência conveniente entre as várias instituições desportivas, clubes, organismos desportivos, arbitragem, etc., em que cada um vive apenas para se preocupar em precaver a sua própria prosperidade neste meio.
Aqui em particular temos a arbitragem, que sempre mede bem os passos que dá, evitando qualquer polémica que possa por em causa as suas carreiras, pelo que é comum vermos entre os árbitros mais bem sucedidos, não aqueles que demonstram ser melhores tecnicamente, mas aqueles que invariavelmente erram sempre para o lado do mais “forte”.
Do mesmo modo é comum verificar arbitragens em que o critério é frequentemente dual e medroso, onde se apita por tudo e por nada para evitar polémicas por eventuais más decisões não tomadas, para se matarem jogadas à partida que poderiam se tornar polémicas se resultassem em golos e vitórias para alguns em detrimento doutros e de modo inconveniente.
Em suma, jogos onde se ouve bem mais o apito do árbitro do que propriamente das claques nas bancadas…
Posto isto, quando nos confrontamos com outras realidades estranhamos a diferença, a intensidade, a decisão firme e autoritária e até o contributo por parte da arbitragem para um futebol mais dinâmico e até espectacular, jogado a ritmos ao qual estamos mal habituados e contra o qual não entendemos determinadas decisões quando as coisas não nos agradam ou não correm em nosso favor.
Muito precisava o futebol português de se introspectar de uma vez por todas, naturalmente que não com os clássicos interlocutores ou os seus delfins do qual já pouco ou nada se espera!…
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De Rui Gomes a 15.04.2022 às 17:00

O que diz sobre a arbitragem portuguesa é pura verdade, mas também devemos reconhecer que o futebol escocês - e a arbitragem dos seus jogos - é um caso quase único na Europa.
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De Eloi Pereira de Almeida a 15.04.2022 às 23:32

Uma no cravo outra na ferradura!
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De Eloi Pereira de Almeida a 16.04.2022 às 00:29

As afirmações do presidente do Braga são de absoluta incongruência. (uma no cravo outra na ferradura)
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De Rui Gomes a 16.04.2022 às 00:35

Bem... primeiro deu a "ripada" tanto à equipa como ao treinador e, depois, louva os jogadores pela segunda parte e prolongamento, mas nada mais diz sobre Carvalhal.

Dedicou o resto da "palestra" à arbitragem.

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