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Agora no Bayern Munique, o treinador italiano conta em livro os motivos que originaram o adeus ao Santiago Bernabéu.

 

Carlo Ancelotti revelou no livro "Liderança tranquila: ganhar corações, mentes e jogos" os motivos que originaram a saída do Real Madrid em 2015, sublinhando as duas principais causas da despedida. 

 

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«As coisas estavam a correr bem, mas depois houve dois problemas grandes. O primeiro foi causado por estatísticas da UEFA que revelavam que a equipa não tinha tantas horas de treino como outros clubes europeus. Tínhamos ganhado 22 jogos consecutivos, acho que devíamos estar a fazer alguma coisa bem. Acabámos por perder precisamente quando saiu a estatística e o clube pressionou: 'Há que trabalhar mais'. Eu pensava o contrário: os jogadores deviam descansar, já levávamos um mês de lesões e fadiga que foi crucial para perder a Liga. O episódio das estatísticas foi um sinal de que o Real Madrid tinha mais fé nos números do que no meu trabalho.

 

Um dia, o director geral disse-me que o presidente queria falar comigo. Quando entrei no escritório, disse-me que o Bale lhe tinha ligado. Tinha-o substituído a 4 de janeiro (no 2-1 em Mestalla que acabou com a série de vitórias) e o agente do Bale tinha-se queixado porque o Gareth queria jogar mais ao centro. O presidente perguntou-me o que eu pensava fazer e a minha resposta foi: 'nada'. Não podia mudar o sistema a meio da época. Desde então, a relação com o presidente não voltou a ser a mesma».

 

Sempre que leio histórias destas lembro-me de Sousa Cintra, embora, em abono da verdade, não é ou não foi o único dirigente de clube que sem perceber patavina de futebol assumia um papel interventivo no dia-a-dia da equipa.

 

Coisas e situações que por vezes passam despercebidas ao adepto, simplesmente porque não tem conhecimento do que realmente ocorre nos bastidores do futebol, onde "políticas" e "intrigas" reinam impiedosamente.

 

publicado às 18:00

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5 comentários

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De Oceano Vermelho a 25.04.2017 às 18:47

Disto eu gosto. E vou ler assim que possa.
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De Rui Gomes a 25.04.2017 às 18:53

Também tenho interesse neste livro, se a amostra é indicativo do seu conteúdo.
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De Aracaçu a 25.04.2017 às 18:54

O Real Madrid é uma feira de vaidades e nestes finais de época baqueia sempre pelo ego enorme dos seus jogadores, adeptos, dirigentes, e por vezes treinadores.

No ano passado ganhou a Liga dos Campeões por um fio, contra um clube com menos argumentos e que já merece também ser campeão europeu.

Agora este ano perdeu contra o Barcelona e o título espanhol não é certo, e na Liga dos Campeões não sei se a sorte bate à porta deles 2 vezes. A Juventus é fortíssima mentalmente.

Quanto ao Bale é um valente barrete que o Tottenham enfiou nos madrilenos, nunca se conseguiu realmente afirmar e não vai ser agora.
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De Rui Gomes a 25.04.2017 às 19:01

Isto acontece em vários dos grandes clubes, não só no Real Madrid, mas é verdade que quanto maior o clube, maior o potencial para "política" adversa interna.

Quanto ao Gareth, o seu problema principal, mas não único, é estar mais tempo lesionado do que a jogar. Também levou muito tempo a reconhecer, e não sei se já reconhece, que de há uns anos a esta parte a "arma secreta" dos merengues é o Cristiano Ronaldo e que ele foi contratado para o complementar e não para o disputar.
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De Maria a 26.04.2017 às 23:14

Não falha! Quando os teus resultados federem puxa da carta "O Real Madrid..."

Carlo Ancelotti deveria pousar a caneta e começar a pensar o que fazer com o Bayern que é onde trabalha agora e começa a deixar MUITO a desejar.

http://desporto.sapo.pt/futebol/taca_alema/artigo/2017/04/26/bayern-dortmund

Mais um jogo em que se os jogadores do Bayern saíssem mais cabisbaixos conseguiríamos ver se as cuecas dos jogadores eram as do equipamento oficial.

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