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Os d€us€s €stão loucos

Rui Gomes, em 04.05.20

img_192x192$2019_09_07_00_18_48_1598529.jpgNunca, em nenhum momento, o nosso Governo admitiu ir contra as pretensões dos três ‘grandes’ do futebol português, que cedo se manifestaram unidos no objectivo de verem o campeonato ser concluído. E, neste particular, nem a FPF (Fernando Gomes) nem a Liga (Pedro Proença) alguma vez orientaram as suas decisões no sentido da não conclusão da Primeira Liga, pelo que o objectivo fundamental foi sempre terminar o que restava da temporada futebolística ao nível da competição principal, mesmo que isso significasse hipotecar todo o restante desporto de competição, no futebol e nas modalidades de pavilhão.

Esta decisão do Governo tem muito que se lhe diga e, em tempo de poucas certezas, com António Costa a sublinhar que não terá vergonha se for obrigado a dar dois passos atrás, é muito injusta para a globalidade dos anseios do ‘movimento associativo’; é altamente discriminatória (quem salva a II Liga?) e pouco respeitosa para a maioria dos clubes do quadro profissional e visa manter a ‘cúpula do futebol’ ligada à máquina e ao ventilador central das operadoras de telecomunicações.

E ninguém parece querer ver o essencial: estar parado é mau (defendi desde a primeira hora que a FIFA deveria responsabilizar-se pelo financiamento deste tempo de paragem, com fundos constituídos para o efeito), mas o reatamento em curso produz altíssimos riscos não apenas no âmbito do super-complexo controlo sanitário, mas também em termos da salvaguarda da verdade desportiva.

O terreno está todo minado e rapidamente a primeira mina rebentará debaixo dos pés de alguém. Basta um teste positivo para poder colocar uma equipa em quarentena. Basta um resultado desportivo negativo do Benfica ou do FC Porto para termos uma discussão sem precedentes. E se a competição tiver de parar, novamente?

Os deuses devem estar loucos.

O problema é que a retoma da competição - nos termos em que se perfila - não vai salvar ninguém, a não ser que se tomem medidas estruturais de redimensionamento da indústria (global) do futebol.

Excerto da crónica de Rui Santos em Record.

publicado às 07:03

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2 comentários

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De Profeta a 04.05.2020 às 12:37

Ora aí está algo pertinente. Bastará um jogador infectado para toda a equipa entrar em quarentena.
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De RASR a 04.05.2020 às 12:46

Tudo dito!! É apenas uma forma de tentar manter o guito a circular.

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