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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

«Rui Patrício teve enorme força de vontade para aprender e melhorar, assim como capacidade de sofrimento para poder suportar pressão desde a primeira hora, porque viveu um ambiente adverso na sua própria casa. Tudo o que se faça ao Rui é da mais elementar justiça. O mérito de chegar aqui é dele. É um guarda-redes de grande qualidade. Estou convencido de que continuará a querer melhorar e evoluir. Atingiu um estatuto, fruto da qualidade do trabalho dele, quer no clube, um dos maiores e melhores em Portugal, mas também na Selecção Nacional, que culminou no título de campeão da Europa.
O célebre jogo com o Marítimo ganhou algum mediatismo, mas ele sabia-o, desde a véspera, que iria ser titilar e que não ia jogar no jogo seguinte, em Milão, para a Liga dos Campeões. O jogo destacou-se por ter defendido um penálti na estreia. Mas depois aconteceram coisas mais dificéis durante o seu percurso. Continuo a acreditar que a única coisa em que possamos ter ajudado o Rui, não foi dar-lhe a oportunidade, porque qualquer um teria dado. O que lhe demos foi não o tirar de campo nos momentos dificéis, e teve vários. Fizemos isso, com todos os riscos. Agora ele deve desfrutar, mas também muitos dos que o queriam ver pelas costas. Mas o futebol tem destas coisas».
Paulo Bento, também presente na cerimónia de inauguração da estátua de Rui Patrício em Leiria.
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