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Os inenarráveis

Esfinge, em 31.05.19

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O Futebol Clube de Arouca é um clube do interior. Esteve na I Liga de 2013/2014, tendo tido a sua melhor época em 2015/2016, tendo-se apurado para a Liga Europa. A partir daí caiu a pique, em 2016/2017 desceu de divisão, para a II Liga, e na época que terminou, baixou aos Campeonatos Nacionais.

O seu presidente é, há largos anos, Carlos Pinto. Enquanto a equipa fazia boa figura, era uma figura emproada, que botava faladura por tudo e, sobretudo, por nada.

Das últimas notícias que há, o Clube terá fechado, literalmente, as portas aos jogadores, técnicos e funcionários.

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O Clube Desportivo Nacional da Madeira é um clássico português do sobe e desce. As presenças na Primeira Liga sempre foram frequentes, assim como as descidas. Subiu em 2016/2017, desceu este ano. O seu presidente é um dos inefáveis do futebol português, Rui Alves. Pelo que se consta, estará a preparar um despedimento colectivo no plantel.

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Ambos os clubes todos os anos apresentam à Liga demonstrações de capacidade financeira para poderem participar nas competições que esta organiza.

Ambos os clubes, dos quais os seus presidentes são os responsáveis máximos, assinaram contratos de trabalho com os trabalhadores, comprometendo-se a que lhes pagariam os salários.

E os atletas e técnicos confiaram nestas pessoas a sua vida e as das suas famílias. E fazem planos de vida a contar que os clubes e os seus presidentes são pessoas de bem, e que não prometem coisas que não podem cumprir. E que a Liga tem mecanismos para que não andem a participar nas suas competições instituições sem arcaboiço para tal.

Mas esta é apenas uma presunção. Aparentemente ilidida pelos factos. Nem os clubes têm condições para andar em campeonatos profissionais, nem os seus presidentes são pessoas que honram os compromissos que assumem, nem a Liga controla coisa alguma.

No futuro, só clubes com capacidade financeira deveriam participar nestas provas, estes senhores deveriam ser definitivamente arredados de dirigirem tudo o que vá para além de uma barraquinha de quermesse, e a Liga – a Liga deveria fazer um esforço de ser um bocadinho menos imprestável do que aquilo que é. E já agora, onde andam os sindicatos?

Este texto não é sobre o Sporting CP, mas é sobre valores como a honradez, seriedade e solidariedade. E esses... são bem nossos. Como podemos festejar as nossas vitórias, se soubermos que os artistas derrotados, para além dos pontos, podem perder o emprego e o sustento - deles e das suas famílias?

Nem tudo é um jogo.

publicado às 04:04

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16 comentários

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De yazalde a 31.05.2019 às 04:31

Ai esta o que vamos chegar mais tarde ou mais cedo, a este miseravel sistema de andarem a fazer compadrios a certos clubes das malas e o que da fecharem as portas tambem nao fazem falta , o nosso futebol precisava de uma limpeza a nivel de dirigentes a comecar na igreja
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De Esfinge a 31.05.2019 às 13:22

O importante é que anda a Liga a apelar à dignificação no futebol, mas permite que dirigentes que usam estes esquemas se mantenham como tal. Deviam ser segregados definitivamente.
Mas a Liga não é para se dar ao respeito.
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De Mike Portugal a 31.05.2019 às 08:23

Essas 2 figuras, que já desrespeitaram bastante o SCP, merecem tudo o que lhes acontecer, incluindo cadeia. Quem não merece são os jogadores. Mas para este tipo de coisas deixarem de acontecer, as pessoas terão que ser responsabilizadas criminalmente.
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De Esfinge a 31.05.2019 às 13:23

O que fizeram ao Sporting é apenas uma manifestação do que são.
Mas o Sporting pode bem com estas pessoas. Quem não tem de pagar por estes aventureirismos chicos-espertos são os profissionais.
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De Jorge Pereira a 31.05.2019 às 09:51

É urgente discutir os modelos de financiamento do futebol profissional em Portugal. Infelizmente temos uma liga que esconde a cabeça na areia e demonstra todos os dias não ter capacidade para deitar mãos aos verdadeiros problemas. Se queremos um futebol competitivo, pujante, ganhador têm que ser dadas condições minimas de equilibrio à totalidade das equipas em competição profissional não esquecendo obviamente os escalões de formação de todos os clubes. Mas isto tem de ser feito de forma a não tornar os clubes "ricos" ainda mais ricos e empurrando os outros ainda mais para baixo. A questão dos direitos televisivos, da sponsorização da liga etc., tem de ser revista. Ainda há pouco tempo alguém referiu aqui o modelo de distribuição de receitas da PL. Pode ser um exemplo a seguir como muitos outros que há noutras geografias e desportos. Vejam por exemplo os modelos de financiamento dos desportos profissionais nos EUA. A competição irá agradecer.

Saudações Sportinguistas
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De Greenlight a 31.05.2019 às 10:56

O Magnífico LFV e o projecto do Slb de domínio total do futebol nacional não permitiram a distribuição dos direitos televisivos de uma forma mais equitativa. Foi o Slb que iniciou a negociação bilateral com as operadoras de Tv, a qual deu lugar a mais uma acção de propaganda lampiónica, enaltecendo a excelência da gestão Vierista. Inevitavelmete, o Sporting e o Fcp seguiram esse caminho, demonstrando que , afinal,o Slb não tinha feito um extraordinário contrato e que, mais uma vez, a propaganda é um dos grandes pilares de LFV. Mas o resultado desta orgia televisiva dos três grandes, é que os outros clubes ficaram a ver navios. Aliás, o que interessa à direcção do Slb é que os clubes mais pequenos estejam asfixiados financeiramente, para o Slb poder, mais facilmente, torná-los clubes satélites que são ajudados,de várias formas, pelo "glorioso"e depois, se for necessário levarem umas cabazadas dos prodígios do Seixal e Cia. O Fcp também tentou imitar esta estratégia de domínio e desvirtualização da competitividade (vejam-se os resultados, dos últimos anos, dos confrontos com o Nacional e o Portimonense) mas PdC era mais eficaz na negociação da fruta e contrariamente a LFV, não se rodeou de elementos com a necessária competência ( Paulo Gonçalves é o melhor exemplo) para os desafios actuais que se colocam a quem quer dominar ilegitimamente ( ou ilicitamente) o futebol nacional.
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De António a 31.05.2019 às 12:08

Está disposto a que o Sporting passe de 40 para 25 milhões por ano, de modo que os outros clubes possam receber 7 ou 8?
Sucede que os operadores já se queixam que os actuais contratos dão prejuízo. Ora o mercado está no limite, pelo que, para aumentar todos os outros, é preciso cortar nos 3 estarolas e bastante. Os adeptos aceitam?
Depois teremos maior competitividade interna, mas desapareceremos por completo na Europa.

Benfica e tal é muito engraçado, mas a realidade é que dói.
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De De Franceschi a 31.05.2019 às 12:37

Do que tenho memória, em todos os casos em que foi feita a centralização, os maiores clubes não passaram a ganhar menos, e os restantes passaram a ganhar bastante mais. De qualquer modo, se queremos um futebol justo e competitivo, mesmo que os grandes ganhem um pouco menos, a centralização terá que ser feita. A bem de todos. Maior competição interna irá reflectir-se também na forma como se compete internacionalmente. Claro que isso é difícil de compreender para muitos adeptos dos tais estarolas e, principalmente, para dirigentes, como os actuais do Benfica, infelizmente, que julgam que o seu clube é o país do futebol e que todos os restantes clubes são os patetas úteis necessários para que possam ganhar todos os anos, como é seu direito histórico e divino (na verdade, se pudessem, competiam sozinhos). Espero que novas gerações de dirigentes, com uma visão mais saudável do futebol português e daquilo que este pode ser, alterem esse estado de coisas.
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De Esfinge a 31.05.2019 às 13:27

A forma de distribuição dos direitos desportivos é importante, e deve ser debatida. Mas não é o que está aqui em questão. O que está é a Liga não só não controlar eficazmente quem anda no futebol, como deixar que elementos desta craveira continuem a poluir o ambiente desportivo.
Ora vejamos - um clube, na ânsia de ficar na primeira Liga, contrata jogadores caros, sabendo que, se descer, não lhes poderá pagar. E vai competir assim com outros clubes que, com uma gestão cuidada, não embarcam nestas cavalarias. Existe uma clara deslealdade na concorrência - que pode ser geradora de um efeito tóxico - o clube bem gerido, para não ser prejudicado, faz o mesmo que o outro clube, e passa igualmente a contratar jogadores caros sem ter sustentabilidade financeira.
E o que faz a Liga? Nada. De resto, a Liga é conhecida por fazer sobretudo isso - nada.
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De R. Ribeiro a 31.05.2019 às 12:12

A pergunta mais importante e que fica é mesmo essa - e a Liga? A Liga não faz nada? Não segura ninguém? Uma pessoa com família pode mudar-se do Brasil para Portugal com um contrato de trabalho como jogador "profissional" e depois, passado um ano fica desempregado??? E onde anda a Liga? Não há nenhum mecanismo de seguro e de responsabilidade?
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De Esfinge a 31.05.2019 às 13:30

O lema da Liga poderia bem ser - "se fosse para fazer algo, outros estariam aqui!".
A Liga é uma instituição cheia de prosápia - mas é uma criatura inanimada, inerte, inútil.
É suposto organizar os campeonatos profissionais, mas nunca se acha responsável por nada.
Assim como os diversos sindicatos - de jogadores e treinadores. Encher chouriços.
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De Cantona a 31.05.2019 às 20:07

Se salários em atraso fossem severamente punidos provavelmente todos, mas mesmo TODOS os clubes portugueses já tinham descido de divisão.

Todos sabem porque razão esta situação pouco muda: aos grandes interessa que os pequenos continuem fragilizados.

Basta olhar para transferências como a do Rafa ou Nakajima para perceber que não é conveniente para os grandes ter uma liga forte.
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De Mário Ferreira a 31.05.2019 às 22:49

Para gerir uma "porcaria"de campeonato, nada melhor que gente de m****.
Para condizer a cara com a careta...
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De Manuel Parreira a 31.05.2019 às 22:50

O maior problema do nosso campeonato e’ o número exagerado de equipas, para a dimensão do nosso Portugal 12 equipas seria um número suficiente e uma 2a divisão talvez com 16, assim muitas equipas seriam reduzidas a’ sua insignificância, ou seja; os distritais
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De Fernando Albuquerque a 01.06.2019 às 09:46

Manuel Parreira-----Estou em parte de acordo com o que escreveu. São equipas em demasia, algumas sem condições financeiras e desportivas para disputarem um campeonato, que interessa aos três grandes, onde incluo o meu SCP, embora a atitude das equipas seja diferente conforme os clubes que defrontam. Li há tempos uma sugestão, na qual se deveria dividir as equipas em duas séries, embora a zona norte cada vez tenha mais clubes . Destas séries seriam apurados X equipas (a definir), que depois como noutros modalidades jogariam entre si em duas mãos até se apurar o campeão. Sinceramente gosto desta sugestão, onde inclusive os clubes poupariam dinheiro nas deslocações etc. e teríamos uma competição mais séria, pois o que se passa neste momento em Portugal tem muitos contornos indesejáveis, pois as suspeições existem e vão continuar se não alterarem todo este sistema que beneficia apenas alguns clubes. No que não estou de acordo consigo é que a descer seria para a 2ª. liga e não para os distritais, pois as pessoas gostam muito dos seus clubes e seria uma pena muita agressiva. Fernando Albuquerque
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De Manuel Parreira a 01.06.2019 às 21:44

Estamos em parte de acordo de que algo tem de ser feito, este modelo de 18 equipas e’ que nao da’, quanto a eu falar nos distritais, e’ a minha opinião, mas podia também haver um campeonato de Portugal no gênero atual mas com mais grupos ex. A to H.
E’ verdade que todos gostam das suas equipas e para mim e’ o nosso Sporting mas logo a seguir vem o Lusitânia da minha ilha terceira Açores. Será que o Lusitânia tem poder financeiro para se auguentar num campeonato além Açores embora já estivesse envolvido com uma presença e logo a descida? Eu acho que não. Por isso eu sugeri os distritais.
Um abraço

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