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Os melhores 45 minutos da época

Rui Gomes, em 27.09.14

 

 

Antes de mais - e escrevi esta nota antes do início do jogo - os meus parabéns a Marco Silva pela coragem de incluir Jonathan Silva no onze inicial. Sugeri esta ideia na crónica do último jogo mas, para ser sincero, nunca imaginei que o treinador o fizesse. O jovem argentino teve alguns lapsos defensivos, mas no todo dos 90' +3, teve um desempenho muito positivo e até marcou um excelente golo, logo aos 2', na bela jogada iniciada por Nani e complementada por André Carrillo.

 

Na minha opinião, nos primeiros 45' da partida viu-se um Sporting em grande nível, de longe o melhor desta época, e o resultado ao intervalo peca por escasso. A equipa leonina foi sempre a mais perigosa e objectiva, controlou totalmente o meio campo, exerceu de forma quase perfeita a pressão alta e executou o jogo de transição com muita eficácia. Esteve sempre mais perto do dois ou três zero, do que o FC Porto igualar o marcador, superou-se em jogadas de ataque e remates, com João Mário, em duas ocasiões, com grandes oportunidades para golo, além de uma jogada espectacular de Carrillo, aos 39 minutos.

 

A segunda parte apresentou um cenário diferente. O treinador portista mexeu na equipa e esta entrou melhor no jogo. Recuperou o meio campo e começou a dar mais profundidade ao seu jogo ofensivo. O golo (autogolo) da igualdade, aos 56', surgiu em directo resultado desta profundidade, e já sete minutos antes, Rui Patrício tinha feito uma grande defesa diante um Jackson Martinez isolado. O lance do golo foi de infelicidade e fruto de alguma inexperiência de Naby Sarr, mas nada mais há para apontar, faz parte do futebol.

 

O maior problema para uma equipa que entra no jogo a exercer pressão alta, é o desgaste físico, e acho que o Sporting acusou por acusar esse desgaste no segundo tempo. Com a senhora da sorte a sorrir, Diego Capel mandou uma autêntica "bomba" à trave da baliza de Fabiano, aos 79', que poderia ter assegurado a vitória.

 

No resumo dos 90 minutos, o resultado não é injusto, mas acho que o Sporting perdeu a grande oportunidade de arrumar o jogo na primeira parte. Como nota final, penso que André Carrillo foi a grande figura do jogo e muito embora no ecrã televisivo não seja possível avaliar o desgaste físico dos jogadores, não vi de bons olhos a sua substituição, aos 65 minutos. Neste sentido, Marco Silva está a tornar-se excessivamente previsível. A entrada de Montero, em substituição de Slimani, aos 78', não acrescentou nada ao jogo, aliás, mesmo cansado que o argelino tivesse, sempre teria uma muito maior presença na área portista. Não vi a linha de jogo, mas não será surpresa alguma vir a verificar que Tanaka foi mais uma vez para a bancada. Já nem comento este tipo de decisões por parte de Marco Silva. Fredy Montero vai continuar a equipar-se até ao derradeiro suspiro. Veremos o que acontecerá em Janeiro, quando Slimani se juntar à selecção argelina na disputa da Taça das Nações Africanas.

 

O Sporting tem agora o Chelsea de José Mourinho pela frente - na terça-feira - e só então é que poderemos avaliar o impacte do clássico no rendimento dos jogadores do Sporting.

 

publicado às 03:45

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29 comentários

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De L a 29.09.2014 às 11:41

Se tivesse que eleger o “man of the match” fazia algo muito raro e elegia um GR, o Rui claro. Inclusive com um par ou dois de grandes defesas acabou por influenciar mais o resultado final do que qualquer outro jogador. Como é normal o Rui cresce sempre muito nos grandes jogos, já sabemos todos de antemão que nunca é por ali que a corda parte. Mas o que o define ainda mais como grande GR de clube grande é que faz o mesmo se for chamado só uma vez em 90’. O lance com Jackson define bem o Rui. E desta vez até se pode responsabilizar muito mais o avançado, Jackson com tempo e espaço para tudo, inclusive para contornar o GR e a verdade é que o Rui não permitiu.

Pode-se falar muito e com inteira justiça de Nani, Carriço, até Slimani mas foi João Mário, a fechar o trio do meio-campo e a ligar o ataque que veio colocar o Sporting num patamar completamente distinto e ao qual nunca ascendia sem ele. E já fez muita falta a época passada. Actualmente e sem lesões no meio-campo, como já disseram, o Sporting só não é candidato per si porque não tem defesa. De resto não sabemos como vai correr o campeonato aos outros e que também é sempre decisivo, como acabou por ser na época passada por exemplo.

Ainda assim pelos vistos também há quem ache que estivemos bem na defesa… Não estivemos nem nunca vamos estar com esta dupla de centrais. Infelizmente não posso deixar de dizer mais uma vez que ainda há pouco tempo havia em Alcochete respostas para os problemas todos desta equipa em particular. Quer mais alternativas muito válidas para o meio-campo, quer sobretudo centrais. E claro que para crescer mas quando não há dinheiro querem o quê? Reforços com menos qualidade e a precisar de mais tempo de adaptação?

O facto de termos caído mais na 2ª parte tem duas explicações: as mudanças no meio-campo adversário e o facto de ainda estarmos também a começar a época, com vários jogadores muito longe do top. Nomeadamente até William e Adrien também no meio. Para além de que há níveis de intensidade física como os necessários para a pressão alta da 1ª parte – o segredo do jogo - ver por exemplo até Nani e apesar de ainda longe também da melhor forma física, impossíveis de manter durante 90’.

Uma palavra para o grande jogador que Montero podia ser, independentemente de alguma responsabilidade da equipa técnica na motivação até há pouco tempo. Nesta altura já só está a provar porque é que estava na MLS. E nem do modelo de jogo se pode queixar, quando já nem havia Nani podia ter feito tanto mas tanto… mas não fez. Nenhum treinador dispensava o trabalho todo que Slimani desenvolve durante o jogo, independentemente de também marcar ou não.


E uma última palavra para Marco Silva, um treinador muito novo mas com muito valor. Nesta altura completamente condicionado pela direcção, nem sequer é responsável pela chegada de alguns jogadores ao onze e outros à bancada. Não foi por acaso que já começou a ser apelidado de medroso.




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