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Sporting SAD 15'16.png 

 

A Sporting SAD apresentou os resultados relativos ao 3º trimestre de 2015/2016 à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários. Segundo o diário A Bola esta apresentação de contas foi feita com atraso. Sabe-se que há sanções previstas no caso deste tipo de incumprimento.

 

Integrando-se estes resultados no contexto do exercício anual de Julho de 2015 a Junho de 2016, verifica-se que a Sporting SAD obteve até esta data um prejuízo no valor de 17,1 milhões de euros. O prejuízo é justificado com os "gastos associados a situações não recorrentes, no caso em apreço devido ao processo Doyen", que obrigou a constituir uma provisão no valor de 14,1 milhões de euros. No entanto, não havendo valores oficialmente confirmados, consta-se que será paga à Doyen uma quantia superior à que foi provisionada.

 

Se confrontarmos este prejuízo de 17,1 milhões de euros com o lucro de 22,1 milhões de euros que foi alcançado no período homólogo anterior, constata-se que existe uma preocupante perda de 39,2 milhões de euros.

 

No período restrito de Janeiro a Março de 2016, a Sporting SAD apresentou um lucro de 1,04 milhões de euros, fazendo com que o resultado do exercício anual até este momento se situe nesses 17,1 milhões de euros de dano.

 

Houve um crescimento acelerado nos custos com o pessoal. Nos primeiros nove meses, a Sporting SAD gastou 35,7 milhões de euros em salários e seguros, praticamente o dobro em relação ao período precedente. Neste aspecto, suscita alguma apreensão o facto de se prever ainda um maior investimento no futebol nos próximos meses.

 

Na rubrica dos gastos com pessoal fica-se, ainda, a saber que as remunerações dos órgãos sociais contemplaram um crescimento muito significativo: pagaram-se 320 mil euros, quando no período homólogo anterior foram 130 mil euros (um aumento de 146%).

 

No primeiro trimestre do actual exercício, a SAD obteve rendimentos de 7,6 milhões de euros com a venda de passes de jogadores, muito inferior aos 21,7 milhões de euros obtidos no mesmo período do desempenho antecedente. Conseguiu-se um saldo positivo de 1,5 milhões de euros na diferença entre a compra e a venda de passes desportivos de jogadores (16,1 no ano anterior). Excluindo eventos extraordinários, os resultados operacionais foram positivos (637 mil euros), muito abaixo do que foi registado no período do exercício transacto (23,8).

 

Ao contrário do que chegou a constar, a SAD do Clube continua a pagar elevadíssimas comissões a empresários. Houve lugar ao pagamento de mais de 1,8 milhões de euros em comissões pela contratação de cinco jogadores no mercado de transferências em Janeiro. Desta quantia, 1,3 milhões de euros referem-se a Bruno César. No que diz respeito às saídas de jogadores no mercado de inverno gastaram-se 400 mil euros em comissões. Portanto, pagam-se comissões a empresários em situações de venda e de compra de direitos desportivos de jogadores. Ironicamente, este valor é superior ao que consta no último R&C de Godinho Lopes.

 

Foram alienados passes desportivos de alguns jogadores, sem haver lugar à entrada de qualquer verba financeira. Foi o caso de Marcelo Boeck, Valentin Viola e Diogo Salomão, ficando a Sporting SAD com direito a uma determinada percentagem quando se verificar uma futura transferência de clube.

 

Há no presente relatório outros resultados que permitirão uma avaliação mais favorável, mas os que são realçados neste texto, pelo seu carácter e grandeza, suscitam uma séria apreensão. Nomeadamente pelas seguintes razões:

 

- A reestruturação financeira que foi anunciada em 2013 ameaça revelar-se inconsequente;

- O passivo cresceu de forma significativa, estando agora nos 245,5 milhões de euros (228,5 em 30 Junho de 2015);

- A Sporting SAD continua pagar aos empresários elevados valores em comissões;

- Serão vendidos os passes de jogadores nucleares para ser possível cumprir o que está determinado no Fair-Play Financeiro da UEFA;

- Persiste a prática antiga de recorrer à venda de direitos desportivos de jogadores para acorrer a situações de desespero financeiro.

 

publicado às 12:40

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72 comentários

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De Lion73 a 02.06.2016 às 13:28

Folgo ver que o Leão Zargo pega neste tema. Discordando do que habitualmente escreve, reconheço coerência, honestidade intelectual e capacidade argumentativa. Registando que faz por sublinhar o que é mais negativo, numa análise claramente selectiva, se calhar eu faço o mesmo, mas valorizando o mais positivo. Faz parte, quando as posições prévias são diferentes.

Fala de uma preocupante perda de 39M. Objectivamente, é verdade. Preocupante? As perdas normalmente o são. A minha questão e relativamente ao mais importante, que é a laboração normal da SAD e a sua operacionalidade, é porque não se expurga o efeito do caso Doyen.

Vamos lá a ver. Se a venda de Rojo claramente empolou os resultados do ano passado, ou porque não se entregou o dinheiro à Doyen ou porque não constituíram provisões, também afecta negativamente os resultados deste ano. Portanto e em termos operacionais e substantivos, as perdas são muito menores a 39M.

O Leão Zargo aceita a ideia que caso o Sporting tivesse pago à Doyen ( ou tivesse constituído provisões) , os resultados do 3° trimestre do ano passado andavam por volta dos 8M positivos e não 22M? E que com a mesma premissa, o Sporting apresentaria agora um prejuízo de 2,7M?

Uma perda em período homólogo de cerca de 11M, grosso modo. Parece-me muito menos preocupante, até porque traduz melhor a capacidade operacional da SAD.

Os valores de comissões parecem-me irrelevantes, uma boa fatia corresponde à contratação de Bruno César, que NÃO era um jogador livre.

A subida do passivo corresponde essencialmente ao efeito Doyen e não por aumento do financiamento.

Não tenho como certo que os gastos com pessoal vão aumentar. Eu acho que será e deve ser o contrário.

De qualquer das formas, o aumento de receitas é evidente e permite fazer face à subida de custos, sendo o desvio pouco relevante.

Na próxima época o patrocínio das camisolas contará por inteiro e temos Champions. As receitas serão substancialmente superiores.

Quanto a vendas, temos activos valorizados e poucos são actualmente os jogadores que não tenhamos pelo menos 75% do passe.

Parece-me claro que há margem de manobra a nível económico financeiro, que permitam também aumentar a competitividade do motor do clube.
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De O 6º Violino a 02.06.2016 às 13:52

O Bruno César não era um jogador livre?
Como pode dizer tamanha alarvidade, se o custo do passe foi ZERO, e a comissão 1,3 M ?
Andamos a brincar coma as palavras, é?
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De Luis Pereira a 02.06.2016 às 14:22

Bruno César nao era jogador livre. Tinha contracto com o Estoril e como tal nao era jogador livre. Foi sim libertado e quem quiser acreditar que o Estoril aceitou libertar Bruno César a troco de uma quantia nao especificada paga pelo Bruno (ou empresário). Tambem nao veio a custo zero já que foram pagos 1.3 milhoes ao empresario.

Acredita quem quer que o Sporting nao pagou por BC
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De Lion73 a 02.06.2016 às 14:33

* contrato
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De Lion73 a 02.06.2016 às 14:26

Presume-se portanto que um jogador com ligação desportiva ao Estoril e com direitos económicos pertencentes a terceiros, sai com 1/3 da época decorrida para outro clube, a "custo zero".

Muito bom.
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:04

6º Violino
É muito oportuna a sua observação. A comissão paga ao empresário de Bruno César é bem reveladora do que se passou. E houve muito jogo de palavras para escamotear a realidade!
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De Luis Pereira a 02.06.2016 às 14:04

De notar que os valores da Doyen nao se podem "expurgar" porque sao accoes contabilisticas que existiram e como tal tem de ser relatadas.

Devem sim ser corrigidos. Assim:

O Ano passado a provisao deveria ter sido feita apresentando os valores da Doyen na coluna dos deveres. Sendo assim o ano passado deveria ter sido o resultado final 8 milhoes.

Este ano, e contando até ao 3o trimestre, a provisao está no seu sitio correcto e o resultado sao -17 milhoes. Logo as perdas existem sim mas nao sao nem 39 nem 11. Sao na realidade 25 milhoes de diferenca, a meio caminho entre ambas.

Ha de facto um agravamento se nao tao grande como o LZ afirma nem tao pequeno como diz. No entanto como o malabarismo (justificado acrescento e ja o disse antes) foi efectivo entao as contas tem de ser feitas tendo a habilidade em conta. Por isso dizer que ha perdas de 39 milhoes nao é totalmente incorrecto tendo em conta o método escolhido.
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De Lion73 a 02.06.2016 às 14:33

Vamos lá a ver. Fala-se da sustentabilidade da SAD e da sua capacidade de honrar os seus compromissos, ou não? Portanto se objectivamente há uma perda em periodo homólogo de 39M, em substância, a perda que houve operacionalmente é menos de 1/3.

Caso o Sporting tivesse pago à Doyen, não haveria provisão nenhuma. E os lucros seriam de 8M no 3ºtrimestre do ano passado em vez dos 22M e o prejuízo de 3M, este ano.

Além de que esta provisão e o pagamento a que reporta, será pago só uma vez. , mesmo que transite em mais que um R&C.
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De Luis Pereira a 02.06.2016 às 15:03

Nao é 1/3 sao 14 milhoes de responsabilidade que nao estavam a ser considerados e que agora sao porque um tribunal obrigou. Que se fossem considerados como tecnicamente deveriam ter sido punham a diferenca de resultados em 25 milhoes ou seja 65%. Nao 1/3.

Sim será pago só uma vez mas enquanto nao for pago representa uma divida e como tal um saldo a considerar nos deveres. como tal afecta os resultados finais enquanto la estiver. E tecnicamente já deveriam estar a ser afectados desde Agosto de 2014 quando a Doyen pediu 12 milhoes mais juros.
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De Lion73 a 02.06.2016 às 15:26

É um custo que contempla uma perda provável , por volta dos 14M, cujo pagamento ocorrerá uma vez, como é evidente. Já reparou que ao analisar a evolução económica da SAD e a sua gestão, está a contabilizá-lo 2 vezes? Mesmo que contabilisticamente esteja correcto?
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De Luis Pereira a 02.06.2016 às 15:53

Tem que ser contabilizado 2 vezes. Uma vez porque deu entrada (dentro do valor pago pelo Man Utd) e outra porque há a possibilidade do pagamento ter de ser feito (por isso a provisao)

Se isto tivesse sido feito de maneira correcta logo de inicio (independentemente das razoes que eu pessoalmente compreendo) a verba do Man Utd teria dado entrada na linha de ganhos operacionais com atletas e a percentagem da Doyen teria logo dado saída como pagamento a fundo de investimento. Por isso logo de inicio esta verba apareceria sempre duas vezes a menos que Man Utd tivesse pago 25% ao Sporting e 75% á Doyen

Por isso o problema nao é contar duas vezes. O problema é nao ter sido contado quando devia ter sido e agora ter de ser por imposicao legal.

No fundo isto nao serve para avaliar a gestao deste ano. Mas tem impacto nos ultimos 3 anos, como teria sempre, a diferenca e que o ano passado teriamos sido afastados e este ano temos de arranjar maneira de nao o sermos.

E nao temos muito espaco de manobra tendo em conta que nos ultimos 3 anos estamos com -3 milhoes de resultado e ainda falta o resultado de 3 meses.

O problema disto é que a operacao só serviu para adiar problemas com o fair play financeiro (eu espero que de vez considerando que estamos em relativamente melhor posicao para ROPAs do que estavamos ha 3 anos, se bem que ainda há as percentagens de vendas a dar á banca) mas em vez de ter sido explicado aos sócios em assembleia geral como tal, foi explicado como injustica e o Sporting a ser perseguido.

Foi lancado fumo quando deveria ter sido feito esclarecimento.
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De Lion73 a 02.06.2016 às 16:09

Mas o que estou a dizer prende-se precisamente com a avaliação da gestão deste ano.

A perda/saída de dinheiro são 14M. Ou 15M ou 16, que sejam. Provisionados no ano passado E esta época ou não, não me parece correcto que para uma avaliação justa dessa gestão, se remeta um movimento contabilistico considerado 2 vezes ou melhor, considerado em 2 R&C diferentes.

Não vamos "perder" 14M 2 vezes e sim uma.
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De js1974 a 03.06.2016 às 06:43

Desculpem-me a ignorância, mas independentemente desses maquilhagens contabilísticas BdC não disse que tinha dinheiro para pagar à Doyen? Porque continua lá a provisão neste trimestre?
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:35

Luís Pereira
Esclarecedor !
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:08

Luís Pereira
Agradeço a sua sistematização dos valore em causa. De facto, de um ponto de vista quantitativo é isso que se passa e permite pensar que BdC não projectou o que estava para vir e fez as contas em cima do joelho. O resultado é este!
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:01

Lion73
É verdade que quando cada um de nós observa e avalia um acontecimento constrói a sua própria narrativa. E isso acontece por maior razão num documento vasto, complexo e multifacetado como é um Relatório e Contas.
Penso que são importantes os aspectos que saliento no texto porque revelarão algo de profundo que pode ser determinante a médio prazo no plano organizacional e financeiro.

Mas, aceito que há outros elementos que favorecerão uma leitura mais bondosa para a gestão de BdC. É o caso dos rendimentos operacionais (direitos televisivos, vendas em loja, distribuição e retalho, bilheteira e bilhetes de época) que ascenderam aos 54,7 milhões de euros, mais 10 milhões do que um ano antes. No entanto, não cobrem os resultados negativos.

O Caso da Doyen constituiu um erro terrível de BdC, não sendo possível neste momento avaliar as suas consequências. Garanto-lhe que não tenho a mais pequena simpatia por fundos financeiros e empresários do futebol que parecem frequentemente mais traficantes de carne humana do que outra coisa. Mas, não se pode ir para o combate de peito feito e cabeça descoberta.

Foi BdC que com a sua prosápia populista que veio com a conversa sobre comissões pagas a empresários. Todos sabemos as condições em que veio o Bruno César, mas pela boca morre o peixe. Não havia necessidade…

O patrocínio das camisolas do Sporting andou ao “Deus dará”. O presidente Carlos Vieira chegou a falar em “vender” a camisola jogo a jogo. Isso revelou ausência de planeamento ou de desespero.

Não considero que o Clube esteja numa situação semelhante à da fase final de Godinho Lopes, mas estou convencido que a reestruturação financeira corre o risco de se tornar num fracasso.
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De Lion73 a 02.06.2016 às 15:18

Bem, não vamos ser mais papistas que o papa, certo? :)

Sim, as comissões foram um ponto de batalha de BdC, face a enormidades que aconteceram no passado ( ver custo anunciado de Elias versus o custo real, a mesma coisa para o Labyad e muitos outros ) e parece-me um excelente principio, que só engordam os bolsos de terceiros e esvaziam os dos clubes,

E é uma batalha em grande medida, ganha. O Sporting paga comissões, mas são valores perfeitamente aceitáveis e não vejo sentido algum, diga-se, na comparação deste relatório com o último de Godinho, quando já se vendiam os anéis para pagar despesas correntes e não chegava.

Não vejo que o caso Doyen tenha sido esse "erro terrível". Em termos "politicos" e em Portugal, foi, que a derrota serviu como arma de arremesso ( com ou sem razão ) contra Bruno de Carvalho, mas não vejo outros grandes efeitos.

Vamos lá a ver. Em termos económicos e esquecendo o registo contabilistico nos R&C e o seu efeito nos resultados contabilisticos, a decisão de BdC relativamente a este caso, cifrou-se objectivamente em que valores perdidos? Que destruição de valor houve? Quanto perdeu de facto o Sporting com esta decisão? Os juros de mora?

Em termos operacionais e com vendas irrelevantes ( saída de Montero, um não titular ), sem Champions e sem patrocinio nas camisolas durante meio ano, o Sporting tem um prejuízo de 3M em 9 meses.

Não me parece de todo preocupante e sequer que haja uma ponta de ameaça à reestruturação em curso, quando vem aí uma época em que teremos mais 25M de receitas ( mais coisa menos coisa ) do que tivemos quando iniciámos esta época e temos activos muito mais valorizados.
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:49

Lion73
Concordo em parte no que refere às comissões. O que se passava no Sporting era escandaloso e não podia continuar. O problema é que BdC tem a habilidade de cavalgar uma onda e a consciência do que é o sentimento generalizado. A partir daí, em muitos (demasiados) casos aplica uma abordagem populista e demagógica com vista à resolução do problema. Há quem goste e acredite, mas eu não gosto principalmente porque não acredito. É o que se passa com as comissões.

Um dia serão feitas as contas às dezenas de contratações de BdC para a equipa A e a equipa B. Já comecei, mas desisti pela falta de informação. Quando for possível fazer as contas teremos resultados surpreendentes.

Ainda estamos no princípio para se perceber de facto o custo do caso Doyen. Primeiro, teremos de saber quanto é que o Sporting vai pagar em consequência do processo, depois o preço da imagem de um clube incumpridor dos contratos que foram assinados. Não contesto que as condições contratuais eram leoninas para a Doyen, mas discordo da metodologia seguida por BdC.
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De Lion73 a 02.06.2016 às 15:54

Os valores pagos em jogadores e comissões respectivas ( compras ou vendas ), foram públicos após cada defeso, no jornal Sporting e constam também nos R&C.

Talvez falte um ou outro caso de jogadores contratados para a equipa B ( Sambinha, Gazela, Enoh, etc... ), mas parecem-me demasiado irrelevantes para impedir uma análise sustentada.
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 16:51

Lion73, sei que está tudo registado. O problema é o número de jogadores contratados, pelas minhas contas cerca de 50 (equipas A e B) e 30 (equipa júnior). Calculo que, apesar de tudo, haverá elevadas verbas envolvidas.

Embora, também se possa fazer outro tipo de contas: qual foi o custo nos atletas da Formação a presença de jogadores como Vítor Silva, Magrão, Welder, Shikabala, Rabia, Ousmane Dramé, Everton Tiziu, Samba, Lewis Enoh, Matías Pérez, Hugo Sousa, André Geraldes, Simeon Slavchev, Oriol Rosell, Sacko? É especulativo, obviamente, mas aposto que houve um custo.

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De João Rodrigues a 02.06.2016 às 13:32

Este texto está mais manipulado do que as contas do clube de carnide.
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:11

João Rodrigues
Agradeço que explique onde é que o texto está manipulado!
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De Mike Portugal a 02.06.2016 às 13:39

Eu sou contra análises financeiras de trimestres ou semestres, por serem incompletas ou não representativas do total. Para mim o que conta são as contas anuais, onde aí sim, se verifica que há ou não uma melhoria em relação ao ano anterior.
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 16:57

Mike
Tem razão, as contas anuais serão bastante mais reveladoras de um percurso financeiro. Ou melhor, as contas anuais inseridas num período de tempo que revelam uma determinada tendência temporal. Mas, apesar das dificuldades, procurei relacionar este R&C com o homólogo anterior.
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De Drake Wilson a 02.06.2016 às 13:54

Boa tarde estimado Leão Zargo.

Tem conhecimento se o Relatório & Contas foi publicado em alguma plataforma pública que faculte o respectivo acesso ou leitura do mesmo?

Para além da "razoável" informação que os órgãos de comunicação social nos disponibilizam, não consigo encontrar disponível nenhum documento oficial.
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De Sérgio Palhas a 02.06.2016 às 14:16

caro Drake CMVM:
http://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/fsd163238.pdf
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De Rui Gomes a 02.06.2016 às 14:17

Caro Drake Wilson,

De facto, também não encontro no site do Clube, mas deve estar no site da CMVM.
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De Drake Wilson a 02.06.2016 às 14:39

Obrigado Sergio e Rui!
De facto tinha feito "Search" no site da CMVM, mas sem sucesso.
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:14

Obrigado ao Rui Gomes e ao Sérgio Palhas. Um abraço para o Drake Wilson.
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De Sérgio Palhas a 02.06.2016 às 14:04

LZ esqueceu-se de mencionar que que os Proveitos Operacionais cresceram ~10M€ face ao período homologo, passando de 44M€ para 54M€.

Do lado da receitas tivemos acréscimos em nas rubricas:
- Patrocinios: +0,5M€ (não tivemos patrocionador oficial até 12/2015);
- Direitos Telivisivos: +6M€;
- Bilheteira: + 1,5M€;
- Merchandising: +1,7M€;

Apenas a rubrica dos prémios da UEFA tivemos um decréscimo face o período homologo de -2,3M€;

Como disse e bem tivemos Resultados Operacionais positivos na ordem dos 657 mil €.

Lamento dizer lhe mas acho este comentário pouco honesto da sua parte sinceramente não contava com tal:

"Se confrontarmos este prejuízo de 17,1 milhões de euros com o lucro de 22,1 milhões de euros que foi alcançado no período homólogo anterior, constata-se que existe uma preocupante perda de 39,2 milhões de euros."

O caso ROJO teve um efeito positivo de ~13M€ em 2014/15 no inverso para já acaba tb por ter um efeito contrário de 14,1M€ em 2015/16.
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:22

Sérgio Palhas
O aspecto que refere (proveitos operacionais) é muito interessante e possui uma conotação muito positiva. No entanto, a sua dimensão qualitativa esbate-se quando é inserido num contexto global. Mas, tem razão, revela boas potencialidades relativamente à imagem do Clube.

Essa questão dos 39,2M€ decorre da matemática. A 22,1M€ de lucro sucederam-se 17,1M€ de prejuízo. É só fazer as contas.
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De Profeta a 02.06.2016 às 14:36

Já repararam que após Bruno de Carvalho ter rasgado o contrato com a doyen, ele andou a passear por essa Europa fora armado em paladino da verdade-desportiva, numa luta contra os fundos? Andou pela UEFA, FIFA, congressos internacionais, deu entrevistas à BBC, ao FranceFutebol, etc etc...
Foi bom passear e auto-promover-se com essas tretas!
Mas afinal, até existiam Caálas e mosquitos...

Depois, em Setembro do ano passado, apresentou um lucro-financeiro de 20 milhões de euros, e nessa AG, auto-aumentou o seu ordenado para o dobro. Afinal, o homem apresenta "obra"!

Agora temos que pagar à doyen, e alega que está a ser cometida uma injustiça contra o Sporting... Lol

Não abram os olhos não...
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De Lion73 a 02.06.2016 às 14:43

Doyen, essa sociedade benemérita que nem está a ser investigada por meio mundo e nem está ligada a casos de "sucesso" como Twente, Marselha e Porto.

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De Luis Pereira a 02.06.2016 às 15:11

A Doyen nao é nem tem de ser benemerita L73.

O Sporting é que tem a obrigacao de nao se comportar como o caloteiro do café da esquina.

Olha empresta-me 50 euros para eu comprar uma televisao em 2a mao que quando a vender dou-te metade.

O caloteiro vende a televisao por 500 euros e dá 50 euros de volta ao "amigo" porque foi o que ele emprestou.

Isso é pior que ser caloteiro, é ser chico esperto e em qualquer café deste país ou até deste mundo ia para casa a coxear.

Para além de que as situacoes da Holanda nao se aplicam a Portugal porque as regras nao sao iguais.
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De Lion73 a 02.06.2016 às 15:34

Sabe perfeitamente, que se chegou a ler o clausulado do contrato e as SMSs trocadas entre a Doyen e o clube, estamos perante um caso muito diferente dessa analogia que faz.

Aliás, basta ver o comportamento da Doyen, em muitos casos que agora estão a ser investigados. Estamos perante uma empresa que pratica usura, que se intromete na gestão e autonomia dos clubes, que tenta forçar a venda de activos quando aos clubes não lhes interessa, nem que para isso entrem em conluio com os empresários dos jogadores para estes se indisciplinarem para com quem lhes paga.

PS: As regras não são diferentes. Ou nem é por aí. O comportamento disciplinar e jurisdicional dos orgãos responsáveis, é.

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De Luis Pereira a 02.06.2016 às 16:05

nao quero de maneira nenhuma donzelar a Doyen. Ninguem acredita que sao santos.

Mas tambem ninguem me convence de que se havia vontade de nao vender Rojo ou de contrariar a Doyen por abuso ou ilicita intromissao nos affairs do clube entao nao vendiam.

Mas venderam! E a partir do momento que vendem só tem de cumprir com o que tinha sido estabelecido. Infelizmente houve apropriamento e chico espertice. é inegável. Se BC nao queria vender o Rojo e se queria denunciar a intromissao da Doyen fazia-o ANTES de vender. Denunciava o contracto antes de vender.

O problema agrava-se porque o caso foi a tribunal, o Sporting teve a oportunidade de defender o seu caso e a acreditar no que foi lido fe-lo desastradamente. Aliás a atitude do Presidente na sua chico espertice em plena audiencia é do mais triste que li até hoje
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De Lion73 a 02.06.2016 às 17:40

É uma decisão do Sporting, com as consequências que isso acarreta, na venda de um jogador cuja mais valia financeira, fosse a venda de 10, 15 ou 20M, era nula ou irrelevante, face ao contrato existente e que perante o seu clausulado e as acções da Doyen no periodo em causa, o clube considerou haver matéria para a sua nulidade.

E se o clube considerou haver matéria para tal e em simultâneo, poder e como diz "apropriar-se" desse dinheiro em vez de pagar a uma empresa cujos accionistas são desconhecidos e cujas acções estão em investigação em todo o lado, o que poderia em caso de o clube ter ganho o processo, resultar num cenário em que seria credor da Doyen e nunca mais ver o dinheiro, não vejo razões nenhumas para o drama que se vê relativamente a uma decisão de gestão perante um contrato altamente lesivo dos nossos interesses, com uma empresa cujos méritos são altamente questionáveis.

No fundo, demasiado alarido à volta de algo que não é tão complicado quanto isso. O Sporting entendeu não pagar à Doyen mais do que a empresa investiu no Rojo e fundamentou porquê. Face à decisão do TAS, que não reconheceu razões nesses fundamentos, terá que pagar agora.

Materialmente, a perda do Sporting com esta decisão corresponde aos juros de mora do valor em causa. Por muitas dores da Doyen que se tomem. Ou preocupações que hajam com a "imagem" do clube por ter "rasgado" este contrato com uma empresa tão reputada no mercado.
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:26

Profeta
Essa campanha de BdC foi uma auto-promoção pessoal do próprio. O Sporting é que paga a conta.
Os órgãos sociais do Sporting não duplicaram apenas a remuneração, pois o aumento foi de 246%. Consultei o R&C e fiz as contas, dando essa percentagem de aumento. Creio que não me enganei.

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De Luis Pereira a 02.06.2016 às 15:36

O problema é a terminologia.

O aumento foi de 146% (190 em relacao a 130) os 246% é a relacao do valor actual com o valor antigo (320 para 130)

Ou seja o valor actual é 246% do antigo representando um aumento de 146%
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:55

Obrigado, Luís Pereira. Agradeço muito a rectificação.
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De Tomé a 02.06.2016 às 16:33

as contas falharam mas o aumento do vencimento MANTEM-SE
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De DKaras a 02.06.2016 às 14:52

"pagaram-se 320 mil euros, quando no período homólogo anterior foram 130 mil euros (um aumento de 246%)."

Ahahahah alguém faltou às aulas de Matemática. É um aumento de 146%, meu caro.

Não admira que os anteriores dirigentes, seguindo essas matemáticas, tivessem levado o clube ao estado onde chegou
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:29

DKaras
Tem razão, afinal enganei-me nas contas. Mas, mesmo assim, convenhamos que é um bom aumento(zinho)!
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 15:33

DKaras
Rectifiquei a informação no post. São 146% e contas são contas!
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De GreenJones a 02.06.2016 às 16:19

"Se confrontarmos este prejuízo de 17,1 milhões de euros com o lucro de 22,1 milhões de euros que foi alcançado no período homólogo anterior, constata-se que existe uma preocupante perda de 39,2 milhões de euros." só isto. Obrigado. SL

Ps Estamos com uma estratégia arriscadíssima, completamente virada para o curto prazo (e não para o médio longo prazo, que é como uma organização do tamanho do Sporting deve ser gerida). Era fundamental termos sido campeões este ano. Falhámos. Se não formos campeões na próxima temporada fica a sensação de que nos atirámos de forma infantil para o abismo, com consequências incertas que provavelmente passam por perda de parte do capital da SAD para mãos privadas, tornando-se cada vez mais irrelevante a participação dos sócios. Não me peçam para concordar com isto. É urgente alterar o modelo de gestão ou correr com esta direcção, sem experiência, emocional, sem a capacidade de reflectir sensatamente sobre o dia de amanhã. Na minha opinião devia ser marcada uma AG extraordinária para os sócios analisarem o caminho que está a ser seguido por Bruno Carvalho, sem qualquer experiência profissional relevante para as funções que ocupa. Era o que sucederia em qualquer sociedade comercial gerida com profissionalismo e racionalidade. Quem apoia cegamente Bruno Carvalho, impedindo que outros avaliem o seu desempenho em tempo útil, e coloquem as questões que devem ser colocadas, deve assumir as responsabilidades das consequências desta forma de gerir o clube. Não foi de certeza por falta de aviso. Não me revejo em praticamente nada desta direcção (muito amor à camisola, é certo e louvável, mas muito pouca lucidez), mas o mais grave para mim de longe é a situação financeira. A instituição fica, as pessoas passam, Bruno Carvalho mais cedo ou mais tarde também passará. A questão é em que estado ficará o Sporting. Se não houver dinheiro apenas o peso do passivo como é que vamos lutar pelo nosso lugar no futebol Português e no desporto Português em geral? Ou vamos apenas preferir acreditar em teorias da conspiração odiosas quando foram os nossos próprios representantes a esbanjar o dinheiro do clube?

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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 17:03

GreenJones
O que afirma sobre a realidade actual do Sporting constitui uma opinião bastante significativa dos sportinguistas. No essencial, concordo consigo. O mais tardar em 2017 (Março?) haverá eleições para os órgãos sociais do Clube e acredito que se fará ouvir a voz da razão e do bom senso.
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De Lion73 a 02.06.2016 às 17:43

Traduz? Olhe que não. Pelo menos não significativa o suficiente.

Quanto ao que diz o GreenJones, contraria completamente aquilo que os números dizem. Não bate minimanente a bota com a perdigota.
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 18:50

Lion73
Na realidade não há dados quantitativamente objectivos em relação à opinião dos sportinguistas sobre Bruno de Carvalho. Calculo que há um sector numeroso muito aguerrido e convicto que apoia BdC e um outro sector igualmente numeroso e muito aguerrido e convicto que não apoia. Haverá um outro grupo, bastante heterogéneo, que aguardará ainda algum tempo para uma decisão final. Uma espécie de maioria silenciosa.
No fim de contas, será este grupo heterogéneo, que por ser maioritário determinará o resultado eleitoral.
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De Lion73 a 02.06.2016 às 19:03

Para já, os indicadores mais fiáveis ( óbvio que não totalmente esclarecedores nem deles se fazem lei ou permitem grandes extrapolações ) são a média de assistências no estádio ( e não só em Alvalade, mas por todo o país onde o clube joga ) e o número de sócios. Tanto num caso como em outro, bateram recordes.

E depois, face ao previsivel musculo financeiro para o reforço da equipa de futebol ( considerável aumento das receitas no próximo ano, alavancadas por uma eventual venda pela cláusula de um jogador que tem enorme mercado ) e consequente incremento de competitividade, mais o investimento nas modalidades ( esperam-se grandes equipas no futsal, andebol e hóquei ), mais o pavilhão a inaugurar... bem, será preciso uma alternativa muito, mas mesmo muito forte, para impedir a reeleição fácil e esmagadora de BdC.

E se essa alternativa for substantiva e não apenas outro saco de gatos com nomes pomposos cuja verdadeira relevância é pouca, o Sporting só tem a ganhar. Será sempre um cenário muito diferente do que aquele que existia há 3 anos atrás.
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 19:28

Lion73
De facto, os sportinguistas constituem uma massa muito solidária com o seu Clube e as equipas que vestem a camisola leonina. E isso verificou-se mesmo num contexto em que se sucederam épocas desoladoras.
Calculo que seja um caso de estudo sociológico ou antropológico muito interessante. Dito isto, é óbvio que se revigorou o entusiasmo e a crença dos sportinguistas nos últimos três anos.

A decisão da maioria dos associados nas eleições decorre de vários factores, onde a emoção, o reconhecimento, a memória, a convicção, a crença, por exemplo, serão determinantes. É verdade que a posição da equipa na tabela classificativa e o sucesso desportivo nas modalidades são bastante importantes, mas provavelmente haverá aquela situação que costumamos chamar de copo meio cheio e meio vazio. Veremos…

Estou convicto de que os sócios serão criteriosos na escolha do próximo presidente. Sendo assim, nomes pomposos e altaneiros não terão quaisquer hipóteses.
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De Schmeichel a 02.06.2016 às 16:39

Caro Leão Zargo,

"Se confrontarmos este prejuízo de 17,1 milhões de euros com o lucro de 22,1 milhões de euros que foi alcançado no período homólogo anterior, constata-se que existe uma preocupante perda de 39,2 milhões de euros."

As contas que você enuncia não têm sentido nenhum.... se no ano anterior foram considerados os 14M da venda do Rojo como lucro, é óbvio que os 22.1 M de lucro parte provém dai... tal como o inverso é verdade, isto é, dos 17,1M de prejuizo deste ano, 14 M são do pagamento à Doyen, mais coisa menos coisa....
Portanto, na análise a ser feita, tem de se ser analisado o conjunto dos dois anos, isto é subtrair 17.1M aos 22.1M, o que perfaz um lucro de 5M€. Analisar dessa forma os 39.2M não tem qualquer sentido....
Aliás as conclusões que você faz são contraditórias em relação aos resultados apresentados, por exemplo você diz que houve uma quebra com a venda de passes de jogadores.... mas essa análise não tem sentido porque o valor inserido em 2014 incluía a venda do Rojo. Logo a análise tem de ser feita no conjunto dos dois anos, só assim se poderá ser feita uma análise que englobe a realidade!

Dizer que "Persiste a prática antiga de recorrer à venda de direitos desportivos de jogadores para acorrer a situações de desespero financeiro." não é verdade.... foi publica a recusa do Sporting em vender vários jogadores, sendo que vender jogadores como contratar é simplesmente o normal em todos os clubes do mundo. O que não acontece agora no Sporting é o que aconteceu em Março de 2013, que foi vender o passe do Wolfwinkel para pagar ordenados... isso sim é desespero financeiro!
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 17:12

Caro Schmeichel
Se houve um lucro de 22M e agora há um prejuízo de 17M, verifica-se uma amplitude de 39M. Este valor é muito mau, principalmente se for inserido noutros valores negativos na média tendência temporal. Os resultados de 2015-16 são maus até este momento, mas há a necessidade de os relacionar com outros, no passado e no futuro.

Quando me referi a Dizer que "à venda de direitos desportivos de jogadores para acorrer a situações de desespero financeiro" tinha presente os três meses do R&C (Jan. a Março) e tinha presente a venda de Montero. Parece ser inquestionável que isso aconteceu, embora com grandes diferenças com o que se passou com Wolfwinkel. Quanto ao grau de desespero financeiro…
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De Schmeichel a 02.06.2016 às 17:33

Leão Zargo,

Volto-me a repetir, essa sua análise não tem sentido.... porque p.exemplo se eu disser que ganhei o Euromilhões no valor de 15M€, e depois afinal não ganhei, na sua forma de analisar houve uma amplitude de 30M€... mas isso em termos práticos não representa nada, pois se entrou 15M para depois saírem 15M, no final fica 0€, não fica menos 30M.
Analisar isoladamente a amplitude dos valores não se obtém nenhuma informação considerada relevante. Só seria relevante essa amplitude se o valor em causa que cria essa amplitude não fosse exactamente o mesmo a Mais do a Menos.

A venda de Montero resulta também da não entrada na Champions, e como qualquer acto de gestão responsável, as contas têm de estar equilibradas, pelo que o Montero foi vendido em Janeiro, como o benfica e o porto costumam vender em janeiro algum jogador. Informo ainda que o Montero nunca foi um titular indiscutível do Sporting, à excepção da 1ª volta do Leonardo Jardim.
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 18:57

Schmeichel
Mantenho que 27M de lucro com 17M de prejuízo somam 39M. Desapareceu essa massa financeira.
Ambos sabemos que Montero é um jogador muito especial e a utilidade que teve no Sporting. Direi que em Janeiro era necessário para um momento crucial da época por estar bem integrado na equipa, pela valia técnica e pela alteração táctica que possibilitava.
Esta minha afirmação não invalida que Barcos ainda venha a ser importante. Basta a recordação de Yazalde e Acosta para saber que poderá ser assim.
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De J.Pinto a 02.06.2016 às 16:46

Em primeiro lugar - fica uma duvida desfeita no que diz respeito à venda de Montero:

Foram 5M + Barcos - não sei se é um bom negocio ou não, mas é este o negocio.

Quanto à situação financeira do Sporting, tenho a dizer que estou cada vez mais optimista, porque ao contrario de Porto ou Benfica o Sporting tem um controlo no que diz respeito aos resultados operacionais

Diz o leão Zargo, como critica que continuamos a "recorrer à venda de direitos desportivos de jogadores para acorrer a situações de desespero financeiro", mas isso é mentira !

Comprar barato para vender caro naõ é uma situação de desespero, mas sim uma estrategia acertada

Num ano é que é cobrado o valor da Doyen, que aumentamos os custo com o pessoal, e não chegamos à fase de grupos da Champions - ter que vender 1 jogador nuclear para ter lucro - não é nada mau.

Afinal o all-in que se falou, fica-se por vender um jogador que será concerteza muito melhor vendido por se ter apostado num treinador como JJ

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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 17:16

J.Pinto
A venda de Montero foi associada por muitos a um determinado contexto financeiro do Clube. Não sou eu que o afirmo.
Veremos o que se vai passar em Junho/até Agosto no que refere à saída de jogadores nucleares. Eu estou pessimista, o J.Pinto estará optimista. Aguardemos!
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De J.Pinto a 02.06.2016 às 17:29

Nenhum clube portugues (dos grandes pelo menos) se pode dar ao luxo de não equilibrar as contas com vendas de jogadores, mas de todos o Sporting mesmo assim é o que menos precisa

Montero custo 2,5M, veio como titular
Saiu por 5M + Barcos quando era suplente

Muitos associam e tiram as conclusões que quiserem e lhes der jeito - eu tenho por hábito pensar pela minha propria cabeça
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 17:35

J.Pinto
Montero foi um bom jogador que passou pelo Sporting. Imprescindível com Leonardo, importante com Marco e útil com Jesus. Ultimamente era um suplente de luxo, de certa forma o 12º jogador, principalmente quando as coisas corriam mal.

Saiu Montero e veio Barcos que praticamente não jogou. Veremos o que o futuro nos dirá, sabendo que no futebol a opinião é volátil.

J.Pinto, todos os que se respeitam a si próprios pensam pela sua cabeça.
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De J.Pinto a 02.06.2016 às 17:53

Comecei precisamente por afirmar que não sabia se era ou nao um bom negocio, pode ser ou não como outro qualquer, mas o meu ponto aqui é não concordar com a ideia que se quer fazer passar que foi uma venda desesperada, como foi por exemplo a venda de Liedson há uns anos atras

Eu vejo mais a venda de Monteiro como uma forma de financiar outras entradas, como Schelotto, Coates, Marvin e Bruno C. de forma a equilibrar o plantel e de certo modo, foi uma boa estrategia porque 2 deles revelaram-se bastante mais decisivos que o proprio Montero
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De Leão Zargo a 02.06.2016 às 19:03

J.Pinto
Calculo que os jogadores que aponta envolvem verbas mais avultadas do que se obteve com a transferência de Montero.
Mas, sendo assim, tem uma opinião próxima daquela que no post considero possível: "persiste a prática antiga de recorrer à venda de direitos desportivos de jogadores para acorrer a situações de desespero financeiro."

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