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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.
O nadador americano Pablo Morales, vencedor de medalhas de ouro em dois Jogos Olímpicos, referiu-se à atmosfera especial que une atletas e espectadores: “Os atletas e os espectadores do desporto perdem-se em intensidade concentrada”. Há como que uma insularidade, um isolamento, em todos eles, pois ficam de tal forma absorvidos no que se passa que o tempo quotidiano parece ter desaparecido. No futebol todos aguardam por uma aparição repentina, um remate inimaginável, uma acção inesperada, sabendo-se que tudo será irrepetível.
É o que se verifica cada vez que observamos a movimentação em campo de Cristiano Ronaldo. Como aconteceu há cerca de setenta anos com Fernando Peyroteo, com a diferença que o primeiro está largamente documentado em suporte de imagens e do segundo resta, apenas, algum registo fotográfico e diversa descrição jornalística. Mas, ambos possuem uma dimensão mítica no imaginário dos sportinguistas como não se verificará com mais nenhum jogador de futebol.
Essa dimensão mítica decorre do currículo excepcionalmente invulgar de Peyroteo e de Cristiano Ronaldo. Pelos títulos conquistados, pelo número de jogos realizados, pelos golos marcados, pelas internacionalizações conseguidas, pelos admiráveis feitos desportivos. E pelo facto dos seus méritos terem sido obtidos nos campos de futebol, verdadeiro arquivo da memória de muitos (e muitos !) milhões de adeptos, um reflexo da imagem do espaço social e cenário da existência individual e colectiva.
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