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O jogo entre Atlético Nacional e Kashima Antlers, a contar para o Mundial de Clubes, acaba de entrar na história como o primeiro de sempre a ter um penálti assinalado por vídeo-árbitro. O juiz húngaro Viktor Kassai deslocou-se até junto de uma linha lateral para consultar um monitor e confirmou um penálti a favor da equipa japonesa, que assim fez o 1-0. O jogo decorreu ainda cerca de um minuto antes de o árbitro receber informação que o levou a apitar para ir ver o monitor. A maior ironia de todas é que o jogador que sofreu a falta estava em fora-de-jogo, ainda que a FIFA diga agora que era posicional !

 

E, além desta decisão que não deixa de ser controversa, o meu desde sempre argumento: quantas vezes vai um jogo ser parado para permitir consultar o vídeo-árbitro ? A essência da beleza do futebol é a fluidez de jogo e, até, em boa dose também, o factor humano, que nem sempre é infalível.

 

Por este andamento, ainda chegará o dia que um jogo de futebol será arbitrado por robots !

 

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publicado às 18:38

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25 comentários

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De jpinto a 14.12.2016 às 18:57

Também não me parece muito exequivel

E se alguem marcasse um golo nesse intervalo - era valido ?

ou outro penalty ?
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De Rui Gomes a 14.12.2016 às 19:01

E é necessário vir o parecer da FIFA para determinar que o fora de jogo é posicional ?

Enfim... curta visão daqueles que pensam que todos os meios tecnológicos irão melhorar o futebol.
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De Profeta a 14.12.2016 às 18:59

Mas isto ainda está em fase de experimentação, ou é já mesmo para continuar?

Eu até era a favor do video-árbitro, mas também já começo a "desconfiar"...

Independentemente do fora-de-jogo, lances daquele género em lances de bola-parada são recorrentes, e raramente o árbitro os leva em conta...
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De Rui Gomes a 14.12.2016 às 19:06

Claro que é apenas uma experiência por enquanto, até porque muito além dos efeitos pragmáticos no jogo, temos também o custo, que muitos clubes não irão poder suportar. Para o monitor, ou seja, o vídeo-árbitro, dar resultado, tem de haver um determinado número de câmaras nos recintos.

E, ainda, depois de tudo isto, a decisão continua a recair sobre a interpretação do árbitro. Noutras modalidades que se adequam a este meio tecnológico, os lances são revistos por um painel normalmente composto por três elementos credenciados para o efeito.
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De jpinto a 14.12.2016 às 19:18

Podiam pôr o Guerra, o Serrão e o Inácio a analizar os lances
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De Rui Gomes a 14.12.2016 às 19:21

Este é um caso muito importante e não o devemos adulterar evocando esses personagens, mesmo com humor à mistura.
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De abreosólhosvasco a 15.12.2016 às 12:06

porquê o pascácio e não o Zé Pino ou o Dias Berreiro?!
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De Oceano Vermelho a 14.12.2016 às 19:25

A ser implementado, eu defendo (se é que posso ter tal pretensão) uma situação entre o que se passa no ténis e na NFL, ou seja, cada equipa tem direito, por exemplo, a solicitar a revisão de 3 lances por cada parte do jogo. Se lhe for dada razão, mantém as possibilidades, caso contrário passa a dispor apenas de duas.

Agora, como muito bem diz, a introdução das tecnologias não resolve todos os problemas / erros arbitrais ocorridos em cada jogo. Regra geral, minimiza-os; por vezes, acrescenta-os.
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De Rui Gomes a 14.12.2016 às 19:45

O processo na NFL é muito complexo e controverso. Não o vou aqui descrever porque seria necessário escrever um livro.

Não obstante estar em vigor - aliás já esteve há uns anos atrás e depois foi cancelado - há muita oposição ao sistema. Há um número de clubes que continuam a acreditar que o factor humano faz parte do jogo e que este não ser ainda mais interrompido para rever um determinado número de jogadas. Ainda, mesmo com o vídeo-árbitro, continua a existir um percentagem de decisões erradas.

Eu sou cem por cento contra !
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De Oceano Vermelho a 14.12.2016 às 20:04

Conheço-o relativamente e as situações em que se pode pedir a revisão de uma jogada e as que não são 'revisitadas'. Todos os anos são introduzidas alterações, como aconteceu para esta época. Basta dizer que, frequentemente, um treinador lança a bandeirinha depois de ver a repetição da jogada X no ecrã do estádio.

Não tendo uma posição radical como o Rui, parece-me que muita gente anda enganada, pois crê que as tecnologias resolverão todos os problemas, o que é falso.

Há ainda os radicais que defendem, basicamente, a revisão de todos os lances que sejam duvidosos. Não se sabe é quem poderá suscitar a dúvida.

Pessoalmente, parece-me que alguns dos seus defensores não estudaram a fundo a questão e se limitam a usá-la como estratégia.
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De Rui Gomes a 14.12.2016 às 23:14

Na realidade, esta onda em voga faz parte da sociedade global em que estamos inserido, cada vez mais dependente de meios tecnológicos. Enquanto que há muito de positivo nesta evolução, também há negativos, pelos excessos e por aquilo que eu chamo a desumanização da sociedade.
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De Luis Pereira a 14.12.2016 às 19:39

Essa do "posicional" neste lance específico mete-me um bocado de confusão.

O jogador está a fazer-se ao lance e pretende disputar a bola. Não a disputa porque sofre falta. Mas quando da marcação do livre, no seu movimento com intenção de disputar a bola antes de sofrer a falta que o impede de disputar a bola está efectivamente adiantado em relação ao penúltimo defesa.

A bola dirige-se para aquela zona e o defesa desloca-se para a disputar e os olhos estão na bola ou seja não é uma falta propositada apenas um contacto faltoso sem intenção e provocado pelas respectivas posiçoes dos jogadores.

Se não fosse a falta que lhe trava o movimento ele disputaria a bola e estaria em fora de jogo.

Se não a sua posição adiantada o defesa provavelmente não faria falta e disputaria o lance.

O avançado interfere ou não no lance...
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De Rui Gomes a 14.12.2016 às 19:51

Caro Luís Pereira,

Nunca concordei com o fora de jogo chamado posicional, em que, supostamente, não tem influência na jogada.

Temos situações, e não são tão poucas como isso, em que há um ou mais jogadores em fora de jogo posicional à distância de um/dois/três metros do guarda-redes. Eu, como guarda-redes (fraco) que fui pergunto: como é possível o guarda-redes ignorar completamente esses jogadores ?... Como é possível não terem alguma influência no lance ?
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De Luís Pereira a 14.12.2016 às 20:06

Totalmente de acordo. E que prazer me dá saber que partilhamos o amor pelas luvas e o pouco carinho aos joelhos.

Mas neste caso específico, talvez por culpa minha, é quase filosófico.

Como não amar este jogo.
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De Rui Gomes a 14.12.2016 às 23:15

Mais tarde, "abri os olhos" e tornei-me avançado.
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De mfd a 15.12.2016 às 00:25

Caro Rui Gomes,

Antes de tentar oferecer uma resposta à sua questão — embora que provavelmente retórica — creio ser necessário ter em consideração se "influência" e "interferência" serão a mesma coisa. As leis do jogo falam em interferência, não em influência, no que toca à questão do fora-de-jogo.

Isto provavelmente já é do campo filosófico, tal como a questão do "deliberado" e "intencional”, sendo que nesta questão ambos os termos são utilizados nas leis do jogo, embora que em contextos diferentes.
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De Rui Gomes a 15.12.2016 às 00:35

Caro mfd,

Mas, para mim, nas circunstâncias que referi no meu outro comentário, a diferença é a mesma. Se um guarda-redes tem 1/2/3 jogadores à sua frente, mesmo no tal fora de jogo posicional, interfere com a sua concentração, acabando por ter influência directa na jogada. Ou seja, leis do jogo não obstante, ele não os pode ignorar.
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De mfd a 15.12.2016 às 21:35

Caro Rui Gomes,

O ponto que queria frisar — e talvez não tenha conseguido exprimir a minha ideia de forma clara — é que o cerne do "problema", a meu ver, são os próprios termos e a latitude que os árbitros têm para interpretar as leis, concretamente esta do fora-de-jogo posicional aqui em análise nesta nossa troca de ideias.

Uma das expressões explicitamente salientadas na lei do fora-de-jogo qualifica que existe fora-de-jogo se, "na opinião do árbitro" (sic), o jogador estiver "activamente envolvido na jogada" através de (1) "interferir com a jogada" ou (2) "interferir com um adversário" ou (3) "ganhar uma vantagem por estar naquela posição".

Adicionalmente, as leis clarificam que — e permita-me aqui uma certa liberdade de tradução — "interferir com a jogada" significa "jogar ou tocar uma bola passada ou tocada por um companheiro de equipa" e que "interferir com um adversário" significa "impedir um adversário de jogar a bola ou ter possibilidade de jogar a bola por claramente obstruir a linha de visão do adversário" ou ainda, essencialmente, "fazer-se à bola".

O ponto 3 não é aplicável ao seu exemplo — porque concerne a jogadas que decorrem de ressaltos — mas consigo imaginar cenários com o exemplo que deu em que talvez a resposta, quanto à questão das (não-) diferenças entre "interferência" e "influência", não fosse tão linear, tendo em conta as definições na lei.

Talvez na sua perspectiva e experiência de guarda-redes, como mencionou, tenha uma especial sensibilidade para a questão da proximidade de jogadores na sua área de acção e considerar que um certo jogador, devido à sua proximidade apenas, possa ter "influência" na sua decisão enquanto guarda-redes, e ao mesmo tempo, a meu ver, não ser de todo descabido que um árbitro — e arrisco dizer que a maioria provavelmente não teve experiência enquanto guarda-redes — "na sua opinião" não interprete essa posição como sendo uma "interferência" nos termos da lei. Daí eu ter levantado a questão.

Mas provavelmente tornei a discussão (desnecessariamente) complicada quando, muito provavelmente, eu e o sr. Rui Gomes até estamos em acordo na apreciação da maioria dos lances que se enquadram no cenário do seu exemplo.
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De sangueverde a 14.12.2016 às 20:58

Pois em minha opinião seria mesmo assim. Um programa de computador onde seriam inseridas todas as regras de jogo e seria o computador a decidir mediante isso todos os lances de jogo, não sou especialista em informática, mas julgo que não seria nada impossível de se fazer. Quanto aos "senhores árbitros" nem lhe dava apito, apenas lhes permitiria a lata de tinta para marcarem no relvado onde eram as faltas e mesmo isso mediante supervisão do computador senão até aí nos roubariam. Continuaria a haver jogadas com várias interpretações....talvez, mas seria sempre um computador a decidir, o qual decidiria sem olhar para as cores das camisolas.
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De mfd a 14.12.2016 às 23:58

O que sugere não é, actualmente, exequível, na minha modesta opinião. Em particular no que concerne à Lei 12 das leis do jogo. Existem consideráveis nuances nas leis sobre, por exemplo, o contacto físico. Como deve saber, não é ilegal o contacto no futebol — depende do contacto.

Pessoalmente acho que a tecnologia não está suficientemente madura/avançada para conseguir discernir as nuances de contacto considerado legal. Mas sendo alguém que trabalha profissionalmente na área da informática e que se irrita, frequentemente, com arbitragens, compreendo a sua perspectiva, frustração e, de certo modo, tentação de entregar às máquinas muitas das decisões que mencionou.

Talvez fosse possível, quanto muito, entregar às máquinas a decisão do fora-de-jogo — que já me evitava imensas irritações, diga-se — e mesmo assim não tenho certeza, tendo em conta a questão do fora-de-jogo posicional.
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De Jorge a 15.12.2016 às 10:20

Concordo com a questão do fora de jogo. Parece-me que seria exequivel embora não de forma definitiva e automática. Ou seja, o arbitro seria alertado da existência de um fora de jogo e seria ele a decidir se é relevante e de assinalar ou não.
Mesma coisa para o ultrapassar da linha de golo ou até para situações em que há duvida se a bola sai ou não.

As faltas, penalties ou não, temos 3 "especialistas" no jogo todas as semanas e grande parte das vezes não conseguem chegar a um consenso.....
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De Rui Gomes a 15.12.2016 às 00:36

Caro sangueverde,

Nem sequer lhe vou perguntar como implementaria essa sua ordem de ideias !
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De Mike Portugal a 15.12.2016 às 09:00

Eu concordo com o vídeo, mas tem que haver restrições.
Não deve ser uma decisão do árbitro em ir consultar o vídeo e sim do clube que se sinta prejudicado. Cada clube teria direito a 3 "chalenges" por jogo, por exemplo.

Veja-se o caso do jogo passado em que o SCP poderia contestar o lance do Pizzi depois de ver que o árbitro não tinha marcado nada e que a jogada imediatamente a seguir dava golo. Ou seja, para o bom fluir do jogo uma equipa só pode mandar parar o jogo quando a bola está na sua posse ou se estivesse com o adversário mas este não estivesse em situação de ataque, portanto o SCP não poderia mandar parar o jogo naquela situação porque era o SLB que tinha a bola e estava em ataque até marcar o golo. Mas podia mandar parar depois. O árbitro iria consultar o vídeo do Pizzi e veria que era penalty, logo a jogada toda era anulada e o penalty seria marcado. Assim não se parava o jogo e a verdade desportiva era reposta.
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De Schmeichel a 15.12.2016 às 10:39

Acho que existe aqui uma confusão...

1- o video árbitro analisa as dúvidas do árbitro de campo.... se o jogador estava em fora de jogo e o árbitro de campo não o verificou, como é óbvio não se pode assacar culpa ao sistema video árbitro, pelo o árbitro não ter analisado a questão do fora de jogo!

2- o video árbitro não é um sistema que acabará com os erros a 100%, mas sim é um sistema que minora os erros dos árbitros.... dizer que minorar um erro de um árbitro, é uma questão que pode definir um resultado final de um jogo, como um penalty mal marcado ou uma agressão evidente. Dizer que neste caso, o erro só existe porque o fiscal de linha não deu indicação ao árbitro principal que tinha duvidas quanto ao posicionamento do jogador.

3- dizer ainda que o video árbitro é inevitável..... o futebol mexe Milhões de Euros, e não tem sentido não existir auxilio tecnológico à arbitragem. O futebol é o único desporto de grande envergadura mundial, que continua a resistir à tecnologia, o que não é uma coincidência, tendo em conta os elevados casos de corrupção na FIFA, UEFA e campeonatos nacionais.

4- o argumento dado que o jogo fica parado para decidir pelo video árbitro, tem de ser vistas as vantagens/desvantagens deste sistema.... porque hoje em dia, quanto tempo se perde a discutir em campo os penaltys marcados? muitas vezes bem mais que 1 minuto.... sabe-se que se joga mais ou menos cerca de 50 minutos de jogo jogado, não é por parar 2 ou 3 vezes o jogo durante 1 minuto que vai alterar a natureza do jogo.... A análise a esta questão é quanto não vale a valorização do futebol com mais credibilidade e verdade desportiva?

5- Eu sou um fã do modelo de arbitragem do Rugby.... árbitros profissionais, apoio do video árbitro, sistema de aúdio para o estádio e televisão onde se ouve o porquê da marcação da falta e a respectiva justificação técnica.... isto sim é transparência.... isto sim é verdade desportiva!!
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De PSousa a 15.12.2016 às 12:05

Eu sou a favor do video árbitro para lances pontuais.
Neste caso a equipa de arbitragem só se focou no penalty!!! Não viu o fora de jogo (posicional ou não), o que quero dizer é que analisaram a FALTA e essa existe!

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