De Sérgio Palhas a 01.10.2015 às 11:59
Uma correção ao post do Carlos compreendo a intenção:
Teo Gutiérrez as comissões podem atingir 2,2M€ certo no entanto sendo o contrato de 3 anos +1 opcional o correto seria indicar 1,75M€ até 2,2M€ ou mesmo ficar-se pelos 1,75M€!
Não percebi estas partes:
"Já Bryan Ruiz custou 1,2 milhões de euros e não um milhão. "
Naldo (100 mil euros) e Ruiz (12o mil euros) também implicam comissões.
João Pereira receberá, pela mesma via, o equivalente a 5% das remunerações.
Na venda de Cédric ao Southampton, foi cobrada a comissão de 600 mil euros.
Rubio foi para o Valladolid por 400 mil euros ".
O SCP disse o contrário !? onde quer chegar ... você sabes estes números porque os mesmo foram comunicados pelo clube como acontece TODOS OS ANOS desde que esta direção tomou posse.
Relativamente ao que falta como não poderia deixar de ser:
Naby Sarr:
Custo de aquisição: 1M€
Vendido por: 1,99M€
Valorização: 99%
Comissão: 0,125
Percent. Comissão = 6,28%
Ramy Rabia:
Custo de aquisição: 0,75M€
Vendido por: 0,75M€
Valorização: 0%
Shikabala:
Custo de aquisição: 0,29MUSD
Vendido por: 0,65MUSD
Valorização: ~220%
Nota: Verba adicional entre 200.000 a 300.000 pelo jogo amigável no Cairo.
Luís Enoh:
Custo de aquisição: 0,03M€
Vendido por: 0,30M€
Valorização: 1000%
Betinho:
Custo de aquisição: 0
Vendido por: 0,25M€
Valorização: ????
Nota: Mantemos 60% do passe
Rublio:
Custo de aquisição: ???
Vendido por: 0,40M€
Valorização: ????
Nota: Mantemos 70% do passe
Cédric:
Custo de aquisição: 0
Vendido por: 5,5M€
Valorização: ????
Comissão: 0,60
Percent. Comissão = 10,91%
Capel e Wilson Eduardo saíram a custo 0.
* Nota não inclui clausulas adicionais variáveis porque para o efeito o que se pretende é analisar o presente.
SL,
De Schmeichel a 01.10.2015 às 12:37
Sérgio,
Uma questão... o Capel saiu a custo zero?
De resto, boa análise!!
SL
De J. a 01.10.2015 às 12:44
Acho que saiu a custo zero, com uma componente variavel que pode chegar aos 1.3 Meuros ou algo assim
Não sei de que depende essa componente variavel...
De Sérgio Palhas a 01.10.2015 às 13:14
LOL :) bem visto era bom que assim fosse!
De J. a 01.10.2015 às 13:23
"A Sporting Clube de Portugal, Futebol, SAD, informa que chegou a acordo com o Genoa CFC para a transferência a título definitivo do atleta Diego Capel, por um valor até 1,3 milhões de euros, ficando a Sporting SAD com 50% dos direitos económicos do jogador. A Sporting SAD deseja a Capel as maiores felicidades pessoais e profissionais”
De Sérgio Palhas a 01.10.2015 às 14:15
J.,
Não é custo 0 porque Capel custou 3,75M€ + sabe se lá o que SCP cedeu 50% dos seus direitos por 0 ficando com um valor variavel dependendo de objetivos a atingir pelo jogador até 1,3M€ ... resumindo saiu de borla no futuro poderá render pouco mais de 20% do salário anual do JJ!
De Jorge Miguel a 01.10.2015 às 12:48
Mas alguém do Sporting alguma vez veio dizer que não havia mais comissões? Falou-se foi que as comissões pagas anteriormente eram absurdas! Se estas estiverem dentro dos valores normais de mercado, tudo bem. Se estiverem acima, aí é que já admito questionarem...
E como o Sérgio disse e bem, estes valores todos são comunicados pelo jornal do SCP! No entanto, a notícia é escrita de uma forma não inocente, de maneira a dar a sensação que a direcção mentiu. Afinal, como tem sido apanágio até aqui, no que diz respeito a transparência de valores em transferências e comissões, não há nenhum clube como o Sporting!
De OCR a 01.10.2015 às 14:00
"Mas alguém do Sporting alguma vez veio dizer que não havia mais comissões? Falou-se foi que as comissões pagas anteriormente eram absurdas! Se estas estiverem dentro dos valores normais de mercado, tudo bem. Se estiverem acima, aí é que já admito questionarem..."
E existe uma tabela para as comissões?
Pode mostrá-la?
Toda a gente minimamente informada, sabe que as comissões são maiores ou menores, conforme os valores das transferências.
Claro está, que 10% de comissão sobre 10M€ é bem superior, que os 10% aplicados sobre 3 milhões...
Mas o que é que se pode dizer mais para responder a raciocínios destes?!
De Jorge Miguel a 01.10.2015 às 15:22
Em vez de vir logo com essa linguagem a chamar burro a alguém, podia parar para pensar um pouco! Quando falo em valores acima ou abaixo do mercado, é óbvio que refiro-me a uma percentagem, e não ao valor total em si. Na Auditoria de gestão que foi feita recentemente, houve muitos casos de comissões em que foi concluído que se pagou bem mais do que é hábito, assim como também houve alguns negócios onde os valores de comissões se situavam dentro ou até ligeiramente abaixo do normal.
De OCR a 01.10.2015 às 15:32
Eu chamei burro a alguém?!
Onde é que a palavra está escrita?
É você que interpreta assim e certamente lá sabe porquê!
Deixo-lhe a si a conclusão que tirou.
De HY a 01.10.2015 às 16:23
O OCR é melhor, mais inteligente, mais puro e mais ético do que todos os osutros. E também o mais tolerante....
De Sérgio Palhas a 01.10.2015 às 13:24
Entretanto já "leekou" o contrato com a Doyen/Rojo/SCP mas este se calhar não interessa muito analisar ... digo eu!
De Sérgio Palhas a 01.10.2015 às 13:35
Vou ficar aguardar sentadinho pela mesma indignação de ontem demonstrada aqui pelos contratos ontem divulgados é que pelo o que já vi (são 27 páginas em inglês) este contrato com a Doyen fazia do clube uma barriga de aluguer a Doyen é que mandava e decidia.
Vou esperar sentadinho é claro!
De Sofia a 01.10.2015 às 13:48
Honestamente, e não conhecendo naturalmente os argumentos concretos apresentados pelo Sporting, parece-me um caso muito difícil de ganhar porque essa situação que descreve era prática corrente há anos. Só em Portugal lembro-me de Markovic, Ramires, etc, onde o clube da liga "inferior" serve para rodar o jogador cerca de 1 ano, a tal barriga de aluguer, recebendo daí proveito desportivo enquanto o jogador se mostra e evolui antes da passagem para a "primeira liga", mas sabendo o clube que economicamente pouco lucra e não tem poder de decisão. Se fosse um primeiro contrato deste género, talvez colasse, mas a menos que hajam argumentos jurídicos fortes não tenho grande fé.
Agora, se é uma prática correcta? Diria que não, embora permita acrescentar competitividade (ainda que não isenta de custos a montante, claro) a clubes que não teriam acesso a certos jogadores de outra forma. Mas é irrelevante. Dito isto, não me desagrada que o Sporting faça ondas e chame a atenção para situações abusivas quando de direito. Mas que deixassem claro que é um marcar de posição, um grito de "chega", e não algo pintado de "vamos ganhar de certeza porque temos razão". Tenho a certeza que os sócios e adeptos iam apreciar e apoiar na mesma...
De juliuscoelho a 01.10.2015 às 17:14
Mas nao é nada disso que o Sporting se queixa da Doyen
O Sporting acusa a Doyen de nao respeitar o contrato que fez com o Sporting , principalmente nas clausulas em que a Doyen nao pode inerferir nos negocios de venda do jogador.
É aqui que o Sporting invoca as suas razões em que pessoas ligadas a este fundo interferiram de forma irregular no negócio de venda do Rojo.
Incluíndo queriam obrigar o clube a vendê-lo para o Southampton primeiro e depois para um outro clube Italiano , andando a negociar o jogador á revelia do Sporting.
Depois mais grave ameaçando que se a Direçao nao aceitasse as suas decisões o jogador passaría a fazer greve de perfomance desportiva.
Foi verdade? , nao foi? só a Direçao pode confirmar.
Mas sao estes os motivos que a Direçao invoca.
Na minha opinião se são verdade e é possível provar creio que a Doyen terá muitas dificuldades em ganhar o processo.
Caro Julius,
Em primeiro lugar, devemos reconhecer que debatemos este caso com muito pouco conhecimento dos factos, nomeadamente no que diz respeito ao que o Sporting argumenta como fundamento na sua tentativa de justificar o não pagamento à Doyen da percentagem que lhe pertencia pela transferência do Rojo.
Por conseguinte, não comento essa disposição, sem deixar, no entanto, de reiterar que situações deste cariz não são inéditas e, precisamente por isso, a FIFA passou um regulamento, em 2008 salvo erro, nesse sentido.
Numa lógica de Direito - pelo menos a minha interpretação - se uma terceira entidade transgride esse regulamento da FIFA, deve ser devidamente punida pelos meios que o organismo mundial de futebol considerar justos, mas que esta transgressão não concede à parte agredida a opção unilateral de simplesmente ignorar (rasgar) um contrato em vigor com a outra parte.
Neste caso concreto, o jogador, Rojo, acabou por ser transferido por valores substanciais e o clube saiu beneficiado pela transferência, especialmente considerando o efeito lateral, mas definitivamente associado, que viu Nani jogar gratuitamente para o Sporting durante uma época.
Por se desconhecer os detalhes do fundamento factual do Sporting, é de admitir que tudo é possível, mas não creio que o TAS decida favoravelmente.
A posterior proibição dos Fundos no futebol em nada se relaciona com este caso.
De juliuscoelho a 01.10.2015 às 20:26
Correctíssimo , eu comentei, nao o que penso do caso porque como diz e bem não tenho( temos) quaisquer elementos do processo para me pronunciar .
Comento sim o que BdC sempre disse nos jornais e principalmente num programa "a hora do Presidente" na Sporting TV, são essas as principais referências que ele faz, terminando sempre por dizer que existem outras ("e á muito mais") referenciando-se a outras ilegalidades cometidas pela Doyen.
Eu nao tenho que acreditar no BdC mas sim no presidente do Sporting por esse motivo espero da veracidade dessas acusações á Doyen.
Segundo a FIFA os fundos deviam e só limitar-se ao negócio de investimento no risco da compra dos jogadores e sua posterior venda e nao interferirem muito menos com pressões nas negociações dos clubes quando da venda dos jogadores em quem investiram.
Como sabe a pouco e pouco alguns fundos começaram a entrar demasiado na vida dos clubes manobrando decisões e isso passou-se também no nosso Sporting.
Da parte positiva que os fundos podeme ter na capacidade de investimento têm depois (alguns) uma maior parte bem negra e negativa de servirem-se do futebol e deixarem os clubes cada vez mais tesos.
O que foi sempre necessário e o que a FIFA nunca fez eram regulamentos muito mais rigorosos, a exemplo de limitar a percentagem, se alguma, do passe dos jogadores.
Os Fundos são uma forma de crédito e a vasta maioria de clubes não pode competir sem acesso a esse crédito. O abismo entre os que têm e os que não têm cada vez mais é maior.
O que eu sempre disse que iria acontecer já se verifica e temos o exemplo do Sporting, por aquilo que se soube esta semana. Os clubes vão procurar outros meios - provavelmente menos transparentes - para terem acesso a crédito.
De juliuscoelho a 02.10.2015 às 02:45
Mas tem um problema e é aí imagino que as nossas opinões divergem ,sou de acordo com os invesimentos dos fundos de momento que os clubes detenham a total percentagem dos passes.
E é neste ponto que as coisas se complicam em termos legais.
Agora com a resolução pela raíz determinada pela FIFA os investidores têm que encontrar outras soluções.
A mais praticada e que dá maior seguridade aos fundos é estes comprarem com pouco investimento um qualquer clube dos escalões secundários em qualquer país para o utilizarem para legalizarem o esquema da compra e venda dos jogadores.
Compram-no em nome desse clube e emprestam-no depois a clubes de nomeada para promoção "da mercadoria" (desculpe o termo) desta forma até podem dividir percentagens dos passes dos jogadores com o clube que os vais promover.
Desta forma é feito sem irregularidades , porque a FIFA defeniu que os passes têm que pertencer na totalidade aos clubes e não a terceiros. Os investidores ficam sempre seguros na futura venda com o valor equivalente á sua percentagem de investimento , igual á percentagem do passe no clube de que são propriétários.
Se vai dar ao mesmo nao creio porque quem compra esses clubes de aluguer está identificado e aí está resolvido o problema de nao se saber a origem dos dinheiros.
Obriga a uma maior ginástica financeira mas dá maior segurança ao clube que promove o atleta.
O terceiro e ultimo problema dos "investidores" terem a óbvia conveniencia de se intrometerem nas negociações para a venda dos seus atletas agora já o podem fazer de forma legal quando em nome do tal clube que compraram que tem uma fatia de percentagem do passe desse atleta.
Por isso nao se admire alguns clubes pequenos e desconhecidos por esse mundo fora começarem a ser comprados nos proximos tempos.
De João Daniel a 01.10.2015 às 13:58
Esta coisa do Godinho era pior que o Bruninho já chateia.
Se alguém matar outro com um pistola e outro alguém matar com uma faca são os dois homicidas, certo?
O da Doyen é mau, muito mau, o do Caála é mau, muito mau. Não há santos nestas histórias.
E para "o melhor do mundo" são 5 000 004 euros + 23,75% para a Segurança Social o que dá 6 187 504,95 euros por ano mais prémios (200 000 da Supertaça já lá cantam). Mas a malta queria o Jesus... seja feita a vossa vontade.
De Sérgio Palhas a 01.10.2015 às 14:06
Meus caros comparem os contratos tirem as vossas ilações não o fazendo estão a fazer suposições sem qualquer sustentação mas compreendo que assim de mais jeito para a vossa oratória.
Volto a perguntar nos contratos de ontem onde é que o SCP é lesado!?
De Sérgio Palhas a 01.10.2015 às 14:07
Meu caro eu preferia o VP bem mais barato e em competência não sei não ....
De J.Pinto a 01.10.2015 às 14:15
O do Caála é mau porquê ?
POde explicar os contornos do negocio ?
De Anónimo a 01.10.2015 às 14:24
O VP mete-me medo. Mas também o queria. Mas aquela cabeça... mete-me medo :) E depois também me lembro da antipatia que ele tinha com o James (que Jogador....) e fico de pé atrás. JJ é muito bom, não tenho dúvidas. Se vale o dinheiro? Acho que não, mas só assim o contrataríamos (é ingénuo pensar que não) e a estocada emocional no Benfica valia a pena. E se no imediato se viu essa pressão, tanto nos jogadores como no treinador deles (que é tão pior que o JJ...), há também um reverso da medalha. Orgulho ferido neles que faz com que inesperadamente se unam e tenham um desempenho acima do que o treinador vale, e a pressão que o JJ está inevitavelmente a sofrer para mostrar que sim, tudo no slb se deveu a ele, que é o melhor, e que todos jogam melhor com ele. Acho que esta pressão terá sido menosprezada.
De Sofia a 01.10.2015 às 14:25
Esqueci-me de assinar acima. Sou eu que tenho medo do VP :D
De Sérgio Palhas a 01.10.2015 às 14:34
Don't worry i speak the truth! :)
"Se fazia compras ainda pagava adicionalmente uma comissão, se fazia vendas – e aí faz todo o sentido – pagava uma comissão, muitas vezes também poderia pagar uma comissão sobre os próprios ordenados. E é fácil perceber que essa é uma das causas que faz com que vários clubes estejam na situação financeira em que estão".
Bruno de Carvalho ao Jornal de Negócios em 2014.
De Sérgio Palhas a 01.10.2015 às 16:01
Agora compare os valores das comixoes!?
Quer ajuda?
De J. a 01.10.2015 às 16:08
Há malta que tem dificuldade em perceber que 40 milhões negativos por época, não é o mesmo que 19 milhões positivos.
Que não é so mudar umas formulas no Excel e ir á gaveta buscar documentos antigos e já está.
Dá muito, muito trabalho!!!
De Sérgio Palhas a 01.10.2015 às 16:18
É complicado comparar as comissões que são pagas e tornadas publicas agora (BdC) com os montantes escondidos nas rubricas de FSE de outrora.
Mas força nisso ... mais uma vez aguardarei sentadinho!
De J. a 01.10.2015 às 17:29
Bolas, que é dificil...
Haverá melhor forma de comparação uma gestão a nivel financeiro que um resultado global de actividade, como são os Resultados liquidos de Exercicio?
Simples e de facil compreensão, acho eu.
Estamos a gerir um negocio, um ano dá 40M de prejuizo, no outro a seguir da 19 de lucro, qual terá sido o ano de melhor gestão?
De Sérgio Palhas a 01.10.2015 às 17:36
J.,
A questão é que pode recuar os anos que quiser que não encontrará nenhum ano como este que terminou em termos de resultados líquidos da SAD do SCP.
Só mesmo o FCP em toda a sua história só por 2 vezes superou este valor.
SL,
De RafaelSCP a 01.10.2015 às 16:58
Rui Gomes já pensou candidatar-se à presidencia do Sporting? Creio que seria uma opção muito válida. Pense nisso.
Nunca tive essa aspiração e nem me sinto suficientemente competente para exercer o cargo, não obstante já ter sido presidente de clubes de menor dimensão. Até admito que o poderia fazer, desde que tivesse uma excelente equipa à minha volta mas, para ser sincero, é um cargo que não mexe com a minha pessoa.
No que ao futebol diz respeito, a conversa é outra. Já tive ocasião de escrever aqui no blogue que em 1993 disponibilizei-me para assumir a posição que hoje apelidam de director desportivo - então chefe do departamento de futebol - com enorme prejuízo financeiro para mim, mas que não cheguei a um acordo com Sousa Cintra relativamente à organização do mesmo. A visão desse presidente era apenas e tão só contratar jogadores para ganhar no imediato, assumir uma postura interventiva tanto com a equipa como com o próprio treinador - que acabou como bem sabemos.
Depois desse episódio continuei envolvido no futebol mas nunca mais ponderei o Sporting, apesar de ter continuado a acompanhar o Clube muito ao perto e com algumas intervenções indirectas.
Hoje está fora de questão, não tanto pela minha idade, porque ainda teria ampla energia para o efeito, mas não sinto que tenho condições de vida e de saúde para abraçar um projecto dessa envergadura. A pressão da alta competição é enorme e o meu coração já há uns tempos que deu sinais pouco positivos.
Lamento, porque gostava de ter tido a oportunidade de contribuir desse modo para o meu desde sempre Clube, satisfazendo, em simultâneo um desejo da minha falecida Mãe, devota sportinguista.
De Sofia a 01.10.2015 às 17:39
Julius,
Quais são as cláusulas? Acabei agora de ler as 27 páginas (!!!) e não vi isso (mas em partes já ia a correr, que é um documento muito aborrecido). Nunca tinha lido um contrato da Doyen e realmente é agreste. Há uma parte em que o fundo "reconhece a dureza e a severidade" de cláusulas e penalizações e que por isso insiste na aceitação pelo clube como sendo justas e necessárias para salvaguardar o fundo. Em cláusulas diferentes é mencionado que o clube é obrigado a comunicar imediatamente qualquer contacto para transferência, mas o contrário não. É dito também que o fundo pode aceitar unilateralmente uma oferta, e se o clube rejeitar tem de o indemnizar imediatamente em 75% da oferta (a % do passe detida pelo fundo). Todo o contrato está escrito do lado dos direitos do fundo e responsabilidades do clube, e é realmente duro... Existem 4 linhas sobre as obrigações do fundo (capítulo 14) em que este não pode exercer pressão sobre o desempenho da equipa (leia-se, impor a utilização do jogador).
Se o caso do Sporting assenta em má-fé extra-contratual, é bom que hajam provas cabais, e lembrando que é sempre algo difícil de provar salvo casos extremos.
De juliuscoelho a 02.10.2015 às 03:27
Sofia,
Bom, de todo nao conhecemos as reais razões que o Sporting invoca e que enviou para o TAS e muito menos se apresentou provas delas.
O que sabemos é o que lemos e ouvimos repetidas vezes o que presidente do Sporting disse .
Que a Doyen cometeu irregularidades , falou inclusive que eles Doyen se apresentaram a um clube de Inglaterra dizendo-se mandatados pelo Sporting (Os clubes ingleses nao negoceiam directamente com fundos) sem o clube ter conhecimento.
E mais se intrometeram na vida do clube manejando com ameaças e fazendo a cabeça do jogador a tomar várias atitudes.
O presidente do Sporting falou inclusive que tinha provas de mensagens sms com teor de ameaças enviadas para o seu telemovel por uma das figuras principais da Doyen.
Mas Sofia á algo mais importante que gostaría de comentar sobre tudo isto e que fique claro.
Na minha opinião não é de todo que a maior importãncia resida na decisão deste processo pelo TAS independentemente do lado que cair essa decisão, o mais importante é que se tinha que fazer algo para travar de uma vez a forma abusiva com que esse Fundo tratava o nosso clube , metendo-se no manejo dos destinos dos jogdores a seu bel prazer , usavam o clube como fosse sua propriedade tal a confiança que lhes foi dada no passado.
Ao ponto de usarem o clube para benefício do clube dos seus amigos do norte.
Os jogadores com menos perfomances eram colocados no Sporting enquanto os de melhor qualidade eram colocados no Porto , com a agravante de serem lá colocados por valores substancialmente inferiores aos que negociavam com o Sporting para assim impedir a possibilidade do nosso clube ficar com eles.
Os casos mais recentes foram o argelino Brahimi que pediram ao Sporting 20M para depois o colocarem no Porto por 8M valor este já depois do mundial após o jogador ter feito um bom mundial e ter ganho mais projecção. O outro caso o de Aboubakar que esteve praticamente no Sporting quando a Doyen o desviou para o Porto por uma verba inferior.
A Doyen usurpou com tremenda trapaça os valores deste jogadores para manejar a sua ida para o Porto e de outros no passado áparte de os do norte saberem tudo o que se passava no Sporting , com esses senhores da Doyen a serem os mensageiros.
Se para acabar com tudo isto e de forma definitiva os tivemos que levar a tribunal mesmo
na hipótese de perdermos o processo pois ficou definitivamente o aviso claro e grosso , e vão concerteza passar a respeitar muito mais o Sporting se quiserem voltar a fazer negócios no futuro com o clube.
Isto nunca foi comentado.
De Sofia a 02.10.2015 às 04:07
Julius, não posso concordar com a sua última frase. :) Assim só como exemplo, num post meu aqui mesmo sobre os fundos e a possibilidade de perdermos no TAS:
"Dito isto, não me desagrada que o Sporting faça ondas e chame a atenção para situações abusivas quando de direito. Mas que deixassem claro que é um marcar de posição, um grito de "chega", e não algo pintado de "vamos ganhar de certeza porque temos razão". Tenho a certeza que os sócios e adeptos iam apreciar e apoiar na mesma..."
Muitos amigos meus acham o mesmo, mas lamentam que não tenha sido assim apresentado aos adeptos, como uma manobra táctica pensada, e se tenha ao invés seguido uma via bem mais populista. Nem que se apresentassem resultados financeiros como se este e outros casos estivessem "no papo", quando o seu papel é na melhor das hipóteses estratégico.
De juliuscoelho a 02.10.2015 às 04:25
Sofia,
Claro que os sócios e adeptos do clube íriam entender e apoiar, até sería uma atitude e decisão bem mais populista mas sería uma má estratégia declarar o objectivo de marcar uma posição contra os abusos e prepotência do tal fundo , sería dar força á tese que no processo nao tem mesmo razão , os juízes podiam concluir que o processo afinal foi uma arma de arremesso para atingir outros fins.
Mas se o TAS dá razao á Doyen é um facto que BdC se irá arrepender nao ter tomado a outra via mais populista que o protegería muito mais.
Mas é bom que os adeptos entendam tudo isto na sua essência.
De Sofia a 02.10.2015 às 09:29
É-me impossível concordar consigo que a outra via fosse mais populista, é que nem por sombras. Até acho que retiraria popularidade a BdC. Basta acompanhar as redes sociais junto da massa mais ligada ao presidente para perceber o que é mais populista entre eles. Mas veremos...
De juliuscoelho a 02.10.2015 às 11:24
Sofia,
bom, penso que sim que sería mais populista, os adeptos gostam de decisões de força quando justificadas, demostração de uma Direção forte e decisiva , veja os casos de corte de relações com Benfica e Porto a maioria apoia.
Os adeptos nao gostam quando tratam mal o clube e nao gostaram do que lhes foi transmitido(foram divulgados pormonores) da forma de abuso como a Doyen usava o Sporting , o afrontamento imediato e corte radical com o fundo foi uma estratégia de demonstração de força em que a Direção ganhou adeptos nos adeptos.
A Direção está em 2 frentes de provação, na verdade das irregularidades da Doyen no processo Rojo e na verdade do tratamento deficiente e de má fé do Fundo com o Sporting em geral.
2 frentes em que as suas conclusões finais irão ajudar a definir o futuro desta Direção á frente do clube , provar a sua razão em pelo menos em uma delas ganhará algum oxigénio e crédito perante os adeptos.
Provar-se que nao tem razão nas duas lançará irreversivelmente a sua desconfinça.