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Ponte de ligação aos leitores

Rui Gomes, em 08.09.21

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Na esmagadora maioria dos comentários produzidos pelo Sr. Schemeichel, tenho estado em completa e profunda discordância. Mas neste caso em particular, manifesto -lhe os meus sinceros parabéns, não só pela opinião "per si" vertida, mas também, pela sucessiva explanação, clarividência e argumentos apresentados.

Permita-me apenas aduzir, algo que é intrínseco e resultante do carácter e personalidade de cada ser humano e que ao longo de um extenso e responsável percurso profissional, provei e comprovei como um veredicto insanável. Não é possível ser um profissional digno e de excelência, sem uma total disponibilidade e Paixão, pelo que fazemos e, na entidade onde nos encontrarmos.

Comentário do leitor Rumo Certo - Ventos Favoráveis

publicado às 03:03

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23 comentários

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De Juskowiak a 08.09.2021 às 11:03

Vou lançar

Concordando com o essencial, que um profissional só o é se tiver paixão pelo futebol e respeito pela instituição que representa, imaginem os caros consócios a seguinte sequência de eventos:

1- São jogadores do Sporting e auferem 10 mil euros;

2- Recebem uma proposta do Benfica de 100 mil euros.

3- A cláusula de rescisão é irrisória e facilmente pagável;

4- Reportam essa proposta ao SCP, e o clube recusa-se a mexer no vosso contrato.

O que fariam? Sem hipocrisias de cariz passional, por favor...
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De Juskowiak a 08.09.2021 às 11:04

Bem, o primeiro parágrafo seria: "Vou lançar um desafio aos caros consócios presentes neste espaço".
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De Jorge a 08.09.2021 às 12:41

O exemplo apresentado é extremo e condiciona a resposta.

Com uma disparidade de valores dessas e recusa do clube em acomodar parte da diferença, ninguém de bom senso, criticaria o jogador por sair. Até porque, assumindo que os responsáveis do SCP não seriam loucos, estaríamos a falar de um jogador pouco relevante no plantel.

Agora imaginemos que os 10 mil são 80 e que se trata de um simbolo do clube, onde está há vários anos, que eventualmente o terá formado ou foi buscar a um clube mais fraco e que lhe deu hipótese de dar nas vistas. Já não é assim tão obvio, não é?

Mas percebo o seu argumento. Se estivéssemos a falar de um profissional de outra área qualquer que não mova estas paixões, nem havia discussão.

No caso do Renan, que penso ter gerado esta discussão, estamos a falar de um tipo que, pelo que consta, preferiu ficar esquecido num canto, a jogar e ter a possibilidade de relançar a carreira, ficando a ganhar o mesmo, talvez até prescindindo dos prémios que o clube de destino lhe poderia proporcionar. Diria que é mais uma questão de (mau) feitio do jogador e pouco bom senso. No fim disto tudo acaba o contrato esquecido, desvalorizado e com má imagem perante potenciais interessados que nunca vão arriscar oferecer um contrato mais alto ou mais longo a quem tem atitudes destas.
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De GrandaLeão a 08.09.2021 às 15:10

Agora vejamos o caso do João Mário. O Sporting fez uma proposta de renovação, e preferiu ir para o Benfica ganhar mais e embarcando num esquema duvidoso que prejudica o Sporting.
Neste caso já ultrapassa o que seria aceitável ou compreensível
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De Jorge a 08.09.2021 às 16:01

Assumo que faltou um"?" no final.
O terceiro paragrafo será mais ou menos o caso do João Mário.

Aceitável terá que ser. Está no seu direito. A forma como o fez é demonstrativa da consideração que o Sporting e os adeptos do Sporting lhe merecem. O que é demonstrativo do seu caracter.
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De Rui Gomes a 08.09.2021 às 16:13

Subscrevo na íntegra. Aliás, o esquema não é apenas "duvidoso", é mesmo fraudulento.

Se isso vier a ser provado perante o TAS e quais as consequências não sabemos.

O que me desapontou de João Mário e me fez perder o respeito que tinha por ele, não foi a sua opção de ir para onde lhe davam mais dinheiro, mas sim de se ser cúmplice nesse esquema.
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De Schmeichel a 08.09.2021 às 15:33

Juskoviak,

Existem inúmeros casos de jogadores que abdicaram de mais dinheiro..... por exemplo o caso do JVP no Benfica, ele durante vários anos teve várias propostas para sair de Portugal, ele recusou sempre em prol da familia, mais tarde foi obrigado a sair do Benfica e então sim veio para o Sporting. Mais recentemente dou o exemplo do Piqué do Barcelona que aceitou uma redução brutal do ordenado para que o Barcelona tivesse condições de contratar.

Acrescento ainda que essa hipótese que colocou no seu comentário é impossível de acontecer..... passo a explicar...... um jogador que seja um jogador da casa, que respeite o clube, ele vai ter o respeito da massa associativa e da direcção, portanto é apenas uma questão de tempo de melhorar as condições salariais. Estas situações tipo Renan acontecem a jogadores que não são da casa, no fundo são os que não têm ligação ao clube.
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De Juskowiak a 08.09.2021 às 16:33

Certo, Schmeichel, percebo o teu raciocínio.

Mas pelo menos de um ponto de vista abstrato, reafirmo que não podemos censurar uma pessoa que deseje tornar-se milionária. E não leves a mal, mas se algum dia colocarmos o bem do nosso clube à frente do nosso bem estaremos, então, a ser fundamentalistas.

No caso de JVP foi uma opção pessoal e familiar, e não clubística. E no seu tempo os jogadores só descontavam pelo ordenado mínimo, ou seja recebiam quase 100% líquidos.... logo o fosso financeiro entre jogar aqui ou no estrangeiro não seria tão grande como hoje.

No limite, e reafirmando: os jogadores têm o direito a escolher as entidade a representar no futuro, como qualquer trabalhador. Terão é de viver com as suas escolhas, como no caso de João Mário, Simão, Djaló e tantos outros.
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De Rui Gomes a 08.09.2021 às 16:48

O caso de João Mário é mais de pura ganância, nada mais nada menos.

Ele foi para o Inter ganhar um salário líquido de 3 milhões de euros e ainda recebeu um prémio de assinatura ou bónus de 5 milhões.

Não sabemos quanto ele recebeu do último ano de contrato face à aldrabice que foi feita, mas na soma dos restantes 4 anos ganhou pelo menos 17 milhões líquidos.

Salvo uma situação de pura ganância, não seria o salário inferior do Sporting que lhe afectaria a vida de algum modo.
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De Juskowiak a 08.09.2021 às 17:03

Confesso, Rui, que o que mais me incomoda é a trafulhice de ter rescindido o contrato com o Inter para fugir à cláusula antirrivais.

De resto, que jogue sempre mal, que perca todos os jogos e que leve o Benfica à falência.

Tem é de viver com as consequências da sua decisão: terá sempre as portas fechadas em Alvalade.
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De HY a 08.09.2021 às 12:17

Já o disse no ourto post: no caso do MF, o Schmeichel confunde profissionalismo com sportinguismo. Uma coisa é ser 100% comprometido na defesa do clube que nos paga o ordenado. Outra coisa é decidir continuar nesse clube quando outro nos oferece melhores condições (e isso não é apenas uma questão de dinheiro, obviamente, nem exclui gratidão para com um clube que ajuda os jogadores nas horas más). Todos conhecemos casos de grandes profissionais que se foram embora para outras paragens para terem melhores condições...ou será que o Artur, ou o Eurico, por ex., quando trocaram o Benfica pelo Sporting não foram profissionais?

Por vezes juntam-se as duas coisas (o MF é um bom exemplo). Mas o que podemos exigir a um futebolista que represente o Sporting é que seja um grande profissional. Se for um grande sportinguista, tanto melhor...
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De João F. a 08.09.2021 às 12:39

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De Schmeichel a 08.09.2021 às 15:40

HY,

Tal como lhe disse ontem, eu não concordo é quando utiliza a palavra "profissionalismo" para se referir a situações onde o jogador sai do clube para ganhar mais dinheiro...... isso não é uma definição de profissionalismo.

Dei ontem o exemplo de um médico do SNS e do privado, são ambos profissionais, mas o do privado é mais profissional porque ganha mais dinheiro?

Eu acho que a expressão deveria ser usada ao contrário, isto é, quando um jogador abdica de mais dinheiro em prol do amor ao clube, isto sim é sinal de profissionalismo.... isto é, de alguém que executa a sua profissão de uma forma tão escrupulosa que coloca outros valores acima do dinheiro.
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De Jorge a 08.09.2021 às 17:12

Profissionalismo é dar o maximo pela entidade que representa. Ganhe-se mais ou menos.

Abdicar de mais dinheiro por amor a um clube, pode-se dizer que é integridade, dedicação, amor ao clube mas, no exemplo acima dos 10 vs 100, seria ser parvo. Tudo depende da forma como se faz, da disparidade de valores e até da idade e historial de contratos do jogador.

O Big Dane pensa como um adepto. Manuéis Fernandes houve um e não sei se haveria algum com os valores pagos actualmente. Lembra-se de mais algum exemplo?

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De Schmeichel a 08.09.2021 às 17:51

Esta discussão reflete a falta de valores da nossa sociedade, onde tudo é dinheiro..... como é evidente toda a gente trabalha por um ordenado porque todos temos de comer.... mas aqui a questão é se por um aumento de ordenando se acabamos com a ética e com o respeito aos clubes?

Existe um exemplo recente, Piqué vs Messi...... Messi foi o jogador mais bem pago do Mundo durante vários anos e por causa disso o Barcelona está em graves dificuldades financeiras, pediram para reduzir o ordenado e o Messi preferiu fugir....... o Piqué fez o contrário, fez uma reunião com os capitães de equipa e reduziram o ordenado, ajudando assim o clube que lhes deu tudo.

Portanto na sua opinião destes dois quem é o jogador mais profissional? o Messi que fugiu ou o Piqué que ficou?
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De Schmeichel a 08.09.2021 às 18:33

Já agora acrescento a definição de mercenário.....

1. Que ou aquele que trabalha, ou serve, por dinheiro.
2. Que ou quem é movido apenas pelo interesse pessoal e material. = INTERESSEIRO
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De Jorge a 08.09.2021 às 22:25

Como adepto com trauma recente 😁 até percebo onde quer chegar, apesar da análise para lá de simplista do que se passa no Barcelona. Simplesmente estamos a falar de outra coisa que não profissionalismo Já que tem o dicionário a mão, aproveite para ver a definição.


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De RCL a 08.09.2021 às 12:49

No tempo de Manuel Fernandes ainda havia a paixão clubistica pura , no entanto, duvido que Manuel Fernandes não estivesse no teto salarial do Sporting.
Pelé teve em toda a vida um único clube,o Santos de São Paulo, só já no final andou pelas Américas, mas Pelé tinha dos vencimentos mais elevados do Mundo, ele era implacável na renovação, ficou famosa a frase :" tenho que garantir o leitinho das crianças".
Messi, embora não seja Barcelona desde pequenino, deve tudo ao clube. Na hora dos cifrões abalou.
Já não estamos no tempo das paixões.
SL
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De Rui Gomes a 08.09.2021 às 16:15

Pelé, no seu tempo, chegou a ser o jogador mais bem pago do Mundo.
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De Leão Zargo a 08.09.2021 às 13:01

Manuel Fernandes constitui um exemplo excepcional de sportinguismo, sem dúvida. De profissionalismo e de sportinguismo, como foi referido em vários comentários pelos leitores. Ele protagonizou uma situação que, provavelmente, muitos adeptos leoninos desconhecem. Em Abril ou Maio de 1987 tomou conhecimento que não fazia parte dos planos de Keith Burkinshaw para a época seguinte. Tinha contrato válido com o Clube, mas tomou a iniciativa de sair pelo seu próprio pé, terminando assim, de forma algo imprevista, a sua carreira como futebolista do Sporting.

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De Rui Gomes a 08.09.2021 às 16:17

Manuel Fernandes é mesmo um caso excepcional. Talvez um pouco ingénuo...

No lugar dele, sportinguismo não obstante, se o treinador não o queria o Clube teria de assumir o balanço do seu contrato.
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De Leão do Norte a 08.09.2021 às 19:49

Há medida que estendemos o debate sobre este tema parece que entramos em aspectos filosóficos, mas ele tem mais de "objectivo" do que parece.
Excluindo situações extremas, que alguém já apelidou de "ser parvo", as restantes decisões são tomadas em função de prioridades.
O profissionalismo não implica "apenas" o correcto desempenho das funções e a opção pelo bem estar económico. Também implica ter ética, reconhecimento, dedicação, satisfação... e muitas vezes ligação afectiva. Quando se toma uma decisão estamos, implicitamente, a ordenar por prioridades cada um destes "itens".
Desde que se cumpram os preceitos legais todas as decisões são legítimas, mas revelam as prioridades que cada um estabelece para o profissionalismo.
Quando falamos de futebol e de valores económicos completamente fora do alcance do adepto comum é totalmente lógico que se um jogador toma uma decisão baseada essencialmente no seu bem estar económico, em detrimento do reconhecimento e da ligação afectiva, se conclua que o seu profissionalismo se traduz por algo muito próximo do "interesseirismo".

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