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Rui Gomes, em 24.09.22

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"Sendo eu um sócio muito antigo, nunca deixei de pensar que a Sporting SAD, só sairia do garrote financeiro com a entrada de capital alheio ao Clube. Gosto da solução... nem pensar, mas o meu passado de gestor de empresas inseridas em grupos empresariais com capital disperso em bolsa, dá-me a vantagem de já ter passado por algumas mudanças de accionistas na mesma empresa e esta nunca ter perdido a sua identidade.

Obviamente um clube é uma entidade que tem a componente de paixão, do amor pela camisola (se a tenho), mas o mundo está muito pouco dado a romantismos, o dinheiro nunca falou tão alto. Se amanhã a SAD tivesse um accionista minoritário com influência na gestão, ou até um accionista maioritário que não o Sporting Clube de Portugal, deixaria eu de ser do Sporting?... Não conseguia de modo algum, mas seria estranho. Este assunto é muito complexo".

Comentário do leitor Luís Carvalho

publicado às 03:02

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4 comentários

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De Rafael a 24.09.2022 às 09:09

É só a minha opinião ...o primeiro dos três grandes a seguir este caminho, rapidamente se colocará a anos luz dos outros. Até os outros torcerem o braço e apanharem o barco também... É só olhar para França e para o PSG.
SL
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De Tiago a 24.09.2022 às 11:08

Infelizmente o capitalismo selvagem tomou conta do Mundo e não serão os sportinguistas a reverter isso. Daí que há anos que defendo que o SCP deve deixar entrar um grande investidor passando a minoritário na SAD. Nenhum mal cairia sobre nós, evitaríamos o tal fantasma da belenensisação e passe a metáfora, o leão voltaria a ser o rei da selva do futebol em PT. Avante nesse caminho.
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De Orlando Santos a 24.09.2022 às 11:34

Depende dos investidores e do capital investido. Fiorentina, Spezia ou Southampton, por exemplo, não parecem ter sofrido grandes melhoras.
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De Leão Zargo a 24.09.2022 às 11:39

Defendo que o Sporting Clube mantenha uma clara maioria na Sporting SAD. Agradou-me muito a recente decisão de reforçar a maioria na SAD, passando de 63,8% para 83,9%, tornando-se entre os clubes “grandes” aquele que possui uma maioria mais expressiva. Entre outras razões, o meu voto em Frederico Varandas decorreu da minha convicção de que ele como presidente assumiria esta opção.

A minha opinião decorre da natureza do Clube e da sua filosofia associativa desde a fundação, mas também porque não vejo que um investidor privado, ou alguém nomeada por ele, possua competências para gerir a Sporting SAD que não possua o presidente eleito. Por outro lado, não é por haver mais capital que o Clube conquistará a hegemonia no futebol português. O importante é haver uma gestão competente, adequada e sustentável.

O Regime Jurídico dos Clubes Sociedades Desportivas (Decreto-Lei n.º 67/97 e Decreto-Lei n.º 10/2013) possui graves lacunas, omissões e ambiguidades. Segundo Veiga Gomes, especialista em Direito Desportivo da Abreu Advogados alerta que “qualquer pessoa ou empresa, nacional ou estrangeira, pode comprar a maioria do capital de uma SAD, mas não existe sequer uma apreciação dos administradores, verificação do seu conflito de interesses, registo criminal, etc. Qualquer criminoso internacional pode ser administrador ou proprietário de uma sociedade desportiva em Portugal, fazer o que bem entender com ela, utilizá-la para fins lícitos ou menos lícitos, para apostas ilegais, para lavagem de dinheiro”. Acrescenta que “temos um conjunto de obrigações: no papel está previsto o que cada um - clube e investidor - deve fazer, mas no geral, não há qualquer tipo de sanção para o incumprimento destas obrigações. A lei prevê que a SAD tenha que pagar uma justa contrapartida pela utilização do estádio. Mas se não pagar, não há consequência nenhuma. A lei prevê que o clube tenha um administrador nomeado na SAD mas se essa administração se reunir sem a sua presença ou sem convocar ou dar informação ao administrador nomeado pelo clube, não há qualquer consequência”.

Veiga Gomes recorda que se houver um incumprimento por parte do investidor, o clube originário, se quiser prosseguir numa competição desportiva, tem de começar de uma divisão distrital. Isso tem-se verificado, até porque o controlo das SAD pode fugir dos clubes que cedem a maioria do capital e o poder de decisão a investidores que, depois, se revelam insensíveis aos anseios dos dirigentes eleitos pelos adeptos. Os problemas agudizam-se quando os resultados desportivos não correspondem aos esperado ou começam os incumprimentos financeiros.


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