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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

A origem da frase que adoptei para título do post é o provérbio inglês "Much ado about nothing", mas, no mesmo sentido, também há quem diga "Make a mountain out of a moehill", ou seja... "Fazer uma montanha de um pequeno monte".
Isto aplica-se à reacção de muitos sportinguistas - pelo menos aqui no blogue - à exibição da equipa do Sporting frente ao Olivais e Moscavide, do sábado passado.
Eu devo ter uma mentalidade muito diferente, aliás, sei que tenho, e, muito em especial, uma forma de ser sportinguista também diferente.
Enquanto eu desejava, como sempre, ver a nossa equipa no seu melhor, a sua exibição que ficou muito aquém de brilhante não me perturbou, minimamente. Aliás, de algum modo até já a esperava.
Os jogos de Taça são mesmo assim, especialmente contra adversários teoricamente muito inferiores, que entram em campo mentalizados para fazer o jogo da vida. Este estado de espírito em conjunto com a gestão do plantel por parte da equipa superior, neste caso o Sporting, invariavelmente proporcionam jogos de ingrato nível e, por vezes, até grandes surpresas (acabei de ler que o Torreense eliminou o Rio Ave, o Lank Vilaverdense eliminou o Farense e o Paredes eliminou o Moreirense).
Ontem, aqui no Camarote Leonino, houve quem evocasse falta de atitude e empenho de alguns jogadores do Sporting, mas eu não vi isso. O que eu vi foi um 'onze' inicial pouco entrosado que afectou, pela negativa, a dinâmica da equipa.
A exemplo: um St. Juste que já não jogava há muitos meses, um Luís Neto que mal tem calçado esta época, Fresneda, um jovem que ainda está a aprender e ainda não integrou por completo o sistema de jogo da equipa, um meio campo com Dário Essugo, que apesar de não brilhar esteve muito melhor que Daniel Bragança, que mais uma vez desperdiçou uma grande oportunidade para mostrar o seu valor e Pote a jogar incompreensível na ala esquerda, por invenção inútil de Rúben Amorim.
A isto, adicionamos o penálti e subsequente golo logo aos 8 minutos, com o adversário a assumir uma formação de 5x4x1, ou até, 5x5.
É por de mais evidente que houve falta de eficácia do Sporting, tanto na construção de jogo e muito mais ainda na finalização. O resultado devia ter sido muito mais dilatado.
Quem aqui tenta deitar abaixo Rúben Amorim, sem ser novidade alguma, nem sequer merece resposta, tal a estupidez do seu raciocínio. Já sobre Fresneda, a conversa é outra.
Para alguns adeptos, tem de haver sempre um alvo a atacar: Ricardo Esgaio, Paulinho, Trincão, etc., agora parece que chegou a vez do defesa espanhol.
Um jovem com muito talento que ainda está a aprender, mas que já dá fortes indicações que o Sporting fez um excelente investimento para o futuro. Compará-lo a Pedro Porro é injusto e até não faz o mínimo de sentido.
No jogo de sábado, compreendi Rúben Amorim ao querer Geny Catamo em campo, pela sua criatividade e imprevisibilidade. Já o mesmo não posso dizer da saída de Fresneda. Salvo no erro que cometeu para o penálti, até esteve muito bem, a defender e no jogo interior mais ofensivo que a equipa estava a tentar impor no relvado. Para entrar Catamo, a opção devia ter sido outra. Rúben Amorim afirmou: "Sportinguistas não podem ficar desiludidos com ele", mas a sua decisão contribuiu muito para isso.
Por fim, o Sporting fez boas contratações, tem um bom plantel - admite-se que falta mais um reforço de qualidade para o meio campo - e, em geral, está a realizar uma boa época até este momento.
Porquê tanto barulho/alvoroço por tão pouco???
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