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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

“Believe”, lê-se no cartaz num dos topos do estádio, é uma das imagens de marca dos adeptos da Geórgia, imitando a série “Ted Lasso” onde esse cartaz e essa palavra, acreditar, portanto, significa tanto para um grupo de underdogs tornados uma equipa cheia de coração. E os georgianos sempre acreditaram. Lá no fundo, sempre acreditaram. Mas talvez não com tanto, não em bater Portugal e em qualificar-se para a fase seguinte logo à primeira participação num Euro, é um sonho e uma bonita história, às custas de Portugal, que mesmo a jogar com uma segunda ou terceira linha de jogadores - menos Cristiano e Diogo Costa - tinha a obrigação de fazer mais, de jogar mais e, mais que tudo, de errar menos.
A derrota significa também que o adversário para os oitavos de final será a Eslovénia, com quem Portugal já perdeu este ano. Uma equipa organizada, que trará à seleção nacional precisamente o tipo de problemas que teve dificuldade em resolver neste Europeu. Uma eliminatória em que a seleção nacional tem muito a provar. Não há mais espaço para rotações, para experimentação em plena competição. Agora quem cair vai embora. E as rotinas do jogo português deixam dúvidas legítimas.
Excerto da crónica de Lídia Paralta Gomes, em Tribuna Expresso
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“Perder o jogo hoje é uma boa forma de preparar os ‘oitavos’. Conhecemos bem a Eslovénia e conhecemos a sua forma de jogar, o amigável ajudou a conhecê-los. Agora temos de recuperar bem e olhar para a frente".
Roberto Martínez
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O jogo em 5 factos
- Portugal tentou 22 vezes o remate mas sempre já em prejuízo. É o que o primeiro disparo do jogo foi mesmo o golo de ‘Kvicha’, num lance que, curiosamente, acabou por ser (além do penálti) a situação com maior probabilidade de golo (27%).
- Cristiano Ronaldo passou o jogo ‘perdido’ (e sozinho) entre georgianos. O avançado luso acabou por somar apenas 17 acções e um único remate enquadrado, em 66 minutos em campo.
- Na aflição, Portugal voltou a apostar muito nos cruzamentos, somando 29 e apenas cinco eficazes. No entanto, nem tudo foram maus indicadores: três dessas cinco entregas foram feitas por Pedro Neto.
- João Palhinha saiu ao intervalo, poupado para momento mais decisivo. O médio foi dos poucos esclarecidos na primeira parte, a tal ponto que, chegado o final do jogo, continuou a ser o jogador com mais acções defensivas no meio-campo contrário (4) e desarmes (5).
- António Silva fica incontornavelmente associado ao resultado, numa noite para esquecer. Além dos dois erros resultantes em golo, o central terminou no grupo de jogadores com mais passes falhados (7), apesar de rendido aos 66 minutos.
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