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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, saiu em defesa do VAR, considerando que o novo sistema “está a ajudar o futebol”, e rejeitou que esteja a “prejudicar ou danificar” o desporto.

É preciso ter em conta que o VAR só foi introduzido há dois anos e não há vinte anos. Está a ajudar o futebol, não o está a prejudicar ou danificar. A importância do VAR não pode ser confundida por algumas decisões erradas que podem ter sido tomadas em determinado momento.

Os erros que têm acontecido são sobretudo por falta de experiência. Eu acredito que o VAR está em boas mãos. É preciso evoluir através das informações que são recebidas em todos os jogos. Com essas informações, é possível discutir melhorias".

Gianni Infantino abordou ainda o actual calendário de competições, formatado devido à pandemia da Covid-19, com praticamente todos os clubes a terem de disputar dois jogos por semana.

“No futuro próximo, será necessário que todas as partes envolvidas no futebol discutam e debatam a criação de um calendário harmonioso que tenha em consideração a saúde dos jogadores. É preciso proteger selecções, clubes e o futebol mundial”.

Bem... um discurso muito positivo, mas há determinadas realidades que contrariam o seu optimismo.

Admite-se que o VAR tem tido alguns aspectos muito benéficos, mas não podemos ignorar que cada país lida com as suas próprias circunstâncias, e em Portugal tem-se verificado que os erros de registo não se devem apenas a falta de experiência dos homens do apito. Há vários casos de pura incompetência e ainda outros que, como sempre, nos levam a suspeitar a imparcialidade e objectividade das decisões tomadas.

No que ao calendário competitivo diz respeito, a realidade é que o número de jogos tem vindo a aumentar ano após ano, nomeadamente devido ao alargamento de algumas provas e à criação de outras, e ainda há escassos dias a UEFA revelou que pretende aumentar significativamente o número de jogos da Liga dos Campeões. Relativamente a selecções, a razão de ser da Liga das Nações é muito discutível.

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publicado às 03:03

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6 comentários

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De Julius Coelho a 05.12.2020 às 08:58

Na Liga da Alemanha , um arbitro do VAR por ter errado grosseiramente em lances de um só jogo foi simplesmente ......despedido da arbitragem.
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De Rui Gomes a 05.12.2020 às 09:15

Ligas e países diferentes. Não tem nada a ver com o VAR, mas esta semana, na NFL, nos Estados Unidos, duas equipas transgrediram as regras da pandemia. Uma foi multada em 500 mil USD e perdeu um "draft pick", e a outra em 300 mil.

Isto nunca aconteceria em Portugal.

*** "Draft pick" é a escolha de um jogador jovem de talento na próxima selecção (tipo lotaria) que for efectuada.

Quanto ao VAR, em Portugal, o problema é e continuará a ser quem toma as decisões.
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De Greenlight a 05.12.2020 às 12:02

Os EUA têm defeitos e virtudes. A NFL dá Dez a Zero à Liga e Federação Portuguesa de Futebol, em termos de transparência e verdade desportiva.
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De Leão do Norte a 05.12.2020 às 12:19

Rui,

Mas esses casos são em ligas profissionais a sério!
Podem ter defeitos, mas no cumprimento das regras e no levantar de suspeitas têm tolerância zero. Os castigos são mesmo para doer e não como cá para fazer "cócegas".
Ainda há cerca de 2/3 anos um dono de uma equipa da NBA foi multado em 100 mil USD "só" por confrontar verbalmente um árbitro após uma decisão deste.
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De LG a 05.12.2020 às 10:52

O VAR em Portugal teve uma grande vantagem.

Não tinha dúvidas que os erros iriam continuar, porque o VAR nada pode fazer contra as relações de poder no futebol, seja em Portugal ou na FIFA/UEFA, mas acabou-se de vez o discurso hipócrita da impossibilidade de se fazer melhor, da luta injusta do pobre árbitro contra 2, 3, 4, 10, 20, 103864578 de câmaras de televisão.

E se serviu para revelar um pouco da podridão, já valeu a pena

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