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Qual o futuro do VAR ?

Rui Gomes, em 22.03.18

 

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O vídeo-árbitro foi o tema de abertura do IV Congresso 'O Futuro do Futebol', organizado pelo Sporting. Num painel subordinado ao tema ‘Vídeo-árbitro: presente e futuro’, moderado por Keith Heckett, antigo árbitro inglês, os presentes foram brindados com a experiência do VAR em três países: Portugal, Alemanha e Estados Unidos da América e ainda a perspetiva da Internacional Board. E com isso foi possível verificar pontos em comum, mas também diferenças na aplicação da tecnologia e para onde caminha.

 

EUA, modelo a seguir

 

E as diferenças principais chegam da Major League Soccer, dos EUA. A tecnologia foi implementada esta época, mas antes, houve treinos intensivos durante seis meses, com árbitros, televisões e ainda explicações para os adeptos, tanto nos estádios como nas televisões que transmitem as partidas. Uma das medidas foi contratar o antigo árbitro inglês Howard Webb, que deu formação a árbitros, mas também foi a vários programas de televisão e deu muitas entrevistas onde promoveu a tecnologia.

 

Outra diferença passa também pela comunicação com os adeptos nos estádios. As imagens consultadas pelo árbitro principal numa determinada decisão são passadas a seguir nos ecrãs dos estádios, após o recomeço do jogo, para que os presentes possam ver em que se baseou o juiz do encontro. Greg Barkey, director técnico da MLS, explicou ainda que os árbitros mais novos estão mais à-vontade com a tecnologia, mas têm mais dificuldades em tomar decisões, precisam de mais tempo para ver as jogadas, ao contrário dos árbitros mais experientes. E isso tem um custo no tempo de jogo:

 

"Com o passar do tempo, o número e tempo das interrupções baixaram drasticamente. Agora os árbitros só vão ver o que realmente interessa. Mas o que dizemos é: 'Se está a demorar imenso tempo para ver a jogada, demasiadas repetições, à procura de algo, é porque não há nada", disse Greg Barkey. As 'zonas cinzentas' continuam a ser o principal obstáculo, mas o responsável recorda que o VAR não vai acabar com os erros de arbitragem. Por isso, só deve intervir em situações onde é claro o erro do árbitro. Situações dúbias ficam nas mãos do árbitro principal.

 

A opinião de Jorge Jesus:

 

"Partilho a opinião, mas são realidades diferentes. Um adepto dos Estados Unidos não é como um adepto de Portugal ou de Espanha, que são muito mais fervorosos. Com as novas tecnologias, um adepto pode ver logo ali o lance, na hora.

 

Penso que fomos dos primeiros países a aderir a esta ideia. Os outros têm mais que aprender connosco. Não é por ser a MLS, uma federação ou um campeonato dos Estados Unidos, que não podemos aproveitar algumas questões. Mas acho que eles têm mais a aprender connosco".

 

Começo por questionar os conhecimentos de Jorge Jesus sobre as origens do adepto norte-americano. Pouco ou mesmo nada, decerto, e além do mais, "fervoroso" até nem será o termo mais adequado. Eu optaria pelo termo "civilizado".

 

É evidente que no contexto futebolístico, o continente norte-americano tem uma história muito mais curta quando comparado com a Europa ou a América do Sul, mas em termos de organização desportiva, seja em futebol ou em qualquer outra modalidade, é líder incontestável.

 

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publicado às 02:39

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3 comentários

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De PSousa a 22.03.2018 às 11:35

O problema actual do VAR é mesmo este, deixar na duvida o adepto sobre que imagens viu o árbitro para tomar a decisão, mais uma vez refiro o caso do golo anulado ao Doumbia.
Houve formação adequada?
Porque é que não se inicia uma formação em VAR, para quem não tenha sido árbitro, e sejam esses os que ficam na "cidade do futebol"? - Seria um part-time muito interessante para alguns, eu por exemplo não me importaria de fazer um curso desses!
As regras estão a ser cumpridas por todos os árbitros? Sobre ir ou não ver os lances, sobre decisões de jogadas semelhantes...

Para acabar com toda a suspeição em volta da arbitragem e por forma a melhorar a comunicação entre adeptos e o próprio futebol, sou a favor de um programa como era o "Domingo Desportivo", com apenas os resumos dos jogos e um a dois árbitros dos jogos mais importantes, para comentar os lances onde foram intervenientes.

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De Bento de Jesus Carvalho a 22.03.2018 às 14:17

A nível de treino táctico e técnico, até podem ter muito a aprender connosco, mas a nível de organização, e respeito pelo adepto, estamos a anos luz.
Aliás, nem sei se estarão assim tão longe a nível do treino, penso que não têm é a mesma quantidade e qualidade de talento de jogadores.
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De Rui Gomes a 22.03.2018 às 15:21

No Canadá, com a sua população de cerca de 35 milhões, os números são naturalmente inferiores, mas nos Estados Unidos há mais de 300 mil jovens no futebol de formação. Claro, é um processo que vai levar o seu tempo.

A MLS é uma excelente Liga e em termos de organização espectacular. Controla os orçamentos dos clubes para minimizar problemas financeiros e limita o número de jogadores importados de elevado custo, por essa mesma razão.

No foro técnico não podem de modo algum estar ao nível da Europa, mas não vai levar muitos anos para se ver uma melhoria notável.

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