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Que fazer com a Juve Leo ?

Rui Gomes, em 14.11.18


Este artigo já estava pensado antes da detenção do líder da Juve Leo e as consequentes reflexões não são afectadas por essa circunstância.

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Assisti ao aparecimento, ainda no Estádio antigo, da Juve Leo; foi uma lufada de ar fresco, uma alegria contagiante no apoio à equipa, uma plástica inovadora, abrilhantada com a música dos Vapores do Rego. Nesta, como em muitas outras frentes, o Sporting inovou, foi o primeiro.

Outros comentadores mais abalizados explicarão as razões desportivas, e outras, que conduziram à subversão deste espírito inicial e empurraram a Juve Leo para aquilo que hoje é. Não quero adjectivar, mas quero dizer que nesta história não há inocentes, de agora ou de antes.

Em minha opinião, há coisas que mais vale atalhar do que remediar; o que a Juve Leo fez assume tamanha gravidade que é inaceitável à luz dos valores que devem reger o clube e este não pode deixar-se ficar.

Com todo o respeito, não creio que o assunto se resolva com a proibição de ir no charter da equipa ou no encurtamento do prazo de reembolso dos bilhetes; compreendo a boa intenção, mas viu-se a reacção e esta diz tudo.

O Sporting CP tem, de uma vez por todas, de demarcar-se da Juve Leo; e, se não a pode juridicamente extinguir, pode exercer os seus direitos enquanto entidade promotora do espectáculo desportivo, nomeadamente denunciar com justa causa o protocolo existente, proibir o acesso ao estádio, acabar com as tolerâncias e o apoio financeiro.

Costumo dizer que a Justiça distributiva em Portugal só poderá existir quando houver um governo que não ceda à chantagem dos sindicatos dos professores (os funcionários mais bem pagos de Portugal, na opinião da OCDE); só existirá paz no Sporting no dia em que o clube se livrar da nefasta dependência da Juve Leo.

A argumentação de que tudo é permitido porque esses adeptos é que se sacrificam pelo clube e o apoiam em todo o lado tem limites. Haja alguém que assuma que gente da laia de Fernando Mendes ou de Mustafá não é digna de chefiar uma claque do Sporting, que comportamentos como Alcochete, as tochas em cima de Rui Patrício, as intimidações e agressões, a ordinarice das palavras de ordem não são toleráveis e que, conclusão lógica, a Juve Leo, tal como é hoje, não tem lugar, não encaixa nos valores e práticas do clube.

Se houve, no passado, o rasgo de criar a Juve Leo, haverá que ter agora a clarividência de acabar com ela. Até porque há mais claques e outras podem ser criadas. E haverá sempre, mas sempre, adeptos que apoiem o clube.

 

Carlos Barbosa da Cruz, jornal Record

 

publicado às 04:18

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45 comentários

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De Anónimo a 14.11.2018 às 11:02

Não sei o que se passou. Governo Verde
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De Rui Gomes a 14.11.2018 às 11:39

Quem vai fazer e como se faz a identificação dos ditos marginais?
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De E-mocho a 14.11.2018 às 11:51

Perguntar à PSP, eles sabem bem quem são (uma porrada deles)!

A menos de cadastro, não se consegue fazer à priori. À primeira chatice detetada e identificada serem expulsos das claques e de sócios (e impedidos de entrar em qualquer estádio). O problema é ter “coragem” para fazer isto de forma tão “severa”. A coragem não é só dos clubes, tem de vir também das entidades responsáveis e estado.
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De Governo Verde a 14.11.2018 às 11:58

Mão de ferro, com quem prevarica...
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De Jorge Pereira a 14.11.2018 às 12:15

Mas não é suposto ser a Juve Leo uma claque legalizada? Uma claque que cumpre com todos os preceitos da lei, entre os quais a identificação de todos os seus membros? Não somos todos nós lestos a apontar o dedo às claques dos vizinhos pelo simples facto de não serem legalizadas? Então afinal para que serve a legalização das claques? Como arma de arremesso entre clubes? Para incendiar ainda mais os ódios que dirigentes irresponsáveis (entre eles o destituído) andam há anos a semear? Onde está agora o IPDJ para opinar sobre este caso?
Meus caros, eu digo isto sem qualquer tipo de problema. Sou sportinguista com muito orgulho, mas não me revejo nesta forma de hoje se ver o futebol onde o que menos conta é o que se passa entre as quatro linhas. Tenhamos de uma vez por todas a coragem e o desassombramento de apontar dedos àqueles que só têm feito mal ao desporto no geral e ao Sporting em particular. Claque como a JL há muito que deveriam ter sido desmembradas e banidas dos estádios. Querem tratamentos de favor para quê? Para comportamentos de arruaceiros até contra sócios e simpatizantes do próprio clube? Para coagiram direcções atrás de direcções a suportá-los a custo de "não terem problemas"? A mafia comporta-se assim. Para isso não muito obrigado. Não pago as minhas quotas para andar a financiar grupos de proto marginais. Tenhamos, dizia, mas é a coragem de até nisso sermo pioneiros em Portugal. Acabem com os grupos organizados de adeptos, ou claques ou cliques ou bandos ou o que lhes quiserem chamar. Devolvam o espectaculo às familias, aos sócios, adeptos e simpatizantes. Tenho a certeza que se puserem os meninos da JL e de outras coisas a andar, aqueles espaços serão preenchidos por gente que realmente aprecia o desporto e ama o Sporting em primeiro lugar!

Saudações Sportinguistas
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De Rui Gomes a 14.11.2018 às 15:56

A questão da legalização é lateral. O facto de quem é legal infringir as leis, não anula a necessidade de legalização de quem não está.

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