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Rafael Leão alvo de duas penhoras

Rui Gomes, em 18.12.20

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Está em marcha a acção de execução do Sporting CP contra Rafael Leão. Através do agente encarregado do processo, José Castelo Branco, a SAD leonina já procedeu a duas penhoras em Portugal - no valor de 36,7 mil euros - que visa dar cumprimento à decisão favorável do TAD, conhecida há 9 meses, por “resolução ilícita do contrato de trabalho desportivo”, em 2018, na sequência do ataque à Academia.

Rafael Leão foi condenado a indemnizar o Sporting CP em 16,5 milhões de euros. Com os juros a contar da data de notificação das partes, a acção de execução ascende a perto de 18 milhões de euros (17.990.812,94 €). Embora a defesa do agora jogador do AC Milan tenha interposto um pedido de anulação, este não tem efeito suspensivo.

A cobrança do crédito pela via judicial começou por dois bens de Rafael Leão em território português e avaliados em 11.257 euros e em 25.941,48 euros. O esforço do Sporting para dar cumprimento à deliberação do TAD já passou fronteiras, uma vez que o futebolista também já foi citado em moradas de França e Itália. Leão representou o Lille em 2018/19, antes de se transferir para o AC Milan, onde ainda continua. O jogador não se terá oposto à execução ou às penhoras.

O cerco do Sporting chegou igualmente à FPF, pois o Clube pretende penhorar eventuais prémios futuros a que Leão tenha direito em virtude da chamada às Selecções Nacionais. A notificação à FPF vai ser renovada em conformidade.

A mensagem mais cara de sempre...

A decisão do TAD, conhecida no dia 18 de Março, penalizou fortemente uma mensagem de Rafael Leão para o ex-presidente destituído Bruno de Carvalho, após o ataque à Academia de Alcochete: Obrigado. Estamos juntos boss, lia-se na sms, considerado incoerente, pois Leão fundamentou o seu pedido de rescisão na falta de condições para continuar no Clube. O jogador foi condenado a indemnizar o Sporting em 16,5 milhões de euros. A SAD terá de pagar 40 mil euros ao avançado pela “prática de assédio moral”.

Assente parcialmente numa reportagem de Ricardo Granada e Vítor Almeida Gonçalves, em Record.

publicado às 03:33

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38 comentários

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De Mike Portugal a 18.12.2020 às 08:17

Espero que lhe penhorem uma boa parte do ordenado e dos prémios de jogo no Milan.
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De RASR a 18.12.2020 às 09:04

Só há uma coisa que não entendo e que espero que alguém melhor entendido possa esclarecer. Se a lei diz que o jogador e o clube para o qual rumou são solidariamente responsáveis, por que razão apenas estamos a executar o jogador? Por que razão não se responsabilizou igualmente o Lille, que a bem da verdade, não recebeu simplesmente o jogador. Teve de haver assédio para que ele tivesse imediatamente chegado lá mal saiu de cá... Alguém pode explicar isto?
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De Rampante a 18.12.2020 às 10:12

Segundo apurei, o "problema" é que o contrato entre o jogador e o Lille, desresponsabiliza o clube dessa situação.

Essa regra da "responsabilidade solidaria" foi feita com o intuito de proteger os jogadores, no entanto quando tens um contrato em que o jogador diz que "não quer ser protegido", fica difícil para o SCP, neste caso, responsabilizar o Lille.

Legalmente isto dá discussões sem fim, mas de forma "simplista" é uma bela duma treta...


No fim e como digo desde o inicio, vê-se aqui que a melhor via seria sempre a negociação, mesmo a valores abaixo do mercado, pois desta forma o SCP dificilmente recuperará valores "dignos" de nota.

O jogador teve mais que tempo para se preparar para as penhoras e isso vê-se bem pelo montante total penhorado... a esta hora a sua fortuna estará em países que não reportam contas a Portugal... e se as coisas apertarem mesmo, ele pode sempre rumar a um clube num País que não reconheça facilmente sentenças estrangeiras (Asia, Turquia, Arabia, USA, Brasil, etc...).

Até agora, este processo só fez o SCP perder dinheiro... vamos ver se pelo menos o dinheiro gasto se consegue recuperar!
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De RASR a 18.12.2020 às 14:50

Posso estar enganado, mas duvido que um acordo se possa sobrepor a uma normal legal quanto á diminuição da garantia patrimonial de um credor... Não me parece, a não ser que seja prestada caução ou um reforço de garantia, como acontece com os bancos, que um acordo entre o devedor e um terceiro para diminuir as garantias de um credor (neste caso, a capacidade do Sporting reaver a sua indemnização de um devedor solidário, porque foi a ideia com que fiquei na altura em que isto se debateu) seja defensável, quando a lei protege o Sporting em poder reaver a sua indemnização de dois devedores (em vez de apenas um com escassa capacidade de se vir a concretizar nos montantes sentenciados, ao passo que facilmente o conseguiria fazer contra o clube Lille, logo através das verbas da venda do RL por 30 e muitos milhões de euros...)

Por isso pergunto, a quem tenha melhor entendimento, como é que isto é possível, o Lille ter-se escapado? Foi fraca e negligente, a defesa jurídica do Sporting? Foi uma situação de poupança de custos com o caso ao se julgar unicamente RL? Alguém consegue perceber alguma coisa disto???
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 15:09

Já lhe foi explicado, mas parece que o caro não aceita a explicação.

Acha mesmo que se tivesse sido possível outra acção, o Sporting ignoraria o Lille???
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De Rampante a 18.12.2020 às 16:15

A questão é que não existe nenhuma norma legal que responsabilize o Lille no processo em apreço.

O que existe são regulamentos FIFA e esses são mais fracos que contratos de trabalho, já que os regulamentos FIFA são "Direito Privado" e os contratos de trabalho são baseados em Direito Civil.

Aliás, neste caso em particular a FIFA até lavou as mãos e considerou-se incompetente e deixou ser o TAD (português) a decidir.
Como esta ação era no nosso TAD, o Lille não foi perdido nem achado nesta decisão.

Agora, quer o SCP quer o jogador podem sempre ir ao TAS (Suiça) que arbitra litígios internacionais e neste caso o TAS pode reger-se pelos regulamentos FIFA ou eventualmente Suíços, mas, irá sempre dar primazia à legislação do pais de origem dos contratos (existe jurisprudência sobre isto).
Assim, se o contrato assinado na França entre Rafael e Lille desresponsabilizar o clube ao abrigo da Lei Francesa, dificilmente o TAS irá opor-se e o SCP nada poderá fazer contra o Lille.

O mesmo é valido para o recurso que o Rafael colocou no TAS. Dado que em Portugal houve decisão favorável ao SCP e dado que o contrato entre jogador e club foi em Portugal, dificilmente o TAS agora irá reverter a situação.


E mais, por exemplo em Portugal, nestes litígios os regulamentos da FPF permitem desresponsabilizar o clube desde que ele prove que não aliciou o jogador antes da rescisão.
Pode perguntar-se, porque raio a FPF tem regulamentos diferentes da FIFA.
Sendo que a resposta é simples: a FPF tem de ter os seus regulamentos de acordo com a Lei Portuguesa e a FIFA tem os seus de acordo com a Lei Suíça.
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De J. a 18.12.2020 às 10:36

Não era suposto ser fácil? Não havia o argumento de levar todos a tribunal e encaixar de seguida as cláusulas de rescisão!?
Não percebo sinceremante.....a dificuldade!!!
Só de adiantar que no ano seguinte o Lille vendeu o Rafael Leão por 35 milhões e o que estamos aqui a falar nem é metade desse valor.
É esta a grande vitoria de ter levado o processo da rescisão até ao fim?
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 11:06

Qual é o seu ponto?
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De J. a 18.12.2020 às 11:31

O ponto é que tanto criticou por andarmos a fazer negocios com os "traidores" e com os clubes para onde foram, agora deveriam pensar melhor na facilidade que era em termos tão rapidamente os milhões da claúsula, porque supostamente nenhum deles tinha razão.
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De Schmeichel a 18.12.2020 às 14:13

O que impede um jogador de sair alegando justa causa com o clube? nada..... Legalmente um jogador pode rescindir com um clube e começar logo a jogar noutro, o processo será julgado à posteriori. Na prática quem se lixa sempre é o clube.

Na minha opinião o que isto demonstra é que perante um ataque brutal feito com muitas rescisões ilegais, o Sporting como qualquer outro clube, não teve a capacidade para aguentar financeiramente todos estes processos em tribunal, se bem que os ia ganhar todos, porque os factos dizem-nos que o ataque de Alcochete foi um ataque externo, portanto o Sporting seria sempre inocentado.
Houve portanto um aproveitamento de empresários, jogadores e alguns sportinguistas que interpretaram esse ataque no seu próprio interesse pessoal, culpabilizando o Sporting e defendendo os jogadores. Deu jeito na altura.

Os que dizem que fizemos bem em chegar a acordo com os traidores, basicamente estão a dizer que ainda bem que cedemos a chantagens, financeiramente têm razão, eticamente estão completamente desorientados. Todos os clubes do mundo perante 10 rescisões dos seus melhores jogadores não iria aguentar, portanto temos de tratar essas pessoas que beneficiaram do ataque como traidores do clube e deveríamos cortar relações com essa gente.
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 14:22

Fundamente, visão destorcida das coisas à lá Schmeichel.

É um ser humano muito triste!!!
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De Jorge a 18.12.2020 às 15:09

Passando por cima de vários delirios no seu comentário, até o poderia subscrever em relação a este puto, que basicamente foi "comido" por empresário, advogados e pelo Lille (dando como certo o que o Rampante disse acima).

Generalizando e tratando todos os casos como iguais,todo o seu comentário é um enorme delirio de alguém com uma falta de noção da realidade incrivel. Desde logo o tempo que estas coisas demoram e o impacto na tesouraria dos acordos, e para finalizar o nivel de certeza que tem sobre os assuntos.

Em relação à ética... por favor...
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 15:13

E não esquecendo o pai dele que, ao que consta, teve um papel fundamental no todo do processo.

Na realidade, vários se aproveitaram e o miúdo não teve inteligência nem maturidade para reconhecer que o que estava a passar. Só pensou em sair do Sporting e ir ao encontro dos milhões lá fora.
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 14:18

Creio que isto é dirigido ao Mike Portugal, o alinhamento não é claro.

Continua a ser algo ambíguo, no entanto, depreendo que aprova as negociações que foram efectuadas para agarrar o mais possível uma vez que pela via de litígio o Sporting dificilmente receberia alguma coisa.

Interpretação correcta?
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De Schmeichel a 18.12.2020 às 14:32

Claro que sou ambiguo nesta matéria..... só um anti-sportinguista poderia não ser ambiguo..... o Sporting foi chantageado com rescisões ilegais, estes jogadores estavam avaliados em centenas de Milhões de euros, nenhum clube iria aguentar este ataque.
Eu eticamente sou contra ter feito acordos com esses jogadores traidores, porém o Sporting precisava de dinheiro e de jogadores, portanto foi chantageado e teve de ceder perante essa chantagem. Mas a razão estava toda do lado do Sporting ao contrário dos inúmeros post produzidos no Camarote ao longo destes anos que davam razão aos jogadores e empresários.
Sou a favor dos acordos porque esses jogadores traidores levaram o clube quase à ruina, e prefiro fazer acordos eticamente errados que deixar destruir o meu clube.

Relembro é que o actual presidente disse que com ele, todos os processos iriam ser anulados.... e que continuamos a negociar com o Mendes, o autor das cartas de rescisão.
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 14:34

A referência a ambiguidade não era dirigida a si. Eu não debato seja o que for consigo.
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De Schmeichel a 18.12.2020 às 14:41

Debater pressupõe argumentos, não sei se os tem.....
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 14:47

Claro que não, ando no Mundo a comer gelados com a testa. A real sapiência reside com o Schmeichel, há muito que verificámos.
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De J. a 18.12.2020 às 15:26

Então diga lá o que é que o Sporting deveria ter feiro?
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De Schmeichel a 18.12.2020 às 18:34

Ao nível de comunicação deveria dizer que foi um acto de traição dos jogadores ao clube e ao nivel de gestão não continuar a negociar com o empresário propulsor das cartas de rescisão.
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De Mike Portugal a 18.12.2020 às 20:27

Eu em parte concordo com o Schmeichel neste assunto.
O SCP foi roubado por um empresário específico chamado Jorge Mendes, que incentivou e ajudou vários jogadores com os seus pedidos de rescisão. Com esta ação conseguiu destruir a tesouraria do clube, bem como desportivamente privou a equipa de jogadores importantes. Acho que de facto, o clube não deveria voltar a negociar com este empresário.

Ora, o clube fez bem em meter processos contra os jogadores e ao mesmo tempo também fez bem em tentar recuperar esses mesmos jogadores, de forma a evitar longas batalhas jurídicas que poderiam demorar anos, sendo que nós sabemos que o ciclo de vida dum clube precisa de dinheiro em curtos espaços de tempo e não pode estar anos à espera de resoluções jurídicas que envolvem milhões de euros.

O clube fez também bem ao tentar negociar com os outros clubes para receber algum dinheiro e diga-se em abono da verdade, que a meu ver (opinião completamente subjetiva e pessoal) saiu a perder muito com o valor da venda do melhor GR Português e de Podence, cujo dinheiro recebido foi muito abaixo do valor real deles. Mas dos outros penso que o valor recebido foi já bastante mais perto do que teria sido uma venda não forçada.

Com o Rafael Leão abriu-se um precedente muito grave. Agora se um clube não quiser vender um determinado jogador, ele pode rescindir o contrato unilateralmente invocando falta de condições psicológicas e pode imediatamente começar a jogar por outro clube. E ainda também pode assinar um contrato que tire a responsabilidade a esse clube de ser solidário com algum pagamento que advenha da rescisão não ser considerada com justa causa. Isto é gravíssimo !!
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 20:39

Serei o último a defender Jorge Mendes...

Este comentário, como outros do Schmeichel, reflectem a linha "editorial" brunista desde sempre.

Que o empresário tirou proveito da situação não há dúvida, mas o real responsável de tudo o que aconteceu vai por outro nome, e nós sabemos muito bem quem é.
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 21:31

P.S.: A postura da FIFA é muito ingrata, para não dizer mais.
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De Greenhill a 18.12.2020 às 21:02

A minha pergunta é: é então o ordenado dele? Ele está a jogar em Itália, não pode ser parte penhorado? Acho que vai ser.. Claro que se ele fugir para outro campeonato fica mais difícil. Mas nestas situações a FIFA não deveria permitir a transferência para países onde o ordenado penhorado não possa se executado.. Caso contrário isto é uma festa..
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 21:33

Segundo as informações (ver post), o Sporting já moveu uma acção perante o AC Milan para esse efeito, mas mesmo que venha a acontecer, creio que não podem penhorar a totalidade do salário.
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De RCL a 18.12.2020 às 11:58

Ainda bem que se "negociou", William, Gelson e Podence e que outros voltaram, como Bruno Fernandes, senão o rombo seria maior.
Os responsáveis são os rambos de pacotilha que invadiram a Academia de Alcochete.
SL
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 14:39

Creio que se perguntar ao Schmeichel, os responsáveis nunca podem ser esses arruaceiros das claques e outros que foram recrutados para esse fim.

Aliás, até terá razão, porque o verdadeiro culpado de tudo, directa e indirectamente, é o lunático ex-presidente destituído. O assalto só foi possível pela condescendência dele, muito simples.

"Foi chato".... as famosas palavras da ocasião!
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De Leão do Norte a 18.12.2020 às 20:27

Não entrando em questões jurídicas, sempre discutíveis e passíveis de várias interpretações para quem está "de fora", esta situação suscita-me duas considerações muito chamativas.

O evidente oportunismo e ganância do jogador/"representantes" que levou a acções de pura insensatez (para não chamar outro nome), tendo como expoente máximo a assinatura de um contrato entre jogador e o Lille, que ao que transparece, desresponsabiliza o clube de qualquer situação indemnizatória.

A negociação revelou-se como a melhor solução para estes casos, porque traduziu-se em acordos que permitiram ao clube, não só ser ressarcido em valores que dificilmente conseguiria pela via judicial, como também num período de tempo infinitamente menor do que o expectável pelo arrastar dos processos judiciais.
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 21:37

Uma das questões que está completamente errada, e claramente injusta, que a FIFA devia corrigir através de nova regulamentação, é um clube, neste caso o Lille, poder desresponsabilizar-se ao assumir a transferência de um jogador nas condições em que Rafael Leão lhe chegou às mãos.
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De Naçao Valente a 18.12.2020 às 21:39

Concordo em absoluto.
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De Leão do Norte a 18.12.2020 às 23:08

Aliás, ninguém nos garante que o Lille não tenha usado este "esquema" ("convencendo" o Rafael Leão), para dificultar ao máximo qualquer tentativa do Sporting em receber uma indemnização caso a justa causa não fosse reconhecida.
É sempre mais difícil, até na justiça desportiva, ser ressarcido por um sujeito individual do que por uma "entidade colectiva".
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De Rui Gomes a 19.12.2020 às 00:16

O Lille recusou linearmente negociar com o Sporting desde o primeiro minuto.

Não sei se "convenceu" Rafael Leão a agir como agiu, mas creio que tenham imposto rigoramente a condição da responsabilidade para assinar o jogador.
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De Leão do Norte a 19.12.2020 às 00:48

É por essa situação que a atitude do Lille sempre me pareceu premeditada.
Aliás, numa fase inicial e se bem se recordam, o argumento inicial do Lille para não negociar com o Sporting foi a artimanha de que o caso do Rafael Leão era diferente das outras situações, uma vez que ele era um jogador livre, não por via da rescisão contratual, mas por término de contrato, não querendo reconhecer a opção de mais dois anos de contrato que o Sporting tinha accionado.

Perdoem-me a franqueza e a "ofensa" para quem tem de actura profissionalmente nesse sentido, mas estes comportamentos demasiado "legalistas" de entidades competentes revoltam-me!
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De Naçao Valente a 18.12.2020 às 21:38

As coisas são como são, e não como gostaríamos que fossem. Sempre defendi que os jogadores tiveram as suas razões, uns mais que outros. O certo e indesmentível é que sem "Alcochete" e os seus antecedentes, quase sempre esquecidos, não teria havido rescisões.

As rescisões de contratos de trabalho são normais, quer da parte da entidade patronal, quer da parte do assalariado. Estão prevista na Lei e vertidas nos contratos. Quando não há acordo, entra a via judicial. Normal.

Muitos jogadores do Sporting estavam fartos do Presidente, e em rutura com ele, e não com o Clube. O ataque que sofreram em Alcochete abriu-lhes a porta da saída. Uns com as suas razões, outros com mercado que foram por arrasto. Chamar-lhes traidores é próprio de quem os considera como escravos. Não eram, nem são. São homens livres, e como tal podem tomar as decisões que defendam os seus interesses, sujeitando-se às consequências legais.

As fidelidades eternas são apanágio do feudalismo. Por outro lado, no campo das rescisões, não se podem meter todas no mesmo saco. Não se pode comparar os casos de Leão com Patrício, William ou Bruno Fernandes, por exemplo. Depois da demissão do presidente houve quem voltasse, e houve quem aceitasse negociar a saída, o que prova que esta foi fruto das circunstâncias.

Chamar traidores aos jogadores e ilibar o principal responsável que criou as condições para que isso acontecesse, só pode vir de mentes cuja visão da realidade é unívoca.
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De Rui Gomes a 18.12.2020 às 21:43

Nem mais!
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De Leão do Norte a 18.12.2020 às 22:48

Caro Nação Valente,

Subscrevo grande parte das suas considerações, mas permita-me discordar, em certa medida, com a afirmação "As fidelidades eternas são apanágio do feudalismo.".

Sendo o futebol um "território" com um componente emocional forte, especialmente da parte dos adeptos, quero continuar a acreditar que, apesar da actual realidade eminentemente económica, há espaço para fidelidades eternas, mesmo sem relações contratuais, que não impliquem comportamentos feudalistas.
Pode ser lirismo, mas ainda alimento a esperança de que há um pequeno espaço para o "romantismo" no futebol, assente em sentimentos mútuos de fidelidade.
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De Naçao Valente a 18.12.2020 às 23:57

Caro Leão do Norte.

Tem razão. Mas na minha análise, em parte resposta a certos comentários, referia-me a fidelidades entre entidade patronal e os seus trabalhadores. Nesse aspecto específico não me parece que exista, em absoluto. No caso concreto, não vejo da parte dos Clubes ou dos seus atletas esse tipo de fidelidades. Existem contratos que devem ser cumpridos, mas que podem ser interrompidos.

Quando se refere á fidelidade dos adeptos, acordo total. A relação dos adeptos com o Clube é sobretudo emocional e até incondicional. É uma relação para a vida. Se quiser pode ser "romantismo".

Quanto aos atletas que são profissionais, de uma forma geral, por muito amor que tenham à camisola, colocam interesses em primeiro lugar. Se assim não fosse nunca teríamos perdido alguns dos grandes craques. Não lhes posso exigir fidelidades para a vida. O que exijo é que honrem a camisola, enquanto a vestirem, e que a sintam com paixão.
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De Leão do Norte a 19.12.2020 às 00:26

Nesse contexto, especificamente laboral, totalmente de acordo. Tal como os exemplos de "cadeiras de sonho" ou "para sempre" revelaram.
Aliás, em grande parte das situações, a fidelidade é quebrada pelos clubes, razão pela qual a fidelidade eterna, do ponto de vista laboral, não pode ser encarada somente na perspectiva do jogador para com o clube.

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