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A imagem ilustra o que frequentemente me dá vontade de fazer, ao ler algumas das asserções de Bruno de Carvalho - e são tantas. Não é segredo algum que o presidente do Sporting pratica o culto da sua própria pessoa, chamando atenção a si próprio, enaltecendo os seus supostos feitos, e mesmo quando se escuda com o nome do Clube, o foco é sempre ele.

 

Isto vem a propósito do quê ?... De mais uma investida sua no Facebook - como não podia deixar de ser - sobre uma recém-decisão do International Board da FIFA relativamente à suposta introdução do recurso de vídeo para rever lances no futebol. Nem a sua interpretação é inteiramente correcta, nem há causa para tão enorme reogozijo, muito menos ainda para a acentuada (e irritante) vanglória. Vejamos o seu texto:

«É a Razão que permite distinguir o capricho da teimosia da virtude da perseverança ! Hoje é um dia que pode vir a ser relembrado como histórico na vida do Futebol: o International Board abre as portas ao Século XXI no desporto Rei ! A notícia acabada de divulgar da aplicação das novas tecnologias (para já em fase de teste) não vem apenas dar razão ao que o Sporting Clube de Portugal defende , cada vez menos isoladamente ao longo destes três últimos anos , mas vem devolver a esperança a todos os que lutam pela verdade desportiva.

O dia de hoje abre ainda ao Futebol Português a extraordinária oportunidade de estar na vanguarda deste momento ,repetimos, histórico do desporto mundial : saibam os seus mais altos responsáveis estar à altura das responsabilidades e das expectativas inerentes a esta transformação . Sabem que, em prol da transparência e da verdade desportiva podem, hoje e sempre , contar com o Sporting Clube de Portugal !»


Na realidade, um  primeiro passo foi tomado pelo International Board,  mas muito preliminar e nada que justifique a euforia e auto-glorificação de Bruno de Carvalho. Em reunião anual (Annual Business Meeting) o organismo decidiu que vai recomendar o uso do vídeo, em uma fase inicial de experimentação, na próxima Assembleia Geral da FIFA, que terá lugar entre 4 e 6 de Março.
 
Mesmo partindo do princípio que a proposta será aprovada na reunião magna, temos pela frente anos de experiências em jogos de diversas federações por esse Mundo fora. Transcrevo, em inglês, um breve excerto do comunicado publicado pela FIFA:
 

«The International Football Association Board (The IFAB) has taken a major step forward towards experimentation with video assistance for match officials.

 

During its Annual Business Meeting (ABM) held at the Royal Garden Hotel in London on Thursday 7 January, the Board of Directors gave a strong recommendation for experiments to be given the green light at the 130th Annual General Meeting (AGM) to be held in Cardiff from 4 to 6 March.

 

The protocols for such experiments were analysed today and are set to be finalised before the AGM, which would pave the way for live trials to begin as soon as the framework and timelines have been confirmed. A number of football associations and competition organisers have already expressed an interest in running trials.

 

Critical to the development of the protocols was the feedback of the Football Advisory Panel and the Technical Advisory Panel, which were set up in 2014 to support The IFAB with greater expertise before decisions are taken in order to improve the way in which the global football community helps to shape the Laws of the Game.»

 

 

Instatn-Replay.jpg

Sempre fui e sempre serei contra a implementação do recurso de vídeo no futebol, por temer que prejudicará a essência do jogo irreparavelmente. Os argumentos são muitos e variados e consenso é uma impossibilidade, seja entre os intervenientes do jogo ou adeptos. Peço desculpa, desde já, por publicar o texto que segue em inglês. Acontece que escrevi esta breve opinião há longo para uma outra publicação e nunca me dei ao trabalho de a traduzir para português. Hoje já não tenho energia para mais:

  

The testing of video replay could potentially open up Pandora’s Box for more instant replay, a scenario that most traditionalist football fans fear.  No sport that has instituted instant replay has ever rescinded it later.  As seen in  American sports, a consequence of the introduction of instant replay is  an expansion of the types of plays which can be reviewed.  The same could be said for video replay in football. For most sports, video replay ensures the referee does not negatively impact the game and thus enhances the sport. Football is generally uninterrupted and reliant on referee interpretation on fouls. Football is a game of continuous action.  There are no huddles, times between pitches to a batter, or endless free throws to enable an official to go to a monitor to review a play.  Video replay would unnecessarily slow down the game, which is and will always be considered a sin by most traditionalists, affecting the essence of the sport as a whole, irreparably, I fear. 

 

publicado às 05:10

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21 comentários

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De m1950 a 09.01.2016 às 09:56

Eu não sou a favor de se robotizar o futebol, vamos como corre a nível experimental.

Em relação à Bruno se lutou por isso nas mais variadíssimas instâncias é normal que fique contente com este "avanço".

Acho que o combate à corrupção e a luta pela transparência seria mais eficiente , embora compreenda que o jogo evoluiu e está mais rápido o que torna o erro mais frequente e devido às TVs mais escrutinado.
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De whatever a 09.01.2016 às 10:15

Fique a saber que o seu texto está a ser plagiado aqui: http://www.businessofsoccer.com/2014/09/15/no-stoppage-time-financial-implications-of-video-replay-in-mls/
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De Rui Gomes a 09.01.2016 às 10:27

Obrigado pela referência. Não surpreende, dado que foi escrito há mais de um ano e no continente norte-americano. Mas apenas parte do artigo, dado que no original eu abordei outras considerações.
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De Leão Zargo a 09.01.2016 às 10:24

Bruno de Carvalho tem uma necessidade invulgar de protagonismo e, sabe-se lá como, convenceu-se que veio ao mundo para conduzir e iluminar os simples mortais.
Na realidade, a questão da introdução das novas tecnologias como instrumento auxiliar da arbitragem é assunto já debatido desde há muitos anos e originou artigos em jornais e a conferências, simpósios e propostas que têm pressionado determinadas instituições, nomeadamente o Internacional Board, a FIFA, a UEFA e as federações nacionais.

Deram-se, entretanto, alguns passos, por exemplo o recurso a imagens televisivas ou o sistema de “chip” na bola. No fundo, pretende-se caminhar nesse campo de forma cautelosa para que não se ponha em causa o carácter e a identidade do futebol.

Para além do mais, colocam-se determinados problemas logísticos e financeiros como todos os jogos do mesmo campeonato terem o mesmo número de câmaras a filmar e que exista equidade e uniformização de critérios. Um jogo com mil ou dois mil espectadores produz recursos financeiros para pagar trinta câmaras de filmar?
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De Rui Gomes a 09.01.2016 às 10:38

Considerações muito válidas caro Leão Zargo. Na realidade, em termos práticos não vejo a sua implementação no futebol, mas a minha maior preocupação é como afectará o carácter do jogo. Interrupções sem fim para rever lances e muito também depende do tipo de lances que for pré-determinado para revisão.

Bruno de Carvalho apoiar a ideia não me surpreende, dado que nunca esteve ligado ao jogo na sua vida, salvo agora no Sporting. Surpreende-me sim alguns daqueles que de uma forma ou outra participaram directamente, seja como jogadores, treinadores ou dirigentes.
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De Petinga a 09.01.2016 às 10:37

Sem comentar a obsessao com BdC, vamos cingir-nos ao tema.

O maior problema que eu vejo com a introducao do vídeo é como se garantirá que todos os jogos de uma determinada competicao tenham o mesmo suporte vídeo. Para além disso, há grande falibilidade em repeticoes de lances de fora-de-jogo já que, mesmo em jogos "grandes", a interpretacao pode variar IMENSO dependendo do angulo em que a camara está localizada. Pior ainda, em que frame se pára a imagem.

Onde vejo maior potencial é em decisoes conducentes a grandes penalidades. Aí poder-se-á ajudar bastante a decisao do árbitro. O problema é que marcar ou nao penalti permanece uma questao de juízo pessoal e subjectivo do árbitro, com ou sem imagens.

Nao tenho tanta certeza que o futebol moderno seja um jogo de accao contínua, como escreve no excerto que incluiu no post. Basta comparar o tempo total de jogo (geralmente entre os 93 e 98 minutos, incluindo descontos de ambas as partes) e o tempo efectivo, uma fraccao desse valor.
Pausas existem aos montes, sobretudo em campeonatos (como o portugues) onde os jogadores tenham a cultura de "queimar tempo". Fazer uma pausa em que o relógio pare, com duracao definida, nao me parece um drama por aí além - desde que com duracao e número máximo definidos. Mas os potenciais problemas sao muitos, como mencionei acima.
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De Rui Gomes a 09.01.2016 às 10:51

Vocês os devotos são teimosos. Quantas vezes é preciso dizer que não estou obcecado com Bruno de Carvalho. Não integra o meu pensamento de modo algum, salvo nestas ocasiões.

Reitero pela milésima vez que não o respeito e não confio nele. De resto não me aquece nem me arrefece.

Eu teria escrito um breve artigo sobre a decisão do Board mesmo sem a missiva dele. Esta apenas me afectou, pela sua forma exasperante.

Contrário à sua opinião, a fluidez do jogo será a componente mais afectada, porque, como indica, já temos algumas interrupções pelas razões conhecidas e o recurso de vídeo garantirá mais X por jogo, mediante o número que for permitido a cada equipa, se a regra for essa.

E num dos casos de grande penalidade, o que é que a imagem nos vai indicar sobre mão na bola ou bola na mão, ou seja, a intencionalidade ? É que para muitos adeptos, hoje em dia, é sempre falta desde que haja este contacto, não interessa como. A visão do árbitro deve ser outra, mediante as Leis do Jogo.
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De Petinga a 09.01.2016 às 11:09

Na primeira parte do seu post: mais do mesmo e a ladainha do costume. Nao consegue dissociar-se da obsessao com a figura de BdC e adjectiva pejorativamente todos os que nao partilham da sua visao (ou denunciam essa obssessao). Nada de novo. Parafraseando o próprio Rui Gomes -

No restante, nao estamos assim tanto em desacordo. Se viveu tanto tempo nos USA, saberá melhor do que eu (que também lá passei uns anos...) que uma das coisas que mais exaspera os americanos no futebol-"soccer" é o facto de as múltiplas pausas e percas de tempo nao levarem à paragem do relógio.
De resto, estamos em sintonia - nao é por o árbitro ter acesso a imagens vídeo que vai mudar a sua opiniao em conformidade com quem quer que seja - mesmo que "a maioria das pessoas" (whatever that means) ache que "era penalti".
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De Profeta a 09.01.2016 às 11:44

ahahahahahaaha

Bem, eu até sou a favor do vídeo-árbitro. De uma forma bem planeada, creio que poderá resultar. Para já, já existe tecnologia da linha de golo nalguns países, e no decorrer dos jogos, poderíamos fazer como numa outra modalidade (creio que o Rugby), em que cada treinador, tem salvo erro, 3 vezes para pedir ao árbitro para recorrer ao vídeo, quando há lances duvidosos. Isso só por si já ajudava muito.

Mas partindo do principio que nunca haverá tecnologia no futebol, há questões que precisavam de ser regulamentadas, ou haver nova regulamentação, de forma a que os jogos de interesses sejam menores.

As propostas do Bruno de Carvalho até são interessantes. A questão é que ele é um politico, e não faz nada a não ser em pensar na sua imagem. O seu único propósito é dizer que é o grande renovador do futebol português. Só que as questões debatem-se em sede própria, não no facebook, e em escritos no Jornal A Bola, recorrendo a uma analogia com a Guerra das Estrelas, em que ele é o bem, e o resto do mundo é o mal :-)

Claro que ao principio soa bem para a sua imagem. Só que para ser sério, é preciso parece-lo...

PS: Curiosamente, foi com Luís Duque na presidência da Liga, que se estreou a tecnologia da linha de golo na final da Taça da Liga. Nunca mais foi utilizada, mas foi um precedente importante que se abriu no futebol português. Curiosamente, não vimos Bruno de Carvalho cantar loas a tal iniciativa. Preferiu dar graxa ao "querido".

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De sloct a 09.01.2016 às 12:23

Se calhar seria bem mais eficaz aquilo que se faz na NFL, na MLB e no mundial de rugby, o árbitro ter um microfone ligado e explicar a toda a gente as decisões que toma e porque as toma.

Se bem que isso em Portugal.... enfim.... como é que um qualquer Xistra desta terra iria explicar o que aconteceu em Guimarães?

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De MaxMartins a 09.01.2016 às 12:32

"... Sempre fui e sempre serei contra a implementação do recurso de vídeo no futebol, por temer que prejudicará a essência do jogo irreparavelmente..."

Está no seu pleno direito e não está só...

Mas com toda a certeza também o preocupa, o facto de não havendo o recurso a novas tecnologias, "um erro grosseiro" de um árbitro poder colocar em causa toda a planificação de uma época, com os prejuizos de milhões inerentes, uma vez que a industria do futebol já não é de "tostões"...

Estou certo de que poderá ser encontrada uma opção que possa integrar as ideias dos prós e dos contras...a bem do futebol...

SL
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De Rui Gomes a 09.01.2016 às 13:15

O futebol é um desporto com características distintas de todos os outros desportos. Precisamente por essa distinção é que será irreparavelmente afectado pela implementação do recurso de vídeo.

Além do mais, quem promove esta inovação não explica como pode ser praticamente aplicada em todos os campeonatos, dado os elevados custos e ainda tendo em consideração que nem todos os jogos são transmitidos pela televisão.

O outro cenário é ter estas medidas utilizadas apenas em algumas provas. Ou seja, em campeonatos de topo. Os restantes serão ignorados.

Quer se queira quer não, as decisões nas mãos dos árbitros faz parte natural do jogo e não vai ser o vídeo que irá eliminar o que de obscuro existe. Há sempre maneiras de influenciar as coisas de forma indevida.
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De MaxMartins a 09.01.2016 às 13:39

Pois...
As decisões nas mãos dos árbitros faziam parte natural do jogo...
Se infelizmente todos nós não tivessemos já conhecimento do "Apito Dourado", que vergonhosamente "foi cozinhado" para que "não houvesse culpados oficiais", mquando todos nós sabemos o que efectivamente se passou...
Caro Rui Gomes os valores que o futebol actual movimenta, não "se compadecem" com a possibilidade de o futebol poder estar nas mãos de corruptos, sem uma contra-prova fiável...
É por isso urgente que sejam tomadas medidas que credibilizem minimamente o futebol...
Aceito que haja quem defenda um futebol "como no principio", onde a honradez e a vergonha eram apanágio dos seus protagonistas...nesse tempo, o futebol era dirigido também por pessoas honestas, o que agora...nem sempre acontece...
Neste "mundo cão" em que o futebol caiu...já "não se pode viver" como antes, infelizmente...

SL
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De Rui Gomes a 09.01.2016 às 15:17

O recurso de vídeo não vai eliminar a corrupção no futebol ou em qualquer outro desporto, nem esta se centra, exclusivamente, na arbitragem. Os maiores e mais importantes movimentos obscuros ocorrem nos bastidores, não no relvado.
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De Profeta a 09.01.2016 às 12:42

Há 50 anos atrás mal havia televisão. Logo, não havia tantas polemicas de arbitragem.
Mas surgiu a televisão, e com isso, surgiu o futebol-negócio. Ora, se o consumidor é o adepto, será justo para o adepto, que o futebol não evolua consoante os tempos modernos??????
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De Rui Gomes a 09.01.2016 às 15:19

Há muito tipo de evolução, mas qualquer que seja tem forçosamente de ser adequada ao que se destina. A chamada evolução, só por si, não resulta sem outras considerações.
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De Carlos N.T. a 09.01.2016 às 17:00

Eliminem o fora de jogo..e acabam-se metade dos erros e discussões.
E o futebol continuava fiél a sua essencia. Simples e igual para todos
Problema: os expert acabam-se :)))

P.S. vocês imaginaram já, realmente, quantas paragens teria um jogo ??
Então, em Portugal, sim seria lindo LOOOLL!!!
Especialmente, logo que a bola chegasse à área .... Gritos: Para o jogo, é penalty..

Erros, sempre haverá.. com, ou sem video

Por isso digo... Eliminar o fora de jogo, ajudaria claramente.
Menos problemática, novas tácticas, maior liberdade para jogadores.. mais golos !!!
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De Carlos N.T. a 09.01.2016 às 17:13

Uma piada, nada mais..

JJ :: o Sôr juiz de video, não há fora de jogo, o frame está mal posicionado.
O que??
O "freime", isso aí.. olhe eu não falo esses dialectos.. eu penso por a minha cabeça. LOOOOOLLL !!



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