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Reflexão do dia

Rui Gomes, em 12.02.19

 

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António Simões, em entrevista ao jornal Observador, comenta a recém-goleada do Benfica ao Nacional:

 

“Isto não é usual, não é uma goleada ‘à antiga’, como falam por aí. É uma goleada que não tem tempo, é intemporal. Jogo com ‘molho à espanhola’ e ‘piri-piri’ é só conversa.

 

Não faz nenhum sentido que haja estes resultados quando o conhecimento do treino e do jogo é muito maior do que há 50 anos. É difícil acreditar que os treinadores não tenham qualidade para criar uma estratégia de jogo que impeça resultados destes.

 

Os únicos que ficam contentes com isto? O Benfica. Ganhou 10-0. Extraordinário. E do outro lado? Os profissionais do Nacional foram completamente arrasados durante 90 minutos e foram completamente impotentes face ao desequilíbrio que existe!

 

É o momento de a Federação, a Liga e os Sindicatos se juntarem e reflectirem, pensarem bem no que querem para o futebol português. Até podem dizer que não tenho razão, mas eu quero lá saber. Não faço é de conta que isto é um momento de celebração e não de se reflectir e pensar sobre o que queremos, afinal para o nosso futebol”.

 

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publicado às 04:32

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88 comentários

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De JCR a 12.02.2019 às 23:18

E o E-mocho, acredita nos números das SADs, bem como na supervisão da CMVM? Eu também desconfio e muito de tudo o que lá vem, e evidentemente, que nenhum clube vai usar totalmente os seus capitais próprios, para pagarem os seus passivos, ninguém faz isso, mas uma coisa devia ser feita, devia haver no campeonato nacional da 1ª divisão, algum tipo de "fair-play finaceiro", impedindo assim, que clubes com grandes passivos, pudessem contratar jogadores caros e com salários chorudos, e relembro aqui 1 caso que já aconteceu no nosso futebol, vários clubes deixaram de existir, como é o caso, se estiver correcto, do Salgueiros, por questões financeiras, mas o caso que quero aqui salientar, é do Campomaiorense, que segundo o que eu me lembro, chegou a militar na 1ª divisão, mas por questões financeiras, porque não queria ter dívidas avultadas ou passivo, deixou de competir, as 15 equipas restantes do nosso campeonato, são heroínas em tentarem sobreviver, no meio da injustiça que é o nosso campeonato, estar a comparar o SLB ao Nacional, é o mesmo que estar a comparar um Mercedes com um Fiat, sendo o Fiat uma marca com alguma qualidade, não espelhando assim realmente a comparação que quis fazer com o Nacional, mas as diferenças entre as marcas, são evidentes, assim como são as diferenças enormes entre os 2 clubes mencionados, e é por isso que este campeonato tem tudo, menos ser equilibrado, e falo também contra o meu clube, o SCP, a verdade tem que ser dita, doa a quem doer, e por não se tomar medidas estruturais no nosso futebol, é que depois temos resultados desta índole, que são tudo menos normais, evitando aqui tocar em suspeitas de compra de jogos, nem sequer quero ir a tanto, mas é a realidade há muito conhecida pela nossa FPF, mas que continua cega, surda e muda, neste aspecto, e por isso, é que nada faz, ou quer fazer!
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De E-mocho a 13.02.2019 às 02:34

Portanto, agora é uma questão de fiabilidade/legalidade nas contas das SADs. Apenas contestei a sua frase bombástica de que todos estavam em falência técnica. Fui uma espécie de polígrafo.
Todas as empresas, cotadas ou não na bolsa, fazem engenharia financeira. Isto não é crime. Falsear contas é crime.

Falha-se-me, no entanto, esta conversa toda (só) por causa dos 10-0! Repito, esta lenga-lenga à volta deste resultado é puro ruído. Isto só seria preocupante caso este tipo de eventos fossem comuns, o que não corresponde minimamente à verdade. É apenas uma aberração estatística, derivada de um conjunto de fatores que desembocam neste tipo de situação. E não demonstra, nem comprova, o índice de competitividade na Liga (internamente, não uma comparação com as outras). O que é certo é que, geralmente, é com os “fracos” que se perdem/ganham pontos que alavancam a perda ou ganho dos campeonatos. Aliás, é recordar a opinião do Sérgio Conceição quando disse que estava cada vez mais difícil de ganhar os jogos!

Situações em que numa equipa o que há de ordenados de uns poucos ultrapassa a totalidade de outros não é, de todo, um exclusivo da liga portuguesa. Nem por sombras. E nem o fair play financeiro da UEFA consegue fazer grande coisa pelo assunto!

É absolutamente normal (e com efeito cascata) que os clubes com mais simpatizantes e sócios consigam gerar mais dinheiro e potenciar melhores contratações. Nisto, não há muito a fazer. Há, depois, os casos de clubes que são comprados por magnatas (com boas, más, assim-assim intenções) que conseguem injectar resmas de dinheiro para fazerem contratações de porém outros a chorar. Dependendo da forma como se injecta o dinheiro, aqui talvez se possa fazer algo. Mas este fenómeno, em Portugal, não têm expressão. (Ainda) não é um “problema”.

Talvez uma maneira de “tentar” nivelar melhor (mas muito longe disso, acho) seria através da venda em pacote dos direitos televisivos (e até de imagem/marketing). Há quem acredite que se conseguiriam muito melhores valores em pacote (não consigo ter sequer opinião aqui, nem dados suficientes para sequer pensar sobre o assunto). Seria, embora dificilmente com actual mentalidade, uma maneira de distribuir NÃO proporcionalmente as receitas desses direitos pelos clubes. Por diversas razões, acho que estamos muito longe de chegar a esta “bondade”.

Mas isto são outros quinhentos e não é história de agora! Usar esta aberração como o grande sinal do que está errado e que é...exageradamente errado!

Já aqui (e noutros sítios) li que, por causa disto, o Nacional não merece estar na 1ª liga. Errado! O campeonato é uma prova de fundo. O clube será despachado se tiver tido para além deste resultado outros maus resultados!

É uma pseudo-intelectualisse dizer que por um qualquer delta dirac achar que se vê um padrão e tirar conclusões brilhantes.

Como se ousa, às vezes dizer, haja pachorra!

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