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Tenho procurado na última semana proceder a uma observação menos emocional e mais racional sobre este momento do nosso Clube nesta pré-época. Alguns resultados menos conseguidos têm provocado discussão aqui e além, no que respeita à fundamentabilidade destes configurarem a previsão de uma época de sucesso, na qual as nossas expectativas se encontram elevadas uma vez mais.

 

Em Portugal, tanto Vilas-Boas como Vitória foram treinadores que não desfrutaram de bons presságios em pré-época. No final dos respectivos campeonatos (2011 e 2016) e feitas as contas, os resultados foram de facto felizes, remetendo a esquecimento tristes episódios do passado que ninguém mais se lembrou. Necessário será reflectir se teremos de nos sujeitar a comparações entre situações de continuidade (no caso do Sporting este ano) ou de transição (nos casos anteriormente referidos). Assim, assola-nos a dúvida em relação ao potencial e real valor deste nosso plantel, ainda que desfalcado de peças importantes. Viverá o Sporting dependente dos que ainda gozam de férias? 

 

Talvez estes resultados não sejam assim tão importantes. Porém, gostava de ter verificado uma disputa de um Torneio digno, praticado com todas as condições que em geral torneios profissionais exigem, e não apenas jogos em vulgares recintos de treino, num clima de confraternização e de pouca exigência. Algumas invasões de campo por parte dos nossos adeptos (cegos no apoio ao Clube, mas cegos na avaliação ao desempenho?), revelaram amadorismo na organização – confesso que temi pela segurança do infeliz árbitro do jogo com a equipa holandesa; tudo exposto, demasiado exposto, pouco de acordo com matrizes de razoabilidade e concentração. “Bruno, anda aqui para tirar uma foto” para gáudio de quem observa e ouve. Se era isto que se desejava, nesta tão importante “pré-época de aproximação aos adeptos do Clube”, foi isto que se teve. Que na comitiva todos tenham ficado felizes com o(s) resultado(s).

 

Paralelamente, aguardo com alguma ansiedade as primeiras movimentações de mercado no nosso Clube. Com cronómetro cada vez mais acelerado para uma obrigatória injecção de capital (vulgo balão de oxigénio, vulgo pretensões dos credores em liquidar os naturais juros e interesses de Factoring), aguardamos por um ou dois bons negócios. Eu aposto as minhas fichas em 2 transacções até Setembro + 1 em Janeiro, na melhor das hipóteses, ou 2+2 no pior cenário: eliminação da Liga dos Campeões na fase de grupos.

 

A minha sugestão contemplaria um cenário diferente. Com humor, em Fevereiro deste ano teria sido organizada uma excursão a Roma, levando a Banca e a Holdimo a ver o Papa e outras paisagens, aproveitando o momento para efectuar os seguintes pedidos:

 

#1 - Em Maio deste ano ter procedido a um Aumento de Capital de 50 Milhões, com um depósito de 30% que garantisse em Julho – este mês – a libertação de dois passes de jogadores como garantias bancárias, de acordo com as normas europeias em vigor.

 

#2 - Utilizar a verba remanescente do Aumento de Capital para adquirir 3 jogadores fundamentais antes das diversas competições internacionais iniciarem. Atribuir os passes destes novos activos como Fundos de Garantia, afim de se resgatar a verba de 30% para manutenção de escala de vencimentos.

 

#3 - Negociar com a Banca a manutenção dos activos até Dezembro, (não vender três dos campeões europeus), garantindo-lhes – à Banca e aos Jogadores – 2 operações (vendas) de mercado em Janeiro.

 

#4 - Pegar na libertação de garantias bancárias (passes) descritos na alínea #1 e realizar 60 milhões até ao final deste mês de Julho – João Mário e Slimani, ex. – tendo procurado adquirir jogadores consagrados para as mesmas posições com a devida antecedência.

 

#5 - Uma guia de marcha para Teo, João Pereira, Schelotto, Azbe, Zeegelaar, e demais “bons rapazes” de qualidade duvidosa. Que me desculpem aqueles que apreciam algum destes jogadores que referi.

 

#6 - Em Janeiro realizar uma venda: William.

 

#7 - Pedir ao bom Jesus para fazer de Palhinha, Podence e Matheus um negócio de 80 milhões no Verão do próximo ano. Ou também levar Jorge Mendes a Roma…

 

Por outro lado…

 

Gostaria que o Sr. Nuno Saraiva, no seu palmo e meio de aptidão financeira, nos explicasse a todos o que acontece em Economia quando se procede a um congelamento de preços e negociação de activos. O cenário em todo semelhante à nacionalização de uma empresa (o que está a ser feito no Sporting, porque é disso que se trata a colocação de informação no âmbito de “não-venda”), levará o Sporting a fechar as portas ou fronteiras ao mercado – ou vice-versa. Num País, o que costuma acontecer é o seguinte: numa primeira fase, impressão de divisas para acompanhar a taxa de inflação. Numa segunda fase, perante a miséria das acções tomadas, pede-se ajuda ao FMI. Ao Sr. Saraiva, deixo o seguinte parágrafo:

 

“O Economista deverá conduzir a sua actividade profissional de forma que fomente a confiança que os destinatários da sua actividade nele depositam. Não deverá assumir posições que sejam falsas, que não correspondam inteiramente à verdade ou que possam induzir em erro.”

 

 In “Integridade”, Cap.5.1, do Código Deontológico dos Economistas, publicado pela OPE (Ordem Portuguesa dos Economistas).

 

 

P.S.: Esqueci-me que o Sr. Saraiva não é Economista. Onde anda Vieira ?

 

publicado às 21:00

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