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Gastaram-se litros de tinta, usaram-se uns quantos quilos de palavras, passe o exagero, com interpretações, tão ou mais subjectivas, que o lance de penálti revertido no jogo Sporting-FC Porto. Do que foi dito e escrito, resulta um denominador comum: o homem do apito, esteve certo na sua decisão em função do que observou directamente, mas, ao mesmo tempo, esteve errado, de acordo com as imagens televisionadas, que lhe foram apresentadas pelo VAR. Assim sendo, a reversão acabou por ser correcta, ou por outras palavras, "escreveu-se direito por linhas tortas". Quando o assunto cair no esquecimento, a banda continua a tocar.

Imagens televisionadas? Começam aqui as contradições. Porque razão o VAR meteu o "bedelho" onde não devia. Sobre tudo o que li e ouvi, há uma posição unânime: o lance em causa não constituía um erro grosseiro do árbitro. E mesmo perante as imagens que têm aparecido, a intervenção do defesa portista na acção do avançado é susceptível de diversas interpretações. Também não se nega o contacto, o que se discute, fundamentalmente, é se teve ou não influência no seguimento da jogada.

Screenshot (239).png

Para não acrescentar mais litros ou quilos à polémica, coloco algumas interrogações: o que se passou na comunicação, que não devia ter existido, entre o VAR e árbitro? O que viu este nas imagens televisivas que o levou a mudar a sua anterior decisão? Não viu contacto? Se viu, calculou então a sua intensidade? Com que certezas mudou a decisão? Será que não os tem no sítio? Tem medo de quê ou de quem?

Em conclusão, o homem do apito foi célere na marcação da infracção, mas depois de uma conversa de "pé de orelha", mudou de agulha. Acredito que quando foi ver as imagens já tivesse a reversão decidida.

Vimos vários comentadores encartados a dizer que não era caso para VAR, mas que a sua intervenção repôs a verdade, a partir da dita conversa, que não podia ter existido. Que raio de coerência é esta? A verdade é que é fácil bater num clube sério como o Sporting CP, ainda por cima com o acordo de certas facções internas. Na realidade, não me lembro de ver estes comentadores mexer uma palha, contra as falcatruas que beneficiam outros clubes. A verdade é que não se "escreveu direito por linhas tortas" mas escreveu-se "torto por linhas direitas". 

publicado às 03:49

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22 comentários

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De Robbie Fowler a 20.10.2020 às 10:17


Como as pessoas têm memória curta, e criam realidades alternativas que encaixem numa narrativa para auto-convencimento. Lembro quem colocou Pedro Proença na presideência da Liga :


Diário de Notícias 24/7/2015

"O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, considerou hoje que o ex-árbitro Pedro Proença tem o conhecimento necessário para começar um novo caminho, de modernização, na Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

"Já tínhamos referido que era necessária uma mudança no futebol. Novas ideias, novos paradigmas, a modernização do futebol. Pedro Proença encarna essas características (...). É fundamental começar a apostar em quem tem o 'know how' que possa ajudar a Liga, o conhecimento das boas práticas, gestão, captação de novas receitas", disse o líder 'leonino', em declarações à Sporting TV.

Pedro Proença anunciou hoje a candidatura à presidência da Liga de clubes, tendo a concorrência do atual líder Luís Duque nas eleições de 28 de julho.


"Devemos começar a olhar para o mundo global e trazer mais-valias para o futebol português. É um candidato que pode começar esse novo caminho", disse Bruno de Carvalho.

Bruno de Carvalho criticou ainda Luís Duque por este ter dito que Proença tinha trazido terceiros para as eleições, referindo que não foi o atual presidente que "trouxe para a Liga a NOS, os CTT e os 300 mil euros".

"Os clubes estão conscientes do que se está a discutir nestas eleições e é salutar haver mais do que um candidato. Os clubes estão contentes por terem essa capacidade de escolha e por perceberem que essas entidades que trouxeram patrocínios para a Liga vão continuar a fazer isso com Pedro Proença", afirmou.

Bruno de Carvalho considerou que "a Liga viveu um momento mau com uma série de clubes a desejar a saída do anterior presidente da Liga".

"Tudo o que aconteceu não foi benéfico mas podemos continuar a olhar para isso e esquecermos que o importante é haver soluções. Continuamos neste caminho de mudança, da procura de novos paradigmas, da escolha de árbitros pelo sorteio em vez da nomeação, que foi bem clara. Os clubes querem novas realidades e um futebol mais forte e ganhador, não querem um futebol de sobrevivência. Esse crescimento consegue-se com novas pessoas, maneiras e procedimentos", referiu.

O líder 'leonino' disse ainda que "quando o FC Porto e o Benfica se juntaram para apoiarem Luís Duque, era considerada uma união benéfica para o futebol português, agora que existe alguém que teve a capacidade de receber o apoio de dois clubes [Pedro Proença tem o apoio de FC Porto e Sporting] é colagem".

"Uma Liga forte é melhor para todas as equipas e o futebol vai perceber isso", referiu."

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De Naçao Valente a 20.10.2020 às 13:02

Curioso comentário de um adversário, que saúdo desportivamente. Fixa-se numa pequena alusão do texto, sobre clubes que nem estão referenciados, para tentar demonstrar a influência, passada, do Sporting, nos órgãos da Liga. Assim sendo, que benefícios tirou o Sporting disso? Até o campeonato que esteve à beira de vencer, perdeu, em parte, por culpa própria, mas não só.
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De Robbie Fowler a 20.10.2020 às 13:11

Retribuo a saudação desportiv, os clubes estão referenciados, e o apoio de Bruno de Carvalho a Pedro Proença, que ainda é o Presidente da Liga, foi bastante notório na época. Além de terem sido colegas na Faculdade, o Proença jogou andebol no Sporting, tudo isso foi bem falado na época, e apresentado como uma vitória estratégica do Presidente do Sporting. Agora se não ganharam campeonatos, é como diz, não precisam de adversários, derrotam-se internamente.
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De Naçao Valente a 20.10.2020 às 14:09

Concordo que pode ter sido uma aposta estratégica do Presidente, na época. Mas tenho dúvida que tenho sido uma vitória.
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De Robbie Fowler a 20.10.2020 às 15:10

Sim, se pensarmos que não resultou em nenhum campeonato ganho, concordo, mas que o Sporting teve influência na escolha de um presidente da Liga, e na escolha do Fontela Gomes, o presidente da arbitragem, que foi impulsionado pelo Bruno de Carvalho, incluindo a contratação do filho para o Sporting. Agora se depois isso não se traduziu no que era pretendido, já é outra coisa, mas baterem no peito como se não se metessem nessas coisas, isso é que não.

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