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Rui Patrício

Leão Zargo, em 12.12.25

Rui Patrício final Taça de Portugal 2015.jpg

Rui Patrício terminou a carreira. O anúncio foi feito pela Federação Portuguesa de Futebol, que fará hoje uma cerimónia de despedida na Cidade do Futebol. O guarda-redes jogou doze épocas no Sporting, tendo participado em 467 jogos oficiais, só ultrapassado por Hilário com 475. Recordo-me de muitos desses jogos, mas acima de todos está a final da Taça de Portugal com o SC Braga em 2015, a reviravolta épica no marcador, o empate no prolongamento e aquela série vertiginosa de remates da marca grande penalidade.

No momento dos penalties, apesar de estar fisicamente limitado, Rui Patrício nunca se intimidou e olhou sereno e inquiridor para o adversário, procurando sempre que ele assumisse a iniciativa. Aguardar até ao último milésimo de segundo foi um jogo psicológico que confundiu os bracarenses. Estes, com as pernas a fraquejar depois do sofrido percurso desde o meio do campo e um estádio inteiro com os olhos postos neles, esperavam que o guarda-redes se denunciasse por um breve movimento. Mas, o keeper leonino, do alto do seu metro e noventa, fez orelhas moucas e aguentou o braço de ferro enquanto “escondia” a baliza.

Só Alan é que o conseguiu enganar. Confiante, ele sabia que alguma vez os marcadores chutariam com menos força ou revelariam a direção do pontapé. Então, num ápice, num movimento felino no instante do remate, qual predador, ávido, Rui Patrício agarrou a bola ou afastou-a do risco fatal. De súbito, ficou tudo consumado. A competência técnica e emocional de Rui Patrício transformou-o no herói do jogo e, numa correria louca desde o meio do campo, os companheiros de equipa apressaram-se para o vitoriar.

Foi assim que tudo se passou naquela final da Taça de Portugal, no Estádio Nacional, entre o guarda-redes do Sporting e os jogadores do SC Braga que se aproximaram da marca de grande penalidade.

publicado às 03:10

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24 comentários

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De Leão do Norte a 12.12.2025 às 07:27

Amigo Leão Zargo

Em relação a essa final da Taça contra o Braga, recordo-me das palavras do então médico do Sporting, Dr Frederico Varandas, que antes da marcação das grandes penalidades dirigiu-se ao Rui Patrício e disse, "Rui vai lá e dá-nos a Taça". E ele, exausto e limitado fisicamente, deu-nos a Taça.

Terminou a carreira de alguém que sempre será associado ao Sporting.
Esta memória não será uniforme entre os sportinguistas, nem consensual a forma de a expressar, mas a sua ligação ao Sporting marca a história das duas partes.
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De Leão Zargo a 12.12.2025 às 08:24

Amigo Leão do Norte

Há o Rui Patrício que defendeu o Sporting com insuperável brio e galhardia durante doze épocas. Há também o Rui Patrício que rescindiu com o seu Clube de sempre até essa altura e foi-se embora.
Prefiro recordar o guarda-redes que se estreou nos Barreiros defendendo um penalty e que durante tanto tempo foi o nosso "redes" certo e seguro. Lamento muito a forma como saiu do Sporting, que não tenha voltado atrás como Bruno Fernandes, por exemplo. Haverá "histórias" desses dias que um dia todos conheceremos e que ajudarão a compreender melhor o que se passou.
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De De Perry a 12.12.2025 às 09:25

Caro Leão Zargo é bom lembrar-mos esse jogo dos Barreiros pois se nos lembrar-mos do outro dos Barreiros onde perdemos a champions vale mais não recordarmos
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De Leão Zargo a 12.12.2025 às 10:28

Caro De Perry

O jogo no Barreiros de 2018 foi péssimo por muitas razões. Uma má exibição, uma derrota, a descida para o 3º lugar e perdemos a Champions, como refere. Tudo mau e o pior ainda estava para vir. Um ensaio no aeroporto e a invasão de Alcochete. O Sporting não voltou a ser o mesmo, nem a vida de alguns jogadores como Rui Patrício.
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De Satori a 12.12.2025 às 11:21

É um facto que o Rui Patrício rescindiu de um modo longe do ideal. Mas a verdade é que estávamos em pleno "reinado" do presidente lunático. O Patrício deve ter sofrido muito às suas mãos. E o Sporting, de qualquer forma, acabou por receber o dinheiro da venda.
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De Luís Pedro a 13.12.2025 às 01:01

Concordo consigo, caro Leão Zargo. Mas, ele escolheu o seu caminho, aproveitou o ataque à Academia para sair do Sporting, foi muito ingrato e nunca vou esquecer isso. A ingratidão é um dos piores defeitos da humanidade, assim como o oportunismo!
Foi lançado na 1ª equipa do Sporting quando não estava ainda preparado para isso, durante 2 épocas foi um GR que dava muitas fífias e frangos até evoluir e nesse tempo a equipa foi prejudicada, mas o treinador Paulo Bento nunca o tirou e a Direcção do Sporting nunca se intrometeu.
A ingratidão é um dos piores defeitos da humanidade, assim como o oportunismo!
Já não é um dos nossos.

P.S. - O presidente Frederico Varandas esteve muito bem e correu mundo a negociar com os clubes para os quais foram os jogadores e conseguiu de todos muitos milhões de euros. O único que eu desculpo é Bas Doost.
Mathieu, Coates e Bruno Fernandes serão sempre um dos nossos.

Saudações leoninas.

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De Luis Carvalho a 12.12.2025 às 10:40

E eu lá na bancada com os meus filhos, e o Rui ao pé coxinho. Lamento a forma como saiu do Sporting.
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De Leão Zargo a 12.12.2025 às 10:47

Luis Carvalho

Dói a forma como Rui Patrício saiu do Sporting. Creio que o Clube e o jogador poderiam fazer algo para repor a situação num plano adequado a uma grande referência do futebol leonino.
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De Rui Pedro a 12.12.2025 às 10:47

Recordo também as defesas de Patrício contra o Alkmaar nas meias-finais da Taça UEFA de 2005, ou contra o City em 2011, no tempo de Sá Pinto.
Foram anos difíceis, com poucos títulos e sempre com o "sistema" a funcionar.

O Record colocou também um vídeo de uma grande defesa na final do Europeu. Lembre-se que Patrício foi "só" 108 internacional A. Mas os sportinguistas gostam de desvalorizar o que é seu...

Foi pena a sua saída após Alcochete, ainda hoje não se sabem todos os pormenores.
Mesmo assim, "rendeu" 18M no acordo de venda com o Wolves, o que é ainda a maior venda de um guarda-redes português.
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De Leão Zargo a 12.12.2025 às 11:10

Rui Pedro

Esse jogo com o City é inesquecível. Estivemos a ganhar por 0-2, depois 3-2 e no último minuto do jogo o Joe Hart cabeceou e o Rui Patrício foi buscar a bola que ia para a baliza. Uma defesa para história. Valeu a vitória por 1-0 em Alvalade.
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De Rui Nascimento a 14.12.2025 às 23:38

Alkmaar? O guarda-redes nessa altura era o Ricardo... O Rui Patrício estreou-se me 2006...
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De Manuel a 12.12.2025 às 11:06

Final do campeonato da Europa. Se não fosse ele não tínhamos ganho. Não merecia a desconsideração da promoção do Diogo Costa mantendo-o como suplente. O Diogo Costa não era melhor naquela época, foi uma opção que aceito. Mas manter o Marrazes como suplente, não foi correto.
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De Leão Zargo a 12.12.2025 às 11:14

Manuel

Concordo consigo. E o Rui Patrício teve um comportamento impecável.
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De Octávio a 12.12.2025 às 12:10

Pois, o nosso grande Rui Patrício... Mas porquê isso agora?... Eu tinha a ideia que ele tinha terminado a carreira no dia em que saiu do Sporting... Nunca mais soube nada dele. Mas sim, guardo boas recordações.
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De Leão Zargo a 12.12.2025 às 15:34

Octávio

De facto há um antes e um depois. No antes, Patrício foi um dos jogadores que segurou a equipa quando tudo parecia descambar. Não lhe faltou dedicação nem categoria. Depois, teve aquela decisão de rescindir e de ir embora. Nunca esquecerei isso. Mas, por muitas voltas que se dê, volto sempre ao mesmo: é o segundo jogador a vestir mais vezes a camisola leonina.
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De Naçao Valente a 12.12.2025 às 13:18

Amigo Leão Zargo

Vindo da formação, Rui Patricio, ganhou muito cedo a titularidade na equipa principal. Teve um boa carreira no Sporting e na Selecção Nacional. Na louca derrocada de Alcochete, saiu com muitos outros. A situação era explosiva e os jogadores arriscaram sair, e sofrer as consequências.

Acabou a sua carreira no estrangeiro, mas creio que nunca esqueceu o clube que o formou. Apesar de tudo, merece o respeito dos sportinguistas.
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De Leão Zargo a 12.12.2025 às 15:53

Amigo Nação Valente

Em Julho de 2018, Rui Patrício despediu-se publicamente dos sportinguistas afirmando que "sou e serei sempre um leão". Procurou explicar os motivos da saída alegando razões emocionais garantindo que se tinha tornado insustentável a continuidade por comprometer a sua produtividade profissional e que não estariam reunidas as condições para exercer a atividade profissional no Sporting.

Muitos consideram que ele traiu o Clube que o formou, e provavelmente terão alguma razão. O Sporting vivia um tempo único, talvez irrepetível, e por essa razão deveremos ter uma lupa de análise diferente. Lamento muito o que se passou, recordo-me de Vítor Damas e da situação que no seu tempo se gerou com o seu Clube. No caso de Damas, houve vontade e capacidade de retificar. No caso de Rui Patrício infelizmente não houve.

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De De Perry a 12.12.2025 às 16:18

O Amorim ganhou o que ganhou, colocou a equipa na rota dos títulos e a praticar grande futebol, mas para mim será sempre pessoa non grata
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De Leão Zargo a 12.12.2025 às 18:26

Pessoa non grata, compreendo, mas teve o mérito de preparar o Sporting para a conquista de títulos.
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De Rumo Certo - Ventos Favoráveis a 13.12.2025 às 02:15

Comungo precisamente da mesma opinião.
A situação interna vivida na época, sob comando de alguém egocêntrico e narcisista, conduziu a um clima insuportável e explosivo, a que ninguém consegue ser indiferente.
E, cada um de nós reage de forma difetenciada, perante a intolerância, o desiquilíbrio, o desrespeito e o epílogo de uma invasão violenta e agressiva de um conjunto de energumenos, desordeiros e vândalos.
E, separando o racional do sentimental, Rui Patrício é um ser humano, de alma, corpo e espírito Leonino.
Pese embora a mágoa pela forma escolhida para forçar a saída do seu e nosso grande Amor, merece respeito, estima, acolhimento e consideração.
E, temos que relembrar, que pese embora tal, por modo próprio e de reconsideração, colaborou para que o Sporting recebesse um considerável e simpático valor compensatório.
Relevo e sobrevalorizo o que foram todos os muitos, grandes e enormes momentos positivos, de alegria e glória, do que o triste episódio da rescisão.
Não se esquece, mas o Sporting CP é Enorme e diferente, também na prática dos valores éticos, morais, sociais, solidários, humanistas.
Patrício é um dos nossos e elemento da Família Leonina.


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De Pedro Soares a 12.12.2025 às 19:23

Sem dúvida que será sempre lembrado pela carreira que fez no nosso querido Sporting.
Porém, a forma como saiu do Clube, virando as costas a quem o formou e aos sócios que nunca lhe negaram apoio não deve ser esquecida. Aproveitou um período duro e difícil vivido no clube, mandou às "malvas" o seu suposto sportinguismo, pressionado pelo oportunismo do seu empresário. Triste e lamentável a forma como saiu, ele que deveria ser o último a fazê-lo.
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De AHR a 12.12.2025 às 20:55

Rui Patrício foi o primeiro a rescindir contrato com o Sporting aquando do triste episódio que marcou negativamente a história do Sporting, e que alimentou meses a fio, até ao limite do vómito, a comunicação social. Foi o pontapé de saída para outros formados na Academia - Podence, Rafael Leão, Gelson Martins.

Verdadeiros heróis na defesa dos interesses do Sporting, num período tão difícil, foram os jogadores não formados na Academia, Coates e Mathieu, que estiveram no mesmo balneário e viveram os mesmos acontecimentos, mas que da sua boca não saiu uma unica palavra sobre os acontecimentos.
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De Leao Domador a 14.12.2025 às 02:10

Um dos grandes Guarda redes formado no Sporting. Foi um dos grandes artifices do Europeu em Franca. Considerado, inclusive, o melhor guarda redes do Europeu para desgosto de anormais comentadeiros da epoca, como o celebre Borrego benfiquista de nome Rui Silva, personagem asquerosa e sem escrupulos que debitava odio pelo Patrício cada vez que abria a mantraca. Nao entendo muito bem as criticas da saida dele do clube. Foi atacado com petardos. Se isso acontecesse a Algum dos caros criticos do Patrício, no vosso local de trabalho gostaria de saber o que fariam…enfim a inveja ou dor de cotovelo e tramada…
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De Rui Nascimento a 14.12.2025 às 23:45

Acho que foi um bom guarda-redes, não um grande guarda-redes. Infelizmente, sempre disse que nunca seriámos campeões com ele na baliza e não me enganei. Depois do grande Europeu de 2016 que fez, seguiu-se uma má época no Sporting, onde comprometeu em 3 jogos seguidos.
Era forte no um para um, bom a defender pénaltis e correspondia quando tinha muito trabalho. Quando tinha pouco, claudicava.
Marcou uma década e era no nosso clube, mas acho que foi demasiado protegido, não só pelo Paulo Bento, mas pelos que se lhe seguiram no Sporting. Até parecia que era o melhor guarda-redes da história do Sporting! Acho que o Beto Pimparel foi muito injustiçado nas 2 passagens pelo clube e tb na seleção, um excelente guarda-redes.
Rui Patrício foi um excelente profissional. Bom guarda-redes, acho que acabou por nos enterrar mais vezes do que nos salvou. Acabou muito prejudicado pelo Bruno de carvalho e não merecia, pois foi sempre um atleta cumpridor. Mas tb o que é que há de se esperar de alguém que é uma besta quadrada?

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