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Por mais ilusão ou deslumbramento que o momento actual possa transmitir, o caminho do sucesso para a equipa do Sporting será longo, difícil e traiçoeiro. Apesar da euforia se estar a apoderar de alguns de nós e dos "especialistas" habituais nos tentarem inebriar, usando o nosso sucesso actual, a realidade do Sporting CP tem de continuar assente no trabalho diário, indiferente a pressões externas e com o objectivo focado no curto prazo, ou seja no próximo jogo.

Elogiando o extraordinário percurso da equipa até ao momento, temos de entender que os feitos conseguidos não nos garantem absolutamente nada, antes pelo contrário, tornando o nosso caminho cada vez mais exigente. As futuras vitórias serão cada vez mais difíceis, não só pela inevitável motivação de quem defronta um líder incontestado e imbatível até ao momento, como pelas movimentações de quem não esperava, nem deseja, abdicar de um "poleiro" habitual.

Ruben Amorim em Alvalade.png

É comum dizer-se que no futebol nada é adquirido e que o futuro é sempre imprevisível. Para atestar a favor dessa específica realidade futebolística basta recordar as duas últimas épocas desportivas, onde supostas lideranças confortáveis (sete pontos), em plena segunda volta, revelaram-se incapazes de, no final das mesmas, se traduzirem nos tão anúnciados títulos. O passado não implica que a prévia realidade se efective no presente, mas deve servir de alerta para evitar a sua repetição no futuro.

Alegra-me o comportamento e a orientação demonstrado pelo líder da estrutura técnica do Sporting, Rúben Amorim, na avaliação desta realidade e na forma como já a transmitiu ao grupo de trabalho, em especial aos seus lideres. Para além da competência e capacidade, já sobejamente demonstradas, é portador de uma lucidez e uma inteligência que lhe permite distinguir a realidade da vontade, o essencial do acessório.

Por mais que o estimulem, incentivem ou obriguem, Rúben Amorim certamente não cairá na "ratoeira" de alterar o seu discurso em função da vontade e do interesse de terceiros. Estou seguro que o faz, não por medo ou teimosia, mas pela convicção de que, para além de nada acrescentar aos seus objectivos, serviria para oficializar o Sporting CP como um "alvo" para os crónicos "atiradores" de serviço começarem as descarregar as "munições" há muito guardadas. Até seria mesmo um excelente incentivo para o avanço da habitual cruzada contra todos aqueles que afrontam o poder instalado.

Não há nada que nos impeça de, merecidamente, "saborear" todo o sucesso presente e ter confiança redobrada no futuro, mas é nestes momentos que a racionalidade deve imperar. Toda a euforia excessiva, ou qualquer outro descontrolo emocional, retirar-nos-á a lucidez e invariavelmente levará a uma diminuição do nosso estado de alerta, tão necessário para prever e enfrentar os perigos futuros.

O futuro competitivo do Sporting, que todos esperamos será revestido de sucesso, passará, em partes iguais, por um aumento da entrega e da exigência competitivas, assim como por um elevado controlo emocional face às diversas ameaças, sejam elas externas ou internas, depreciativas ou, porventura, até ilusoriamente elogiosas. É importante adoptarmos estes comportamentos para não se correr o risco de tornar o que brilhantemente foi conquistado até à data, num mero registo estatístico para a história.

Pedir isto a um "mundo" como o do futebol é uma tarefa árdua, mas tenho plena confiança que o Sporting tem, na actualidade, os comandantes ideais para esta missão. Assim todos sigam as suas orientações.

publicado às 03:03

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