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Rúben Amorim disse que o Sporting perdeu o jogo nos detalhes, analistas falaram de erros estratégicos e falhas individuais e o presidente Varandas considerou o João Pinheiro a assombração dos sportinguistas.

Quando se perde um jogo que podíamos e devíamos ganhar, todas as apreciações têm um pouco de verdade. Os detalhes acontecem quando falhamos golos, quando fazemos passes errados, ou quando um jogador se desconcentra e erra, incluindo o guarda-redes. Erros estratégicos acontecem em qualquer equipa, por culpa de quem dirige ou de quem executa. Os erros evidentes de arbitragem, manhosos ou grosseiros, são os mais arbitrários, porque penalizam os verdadeiros protagonistas.

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Neste jogo em Guimarães, em concreto, dois detalhes causaram a derrota do Sporting porque resultaram em golos: o infeliz desvio de Morita de uma bola que ia na direcção do guarda-redes e uma má abordagem de Adán a um remate do adversário. Há também quem considere que as substituições de Amorim foram responsáveis pela derrota, mas penso ser unânime que o erro de Pinheiro e do VAR, prejudicaram claramente o Sporting.

Sem ser adepto de “calimeirices” quero focar-me neste erro de arbitragem, porque teve influência grave no resultado final do jogo. Se este penálti, inexistente, não tivesse sido marcado, o Sporting entraria a ganhar na segunda parte, com uma estratégia diferente e com outra tranquilidade, até porque o adversário ficaria com menos um jogador. Assim sendo, o homem do apito, beneficiou uma das partes.

Mesmo considerando que errou por má percepção, não existe nenhuma dúvida que o VAR, na posse das imagens, deixou passar o erro. Estas decisões parciais, em jogos equilibrados e num campeonato competitivo, acabam por fazer a diferença. Daí que denunciá-las com veemência seja prioritário.

À margem deste erro crasso, considero que a perda de sete pontos com as cinco melhores equipas, merece reflexão analítica da estrutura do futebol. Se queremos ser campeões, não podemos perder tantos pontos com os adversários mais próximos. E se não controlamos as “assombrações” da arbitragem tem de se controlar a prestação da equipa, do primeiro até ao último minuto, para não haver outras assombrações. Correcções que a equipa técnica e todo o grupo devem fazer. Não chega dizer que jogamos o melhor futebol, é preciso que isso se concretize na conquista de pontos para não acontecer, que em apenas dois jogos, os adversários directos se aproximem, pondo em causa a liderança.

Jogando bem, jogando muito melhor, com total rigor e empenho, conseguimos vencer os adversários e vencer as assombrações, que vão continuar a existir. O campeonato é longo e não está perdido, mas a equipa como está, ou com reforços, não pode ter um segundo de relaxo, se quiser ser campeã. 

Os erros individuais acontecem, mas prefiro salientar a actuação do colectivo. Considero que o lugar mais difícil é o do guarda-redes, que nunca pode falhar, mas quando falha é também porque a equipa terá falhado. Neste sentido, não gosto de “crucificar jogadores” embora admita que o Adán não é o mesmo da época do título, talvez também pela sua idade, mas na verdade não temos melhor no plantel. É um assunto a ser considerado.

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P.S.: Aproveito esta oportunidade para lembrar que ler faz bem e acalma as emoções do futebol. Embora seja suspeito, recomendo a leitura do meu livro “Zé Ninguém – A minha vida não dava um romance”, um retrato do país desde os anos 50, onde muitos se podem rever. Uma boa prenda Natal, à venda nas grandes livrarias online ou na livraria Martins em Lisboa. Também envio pessoalmente por correio. Email : as 3559225@sapo.pt.

publicado às 03:04

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26 comentários

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De Juskowiak a 11.12.2023 às 16:49

O comentário acima é meu.

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