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Ser o melhor clube português

Leão Zargo, em 02.11.23

Sporting sempre.jpg

No texto publicado ontem no Camarote Leonino, António Simões escreveu na perspectiva de um benfiquista, ele exprimiu aquilo que convém ao seu clube. Isso não invalida que se leia a opinião dele com as devidas cautelas, nomeadamente com o recurso à memória e ao espírito crítico. Simões provoca quando vai buscar a conversa de quem é maior, sabe-se o que ele pensa sobre isso, mas interessa reflectir sobre como o Sporting pode tornar-se ainda mais capaz, mais eficiente, o melhor de facto, aliás a intenção da Direcção leonina.

O Sporting manteve a supremacia do futebol português desde a época de 1940-41 até à primeira metade da década de 1950. Nesse período, conquistou nove vezes o Campeonato Nacional e cinco vezes a Taça de Portugal. Por essa razão, em 1955-56 foi convidado para participar na primeira edição da Taça do Clubes Campeões Europeus em representação de Portugal. De súbito, a hegemonia esfumou-se a favor do Benfica. Essa alteração verificou-se na segunda metade da década de 1950 e durante a de 1960.

Penso que o Sporting não foi capaz de fazer uma transição eficaz do semiprofissionalismo para o profissionalismo no futebol na década de 1950. Isso decorreu de uma espécie de tempestade perfeita, com diversas causas internas e externas, onde se conjugaram a matriz ideológica olímpica do Sporting que dificultou essa transição, a demora na compreensão da nova realidade resultante da economia industrial nos anos 1950 e 1960, as dificuldades financeiras do Clube e o profissionalismo introduzido por Otto Glória no Benfica.

A alteração na hegemonia do futebol português, pela sua profundidade e extensão, viria a adquirir com o tempo um carácter permanente. Apesar de todos os esforços realizados nas décadas que se seguiram, o Sporting procura, ainda hoje, alterar o verdadeiro "status quo" que se estabeleceu no nosso futebol.

A Direcção presidida por Frederico Varandas tem agido no sentido de tornar o Sporting no melhor clube português, o que envolve a dimensão estrutural, mais do que a conjuntural. Refiro-me à organização, cultura e mentalidade indispensáveis para, com frequência, se alcançar a vitória, para se conseguir a hegemonia. Ganhar todos querem, mas só quem estiver preparado é que alcançará o sucesso. É esse movimento estruturante que tornará o Sporting, que é o maior clube português, também no melhor clube do nosso país. Uma instituição com a memória do passado e fiel à sua História, mas perfeitamente integrada nas circunstâncias do presente e das que se prevêem para o futuro.

publicado às 14:30

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28 comentários

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De Juskowiak a 02.11.2023 às 16:00

A minha opinião sobre as motivações que levaram ao ocaso do Sporting nas últimas décadas costuma ser impopular entre sportinguistas, mas dou-a na mesma. Identifico duas variáveis:

1- Um certo aburguesamento das sucessivas estruturas diretivas. O Sporting é um clube de cavalheiros, isso passa para dentro de campo, e em campo ganham os "guerreiros" e não os diplomatas.

Neste aspeto tenhamos lá paciência, mas nenhum clube em Portugal tem a cultura de garra e obstinação que tem o Porto há já largas décadas.

2- Uma certa calimerice que se instalou em Alvalade. Desde criança, e fui criança nos anos 80, ouço sportinguistas a lamentarem-se por supostos inúmeros campeonatos e taças que não ganhámos porque entrepostas "forças ocultas não nos deixaram"..... mesmo em anos - diria que a maioria dos anos - em que foi evidente que ganhou quem mais jogou à bola.

A meu ver estes dois factores têm prejudicado intensamente o clube, e oxalá Varandas & Companhia consigam inverter o ciclo.
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De Calheiros & Garrido & Martins dos Santos a 02.11.2023 às 16:25

Não, não... Desde que PDC está no futebol, não é calimerice dos sportinguistas, é realidade. Foram mesmo roubados vários troféus ao Sporting. Pode-se estender esse furto aos anos de consulado de LFV. Concordo na parte de os dirigentes do clube serem cavalheiros demais para competirem nesta selva. Desde a introdução do VAR a coisa tem-se vindo a amnisar.
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De Calheiros & Garrido & Martins dos Santos a 02.11.2023 às 16:27

Acrscentando: na verdade, os dirigentes do SCP do passado têm responsabilidades de ter consentido que PDC adquirisse o poder que adquiriu.
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De Leão Zargo a 02.11.2023 às 16:45

Nessa altura, quando Pinto da Costa surgiu no futebol, o presidente do Sporting era João Rocha. Ele, mais do que qualquer outro dirigente de clubes portugueses, enfrentou Pinto da Costa mas não teve sucesso. Por ter ficado isolado, por razões de saúde e por erros que cometeu, mas devemos fazer-lhe justiça pela firmeza, coragem, frontalidade e dinamismo que revelou sempre.
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De Leão Zargo a 02.11.2023 às 16:39

Juskowiak

Recordo-me de presidentes do Sporting desde a década de 1960, como Brás Medeiros, João Rocha e Dias da Cunha, entre outros, que defenderam os interesses do Clube com firmeza, e por vezes com muita agressividade. No entanto, a questão determinante é a cultura desportiva que vigora no Clube e não propriamente uma actuação por dirigentes que seja mais firme com murros na mesa. Vozes leva-as o vento se não houver uma verdadeira mentalidade competitiva que impregna todas as áreas, desde a secretaria ao departamento de futebol.

É minha convicção que perdemos a hegemonia principalmente por razões próprias, internas, muito mais do que externas. Por exemplo, arbitragens roubaram-nos alguns títulos ou taças, mas a questão mais profunda e determinante tem a ver connosco e com as nossas fragilidades.
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De Rui Gomes a 02.11.2023 às 17:05

P.S.: Discordo veemente com a afirmação do meu amigo que "que perdemos a hegemonia principalmente por razões próprias, internas, muito mais do que externas".

A história não confirma isso. Temos responsabilidades, sem dúvida, mas os multiplos factores externos pesaram muitíssimo mais.
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De Leão Zargo a 02.11.2023 às 17:30

Amigo Rui Gomes

Na segunda metade dos anos 50 e início de 60 perdemos a hegemonia no futebol mais por razões próprias do que por factores externos. É a minha convicção. Essencialmente por erros directivos porque não houve a percepção das mudanças na sociedade portuguesa (economia, finanças, cultura…) e no futebol português. Nesse aspecto, os dirigentes do Benfica tiveram uma compreensão mais rápida da mudança dos tempos e adequaram-se com maior eficácia à nova realidade. É reveladora disso mesmo a forma como o Benfica aceitou as exigências do treinador Otto Glória ou a prontidão audaciosa com que aliciou directamente Eusébio com dinheiro vivo, enquanto os dirigentes do Sporting estavam confiantes que ficariam com o jogador por o Sporting de Lourenço Marques ser filial leonina. Alguns anos antes seria assim, nessa altura já não era.

Penso que a filosofia desportiva sportinguista desse tempo está muito bem expressa no “Estatuto do Jogador do Sporting” (1950). Neles não se encarava o futebol e os seus praticantes numa perspectiva moderna e capitalista, mas ainda como semi-profissionais que já não eram. Isso ajuda a compreender a incompreensão das pretensões financeiras de Peyroteo e de melhoria salarial de Carlos Gomes ou a suspensão de capitães carismáticos como Fernando Mendes e Mário Lino em 1963 quando agiram em nome de reclamações do plantel.


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De Rui Gomes a 02.11.2023 às 17:00

Caro Leão Zargo,

É verdade que ao longo dos anos não lidámos com os problemas do futebol e até das modalidades como compete, devido à nossa cultura clubística, aquilo que eu durante muito tempo apelidei de "cultura do sr. doutor".

Mas sendo isso verdade, não anula o muito que o FC das Antas conseguiu com Pinto da Costa ao leme através de falcatruas e corrupção, assim como o Benfica com LFV no comando.

Com as entidades superintendentes dominadas, teria sido necessário lutar fogo com fogo, ou seja, descer ao nível deles, e isso nós nunca fizemos. Muito para bem, mas com as consequências à vista.

Além do mais, com todos os nossos defeitos, sempre tentámos ser um clube democrático. Isso não acontece no FC das Antas com PdC, uma autêntica ditadura, que até recorria a coerção com os seus próprios atletas. Há registo disto, não é invenção minha. No futebol, uma das principais razões para o sucesso de Sérgio Conceição, quando ele nunca teve em parte alguma e muito provavelmente nunca mais terá a partir do dia que sair do clube da Invicta.

No consulado de LFV no Benfica, as coisas não eram muito diferentes.

A questão é e sempre foi: como se combate este estado de ser e estar no desporto sem recorrer a meios que os nossos próprios adeptos e sócios nunca aceitariam?

Falar é fácil, fazer é uma conversa muito diferente! Muita gente fala, mas muitos poucos fazem. O nosso histórico (títulos) no futebol é prova concreta.
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De Leão Zargo a 02.11.2023 às 17:46

Amigo Rui Gomes

Tem razão relativamente aos prejuízos que o Sporting sofreu com Pinto da Costa e LFV. Quase que é possível quantificar o que o Clube perdeu com a corrupção e desonestidade no nosso futebol. No entanto, continuo a pensar que o problema está em nós e no modelo de organização e de mentalidade competitiva. Temos de encontrar soluções à medida do Sporting.

Convém olhar na totalidade para o que se passa na casa dos nossos adversários. Por exemplo, o Porto tem conseguido sucesso nas competições europeias em virtude da sua cultura e mentalidade competitivas. E isso o nosso Clube ainda não tem.
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De Rui Gomes a 02.11.2023 às 19:55

Tudo bem... mas uma boa parte daquilo que o FC das Antas tem conseguido na Europa deve-se às facilidades que tem tido em Portugal, facilidades estas que lhe têm permitido um maior foco nessas outras provas.

Curiosamente, no entanto - e isto já é um outro assunto embora de algum modo pertinente - apesar de andar constantemente na Europa há uns bons anos e sempre a vender jogadores por valores elevados - tem problemas financeiros como nunca.

Dá para pensar que a cultura de corrupção está tão enraízada nesse clube, que tanto dá para o exterior como para o interior.
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De Leão Zargo a 02.11.2023 às 23:39

É de facto um enigma, sucesso desportivo e grandes vendas de jogadores, mas as finanças estão nas ruas da amargura e os rendimentos financeiros dos dirigentes são fabulosos! Estranho... ou talvez não!
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De Rui Gomes a 02.11.2023 às 23:42

"Estranho... ou talvez não!"

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De Delfim Douro a 02.11.2023 às 18:07

Caro Rui Gomes,
Nada acontece por simples ação do acaso!
Aliás, o "fc das antas" detém o recorde de 150 (!) encontros sem sofrer uma grande penalidade (28 de abril de 1996 a 3 de dezembro de 2000).
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De Rui Gomes a 02.11.2023 às 19:56

"Nada acontece por simples acção do acaso!"...

Tem cem por cento razão!!!
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De De Perry a 02.11.2023 às 18:04

Vou dizer uma coisa, os Srs estão a ter aqui um debate muito importante. Penso que visto por um prisma realista António Simões deu uma opinião correta. O Sporting tem que tomar as melhores medidas possíveis para ter bons resultados e sermos mais bons. Lógicamente que no passado se cometeram erros que não deixaram que isso acontecesse. O Benfica foi com Eusébio. O Porto foi com Futre, ganhou a primeira liga dos campeões e depois vendeu-o por um balúrdio ao Atlético de Madrid. Antes deixaram Peyroteu afogar-se em dividas e deixar o futebol por falta de rentabilidade quando podia ter feito mais duas ou três épocas , agora Bruno de Carvalho incompatibilizou-se com os jogadores, levando a um confronto em que quem ficou a perder foi o Sporting. O que é necessário como em qualquer firma é muita exigência a começar na Direção, colaboradores de excelência á frente de todas as modalidades que tivermos e do futebol em especial. Sinceramente não sei quem nos vai levar ao Céu, mas gostava muito de ver, antes de morrer
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De Leão Zargo a 02.11.2023 às 18:09

De Perry

O que desejamos, dentro do modelo sportinguista que pugna pela verdade desportiva, consegue-se com profissionalismo, organização e competência. Não há alternativa a isso. Confio que a actual Direcção está a trabalhar nesse sentido num projecto que leva tempo a consolidar.
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De Anónimo a 02.11.2023 às 18:06

Na minha opinião para além das intreferências externas, falta de exigência da direcção, é há decadas o nosso maior problema.


F. Batista
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De Leão Zargo a 02.11.2023 às 18:12

F. Batista

Nas últimas décadas tivemos vários presidentes com personalidades e modelos directivos diferentes. Sinto a falta de uma maior cultura competitiva.
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De De Perry a 02.11.2023 às 19:05

Caro Leão Zargo, mas a exigência faz parte da maior cultura desportiva , penso que estamos a falar em ganhar, não em participar que também faz parte da cultura desportiva. Nos principios dos anos 70 fui ver um jogo ao Barreiro para o campeonato um jogo com o Barreirense, o Sporting ganhou 2-1 lá. Após o jogo vi um jogador do Sporting ( João Laranjeira )a beber numa tasca que havia ali ao lado um Bagaço. Isto nos dias de hoje penso que seria impensável, possivelmente fazem-no em casa sem ninguém ver, a cultura aí é muito importante, eu era um menino com 14 anos que tinha ido á bola com o pai e mesmo naquela altura fiquei incrédulo.
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De Leão Zargo a 02.11.2023 às 21:33

Caro De Perry

Sim, quando refiro cultura desportiva é no sentido de haver a mentalidade competitiva que é indispensável para se alcançar a vitória.
Até aos anos 60 e 70 era habitual os jogadores beberem vinho nas refeições. Para mim, o bagaço é uma novidade.
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De RCL a 02.11.2023 às 22:34

Só temos que “imitar” Cristiano Ronaldo , o maior contra tudo e contra todos.
Dois treinadores que o quiseram humilhar, um foi à vida, o outro já tem um par de patins.
Não conheci em toda a vida ninguém com maior atitude competitiva. E saiu da formação leonina. CR7 é o maio jogador do mundo do século XXI , rei Pelé o maior do século XX.
SL
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De Leão Zargo a 02.11.2023 às 23:43

RCL

É o próprio Sporting que se encarrega de despachar os seus treinadores, nomeadamente os que venceram o campeonato. Desde a época de 1953-54, apenas dois treinadores do Sporting que foram campeões treinaram a equipa até ao final da época seguinte. Todos os restantes, ou não tiveram o contrato renovado ou foram demitidos em determinado momento. Os nomes:

1954 Joseph Szabo
1958 Enrique Fernandez
1962 Juca completou a época seguinte
1966 Otto Glória
1970 Fernando Vaz
1974 Mário Lino
1980 Fernando Mendes
1982 Malcolm Allison
2000 Augusto Inácio
2002 László Boloni
2021 Rúben Amorim completou a época seguinte
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De RCL a 03.11.2023 às 08:08

O despedimento mais estupido foi o de Allison, agravado pelo desmoronar de uma equipa com grandes hipóteses de ganhar mais 2/3 campeonatos. Acabou aqui a carreira de João Rocha.
Mais tarde Cintra também despediu Robson que foi ganhar campeonatos para as Antas.
Tiros e mais tiros nos pés; não foi só o Antas o responsável por 18 anos de seca.
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De Naçao Valente a 02.11.2023 às 23:58

Amigo Leão Zargo

As razões que levaram o Sporting a entrar numa decadência desportiva no início da segunda metade do século XX, não são simples nem lineares. Nas décadas 60 e 70 perdeu influência para o Benfica mas manteve ainda alguma competitividade.

O Benfica teve a capacidade de construir uma grande equipa na qual Eusébio foi o expoente máximo. Não foi um mero acaso, mas o acaso faz parte da nossa vida. Da mesma forma o Sporting, constituiu a grande equipa do cinco violinos décadas antes, inferiorizando o Benfica.

A partir dos anos 80 o clube das Antas montou um esquema que lhe permitiu controlar o futebol à margem das quatro linhas. As vítimas foram não só Sporting mas também o Benfica. Com esse esquema conseguiu passar de um clube com menor relevância para um clube quase hegemónico, sendo verdade que como clube vencedor criou estruturas desportivas e financeiras que lhe permitiram suplantar os adversários.

Na minha perspetiva, uma certa decadência desportiva do Sporting deve-se a más decisões internas como diz, mas também a muitos fatores externos. Depois do apito dourado, sem castigo, o Benfica de Vieira e o clube das Antas fizeram uma espécie de "pacto" para dividirem as vitórias.

Um clube afastado das principais conquistas com regularidade tem tendência para se autoflagelar, tomando decisões precipitadas. Foi o que aconteceu ao Sporting nas últimas décadas. Sair desse beco exige serenidade, paciência, organização, competência e sobretudo estabilidade. É o que está a acontecer. Esperemos que não se deite novamente tudo a perder.
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De Leão Zargo a 03.11.2023 às 14:54

Amigo Nação Valente

No meu texto procurei reflectir sobre as causas da perda pelo Sporting da hegemonia do futebol português. Apontei quatro, que me parecem ter sido determinantes, mas haverá outras igualmente importantes. Isto para não referir outro tipo de factores, certos jogos que deram ou tiraram títulos ou jogadores que excederam ou não corresponderam às expectativas, para além de arbitragens claramente encomendadas.

Infelizmente para nós, nas décadas seguintes, essa perda da hegemonia tornou-se permanente em virtude de um “status quo” que se estabeleceu, e que o amigo refere. Nessa fase, houve uma altura em que o futebol português inclinou-se ainda mais na fase dos “chitos” que os “Pintos” se gabavam de aplicar aos clubes do sul, ironicamente Benfica incluído.

No Sporting, não fomos capazes de evitar o desesperante jejum de 18 anos, em virtude desse "status quo", mas também por fraquezas nossas. Agora, vivemos um período diferente, que nos permite sonhar com um futuro risonho. Haja serenidade, paciência, organização, competência e sobretudo estabilidade como o amigo refere com muita oportunidade.
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De enterra a 03.11.2023 às 00:42

Logo a seguir ao fim dos 5 violinos, o Sporting perdeu o domínio por culpa própria. Deixou sair para o Braga os irmãos Mendonça (Jorge e Fernando); o macaísta Rocha para a Académica e deixou regressar ao Brasil o Vadinho, goleador-mor no campeonato de 1957/58.
Todos estes jogadores poderiam ter continuado em Alvalade, se quem comandava o futebol na altura tivesse sido mais profissional. O Eusébio, só não veio para o Sporting, porque os trafulhas da Luz tiveram 400 contos para seduzir a filial de Lourenço Marques, muito mais que os 100 contos que o Sporting prometido. Isto tudo, para além do rapto e das ameaças feitas à Associação de Fuebol de Lourenço Marques, como a de ser expulsa da F.P.F., se não passasse os documentos necessários para a sua inscrição na Metrópole.
Com Jorge e Fernando Mendonça, Rocha, Vadinho e Eusébio, o Sporting teria continuado a dominar o futebol nacional.


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De Naçao Valente a 03.11.2023 às 22:08

Só hoje vi o comentário, um pouco já afastado do foco temporal do debate. No entanto, parece-me pertinente voltar ao assunto porque aborda um aspeto (não o único) do começo do fim da hegemonia leonina.

Concordo com o que descreve, já que teve influência no futuro da equipa. Contudo, sendo correto o que refere, temos que aquilatar das razões que levaram ao que descreve, pois pode não ter sido apenas responsabilidade do Sporting. Por exemplo, em relação a Vadinho pode ter a ver com a vontade do jogador, pois alguns brasileiros nunca se adaptaram a viver em Portugal.

Já o caso de Eusébio, aconteceu por desleixo e falta de profissionalismo dos dirigentes. E essa foi uma perda com reflexos importantes no futuro da equipa, mas também temos de considerar que a trafulhice que levou o Eusébio para o Benfica, não seria suficiente sem o plantel que tinham constituído e que foi a base da Selecção que brilhou no Mundial de 66.

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