De Tywin Lannister a 12.09.2014 às 06:24
Não vamos a lado nenhum enquanto for o Jorge Mendes a mandar e quanto mais tempo ele mandar, pior. Vai demorar até a sua influência ser repelida, mas para quem factura cerca de 38 milhões como aconteceu neste defeso, pouco ou nada importa. Resta esperar quando é que as finanças lhe caem em cima. Adiante.
No que à formação diz respeito, um grande projecto a nível nacional não vai acontecer tão cedo e perdeu-se a oportunidade de o fazer a tempo e horas para renovar a geração de 89/91. A Alemanha levou dez anos e chegou onde chegou:
http://static.bundesliga.de/media/native/autosync/dfl_leistungszentren2011_gb.pdf
Tendo em conta a influência nociva de FC Porto e Benfica nos orgãos dirigentes, aposta na formação a sério de ambos, só acontece quando o actual modelo rebentar, quando os fundos forem banidos ou pior, tomarem conta das respectivas SADs e arranjarem maneira de encher os bolsos durante uns anos até que as dívidas dos emblemas sejam de tal maneira, que largam os clubes da mão e os deixam totalmente falidos nas mãos dos credores... Os bancos ainda podem fazer algo com o património, assim como o Estado, já os outros credores...
Ainda assim, se houvesse uma mudança súbita de paradigma, temos muitos miúdos capazes de começar a aparecer na primeira equipa ao nível da selecção, mas enquanto o futebol profissional não fizer como o futebol inglês ou melhor ainda, como o alemão, e apostar a sério no jogador português, a coisa só vai dar para os apuramentos, fases de grupos na fase final e pouco mais.
Enquanto os dirigentes dos clubes procurarem recrutar jogadores para os vender mais tarde para encher os bolsos, mas também para equilibrar os orçamentos, a coisa não muda, e há muitos mais empresários que o Jorge Mendes e este em Portugal, para além do FC Porto e Benfica, já chegou ao Braga e no Rio Ave está cada vez mais forte.
Com um bom seleccionador, a coisa dá para compôr, de resto, só mesmo o Sporting, e até quando(?), é que vai dando uma ajuda. O Benfica até dar o estoiro, vai "abarbatando" tudo o que é jogador, algo que só pode ser impedido se os emblemas forem obrigados a inscrever um número limite de jogadores, tipo 60 por escalão. E impedindo os empréstimos. Nesta altura, a coisa está tão má, que há equipas por esse país fora com dificuldades em arranjar miúdos suficientes para entrarem nos campeonatos, porque nos dias de hoje, futebol de rua, só mesmo os meninos mais pobres é que ainda o jogam.
Com a avalanche de escolas e escolinhas a pagar, e com muitos ringues abertos apenas para quem paga, há poucos incentivos para os miúdos jogarem o dia todo depois das aulas, por exemplo. Mas com os dirigentes que temos, isto só pode é piorar.
Mas haja esperança, que é sempre a última a morrer.