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Ser Sporting não se implora, não se ensina, não se espera, somente se vive... ou não.

A acreditar no que noticia o jornal O Jogo esta quarta-feira, Rogério Alves prepara-se para dar termo à sua participação no programa Dia Seguinte da SIC Notícias. Segundo a reportagem, a decisão do antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting - cargo que exerceu entre 2006 e 2009 durante o mandato de Filipe Soares Franco - foi motivada pela proximidade do acto eleitoral do Sporting, que vai decorrer a 4 de Março e será disputado, para já, entre Bruno de Carvalho e Pedro Madeira Rodrigues.
Voz respeitada entre o universo sportinguista, o antigo dirigente não quererá estar numa posição em que fosse obrigado a comentar as incidências do sufrágio e quis demarcar-se completamente desse tema, de modo a assegurar a sua neutralidade durante toda a campanha eleitoral, que terá início após ser ultrapassado o prazo final da entrega das listas, a 2 de Fevereiro.
Além do motivo supracitado, outro factor que pesou na decisão do antigo bastonário da Ordem dos Advogados tem a ver com o cansaço acumulado e o desgaste da sua imagem pela assídua participação no programa de debate, no qual tem esgrimido argumentos com os colegas de bancada Rui Gomes da Silva e José Guilherme Aguiar, comentadores afectos a Benfica e FC Porto, respectivamente, desde 2014.
Para o lugar de Rogério Alves no programa Dia Seguinte, poderá avançar Paulo Farinha Alves. O advogado e jurista chegou a desempenhar o cargo de director de futebol de profissional do Sporting - sob a dependência directa do então presidente Luiz Godinho Lopes - após as saídas de Luís Duque e Carlos Freitas, em Outubro de 2012.
Embora me agradasse imenso - e a muitos sportinguistas - não vejo esta decisão de Rogério Alves como uma possível indicação de candidatura à presidência do Sporting. Todos podemos mudar de ideias, obviamente, mas ele já tinha deixado claro que não se iria disponibilizar para esse fim, pelo menos nesta altura. Seria o timing ideal, no entanto, e até creio que Pedro Madeira Rodrigues não teria quaisquer objecções a uma candidatura conjunta.
P:S.: Eu pagava para assistir a um debate directo entre Rogério Alves e Bruno de Carvalho. Interessante, não é o único termo que me vem à mente.
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