De António Fiuza a 06.11.2025 às 09:03
Creio que esta questão é da maior importância.
percebemos que afinal o auto intitulado "renovador do futebol", qual messias prometido, afinal se revelou um santo de pau oco, e na maré de hipocrisia, mais não é que um passado recente transvestido de um outro azul, mas feito do mesmo pano.
Dos vermelhos, está a vista de todos. Não vale a pena acrescentar nada que não se saiba.
Depois temos a prole de ajudantes que, sempre que necessário, vem a terreiro bater o pé em favor dos seus. Clubes mais pequenos que vivem na dependência destes dois, aparentemente.
Quando ganhar é a única finalidade, todos os meios se justificam, até os menos lícitos. E, no meio disto, quem faz da forma correta será sempre prejudicado.
De Jose Silva a 06.11.2025 às 11:11
Digam o que disserem, o VAR apesar das polémicas que ainda vai causando, não deixou de ser uma lança espetada no " sistema", só que em vez de lhe acertar no "coração" acertou-lhe somente no" abdómem". Acontece que o " sistema" muito combatido e bem, por Dias da Cunha durante alguns anos enquanto presidente do Sporting, ainda não morreu, basta ver o que aconteceu no balneário do árbitro no Porto-Braga, mas, que ficou a sangrar, ficou. Ou será que alguém acredita, que sem o VAR, o Sporting teria ganho todos estes títulos nos últimos cinco anos.?!Eu não acredito, aliás, por vontade de Porto e Benfica, o Var nunca chegaria ao futebol...
De Octávio a 06.11.2025 às 12:55
Gostei de todos os comentários feitos até agora, principalmente o de José da Silva, quando diz que o var foi uma lança enterrada no sistema. E é por aqui que quero começar dizendo que não gostei do texto original. Em todas as organizações saudáveis, em todas as sociedades saudaveis, em todos os clubes saudáveis têm que existir opiniões diferentes, têm que existir vozes que questionem continuamente o poder instalado, por mais democrático, responsável e empreendedor que seja esse poder. Por outro lado, no calor emocional do momento, são aceitáveis alguns desmandos, palavras ou actos menos pensados, menos racionais mas, com o passar do tempo, essas atitudes já não se justifica. O que já passou à história não está em discussão. A história não se discute, apenas tentamos compreendê-la. O texto, mais uma vez, vem com a já bafiosa narrativa de que quem critica é BC e, como tal. Não é sportinguista. Nada mais errado é toda a crítica, desde que construtiva, é sempre bem vinda, é sempre salutar. Ao longo de mais de 100 anos fomos criando história, e na história está escrito que Bruno de Carvalho foi um dos presidentes mais empreendedores e mais importantes do nosso clube. Cometeu erros? Sim. Muitos. Mas qual foi o presidente que mais lutou pela introdução do VAR? BC. Quais foram os presidentes que mais lutaram contra o SISTEMA? Dias da Cunha e BC. E o que está aqui e agora em discussão é o SISTEMA. Não vou falar das outras coisas fundamentais feitas por Bruno Carvalho como o aumento do número de modalidades [55 e campeão em 35],a negociação dos direitos televisivos que envergonhou os nossos rivais, a construção de um pavilhão que é o nosso orgulho e que o poder instalado dizia que era impossível, que não tínhamos dinheiro para isso, a televisão, neste momento muito mal explorada, mas que pode é deve ser um órgão fundamental de agregação e informação dos nossos companheiros, principalmente dos mais afastados, é muitas outras coisas que não vale a pena estar agora a referir. Repito, fez algumas asneiras, mas foi provado que nada teve a ver com o ataque à Academia. Não fez guerra à juve, mas isso não quer dizer que tenha algo a ver com o ataque. O presidente do Benfica não é culpado do assassinato de adeptos do Sporting. Uma coisa é estar com as claques, outra é cometer os crimes.
Tudo isto para dizer que é tempo de deixar a história no seu sítio e partirmos para o futuro sem narrativas bafientas e, quiçá, mafiosas.
De António Fiuza a 06.11.2025 às 13:52
Caro Octávio,
tem de me perdoar a nota mas, confesso, que nas parcas linhas que o Nação Valente escreveu não consigo traduzir qualquer ataque ao Bruno de Carvalho. Mas como não estou na cabeça do Nação Valente pode, eventualmente, estar-me a escapar alguma coisa que o Octávio saiba.
Por outro lado, dentro do contexto do que foi escrito, tenho alguma dificuldade em perceber a necessidade da defesa da honra do Bruno de Carvalho: creio que ninguém pretende branquear a história do clube, sendo mais ou menos crítico desse período, todos reconhecemos que existiu, para uns com maior saudade para outros com menos. Um presidente não tem de ser consensual, tem de ser operacional.
Tenho até algumas dúvidas que o Nação Valente se esteja a dirigir ao Bruno de Carvalho, o tempo encarregou-se de dar razão a uns e retirar razão a outros. É assim contudo.
Acredito que as palavras do Nação Valente possam ter destino, ou destinatários, e não posso deixar de concordar que por vezes se cai no absurdo da crítica pela crítica (e isso tem sido visível constantemente). Mas isto é diferente de se apontar falhas e oportunidades de crescer e melhorar.
De Octávio a 06.11.2025 às 14:55
Amigo e companheiro António Fiuza, eu não estou preocupado com a "honra" do Bruno Carvalho. Dói-me, é verdade, ver um dos nossos companheiros ser mal tratado. "Mataram" Bruno Carvalho muito antes de ser investigado, julgado e inocentado e, mesmo depois de provada a sua inocência, mesmo depois de feitas duas investigações profundas à SAD e ao clube e nada se tendo encontrado de punível contra ele, ainda assim o expulsaram do clube, apenas por ter entrado em guerra com a mesa da Assembleia. E sim, como sportinguista, isso doeu-me, como me doeu a morte, neste caso física, dos dois dos nossos companheiros às mãos de benfiquistas. Repito não me move a defesa da honra de BC. O que me revolta, é a narrativa já velha que diz que, quem discorda do que quer que seja, é "amante" de BC, é anti-sportinguista. O autor do texto não tem que criticar os "contras", aqueles que têm uma opinião diferente. Todos nós temos direito à nossa opinião. Podemos e devemos debater as diferentes opiniões, não diaboliza-las. Abraço verde.
De António Fiuza a 06.11.2025 às 15:31
Caro Octávio,
prezo a sua opinião, mesmo que não concorde extensivamente com ela.
Contudo, volto a referir, o cerne da questão, creio eu, mas posso estar profundamente errado, não se prende com o que refere. Antes, com aqueles que, transvestidos de um Sportinguismo impar, se arreigam nas criticas, muitas delas infundadas e especulativas, que, por isso, causam dano à imagem do Sporting enquanto tal.
Volto a reafirmar: todos nós temos direito a criticar, apontar soluções distintas e a questionar decisões. Diferente é o que assistimos, que, se me permite, com as devidas diferenças, pode ser até um paralelo com o que refere: criticar direção, equipas técnicas, jogadores.... Só porque não se gosta de flano ou beltrano ou porque se tem uma agenda pessoal a cumprir, esquecendo, no meio disto, o que realmente importa: o Sporting.
De Carlos N.T. a 06.11.2025 às 13:23
Nação Valente,
Razão.. 💯%
Nós sportinguistas, muito temos que agradecer ao Dias da Cunha.
De Carlos N.T. a 06.11.2025 às 13:30
P.S. Ontem, com o Luis Carvalho, numa troca de comentários, abordamos por alto, o problema geral, estrutural do nosso sistema competitivo de futebol(Ligas, Taças, futebol "amador", etc..)
Ora bem, é este mesmo ultrapassado sistema que nos leva aos comunicados, à fruta e aos interesses particulares de proveito próprio e sem nenhum prepósito de crescimento comúm, à atração de novos dividendos.... Pois, porquê?.
Porque vencer a Liga portuguesa não dá prémios monetários directos, por desempenho, por classificação e só há uma vaga directa para a Liga dos milhões e outra para o play-off... para a visibilidade internacional.
Ou seja, haverá sempre um dos três grandes que ficará a ver os eurinhos voar e assim também, determinante para os restantes clubes portugueses(Se reparem nos anos que tinhamos duas vagas, mais uma de play-off, havia menos guerrilha😉).
Ora, seria muito mais interessante que os clubes portugueses pensassem juntos e minimamente a sério, em melhorar as infra-estruturas, modelos de competição para assim poderem ser mais fortes, poder competir no Ranking UEFA por as necessárias vagas à famosa e poderosa Liga dos milhões. Lutar no caso por o 5°(França), 6° lugar(Holanda) desse mesmo Ranking.
As Taças, só dão migalhas e o futebol "amador" gastos elevados.
Ou seja, em Portugal compete-se por gosto, por poder interno, por ser o maior "artista" do bairro.
O sistema está aí e não se prevêm melhorias(não há condições meteorológicas🤣🤣🤣).
Resumindo..Os comunicados, a fruta e as estúpidas guerrilhas sem valor acrescentado continuarão na ordem do dia a dia...e agora pior, com a chegada do Zeca Mourinho, o homem do neurónio, um estúpido que não aprendeu nada lá fora.
P.S. Esta malta dirigencial são uns burros do c......aças!🤭
De Octávio a 06.11.2025 às 15:02
Verdade!!! Mas só a ele?...
De Carlos N.T. a 06.11.2025 às 15:26
Octávio,
Ele é o citado, no texto!.🤷
De Octávio a 06.11.2025 às 13:44
Gostei de todos os comentários feitos até agora, principalmente o de José da Silva, quando diz que o var foi uma lança enterrada no sistema. E é por aqui que quero começar dizendo que não gostei do texto original. Em todas as organizações saudáveis, em todas as sociedades saudaveis, em todos os clubes saudáveis têm que existir opiniões diferentes, têm que existir vozes que questionem continuamente o poder instalado, por mais democrático, responsável e empreendedor que seja esse poder. Por outro lado, no calor emocional do momento, são aceitáveis alguns desmandos, palavras ou actos menos pensados, menos racionais mas, com o passar do tempo, essas atitudes já não se justificam. O que já passou à história não está em discussão. A história não se discute, apenas tentamos compreendê-la. O texto, mais uma vez, vem com a já bafiosa narrativa de que quem critica é BC e, como tal, não é sportinguista. Nada mais errado e toda a crítica, desde que construtiva, é sempre bem vinda, é sempre salutar. Ao longo de mais de 100 anos fomos criando história, e na história está escrito que Bruno de Carvalho foi um dos presidentes mais empreendedores e mais importantes do nosso clube. Cometeu erros? Sim. Muitos. Mas qual foi o presidente que mais lutou pela introdução do VAR? BC. Quais foram os presidentes que mais lutaram contra o SISTEMA? Dias da Cunha e BC. E o que está aqui e agora em discussão é o SISTEMA. Não vou falar das outras coisas fundamentais feitas por Bruno Carvalho como o aumento do número de modalidades [55 e campeão em 35],a negociação dos direitos televisivos que envergonhou os nossos rivais, a construção de um pavilhão que é o nosso orgulho e que o poder instalado dizia que era impossível, que não tínhamos dinheiro para isso, a televisão, neste momento muito mal explorada, mas que pode e deve ser um órgão fundamental de agregação e informação dos nossos companheiros, principalmente dos mais afastados, é muitas outras coisas que não vale a pena estar agora a referir. Repito, fez algumas asneiras, mas foi provado que nada teve a ver com o ataque à Academia. Não fez guerra à juve, mas isso não quer dizer que tenha algo a ver com o ataque. O presidente do Benfica não é culpado do assassinato de adeptos do Sporting. Uma coisa é estar com as claques, outra é cometer os crimes.
Tudo isto para dizer que é tempo de deixar a história no seu sítio e partirmos para o futuro sem narrativas bafientas e, quiçá, mafiosas.
De Leão XXV a 06.11.2025 às 21:12
Bruno de Carvalho teve mérito na construção do pavilhão; na execução de uma reestruturação financeira muito dura; na dinamização das modalidades, pois foi com ele que o Sporting voltou a vencer títulos no andebol, voleibol e hóquei em patins; na negociação do contrato com a NOS; e também na recuperação da competitividade do futebol profissional.
O problema é que a sua personalidade boçal, megalómana e narcisista alienou toda a gente à sua volta. A sua relação com os jogadores era péssima, pois estes não gostavam de ter um presidente bipolar, sem resistência à frustração, que passava da euforia à fúria conforme os resultados, e que sobrepunha-se aos jogadores nos festejos das conquistas.
Pessoalmente acredito que Bruno de Carvalho é mais do que moralmente responsável pelo ataque aos jogadores em Alcochete. É indiscutível que virou os adeptos contra os jogadores para se limpar dos maus resultados, mas acho que mandou mesmo aqueles energúmenos baterem nos jogadores. Para mim, só não foi condenado porque isso condenaria também a SAD do Sporting a indemnizar os jogadores que não desistiram dos processos em tribunal, o que seria um abalo financeiro fatal. Não foi só devido à indiferença com que reagiu ao ataque que fez toda a gente suspeitar de Bruno de Carvalho. Houve toda uma forma de agir ao longo do tempo, com recurso às claques para intimidar os jogadores noutras ocasiões, e também outras pessoas. Houve também mensagens trocadas num blogue afecto à Bruno de Carvalho antes do incidente em Alcochete que já indiciava que estavam a preparar algo para dar uma “lição” aos jogadores. O certo é que o dano reputacional foi enorme, assim como o prejuízo desportivo e financeiro. Recorde-se que nessa época o Sporting perdeu uma Taça de Portugal perfeitamente acessível, ao perder a final com o Desportivo das Aves.
Pior ainda foi a forma como Bruno de Carvalho se quis perpetuar no Sporting, criando uma divisão entre o futebol e as modalidades, em que o futebol era mau, porque os jogadores eram “ingratos” e “mimados”, e as modalidades eram boas porque tinham ganho títulos nesse ano. Quis criar uma fractura fratricida no clube, virando os adeptos contra o futebol e contra a SAD para se manter no poder e violou os estatutos do clube.
Foi uma coisa medonha, vergonhosa, nunca vista num clube português. Os seus apoiantes colocaram o clube a ferro e fogo para não darem o braço a torcer do mal que fizeram. O Sporting deve muito a Frederico Varandas e às suas direcções, pois foi precisa muita coragem para aguentar os primeiros anos. E tenho também muita gratidão a João Benedito, que não quis ser oposição nos anos mais difíceis, apesar de ter sido para isso desafiado (e note-se que teve mais votantes do que Frederico Varandas nas eleições), e assim não foi um factor de instabilidade.
De Leão XXV a 06.11.2025 às 21:41
Só para clarificar o que quis dizer quanto ao futebol profissional. A primeira época com Leonardo Jardim foi muito meritória, dado o mísero orçamento de 25 milhões de euros. Mas a saída de Leonardo Jardim, que se fartou das palhaçadas de Bruno de Carvalho, já era um prenúncio do que viria a suceder. Com Marco Silva voltaram as quezílias, e com Jorge Jesus, que não cheguei a perceber se foi contratado por Bruno de Carvalho ou José Maria Ricciardi, o Sporting esteve muito próximo de vencer o campeonato. Não vale a pena agora recordar as incidências daquela época.
No entanto, os planteis que o Sporting teve naquele tempo eram muito fracos, apesar da propaganda de Bruno de Carvalho. Só o Coates, o Bruno Fernandes e o Bas Dost é que tinham nível para o Sporting, o resto eram uns cepos que ainda por cima estavam sempre desertos para saíram do clube. Era a receita para o desastre que viria a acontecer, quando Bruno de Carvalho se viu apertado pelos maus resultados.